A Escolha de Nádia

1 A escolha de Nádia


Notas iniciais
A minha primeira fanfic sobre Ashita no Nadja

A escolha de Nádia

Todos nós conhecemos a história da jovem Nádia, a jovem rapariga de treze anos, cabelos loiros e olhos azuis que cresceu no orfanato Applefield, que desde bebé que tinha um broche em forma de coração que pertencia à sua mãe. Todos nós sabemos que um dia, a directora do orfanato entregou-lhe uma mala que continha um lindo vestido de baile e um diário que há muito pertenceram à sua mãe mas o mais chocante foi quando Nádia leu a carta que vinha junto da mala, dizendo que a sua mãe ainda estava viva…desde esse dia Nadja partiu numa aventura em busca da sua mãe, encontrando perigos, amizades e amores. Nádia juntou-se à Companhia Dandelion como bailarina, conheceu várias pessoas como o jornalista Harvey e o seu irmão TJ, o jovem Christian que estudava a história do Egipto, o jovem e talentoso pianista John Whittard, o arrogante e ambicioso Antonio Fabiani, os dois amigos Leonardo Cardinale e Thierry Rothschild, o trovador Rafael, Julieta a noiva de Leonardo, entre muitos outros de quem ficou amiga…ou não.

Para além da sua longa viagem para encontrar a sua mãe, Nádia ainda teve de lidar com as pessoas que andavam atrás do seu broche, o seu tio Herman que chegou mesmo a tentar matá-la, os dois detectives Rosso e Bianco e a rapariga a quem Nádia chamava de amiga, que crescera com ela no orfanato Applefield mas que no final apunhalou-a pelas costas, fazendo-se passar por ela, a jovem Rosemary…mas Nádia ainda tinha uma decisão a fazer, uma decisão o qual o seu coração não conseguia responder na altura, a jovem rapariga viu-se dividida entre dois jovens rapazes, que se apaixonaram por ela e eram irmãos gémeos! No final os três concordaram que deviam esperar que Nádia fosse mais velha e então ela iria decidir com quem seria realmente feliz mas apesar de a amarem profundamente os dois gémeos no fundo estavam decididos a abdicarem dos seus sentimentos por Nádia para o outro ser feliz com ela pois ambos só queriam que a rapariga que amavam fosse feliz com quem devesse mesmo que isso significasse que ela fosse feliz com outra pessoa que não eles…

Mas agora, já passaram quatro anos desde que tudo isto acontecera na vida de Nádia e ela agora já não é aquela rapariga frágil e infantil que era, agora ela tinha 17 anos e havia crescido muito, deixou o seu cabelo loiro crescer até à sua cintura, estava mais alta, já não usava o seu vestido do orfanato de Applefield agora usava uma camisa branca e uma longa saia rosa clara. Anna Petrova teve de ajuda-la a fazer novos fatos de bailarina visto que os que esta usava quando tinha 13 anos já não lhe serviam, apesar de ter crescido e amadurecido, Nádia continuava a ser a mesma doce rapariga que todos conheciam, sempre feliz e disposta a ajudar todos os que precisavam.

Neste momento Nádia e a Companhia Dandelion estavam a actuar em Inglaterra, o lugar onde tudo começou, isto trazia memórias não só a Nádia mas também aos outros membros da companhia.

“E agora, a nossa bela e extraordinária bailarina! Princesa Nádia!” anunciou George

Nádia entrou em palco vestida no seu tutu azul e tal como sempre dançou na perfeição, no final do espectáculo todos recolheram o dinheiro que o seu público deu. Nádia colocou de novo a sua roupa do dia-a-dia e saiu para fora do carro da companhia.

“Nádia mas aonde é que vais? Está na hora do almoço!” disse Sylvie

“Tenho umas coisas a tratar Sylvie, desculpa, almocem sem mim!” gritou Nádia enquanto corria pela rua fora.

“Esta rapariga…” suspirou Sylvie

“Aonde é que ela foi?” perguntou Kennosuke, que agora também estava na casa dos seus 17 anos

“Como se tu não soubesses Kennosuke…” murmurou com certa malícia, a pequena Rita que agora tinha uns 10 anos.

“Humph..”

Entretanto Nádia caminhava em direcção a uma mansão no topo de uma colina, sorriu, sentindo-se bastante feliz ao avistar a mansão. Há já algum tempo que não os visitava, será que eles a reconheceriam visto que ela tinha mudado tanto? Nádia manteve o seu feliz sorriso e caminhou até ao portão.

“Desculpe?” disse Nádia ao avistar uma das empregadas, a jovem mulher aproximou-se dela e abriu-lhe o portão.

“Sim? Em que posso ajudá-la?”

“Seria possível falar com o Sr. Francis e o Sr. Keith?” perguntou, sentindo-se estranha por dentro pois não estava nada acostumada a trata-los por “senhor”.

