A Escolha

6 Melancolia


Notas iniciais
BOA LEITURA

- Acorda Raito-kun! – Acordei com o moreno me cutucando.

- Ryuuzaki eu estou com sono – Falei com a voz rouca e me cobri até a cabeça com o lençol.

- Mas você já dormiu demais – Ele puxou o lençol e me empurrou pra fora da cama.

- Ryuuzaki eu vou ca... – Tarde de mais – Ai! – Bati meu braço ao cair no chão.

- Tenha cuidado – Ele me ajudou a levantar, ter cuidado? Ele que me jogou esse detetive filho da...

“ring ding dong-ring ding dong- ring ding dong” Meu celular tocou.

- Que toque estranho Raito-kun – Ele comentou enquanto eu procurava meu celular, onde eu havia deixado essa merda?

O celular parou de tocar o que tornou mais difícil acha-lo.

“ring ding dong-ring ding dong” Tocou denovo e eu consegui encontra-lo no bolso de uma de minhas calças jogadas no chão.

- Alo? – Atendi.

- Raito! – Uma voz feminina gritou do outro lado.

- O que foi?- Odeio quando as pessoas gritam no telefone.

- Seu pai sofreu um ataque cardíaco! – Agora a mulher chorava.

- Calma okaa-san, respire fundo e me explique o que aconteceu.

- Ele estava em casa quando de repende sofreu um ataque cardíaco e... – Ela voltou a chorar descontroladamente.

- E o que? Tem alguém ai com você que possa falar? – Porque tanto desespero?

- T-tem vou passar o celular

- Alo Raito-san aqui é o Matsuda – Certo agora ficou mais estranho, o que Matsuda estava fazendo com a minha mãe?

- O que houve? – Já estava ficando impaciente.

- Raito-san, lamento lhe informar que seu pai sofreu um infarto e não resistiu, os médicos estão vendo se a causa foi por problemas de saúde ou se foi Kira. – Eu sempre soube que esse dia iria chegar, mas mesmo assim foi um choque.

- Eu estou a caminho – Foi a ultima coisa que disse antes de largar o telefone e abaixar a cabeça escondendo o rosto nas mãos.

Ryuuzaki não fazia ideia do porque eu estava chorando e não era um choro discreto, até uma pessoa controlada como eu desabo às vezes, era um choro como o de minha mãe, um tanto desesperado e o pior de tudo é que talvez seja minha culpa, Mikami seu incompetente.

- Raito-kun o que aconteceu? – Não respondi nada, apenas o abracei, no momento não importava se ele era meu inimigo ou não, apenas preciso de um abraço.

L POV

Nunca achei que veria Raito nessas condições, sempre tão orgulhoso, calmo e até frio às vezes, o garoto perfeito, mas que agora dormia nos meus braços após chorar duas horas seguidas.

Ele tinha um expressão triste mesmo dormindo, com o que será que estava sonhando? Com seu pai?

- Raito-kun eu estou aqui para te proteger – Sussurrei para o garoto adormecido em cima de mim.

Sentia meu coração apertado em vê-lo sofrer, talvez seja isso que o amor faz com a gente.

“ping ping”

Recebi uma mensagem no celular, estiquei meu braço para tentar alcança-lo e com muito esforço consegui.

“L o enterro vai sair amanha à tarde melhor voltarem logo”

Era de Watari, ele tinha razão devíamos voltar o mais rápido possível, uma pena termos que interromper nossa viagem, logo agora que eu estava quase conseguindo o que queria.

- Ryuuzaki... – Raito se mexeu em cima de mim despertando.

- Raito-kun dormiu bem?

Ele me olhou um pouco confuso e depois olhou para minha camisa ainda molhada de suas lagrimas.

- Desculpe por isso – Ele deu um sorriso, mas não era um sorriso sincero nem o sorriso frio e perfeito, muito menos o sarcástico, era um sorriso triste.

- Tudo bem – Passei a mão nos meus fios de cabelo bagunçando – Devemos voltar agora.

