A Escola de Mutantes - Wisdom
1 A Escola de Mutantes - Capítulo 0 - Prólogo
Notas iniciais
Era o ar que ventava forte sobre aquela montanha que fazia o pensamento dos dois ‘jovens’ acima de um precipício. O Primeiro, com olhos e cabelos pretos, vestia uma camisa com três faixas de diferentes cores, preto, verde escuro e embaixo um verde forte. Sobre a camisa, uma blusa preta listradas com linhas do mesmo verde forte. Uma calça jeans preta e uma corrente cinza sobre o bolso, ele calçava um all star preto e em sua cabeça, um headset. Ele observava outra montanha com as mãos no bolso enquanto aquele que estava atrás dele o observava. Seus cabelos e olhos também eram pretos, ele utilizava um sobretudo totalmente branco que o cobria até um pouco acima do calcanhar. O Estranho, é que ele utilizava pregos em seu pescoço, como o Frankstein.
– E Então... – Iniciava aquele com os pregos no pescoço – O que você acha que ele vai fazer?
– Olha... – Respondia o outro – Talvez a dominação Mundial quem saiba
O Outro ria por poucos segundos, quando ficou sério de novo respondeu.
– Ai... Você mesmo aos pés de ver a dominação mundial e Ethereal não perde a piada.
– Bem, eu tenho que tentar manter emoção – Respondia – E você tem que me agradecer de não estar morto agora.
– Se eu estivesse morto pelo menos eu não veria o mundo que eu ajudei a construir cair...
– Não se lamente – Ele se virava para o outro – Você ainda tem chance de fazê-lo ficar de pé... Avise os outros.
Ele acenou com a cabeça, e olhou para o céu em seguida, sumindo, virando uma matéria de luz amarela e indo para o céu e se dissipando afinal.
O Outro avançava para trás, ainda com as mãos no bolso observou a montanha abaixo dele, e ficou pensativo enquanto observava.
= Londres, Inglaterra – 15h06min =
Em uma casa aleatória da cidade de Londres, residia um jovem, que ainda estava desajeitado em sua cama. Ele se remexia, tentando achar um lugar confortável, fazia caretas, parecia estar sonhando, até que, em seu quarto entrava uma nova pessoa, do mesmo tamanho que ele. Ficou parada observando-o da porta do quarto.
– Ele não tem jeito mesmo.
Ela avançou até a cama do mesmo, o pegou pelo braço, e o impulsionou até o outro lado da cama, o fazendo cair.
– Droga mãe! Eu ainda precisava dormir...
– São três horas da tarde moleque, cria vergonha na cara, humf – Ela bufou e se virou, andando com os braços cruzados para fora do quarto.
A Mãe do garoto era de uma aparência jovem, aparentava ter vinte e nove anos, com cabelos loiros e olhos azuis, utilizava um avental branco e uma longa camisa azul.
Ele tinha por volta de quatorze anos, cabelos alaranjados e bagunçados, talvez por estar dormindo. Olho azul claro, como os da mãe. Rapidamente ele se arrumou com uma camisa cinza escuro, uma calça preta, e uma blusa com um tom de cinza mais escuro que a camiseta e que possuía algumas listras vermelhas e desenhos. Ele saiu correndo enquanto calçava o seu all star preto pegando uma torrada no caminho da cozinha e se despedindo de seu pai e sua mãe com um beijo, falou tchau perto da porta, comeu a torrada olhando para trás e no fim abriu o portão exterior do jardim rapidamente, e logo foi correndo pela rua.
– Droga... Ainda bem que hoje é sábado, eu não queria ver como a minha mãe me acordaria as pressas se eu estivesse dormindo em um dia de semana...
Enquanto se preocupava em desviar das pessoas da calçada e dos obstáculos urbanos, ele andava sem pensar muito, só vendo o caminho a sua frente, porém, quando chegou a esquina, usou sua mão para ajudar a virar, usando uma casa de suporte. Quando virou, ele literalmente deu de cara com uma menina de cabelos, olhos e roupas totalmente azuis, que parecia utilizar uma espécie de planta na cabeça. Parecia ter a mesma idade que ele. Ela também estava acompanhada de um garoto de cabelos e roupas brancas, com a mesma planta na cabeça, utilizava uma capa branca e um colar também branco, praticamente como um anjo, parecia ser menor em idade do que os dois. Aparentava ter 12 anos. Ele socorria a garota já caída no chão.
– Oh, me desculpe! – Falava ele enquanto ajudava a garota a se levantar
– Ah, ta tudo bem – Respondia a garota – Eu já estou acostumada mesmo...
– Greice! Poxa, você devia ter mais cuidado ao andar por aqui. – Exclamava o menino de branco.
– Eu sei Chris, é que eu sou desastrada mesmo...
– Bem, eu acho que a culpa na verdade era minha... Eu poderia ter olhado para frente.
