A Escola de Mutantes - Wisdom
16 A Escola de Mutantes - "Titan" - Capítulo 15 - Battle Royale
Notas iniciais
Quando os espectadores viram a explosão pelas telas, o diretor rapidamente tratou de mandar dois funcionários para o local. Quando todos começaram a comentar sobre o suposto ocorrido, o céu começou a ficar preto, e somente uma esfera amarela flutuava sobre o local de onde veio e som, e nisso, um raio desencadeou sobre ela, gerando uma explosão, que alarmou a todos nas arquibancadas.
Enquanto isso na floresta, Nichola, Hellen e os dois irmãos que haviam sido atingidos pela nuvem de poeira que a explosão causou, estavam se levantando com certa dificuldade.
– O que foi isso?!
– Sei lá, devem ser garotos do quinto ano lutando.
– Não ouviram a explosão, seus dois babacas?! Haviam alunos gritando.
– Ótimo. Teste encerrado. Essa explosão só pode significar coisa ruim... – Os Olhos azuis de Feitan estavam começando á lacrimejar.
– Não acho que vão encerrar sem mais nem menos, eles devem pelo menos investigar. No final só podem ser alunos muito fortes ou...
– Aquele cara de azul pode ter voltado... E acredito que esta opção é a mais provável.
– Que se dane, eu estou saindo daqui. Vem Feitan.
– Vocês dois não vão á lugar nenhum. Nós vamos investigar isso de qualquer jeito.
– Então eu vou junto – Nicholas aparecia de trás da árvore em que estava.
– Ótimo. Quatro mentes pensam melhor que uma. Vamos logo, seus infelizes.
Eles começaram a andar para o local da explosão, Syllas e Feitan ainda estavam acorrentados por Hellen. Os gritos ficavam mais extensos e eram difundidos simultaneamente com vozes masculinas e femininas.
O Céu continuou negro até eles chegarem. Era uma clareira, com a esfera amarela que ficava girando e criando uma ventania. Embaixo dela, obviamente, estavam Gerard e Phantom, agora Nicholas percebia que aquilo não era uma ilusão ou alguma de suas premonições.
– Esses homens...
– Pera, como assim esses? Nós só conhecemos aquele com o cabelo azul.
– Não... Eu já vi aquele da cartola. Ele se chama Phantom. E bem, parece poderoso. Pelo menos eu acho.
Eles estavam acompanhados de mais dois mutantes. Isto é, Mutantes Artificiais, uma mulher e outro homem. Ambos aparentavam ter 25 anos. O Cabelo da mulher era cinza e o do homem preto, assim como a cor dos seus olhos. Estavam torturando três alunos do terceiro ano: Lila Hetfield, James Wright e Francis Williams. Os dois últimos estavam jogados no chão, manchados com sangue e a boca escorrendo, e a garota estava nas mãos do homem, que socava as suas costas e segurava seu pescoço.
– Ótimo... – Iniciou Phantom – Acho que com isso chamou a atenção deles.
– Se não tiver chamado, eu farei questão de ir pessoalmente até eles.
– Acalme-se, Gerard. Você sabe que isso não está nos nossos planos.
– E você sabe que eu só estou fazendo isso por vingança.
Os dois se calaram. Quando o homem terminou com Lila, jogou-a no chão e se virou para Phantom.
– Ótimo. Agora cuide desses pentelhos que não sabem que espionar é feio. Muito menos sabem como espionar.
A Mulher e o Homem viraram encarando Nicholas e os outros. Hellen foi a primeira a sair encarando eles, seguindo pelos irmãos acorrentados e Nicholas.
– Que ridículo... Querem dar uma de heróis salvando esses três?
– Talvez – Respondeu a garota – Ou talvez eu só queira dar um soco nesse seu nariz
– Ótimo! Eu pensei o mesmo! Agora poderemos ser amigos. Mentira.
Os mutantes correram contra eles. A mulher perseguiu Hellen, enquanto o homem – que foi mais rápido – pegou o braço de Nicholas e o jogou contra a árvore.
– Ursos... Mutantes Artificiais... Só resta essa esfera ser uma bomba.
– Ninguém disse que não é – Phantom começou a rir descontroladamente e logo começou a flutuar.
