A Escola De Monstros
9 Sustos e surpresas
Notas iniciais
–Com licença. Eu disse entrando da sala.
–Bom tarde... Hã... sakura. Ele olhou na minha ficha.
–O Senhor queria falar comigo?
–''O Senhor'' está no céu. Mas sim é sobre sua ficha. Meu cérebro dizia: corre, corre. Mas minhas pernas estavam bambas.
–O-o quê... t-t-tem a... m-m-min...ha f-fi...cha?
–Não precisa ficar nervosa. Você só esqueceu de preencher a sua assinatura. Eu me aproximei da ficha e a assinei, aonde o diretor falou.
–Só isso?
–Sim, a assinatura do seu responsável, já está aqui só faltava a sua, para confirmar a sua presença na escola. Ah claro a assinatura que, a louca, da minha mãe fez pra me matricular aqui.
–Já posso me retirar? Ficar naquela sala me dava agonia. Mas espera ai, ele estava com a minha ficha, e a bia disse que lá estava se eu sou uma humana. Então por que até agora ele não disse nada?
–Sim, já pode se retirar. Ele voltou a olhar uns papeis. E eu saí da sala dele.
–Tão novata e já está na sala do diretor? Coisa feia, hein. Era aquele tal de Yuki, ele estava encostado na parece.
–O que faço e deixo de fazer, primeiramente não é dá sua conta. Passar bem. Dei de ombros e fui andando, até ele segurar minha mão.
–Aonde pensa que vai, gracinha.
–Olha aqui assombração², se você me chamar de gracinha outra vez eu quebro a sua cara e outra coisa, se não me soltar eu quebro sua cara agora. Sério, às vezes eu não penso antes de falar, sai automático.
–Uau, estou morrendo de medo. Ele se aproximou, eu bem que tentei me afastar, mas ele estava me segurando.
–Me solta.
–Nananinanão. Esse daí ta pedindo pra morrer, gostaria de saber que tipo de monstro ele é.
–O que está acontecendo aqui? Era aquele tal de Diego. Na mesma hora que ele falou aquilo o Yuki se afastou de mim.
–Fala aí, Diego. Tudo bom? Diego estava o olhando com um olhar fuzilante. É né pelo jeito, não.
–Você garoto é um... É bom eu me controlar. Ele respirou fundo.
–Eu acho que já passou da hora, to vazando daqui.
–Antes só uma coisa. Yuki parou de andar e se virou.
–O quê? Diego só olhou bem pra cara dele e depois deu um soco em Yuki que fez ele cair no chão. Todos, que estavam no corredor, ficaram ali olhando a cena. Povo que não tem nada melhor que fazer da vida.
–Vem. Eu simplesmente obedeci, mas ao olhar pra trás, vi aquela irmã dele olhando Diego com um olhar de dá medo, mesmo.
–O-obrigada, Diego.
–Precisa agradecer não.
–Precisa agradecer sim.
–Sua chata.
–Não estou te obrigando a ficar aqui não.
–Tecnicamente, você esta me obrigando sim.
–Hã? To com arma na tua cabeça e te obrigando a ficar aqui? Não. Ele riu.
–Não vou embora e... Deixar uma garota tão linda aqui. Quando ele disse aquilo eu fique vermelha, muito vermelha. E fica mais linda ainda quando está envergonhada. Ele colou a mão no meu rosto e olhou no fundo dos meus olhos. Ele é muito fofo.
–Aiai... Que fofinho vocês dois. Eu conhecia aquela voz, era da hina.
–hinata?! O quê você esta fazendo aqui? Perguntou Diego se afastando de mim.
–Caso não lembra eu estudo aqui, Dio.
–''Dio'', que raios de apelido é esse?
–Eu odeio quando ela me chama assim. Ele colocou a mão na nuca.
–Vocês fazem um par tão lindo. Ela disse com uma vozinha doce.
–''P-par'', você tá lou... Diego me interrompeu.
–Pare com isso hinata, nada ver eu... E ela. Ele corou, e ficou mais fofinho ainda.
–Tá bom! Desculpa Dio.
–Para de me chamar de ''Dio''.
–Você só fala isso, pra irritar ele né?
–Claro, e não é que adianta. Né priminho.
–Vocês dois são primos?
–Por um erro do destino sim. Ela deu um tapa da cabeça dele.
–Não fale assim, seu malvado.
–Olha, eu tenho um ótimo coração se comparar com o resto dos Anjos das Sombras. Anjos das Sombras? O quê é um Anjo das Sombras?
–Não precisa tratar assim também. Já vou indo... E deixar o casalzinho assois. Diego olhou torta pra ela, que a fez sair correndo.
–Anjo das Sombras? eu disse e ele arqueou a sobrancelha.
–O próprio nome já diz: Anjo das Sombras. Ele disse com um tom irônico. Mas se você quiser mesmo saber o que é...
–Quero. Ele deu um sorriso e pegou na minha mão. Se eu não me engano estava me lavando ao pátio.
Chegando lá ele olhou em volta e não tinha ninguém. Só quero saber o que ele tinha em mente.