– Não ta tudo bem mesmo, agora, temos que ir, se nos permite – Falava a Garota – Vem Chris.
Ela andava cruzando a esquina, enquanto o garoto intitulado Chris que a acompanhava se despedia com um tchau para o outro, que ficou cheirando o ar, como se a garota tivesse deixado uma fragrância no local.
Ele ignorou o cheiro em poucos segundos e voltava a correr, agora, com mais atenção. Em alguns minutos, ele chegava ao seu destino: O London Eye.
Pareceu procurar por alguém específico, até alguém levantar a mão, mostrando sua localização. Era uma menina de cabelos castanhos, uma blusa rosa, com um cachecol preto, para combinar com a mesma cor da calça e do calçado. Ele correu até ela, onde a abraçou e em seguida, começaram a andar vagarosamente até uma cabine da roda-gigante.
– Nicholas... Você demora de mais. – Começou a garota
– Eu sei eu sei... É que minha vida ta muito corrida ultimamente, Gabriele
– Agora ficar dormindo é ter uma vida corrida?
– Bem, se eu estiver em um sonho com Usein Bolt, sim.
Ambos riram enquanto entravam em uma cabine, que não demorava muito para se elevar pelo giro da roda-gigante. Nicholas se aproximava disfarçadamente, aproveitando que a garota olhava pela janela o panorama de Londres oferecido pela cabine. Por sorte, apenas estavam eles, e um velho que lia um jornal. Ele tentou por a mão sobre a garota, mais a cada fala que ela dava sobre uma paisagem que lhe agradava, ele recuava.
– Veja! O Palácio de Westminster, eu nunca o vi tão de perto... Ou melhor, de longe.
– É... – Dizia ele enquanto se aproximava dela e da janela.
O Velho despertou um riso sádico. Enquanto os dois estavam distraídos, ele deixou seu braço á mostra, e o transmutou eu uma espécie de tentáculo negro com desenhos roxos. Ele esticou seu braço-tentáculo por de trás deles, pegando o garoto de surpresa, tampando sua boca, o impulsionou até o outro lado da cabine, com força, ele agonizou bem baixinho. O Velho, já levantado, movia seu braço até a garota, que só quando sentiu a falta de Nicholas, se virou, e foi surpreendida. O Tentáculo a agarrou pelo pescoço a impactando para frente, fazendo o vidro quebrar, ele continuou a segurando enquanto a mesma nem podia fazer nada, apenas gritar.
– Hey! – Nicholas se levantou e se jogou contra o velho, fazendo-o perder pouco controle sobre o tentáculo. – Deixa ela em paz!
Seu oponente o lanço para trás, logo complementando:
– Não é só por que você tem poderes que vai vencer o inimigo que ameaça sua garota, Nicholas...
Ele não entendeu nada, até fez uma careta de desentendido, mais o velho criou outro tentáculo com o braço e o estico até Nicholas, o incapacitando. O Povo do solo observava o desespero da garota, e até mesmo a roda-gigante havia parado pelo medo.
Nicholas se enfurecia. Deixou uma lágrima cair de seu olho esquerdo, ela estava quente, o que fez o vilão perceber e voltar os olhares até ele novamente.
– Mais o que?
Ele se aproveitou da leve distração do velho, e fez força, seu corpo ficou mais quente, o que facilitou para que ele se soltasse. Quando o velho voltou seu tentáculo, Nicholas já havia pulado no mesmo e socado sua face.
– Solta ela!
– Com prazer.
Ele deixou a garota cair ao ar, Nicholas sem pensar, pulou , esticando seus braços para tentar pega-lá. Com sorte, ela se pendurou sobre uma barra de fero, que não agüentou muito, mais de suficiente para Nicholas pega-lá. Agora, os dois cairiam ao mar. Porém, Nicholas esquentou tanto o corpo, criando uma espécie de armadura dérmica. Gabriele nem mesmo abriu os olhos e ignorou tudo. Ao caírem na água, rapidamente os corpos de bombeiros os resgataram, e a armadura dérmica havia se desfeito.
– Muito obrigada Nicholas... Muito Obrigada mesmo.
– Bem... De nada né.
Ela rapidamente o abraçou, e ele ficou surpreso, sem reação alguma.
O Velho saia sorrateiramente da roda-gigante, Nicholas o olhou com raiva e apontou aos policiais o culpado. Eles apontaram suas armas para ele, porém ele rapidamente se preparava para mostrar seus tentáculos. Todavia, a mesma garota com quem Nicholas havia tropeçado, apareceu, com um chicote em mãos, ela o prendeu sobre a panturrilha do velho, e impulsionou o cabo do chicote para trás, levando o velho á cair sobre a água, mais não sem antes bater a cabeça sobre a parede de rocha. Os policiais atiraram no corpo para verificar, enquanto Greice se aproximava de Nicholas e tocava seu indicador na testa do mesmo.
– Nicholas – Dizia ela – Precisamos conversar.
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