Notas iniciais
A palavra do dia é ceitil.

Inserida no meio acadêmico, sempre rodeada de informações, eu sabia tudo o que aconteceria, teoricamente.

Na prática foi bem diferente.

Desde o primeiro passo, registrar a ocorrência, receberam-me com indiferença, descaso, e um muito direto ‘temos mais o que fazer do que resolver briga de casal’.

A cada passo depois disso, fui desencorajada e quase desisti.

O olho roxo em Juliet me fez prosseguir.

Um advogado me procurou. Não quis dizer como soubera do meu caso, mas era excelente e cobraria um ceitil. Com ele, consegui que eu e as crianças nos mudássemos, e dei entrada no divórcio.

Obrigada, mãe.

Notas finais
Isso acontece mais do que vocês imaginam. É mais 'fácil' continuar como está. Você apanha vez ou outra, e daí? Tem teto, comida, afeto de vez em quando, e ninguém parece achar isso muito terrível, mesmo. Afinal é só uma briga de casal. Especialmente com uma criança pequena na jogada. Para esclarecer: Ela não vê a mãe desde que foi deserdada, mas não significa que a mãe esqueceu dela. Só não tinham como se falar (tanto pelo pai, quanto pelo marido.)