–Por que você me trouxe ao pátio?
–Já te mostro. Se aproxime um pouquinho mais. Eu não sabia se fazia isso mesmo, não sei o que ele tinha em mente. Mas ele era um fofo e ''acho'' que não podia me fazer nenhum mal, então obedeci.
–Mas pra qu... Ele me pegou no colo, muito de surpresa, só pude ver as assas dele se abrindo, mas em vez de serem assas de Anjo, brancas, eram pretas. Quando voltei a abri meus olhos só percebi o colégio lá em baixo, aliás, BEM lá em baixo. Sabe quando eu disse ''que ele era um fofo e não me faria nenhum mal'', vou repensar essa ideia, eu tenho medo de altura.
–Eu vou morre, eu vou morre, eu vou morre. Eu disse quase choramingando.
–Calma, não vou te jogar daqui, não. Foi ali que eu olhei pra ele, aquele olhar que brilhava tão lindo. Eu podia até me sentir segura com ele mais ainda morro de medo de altura. Você tem medo de altura?
–E-eu não tenho..., eu morro de medo de altura, vamos volta. P-por f-favor. Eu me segurei firme nele e ele rindo da minha cara.
–Nós temos mesmo que volta, daqui a pouco vai bater o sinal de recolher. Mas enquanto isso, vamos ficar aqui no alto.
–Esse é o problema ficar no ''alto''.
–Você ainda não viu nada. Ele pegou um impulso e voou ainda mais alto, agora eu perdi a visão do colégio.
–P-para..., p-por... favor. E-eu... Eu mal conseguia falar, eu tinha mesmo um medo de altura horrível.
–Tá bom, mas não vou voltar a escola. Ele me deu um beijo na testa e voltou à terra firme, mas como ele disse não voltou a escola, ele desceu na floresta onde ficava a escola.
–Eu te odeio. Eu o enchi de tapas.
–Foi engraçado, você é linda também apavorada. Eu bati mais forte nele. Ai, para.
–Como pode achar graça nisso, seu desumano.
–Como? Coitada, viveu demais com humanos e só sabe falar deles. Às vezes é melhor eu calar a minha boca.
–Esquece.
–Olha ali, uma borboleta. Eu me virei e não vi nada, mas quando me virei de frente pra ele. Ele estava muito perto. Como pude caiu nesse truque besta.
–Seu tonto. Dei dois passos pra trás e ele acompanhou.
–Eu posso te dar um beijo? Eu fiquei paralisada, não sabia o que responder. Mal conhecia ele.
–É... n-não sei.
–Como não sabe? Só me responde sim ou não.
–A gente mal se conhece.
–Pensei que no mundo dos humanos, você já tinha se acostumado com ''Amor à primeira vista''. Espera aí, o que ele quer dizer com isso?
–Desculpa, mas não. Eu me afastei.
–Espera! Ele me puxou pra trás da arvore e tampou minha boca.
–Humm! FFF MM MSTRAA MOO VVC TT PNNSND! O quê eu quis dizer: ''Me solta, o quem você ta pensando que é?
–Psssiu! Cala a boca. Ele disse bem baixinho, no meu ouvido. Fico me perguntando cadê a fofura dele?
De repente apareceu ali uns caras vestidos de preto, com um símbolo no braço. Foi então por isso que Diego me puxou pra trás daquela árvore, aqueles caras não pareciam amigáveis.
Depois que eles foram nós dois saímos de lá.
–Dá próxima vez, cala a boca quando eu falar?
–E como eu iria sabeeeeee... Eu acabei tropeçando em uma pedra e caindo em cima do Diego.
–É...
–D-desculpa, é que eu tropecei n... Eu acabei percebendo que nossos lábios estavam pertos e ele se aproximava. Não sei o que me deu que acabei... Me levantando feito um foguete. Acho melhor a gente voltar à escola.
–Só você que acha.
–O quê foi, baixou um sasuke em você?
–Você não consegue ficar um segundo sem falar nele. Ele começou a andar. Eu não disse mas nada, pra não deixar o Senhor ali mais nervoso.
Quando nós, finalmente, chegamos ao colégio aquela porta enorme estava fechada.
–Perfeito! Bufei.
–Mais que perfeito, não sabe conjugar verbos. Isso que ele falou até me deixou de bom humor. Conjugação + verbos = Português, ou melhor, dizendo igual à Profº de Português.
–Hey, nós vamos entrar nesse colégio. Amanhã tem aula de português.
–Que motivação. Então vem, né. Como pretende ver sua ''aula'' de português sem minha ajuda.
Respirei fundo. Já estou indo, mas precisa mesmo me pegar no colo?
–Acho que sim, né. Bom, no clima que tava entre nós acho que seria capaz, ele me deixar ali, então aceitei.
Ao chegar ao outro lado, ele me deu um beijo na bochecha e cada de nós fomos pra um lado. Chegando ao meu quarto, joguei meu sapato longe e me deitei na cama. Nem queria pensar em mais um dia, pra eu acordar cedo e ir à aula.
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