Nicholas cerrou o punho direito e o rumou contra a face do homem. Ele só teve que bloquear com seu pulso e com a outra mão torceu o antebraço de Nicholas, elevou seu corpo e o jogou contra o solo. Em agonia, Nicholas criou a armadura sobre o antebraço em conjunto com uma certa quantidade de chamas. Ele se levantou e tentou socar o homem novamente. Dessa vez ele só pegou o punho do garoto e o torceu para trás. Ele ajoelhou, enquanto tentava se soltar. O mutante foi afastando a perna para trás, e depois avançou, com uma joelhada certeira no queixo de Nicholas que o mandou voando para trás.
Enquanto isso Hellen e os outros dois tentavam acertar a mulher, que ficava desviando facilmente e até mesmo mandando chutes como contra-ataque.
– Ok... Vamos logo com isso Phantom. Nathan não vai ser burro de vir aqui pessoalmente. Ele já sabe que sou eu.
– Disso nós dois sabemos, caro Gerard.
Enquanto Nicholas se levantava o homem já vinha em sua direção e ele o pegou pelos seus cabelos e o elevou de modo a ficarem cara a cara.
– Como você gostaria de morrer, garoto?
– Eu acho que morrer é uma palavra muito forte.
Nicholas enfiou seus dedos dentro da boca do homem e foi forçando sua mão para baixo. Em certo momento a mandíbula do homem já havia sido arrancada, e Nicholas pasmado, ficou observando o homem. Nisso, um processo de regeneração foi criado voluntariamente pelo mutante artificial.
– Ótimo. Agora você vai conhecer algo mais forte ainda.
Espinhos cresceram em tamanho variado pelo corpo do mutante. Possivelmente feito pelos ossos do mesmo. Ele agarrou o pescoço de Nicholas e o mandou em direção ao chão. A nova estrutura óssea riscava o pescoço de Nicholas
– Hey! – Uma voz familiar – Eu sou o único que cria garras feitas de ossos aqui.
Aquele menino saltou da floresta e passou sua garra direita de raspão na bochecha do homem, mas este logo pegou Brownson pelo pé, e coma outra mão pegou o pulso do garoto e por fim, pisou na região de sua vértebra e o deixou no chão.
O Garoto que cuspia sangue, ainda ansiou em levantar.
– Argh, seu idiota. Super resistência serve pra isso.
O Homem ergueu o braço direito, criou espinhos em seu punho e o dirigiu brutalmente contra a face de Brownson, que saiu voando e bateu em uma árvore, inconsciente.
– Mimetismo Artificial Homem Porco-Espinho – Iniciou o homem – Você não pode simplesmente ferir essa pele...
– Máxima Função Cerebral, por favor, já é a segunda vez que eu falo isso e vocês ainda não aprenderam – Dante acabava de chegar na clareira, onde ficava mais movimentada conforme a esfera crescia – Você não pode simplesmente tentar enganar meu conhecimento.
O Garoto se abaixou, pegou uma parte afiada do osso da criatura que havia sido deixada em Lila, e a arremessou contra o próprio. Aquela faca improvisada havia perfurado o olho do homem, ainda que não totalmente. Nicholas aproveitou e já re-criando a armadura epidérmica até seu punho e completando seu punho em chamas, socou a face do mutante, continuando até que a cabeça dele estivesse enterrada no chão.
– Ah... Arf... Obrigado Dante.
– Não há de quê.
A Mulher que ainda estava de pé enfrentando o trio, havia se aborrecido. Nisso, ela saltou no ar, e esticou seus braços, de modo a sua pelagem ficar cinza, seus dedos juntarem até formarem três dedos, embaixo do braço, asas foram criadas, e os pés da mulher foram transformados em garras.
– Contemple... A Gárgula! – Gritou Phantom
– Ok... Tem uma bomba de luz voando em cima de nossas cabeças e agora temos um inimigo que mal podemos acertar. Tem como ficar pior?
Ao instante em que Nicholas acabava de completar a frase, o homem que era o mutante artificial do porco-espinho acabava de se levantar, com o rosto coberto por sangue e com o olho esquerdo regenerando.
– Eu deveria arrancar meus olhos... Pois não posso acreditar que isso aconteceu mesmo.
– Acredite – Disse Hellen á Dante – Eu não duvido de mais nada nesse mundo.
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