A Escolhida

10 Capítulo 10


Notas iniciais
AAAAAAHHHH mais um cap como prometido... Pretendo att amanhã :)

—Espera, Daphne você está me dizendo que o rei Clarkson é descendente de Gregory Illéa? —Estava pasma, como assim? Eu não tinha reação para falar nada, Daphne me contou coisas que eu jurei não acreditar, por mais estranho que fosse eu estava me sentindo á vontade e Daphne me contava ainda mais de Maxon, ela realmente o conhecia, saber que ele apanhava do pai desde criança me fez mal, imaginar aqueles olhos de medo em uma criança que estava apanhando me fez doer o coração. — Então é por isso que ele tem acesso a todos os diários e informações dele?

—Diários falsos você quer dizer— franzi a sobrancelha e ela assentiu— Meu pai e Clarkson são unha e carne, por isso sei de muita coisa... Um dia, meu pai descobriu o verdadeiro diário e foi contestar, estava brincando de esconder com Maxon, quando ouvi meu pai gritar eu assustei e me escondi em uma das paredes falsas do castelo, foi ai que descobri que para ter um reinado sem nenhuma falha ele havia criado as castas, mas, como sabia que não iria funcionar ele reproduziu o diário do verdadeiro Gregory Illéa... O verdadeiro nunca acharam, é o que procuramos todas as vezes que entramos lá no palácio. América, Maxon nem imagina isso, por isso que ele tem pressa, ele tem medo que a verdade venha á tona. — abaixo minha cabeça e ela coloca sua mão sobre a minha. — Por isso que ele quer a Celeste ou a Kriss, Celeste é uma riquinha que pouco se importaria com nada, Kriss é uma submissa que aceitaria qualquer coisa por Maxon, mas você... América, quando Marlee apanhou você quis lutar, você se opôs... Ele jamais ia querer isso.

—Daphne, não que eu não acredite mas... — Espera, faz sentido, faz muito sentido tudo isso, por isso que ele me odeia, por isso ele me queria fora, por isso aquele aviso e... Ah não, eu sugeri exatamente que eles eliminassem as castas, o que havia naquele diário onde eu imaginei que Gregory fosse o cara mais arrogante era na verdade ele, o rei, pai do homem que eu amava. — Talvez seja realmente verdade, Daphne, não adianta estarem comigo, a essa altura a Kriss já é a escolhida. — me levantei e andei até a janela da cozinha.

—Ela será anunciada no jornal dessa noite, ou não... Acho que a essa altura Maxon já sabe que está aqui, se você estiver ao nosso lado ele faria de tudo para ter você de volta, América, é só fingir que estamos a torturando, eu juro que não a machucaremos, além do mais eu não poderei aparecer, quero o que todos querem... Assim que ele souber que está aqui vai mover todo o palácio, assim os demais invadem e conseguimos o acesso a biblioteca... — parei por um tempo e então fechei meus olhos.

—Mandem avisar pelo menos May de que é tudo encenação?! Ela é minha única preocupação. — ela assentiu sorridente, sei que assim que Maxon souber ele jamais vai me perdoar, mas, eu sempre apronto mesmo.

Daphne saiu correndo para que avisassem os demais, eu não sei se tinha mais medo de não saber agir ou dele não se importar, ou até mesmo de mandar Aspen atrás de mim e essa noite escolher por fim a Kriss, não iria aguentar saber que havia destruído de vez, por outro lado pensava que poderia ser minha última chance, me sentei no sofá e respirei tentando me acalmar, em poucos minutos Daphne voltou sorrindo dizendo que estava tudo certo, Aspen havia acordado e Maxon já sabia de tudo, os rebeldes ou, ativistas como preferiam estavam lá, todos de plantão no palácio aguardando a saída dele e de sua tropa para invadirem e atingirem a biblioteca, então quer dizer eu todo esse tempo o que eles procuravam era o diário “verdadeiro” de Gregory Illéa? E os soldados que morreram? Apenas por papéis?

—América, Maxon está ai na frente... eu vou para o fundo porque ele não pode me ver... Jordana está aqui e vai te ajudar... Se puder chorar e gritar por socorro. Calma, você é guerreira e se um dia ele descobrir vai ver o quanto é corajosa. É isso que faz uma verdadeira princesa, luta por seu povo! — respirei fundo assentindo e ela sorriu— pense naquilo que mais dói.

Príncipe... Príncipe Maxon! E amanhã decidimos como você vai sair, se possível não quero perto dele até sua saída, vou fingir que nada aconteceu e não vou puni-la. Deveria ter escolhido Kriss a muito tempo. Isso mais me doía, pensar nas suas palavras e no modo como me tratou, não foi difícil chorar no momento em que o som da sua voz se reproduziu rude em minha cabeça.

Onde está ela? — escutei Maxon gritar e então Jordana e um moreno alto me seguraram rudemente piscando para mim, assim que sai Maxon estava lindo em uma roupa branca que marcava seu corpo e os soldados armados ao seu lado, os ativistas se uniram armados ao meu lado e eu entrei em desespero ao imaginar que algo poderia sair errado e Maxon ser atingido. — América— ele disse com pesar e eu chorei sem pensar em mais nada. Ele tentou se aproximar e os dois grupos ergueram as armas, ele voltou e me encarou— A machucaram minha querida? — neguei de cabeça baixa, eu era uma péssima mentirosa.

—Ah vejam se ele não deu as caras— Jordana disse com pulso firme— Acho que seria uma pena ela morrer— minha espinha gelou e eu não queria o encarar. — Ou vocês eliminam as castas ou é isso que acontece.

—Não— ele gritou— não relem um dedo nela— o moreno me puxou e de um jeito agressivo me colocou em sua frente. — A soltem, eu prometo fazer o possível, eu juro que vou conseguir, mas a deixem ir comigo... Eu sou um homem de palavra— aquilo cortou meu coração.

—Nem pensar— contestou Jordana— América só sai daqui com as castas eliminadas.

—Então é guerra— gritou um soldado e levantou a arma, eu me abaixei e Maxon gritou.

—Não, não e não, ninguém vai se machucar. Peço por favor que aguardem, dentro de doze horas eu vou resolver isso, não a machuquem, por favor. — ele me encarou e eu chorei ainda mais em desespero.

—Acho bom nem anunciar a vencedora hoje, se não conversar com seu pai e resolver o que queremos dentro de doze horas ela morre— até que ponto era encenação?

—Maxon— protestei, agora realmente com medo— Promete que vai voltar? — o encarei.

—Sim minha querida... Eu não vou deixar que nada aconteça a você. — assenti sem palavras e ele sorriu sem vontade para me “acalmar”. — Soldado Leger! — Aspen está ai? Ele saiu de trás de todos os demais e apareceu ao seu lado. — Quero pedir primeiramente a permissão de deixar apenas um soldado para garantir de que nada acontecerá a ela... Desarmado, mas de segurança— Jordana me olhou sem que eles percebessem e eu assenti.

—Apenas ele!

—Está bem... Soldado, guarde suas armas e fique aqui... América, eu prometo voltar está bem? — assenti mais uma vez. Céus e agora, e se Aspen descobrisse o plano?

Notas finais
E agora? O que acharam dessa loucura do diário? Ah comentem e recomendem.