A Escolha
1 Vida? Não, Inferno
Notas iniciais
Então, quem estiver lendo, e tiver uma conta, comente :) favorite *-*
e leia ♥-♥
Se não tiver uma conta, faça uma :)
Pov Amanda:
Você sabe o que é fugir? É o que estou fazendo agora.
Infelizmente, sou estranha. Diferente. E agora tenho que pagar por minhas escolhas. Escolhas que já achei certas, mas que meus sonhos dizem estar erradas. Eu tinha uma família, boa, sentimental. Já vivi feliz ao lado dela, mas alguém, a mesma pessoa que envia monstros atrás de mim, fez com que tudo isso se tornasse passado para mim. Se tornasse ódio. Rancor.
— Venha cá, garota imprestável, eu estou com fome a três dias, e vou jantar você! — diz a criatura gigante.
— Não. Se me quiser, terá de me pegar. Por vontade própria. Seu fraco! — gritei para a, hum, seja lá oque aquilo for.
Mas o monstro deve ter se teletransportado, e me comeu. No sentido de comer alimentos.
E tudo ficou escuro. Como a minha vida agora.
Levantei, já acostumada com tais pesadelos, há vezes, que eles realmente se tornam realidade. Estranho, eu sei.
Mais estranho ainda, é que quando pedia oque esses homens eram aos meus pais eles diziam ser apenas senhores, vendedores e empresários. Mas eu podia ver, eu via e sabia oque eles eram por trás da imagem que aparecia na cabeça de meus pais.
ROOM!
Fome. Minha mochila sumiu, só tenho algo que achei em meu quarto, parece ser de portar armas, mas uso como prende dor de sacolas e garrafinhas de água.
Troquei de roupas, comi duas maçãs e vou sair daqui em busca de água, que ouço ter aqui perto.
Escuto um urro bem próximo, saio correndo e subo em uma árvore, a mais alta da floresta, na qual dá para ver quase tudo daqui de cima. Ver a densa floresta sombria e fria, na qual me abrigo.
Mas como a minha sorte é enorme — note a ironia — as árvores estão caindo, ou melhor sendo devastadas por aquilo que vem me seguindo há muitos dias.
A última coisa que me lembro antes de desmaiar, foi que alguma coisa, ou alguém bateu com muita força na minha cabeça, e eu caí para trás.
[...]
"Um lugar escuro, muito escuro. Eu estou caindo para um abismo aparentemente sem fim.
— A garota é poderosa, pode nos ser muito útil.- disse uma voz grossa.
— Não sei, seria muito perigoso.- disse outra voz.
— Mas poderíamos sequestra-la...
— Pensarei nisso! Agora suma da minha frente antes que eu te pulverize.
Tentei falar algo, minha voz não saiu. Mas o homem virou, e eu pude ver, havia um redemoinho de puro terror ao invés de uma cabeça.
Ele consegue ser mais estranho que eu.
Acordei suando e com meus braços e pernas amarrados fortemente. Minha cabeça estava latejando e a visão um pouco embaçada, mas consigo ver que não estou sozinha. Há mais duas pessoas — um garoto de cabelos e olhos castanhos, e uma garota de cabelos loiros e olhos que mudam de cor. Seria bonito e impressionante, se eu já não estivesse acostumada — conversando baixo.
— E se ela for do mal, se for como eles, e veio para nos levar até eles? — perguntou a garota, aparentemente preocupada. Ou ótima em teatro.
— Ei, calma ae, eu estou aqui e não vou deixar ninguém te fazer mal algum. — disse o garoto.
Quem eram eles? Soltei-me e com um pouco de dificuldade perguntei:
— Quem são vocês? — perguntei, tentando soar intimidadora.
— Não, não. Saia! — gritou a menina assustada.
— Calma Bella! — disse ele tentando acalmá-la — Eu me chamo Jake, e ela é Bella, minha amiga.
— E oque acham que estão fazendo aqui? — perguntei.
— Nós fugimos de casa por ciclopes estarem nos perseguindo, são uns nojentos, fedem e se vestem muito mal! — disse a garota.
— Ciclopes? — perguntei.
A garota respondeu:
— Sim.
—Vocês dois conseguem feri-los?
A feição da garota se torna triste mas ela responde:
— Antes de fugir de casa, meu pai dissera que sou uma semideusa metade humana e metade deusa olimpiana. Ele também disse que monstros me perseguiriam e que eu só podia os ferir com armas de bronze celestial ou ouro imperial. — Bella pega 4 broches, dois em forma de lua e dois em forma de lápis, e me mostra — Ele me deu isso antes de sair para o trabalho, deixando-me com aquela bruxa da minha madrasta, e ai eu... eu... eu fugi...
— Então seu pai não bate bem da cabeça — murmurei, e ninguém escutou.
Peguei por impulso um dos broches em forma de lápis e apertei, transformando-o em uma espada de aproximadamente 80 centímetros.
— Wow — dissemos em uníssono.
Bella pegou o broche em formato lunar e fez o mesmo que eu, transformando assim, em uma arco e uma aljava de flechas douradas. Ela sorriu.
— Jake você tem alguma dessas coisas? — perguntei.
Ele assentiu com a cabeça e disse:
— Tenho um cinto que me fornece tudo que eu pedir — disse Jake.
— Legal, mas vocês sabem manusear uma espada, ou... atirar com um arco? — perguntei e os dois negaram.- Bom então vamos ter que treinar! — disse eu, abrindo um sorriso ansioso.
— Primeiro com o arco! — disse Bella com os olhos brilhantes.
— Certo, certo! — dissemos eu e Jake juntos.
Pegamos os arcos e fomos treinar. Bella acertou todas as cinco, Jake duas e eu quatro.
— Isso é muito mais emocionante do que nos filmes. — falei, e eles concordaram. Pareciam ser inofensivos. Mas, a confiança, a MINHA confiança, é difícil de conseguir.
Depois de arco e flecha treinamos esgrima. Comecei enfrentando o Jake. Aquela criatura demoníaca me atingiu, ou pelo menos eu achava que me atingira, pois quando olhei para baixo, me surpreendi. Terá sido um truque? Seriam ele amigos do cara do redemoinho? Vieram me matar intencionalmente, e só esperavam a hora certa para isso?
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