- S-sim – Ele se levantou da cama se espreguiçou – Vou tomar um banho.

- Vou ligar para o aeroporto – Tirei o celular do meu bolso em quanto ele entrava no banheiro.

Nunca passei por isso antes, não sei como consolar alguém, mas tenho que tentar por ele, por nós.

Raito POV

Estávamos no avião de volta para casa, dessa vez na primeira classe, Ryuuzaki não havia falado nada desde que embarcamos, apenas ficamos segurando um à mão do outro e fitando o vazio a nossa frente.

A culpa foi minha por ter confiado no incompetente do Mikami e mesmo que não tenha sido ele, a culpa foi minha por tê-lo estressado com o caso Kira, de qualquer jeito não posso voltar atrás, devo seguir com o meu plano, se não meu pai terá morrido por nada.

Mesmo sabendo que não era isso que ele queria, é o que me dará focas para continuar meu plano e ser Deus do novo mundo, um mundo que lamentavelmente ele não poderá ver.

Terei que passar por cima de L e de quem mais interferi no meu caminho.

- Raito-kun – O moreno me chamou acabando com o silencio entre nós.

- O que foi Ryuuzaki?

- Eu não sei o que fazer nessa situação, mas se você quiser algo eu posso tentar te ajudar – Ele chegou mais perto de mim e me deu um beijo no rosto – Eu te amo Raito-kun, ficarei com você o tempo todo.

- Obrigado Ryuuzaki, isso é muito importante pra mim – Porque esse idiota sempre tem que complicar mais as coisas falando essas palavras românticas?

Tenho que me livrar dele o mais rápido possível, mas como?

É difícil admitir, mas acabei gostando um pouco desse detetive idiota que só sabe atrapalhar minha vida, passei momentos divertidos com ele e quando precisei de alguém pra me consolar lá estava ele, mesmo não sabendo o que fazer.

Preciso de um plano

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- Meu pêsames Raito-san – Um dos agentes me deu um leve abraço quando cheguei ao cemitério, devido as escalas do voo acabamos chegando na hora do enterro, todos nos esperavam para poder descer o caixão.

Minha mãe e Sayu estavam abraçadas chorando silenciosamente ao meu lado, era mais difícil pra elas do que pra mim, apenas abracei as duas e deixei que chorassem.

Todo esse sofrimento por minha culpa.

Como se já não bastasse à ocasião ser triste o suficiente, começou a chover, guarda-chuvas se abriram e as pessoas se encolhiam para dividi-los.

Preferi ficar na chuva com Ryuuzaki vendo a areia ser jogada em cima do caixão.

Durante o voo eu havia planejado cuidadosamente uma estratégia para acabar de vez com tudo isso, agora só preciso ter cuidado com L e deixar as coisas seguirem seu rumo de acordo com os meus planos.

- Raito-kun? – Me chamou o moreno acorrentado a mim.

- Sim Ryuuzaki?

- Só estamos nós aqui – Ele comentou me fazendo prestar atenção ao meu redor, realmente todos já haviam ido.

- Vamos para casa – Sorri e joguei a franja para o lado.

Caminhamos na chuva lentamente entre as lapides seguindo Watari que usava um grande guarda-chuva preto.

Que melancólico.

Quando entramos no carro o celular de L tocou e ele atendeu no primeiro toque.

- Alo? – Ele ficou um longo tempo escutando até responder – Mande-os para mim agora! – Ele desligou o celular.

- O que foi Ryuuzaki? – Ele parecia um pouco exaltado, era muito estranho vindo de alguém que nunca tinha expressão.

- O orfanato dos meus pupilos pegou fogo – Ele tirou uma bala do bolso e coloco na boca.

- Pupilos? Como assim? – Perguntei confuso.

- Uma longa historia – Ele sorriu – Bom, sei que não é um bom momento para você Raito-kun, mas em breve teremos visitas...

Notas finais
Visitas? me gusta
e quais serão os planos do Raito?
posto o proximo depois dos reviews ^^