A Escolhida
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Estou a mais de meia hora no salão das mulheres sem saber exatamente o que fazer, a Rainha Amberly está chamando uma por uma e como de costume, sou a última... então meu coração está a mil sem saber o que pensar. Eu até gosto dela, me identifico com sua história, mas depois do que eu fiz em relação ao diário de Gregory Illéa, realmente tenho medo do que possa ouvir. Assim que foleio a revista, lembro-me de May dizendo o quanto queria poder comprar revistas... Assim que me deparo com a foto de Celeste faço uma pequena careta e fecho a revista e me endireito na cadeira. Silvia aparece sorrindo e me chama, me levanto da cadeira e me dirijo até ela.
Apesar de tudo que aprontei, ela está bem comigo, não demonstra nenhum tipo de mágoa, ou raiva. Ela abre a porta da pequena sala que fica atrás do salão das mulheres e eu me deparo com a rainha sentada em um sofá, impressionante como ela é linda e como seu jeito gracioso me encanta, me aproximo devagar e ela sorri fazendo sinal para que me sente em sua frente, eu faço a reverência como de costume e me sinto de lado.
—Silvia, pode nos deixar a sós! — Silvia assente e fecha a porta, ela se endireita no sofá e pega uma pequena xicara me entregando, agradeço sibilando em meus lábios sem que a voz saia. — Então América, você é a última! Não se assuste, apenas quis conversar melhor com vocês já que não tenho muito tempo, além do mais uma de vocês vai morar aqui e o mais importante, terá que cuidar do meu filho. Mas me diga, o que você faz? — Ah tá que a rainha não sabia o que eu fazia!
—Sou uma cinco, toco violino e demais instrumentos com meus pais em festas de casamento.
—Bom, eu vi você tocar no aniversário de Kriss e simplesmente amei, você tem um dom menina... — sorrio— E gosto do modo que você é sincera, apesar de que você exagerou na apresentação— abaixo minha cabeça— mas não quero falar disso, me diga, o que mais ama?
—Acredito que seja May, minha irmã caçula... eu enfrentaria o mundo por ela, as vezes acho que a amo mais que tudo... — desvio meu olhar para encarar o vazio.
—Ah sim, de fato ela é uma graça... Maxon me apresentou ela e me fez conversar com sua família! — ele fez o que? — May de fato é um anjo... — estou boquiaberta. — E seu pai é muito inteligente.
—Ah obrigada, mas, porque ele fez isso? — ela sorri e coloca a xícara na mesa, faz sinal de retirar a minha como se pedisse permissão e eu a entrego, ela se ajeita e as vezes da impressão que ela nasceu como uma um.
—Acho que nunca vi Maxon enfrentar o pai como naquele dia, e muito menos mentir... — a encaro ainda com olhar de dúvida e ela abaixa o olhar— O soldado me disse que vocês estavam seguros, pouco antes de morrer eu consegui contato com ele, disse que havia colocado os dois em um local secreto e que não havia perigo. Como sempre soube que meu filho é inteligente, resolvi omitir isso, meu coração de mãe estava sossegado, mas eu mantive a expressão de medo e de dúvida. — Ela sabia. — E então, ele conseguiu usar isso ao favor dele. Isso fica como nosso segredinho está bem? — assenti sorrindo envergonhada. — apesar que você e segredos— ela riu.
—Prometo guardar esse e os outros segredos que estão por vir— falo seriamente e ela coloca sua mão sobre a minha.
—Estava brincando querida! — ah sim, dela que o filho pegou a mania de querida. — quero te pedir uma coisa. — aquiesço a cabeça e ela me encara. —
América, Maxon realmente gosta de você, não o decepcione!
—Eu o magoei, eu sei, mas eu vou honrar minha segunda chance— ela coloca sua mão sob a minha e passa os dedos em meus nós. Abaixo meu olhar.
—Eu sei que vai, confio em você... Eu torço por você— meus olhos se erguem e ela está me encarando com um olhar maternal— nosso outro segredo, é contra as regras torcer por uma de vocês, mas eu sou mãe e quero em primeiro lugar a felicidade do meu filho e essa está com você! — assim que ela termina, suas palavras ecoam em meu ouvido e eu sinto um frio na barriga, ela torce por mim? Ah sim, ela torce. —Minha querida, adorei conversar com você. Se não se importa, está na hora do chá da tarde e eu tenho que estar ao lado do meu marido!
—Tudo bem— me levanto depressa— Foi muito bom conversar com vossa alteza— faço reverência e ela me segura quase que impedindo.
—Sem protocolos América, não quando estamos a sós— ela se levanta e beija delicadamente meu rosto, sinto meu corpo tremer e me retiro da pequena sala.
Ah sim, preciso pensar em tudo que ouvi? Ela torce por mim?! Ah sim Meri ela torce! Seguro levemente a seda de meu vestido rosa que cai corretamente em um dia claro e caloroso como esse em Illéa, subo as escadas e me deparo com Kriss no corredor conversando com Elise, aproveito para voltar e me esconder no vão da porta e escutar o que ela diz.
—Ah sim Lise, ele é muito elegante e fino e... Eu adoro passar horas com Maxon, se pudesse jamais sairia de perto dele, sabe? Maxon me traz uma segurança que eu jamais pensei em sentir em qualquer homem.
—Ah Kriss, você e América são duas sortudas, quem me dera dele ficar horas comigo... Certeza que ele vai escolher uma das duas.
—Espero que essa escolhida seja eu, por isso vou lutar.
—Já lhe disseram o quanto é feio escutar conversa alheia? — sinto um arrepio quando escuto a voz de Maxon em meu ouvido sussurrando de maneira divertida, me viro de modo que fique de cara com ele.
—Não quando se trata de uma competição!— ele sorri mostrando seus lindos e perfeitos dentes brancos— E quando o prêmio é você, disse que ficaria e iria lutar, é o que vou fazer. — ele sorri mais uma vez demonstrando seus dentes brancos.
—Ótimo, mas será que essa lutadora tem meia hora para andar pelo jardim com seu tão batalhado prêmio? — Sorrio e assinto pegando sua mão que está estendida, ele me puxa de volta as escadas e descemos depressa em direção ao jardim.
Notas finais
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