“Hum…Claro, eu vou chamá-los, por favor espere aqui fora” disse a empregada enquanto caminhava para dentro da mansão, Nádia entrou e observou o jardim e então viu a grande árvore que se encontrava no jardim, olhou em volta, esperando que a empregada ainda não tivesse voltado com os gémeos. Vendo que não havia sinal de ninguém, a jovem rapariga sorriu e começou a trepar a árvore, escondendo-se por entre as folhas verdes. Pouco tempo depois começou a ouvir algumas vozes a aproximarem-se.

“Tens a certeza de que ela ficou mesmo aqui?”

“Sim senhor, disse-lhe para ficar aqui à vossa espera”

Os dois gémeos olharam-se, achando muito estranho que uma rapariga tivesse vindo cá para falar com eles e depois desaparecer como por magia.

“Juro-vos meus senhores, que ela estava mesmo aqui”

Keith olhou em volta e acabou por ver dois pezinhos a balançarem para a frente e para trás num ramo de uma árvore, o rapaz esboçou um sorriso…só havia uma pessoa que ele conhecia que adorava subir às árvores…Keith virou-se para a empregada.

“Não te preocupes, nós encontramo-la”

“De certeza meu senhor?” perguntou a empregada recebendo apenas um aceno de cabeça de Keith, a empregada acabou por ceder e foi-se embora.

“Muito bem e então onde é que a vais encontrar?” perguntou Francis, Keith continuou com aquele sorriso no rosto e fechou os olhos e apontou para a árvore onde os pezinhos ainda balançavam.

“Muito bem, já podes descer” disse Keith, virando-se para a árvore, os dois viram um par de olhos azuis a espreitar pela folhagem e depois um pequeno riso, Nádia saltou do ramo onde estava sentada para o chão.

“Há quanto tempo, Keith, Francis” disse ela com um sorriso

“Nádia” disse Keith com um sorriso

“N-Nádia..? És tu?!” disse Francis, Nádia riu-se

“O que é? Mudei assim tanto?”

“Sim, muito”

Nádia aproximou-se dos gémeos e tocou na testa dos dois com a ponta dos dedos e deu um leve empurrão e depois riu-se.

“Já não sou a rapariga baixinha que vocês conheceram”

Nádia e os gémeos riram-se, a rapariga então saltou e abraçou Keith e Francis.

“É bom voltar a ver-vos, aos dois”

“Também é bom voltar a ver-te, Nádia” disse Francis

“Após estes quatro anos sem te ver” disse Keith, Nádia deu aquele sorriso doce.

“Eu vi o Francis à dois anos atrás mas tu, menino Keith, nem sinal de ti!” reclamou a rapariga para depois fazer beicinho, Keith riu-se um pouco.

“Não te disse nada porque não te queria preocupar Nádia, mas eu tive de me esconder durante uns dois anos antes de voltar para cá”

“Huh? Porquê?”

“Seria muito estranho que no momento em que o Rosa Negra desaparece, o filho desaparecido do duque Harcourt aparece. Alguém poderia juntar as coisas e descobrir que eu era o Rosa Negra”

“Entendo”

“Eu vou pedir à empregada que nos prepare um chá” disse Francis e foi-se embora de novo para o interior da mansão, deixando Keith e Nádia a sós.

“Senti muito a vossa falta, Keith…não havia um dia que não pensasse em vocês..” disse Nádia

“Nádia…”

Nádia fechou os olhos durante um certo tempo e depois voltou a abri-los e olhou para ele

“Keith…tu sabes o quão…difícil foi para mim…saber qual de vocês os dois eu amava realmente…”

“Eu sei…e foi por isso que nós os três chegamos ao acordo de esperar que deveríamos esperar que crescesses para decidires”

“Keith…eu já tenho 17 anos…e durante estes quatros anos eu reflecti bastante sobre quem eu amava realmente…”

Keith permaneceu calado, à espera que ela continuasse, sabendo que a resposta pelo qual tanto ele como o irmão estavam à espera.

“Eu já fiz a minha decisão…” continuou ela, continuando a olhar para o jovem de cabelos loiros e nesse momento a jovem bailarina aproximou o seu rosto do de Keith até os seus lábios tocarem nos dele. Keith foi apanhado de surpresa por este acto por parte de Nádia.

A rapariga separou os seus lábios dos dele e deu-lhe um pequeno sorriso, sentindo-se um pouco envergonhada.

“Keith…és tu quem eu realmente amo…”

“Nádia…tens…a certeza…?”

“Sim…é verdade que eu também gosto do Francis e não duvides disso mas eu apercebi-me que eu gosto do Francis…como um irmão”

Keith não pôde evitar ficar surpreso com esta confissão, na verdade ele pensava que Nádia ia escolher Francis para ficar com ela e não com ele.

“Eu amo-te, Keith” disse ela enquanto se encostava a ele, com a cabeça sobre o seu ombro, Keith acabou por também colocar um braço em volta dela.

Ao longe, escondido atrás de uma parede, Francis observava a cena toda e aos poucos esboçou um sorriso…afinal era isto que ele queria, que Nádia fosse feliz seja qual fosse a sua decisão e ele sabia que ela ia estar em boas mãos, ele sabia que Keith nunca a iria magoar.

FIM

Notas finais
Por favor comentem!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!