A Escolhida
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Daphne estava animada por terem conseguido invadir a biblioteca... O que era estranho ter uma pessoa lá dentro procurando um diário... Isso era muita loucura para a minha cabeça. Aspen lá fora, Maxon preocupado e eu aqui de mãos atadas. Eles me tratavam muito bem, especialmente Daphne e Jordana... As duas não cansavam de me elogiar... Espero e coração que Aspen não esteja nos escutando. Não quero que ele saiba de nada.
—Me senti mal ao fazer aquilo, Maxon ficou preocupado—Daphne riu.
—Acho que seu choro o desesperou mais... Ele nunca sabe o que fazer quando vê uma mulher chorar... —ela de fato o conhecia... Sorri e Daphne se sentou ao meu lado.
—É eu sei... Ele tem problemas com isso... — ri e ela me encarou.
—Me lembro de uma vez que fui visita-lo e escutei seus gritos ao chegar a seu quarto... O rei estava batendo nele. Aquilo me corroeu América —senti um aperto e passei a mão no peito denunciando minha dor...
Por mais que as coisas estivessem indo bem eu tinha medo de quando Maxon descobrisse, Aspen estava lá fora e eu me recusei em ficar muito perto da porta, Jordana e Daphne foram deitar e eu fiquei sentada na sala. O moreno que me segurou mais cedo quando Maxon estava lá se sentou ao meu lado.
— Conseguimos nos infiltrar... Os ativistas estão vestidos de soldados e vamos achar o diário. Gostei da sua determinação, seu caráter... — sorri.
—Não sei se fui assim, mudei muito... Senti-me mal em não poder fazer nada. —O que queremos é mudar isso... Sabe... as pessoas serem livres para serem o que quiserem. Sou um cinco... Nunca me vi cantando ou fazendo quadros... Não sou nem de longe um artista.
—Achei que os ativistas fossem apenas três. — me ajeitei no sofá ele me encarou.
—Sou o único cinco. Uni-me a eles quando descobri o que queriam... Sonho em ser médico.
—Eu sempre quis ser professora. — dou de ombros e ele me encara.
—Então porque quis vencer? Se você vencer será uma um e bom... Pode não ter direito de ser professora, mas terá muito dinheiro. Entendo sua escolha. — respiro fundo e o encaro.
—Não é pelo dinheiro... Se um dia foi pelo dinheiro considero que tenha sido no começo... Por meus pais e... Meu estomago. — o moreno sorri — mas quando conheci Maxon tive a certeza que era por ele.
—Não desista dos seus sonhos, além do mais você é a princesa ideal para Illéa. —sorriu se levantou- se não se importa eu vou me deitar. —assenti e ele saiu sorrindo. Será que eu era uma princesa ideal para Illéa?
—Meri — a voz sussurrada de Aspen me fez levantar depressa e me afastar, se ele me visse ali não seria muito bom. — Meri eu escutei a sua voz, será que pode vir na janela? — olhei pelos cantos e fiz a minha cara de assustada, me aproximei e ele me encarou. — pode parar de fingir, escutei sua conversa com esse cara e com as outras, Meri, isso é muito perigoso sabia? — o que eu mais temia estava acontecendo, ele sabia agora!
—Ache o que quiser Aspen, eu não quero mais saber se é certo, eu vou ajudar e se quiser que as castas sejam eliminadas você vai ficar bem quieto, depois que tudo se resolver pode até contar para Maxon assim ele vai me odiar para sempre. — aquilo me faz respirar fundo e me ajeitar na janela— Se puder por favor ficar quieto.
—Meri eu não te prejudicaria, jamais! Maxon conversou comigo ontem... Sabe, eu vi que aquele cara pode ser tudo, arrogante, mesquinho, está bem ele é o príncipe... Mas ele te ama. — me endireitei e ele me encarou— ele me pediu para cuidar de você e ser seu amparo... Disse que não ia nos prejudicar, não aguentaria ver você sofrer... Se me tirasse do castelo teria que dar um motivo e por mais que ele inventasse iriam descobrir, então decidiu agir normalmente... Mas quando eu contei que você havia sido raptada ele moveu o castelo inteiro.
—Aspen... — relutei.
—Me deixe terminar— assenti— Decidi de que te amo muito e por isso vou lutar por sua felicidade e a sua felicidade é ele... Não podemos deixar que ele descubra dessa farsa certo? — aquilo realmente estava mexendo comigo, parei por um tempo e sorri assentindo. — Quem sabe essa não é a chance?
—Aspen— sorri me apoiando na janela onde tinha flores, o barulho de insetos denunciavam que estávamos no meio do nada, estava tudo escuro e Aspen se apoiava na grade. — Torço para que encontre alguém que te ame demais! Que te faça a pessoa mais feliz de todas... Obrigada por me ajudar.
—Agora entre, vá que ele resolveu mandar mais alguém e te vê aqui, nem todos são como eu Meri. — assenti e sai de suas vistas agradecendo mentalmente sua atitude.
Entrei no quarto onde em uma enorme cama dormiam Daphne e Jordana, nada a se comparar com meu quarto no palácio, mas eu estava definitivamente cansada, me ajeitei e olhei para cima, será que essa era minha terceira e última chance? Queria ao menos dormir, não sei se seria possível conseguir isso. Sinto que virei a noite inteira até conseguir enfim dormir.
—América acorde, Maxon está ai. — Jordana me chamou, levantei depressa e me dirigi até Jordana que mais que depressa me segurou rudemente, saímos e eu estava tão feliz ao ver Maxon que não tinha o porque chorar, fiz então o exercício de o que me fazia mal, ele casar com Kriss, ela ser sua querida, ele nunca mais me amar, ele levar um tiro! Meu choro apareceu em grande estilo e eu o encarei. — Fez o que pedimos Alteza?
—Sim, bem... Quero que, por favor, entendam o que vou dizer— ele se ajeitou com cara de dor e eu o encarei assustada— no reino as coisas não são tão fáceis como parecem, meu pai não aceitou a eliminação das castas, podemos negociar, quem sabe dinheiro ou liberdade para outro país, o que eu imploro é que não a machuquem... — um soldado veio correndo e colocou a mão em seu ombro, Maxon fez uma cara de dor e eu tive a certeza de que ele havia apanhado. Jordana ficou abismada e levantou meu braço me arrastando com posse.
—Então ela morre— minha espinha gelou.
—Achamos... Achamos— os ativistas vieram correndo de soldados e Maxon os encarou, assim que os viram com um livro nas mãos Jordana me soltou e os demais correram em sua direção, Maxon fez sinal para que os guardas não reagisse e mais que depressa me puxou para si.
—Minha querida— ele me abraçou e eu passei minhas mãos em seus braços sabendo que ele estava com as costas doloridas. — Está tudo bem? — ele beijou minha testa e eu me aninhei em seu peito.
—Se disser que me perdoa e ficarei melhor— sussurrei.
—Eu já te perdoei... Ah América, como eu sofri essa noite! — Maxon me colocou para trás dele e os ativistas o encararam. — Se forem fazer algo a ela peço que isso seja feito em mim, eu sou o errado e não vou ligar em me colocar no lugar dela— o olhei abismada, o que? Não!
—Não precisamos, sabe o que é isso Alteza Maxon Schreave? — ela balançou o diário e ele negou— os verdadeiros diários de Gregory Illéa, os que você tinha em mãos quem reescreveu foi seu pai e agora vamos provar que as castas jamais existiram... — Maxon me encarou assustado e eu fingi estar abismada, será que era isso mesmo?
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