A Escola De Monstros
86 Garota desaparecida
Notas iniciais
No capítulo passado.....
–A Fa... Eu... Tenho que ir. Por favor, pegue! – ela me deu um papelzinho dobrado onde continha um endereço, mas não qualquer endereço, o endereço da pousada onde nós ficamos da última vez que viemos.
–Mas o q...? – Ela tinha ido embora.
Fiquei ali sem entender nada, até que alguém puxa o meu braço com tudo. Tomo um susto, mas me acalmo quando vejo o sasuke.
–Voltou é? – Perguntei, mal humorada.
–Desculpa, eu... Não sou de fugir.
–Tudo bem.
–sakura, eu acho que devo te contar... O que é isso no seu cabelo? – Ele tirou do meu cabelo uma bolinha de papel.
Eu a abri e lá dizia:
Espero poder confiar em você, obrigada!
Ah... Esqueci-me de dizer, meu nome é Konan
–Comé que é?
Agora...
–O que houve, Saky? – sasuke ficava me balançando, mas eu nem ligava.
–Será que é a mesma Konan?
–Konan? Como assim?
–Lembra como era a ex do rafael?
–Sim, quieta, tímida, de cabelos roxos e olhos dourados.
–É ela!
–Quem?
–Sasuke... – Só tinha uma coisa que eu podia fazer! – Você sabe o número do Rafael?
–Para que, diabos, você quer o número dele?
–Só me passa!
–Não!
–Sasuke...
–Nem faça essa carinha.
–Eu vou chorar.
–Quê?
–Se você não me passar o número do Rafael, eu vou chorar, fazer um escândalo.
–Pode começar.
–Idiota! Então me dê o endereço da casa dele.
–Nem a pau!
–Sasuke, provavelmente, o Hidan também deve estar lá e... – Parabéns, pelo seu argumento idiota.
–Mais um motivo contra?
–Talvez... Sei lá, ele tenha arranjando uma namorada.
–A única que ele quer, é você.
–Problema dele! Eu preciso falar com ele, Sasuke.
–Não sei, não.
–Por favor, presente de aniversário? – implorei.
–Seu presente eu só vou dar quando a gente voltar para as aulas.
–Por quê?
–Mandei fazer.
–O que é? – Curiosa...
–Surpresa. – Ele deu dois tapinhas de leve no meu rosto.
–Então?
–Então o quê?
–Vai me dar o número ou o endereço dele?
–Ele não tem uma casa no mundo dos humanos e sim...
–Continue!
–No mundo dos monstros.
–Entendo... Endereço?
–Só um monstro pode te levar lá, mas ele também pode estar... Sabe aquela pousada que a gente ficou na suspensão?
Engoli seco e balancei a cabeça positivamente.
–Pergunte para a dona se ele está lá, provavelmente, irá achá-lo.
–Obrigada, fofo. – dei um beijo na bochecha dele e fui em direção da pousada, mas ele segurou o meu braço e me puxou para perto, me dando um beijo e sussurrando no meu ouvido:
–Tente não cair na lábia dele, okay?
–Até parece que não me conhece. – Dei de costas para ele e fui em direção da pousada.
P.O.V. Sasuke
–Até parece que não me conhece. – Ela foi até a pousada.
–Por te conhecer que temo alguma coisa. – Suspirei.
Continuei andando quando vejo a Mei dando tchau para o vendedor da loja e saindo.
–Olá, Srta. Hyuuga. – Disse, ela só me encarou.
–Hyuuga? Ah... Sim! Mas esse não é o meu sobrenome, é da minha tia. Será que nem isso você sabe?
–Sei muita coisa, e outras que vou descobrir... Sobre a Saky.
–Onde ela está? Brigaram?
–Para a sua tristeza... Não! Ela foi falar com um... Amigo.
–Sinto uma pinta de ciúme vindo da sua voz.
–Pouco importa. Ela não está, agora, pode me dizer por que me odeia?
–Não te devo satisfação... Sanguessuga. – Eu odeio que me chamem assim.
–Acho que te conheço, ou o seu rosto é familiar.
–Como pode ser tão sínico?
–Então já nos conhecemos?
–Nunca esquecerei seu rosto.
–Pois eu esqueci o teu.
–Lembra-se de uma criança assustada.
–Criança? Você é mais velha que eu, sem querer ofender.
–Vampiros têm milhares de anos.
–Eu sou novinho. – Sorri.
–Não tente me enganar. Não vou deixar você ficar um minuto em paz com a minha querida prima. Ela, você não vai tirar de mim, garanto.
–Irá infernizar nossas vidas?
–O que pensa que eu sou? – Ela fingiu se sentir ofendida. – irei fazer pior. – Foi embora.
–Nunca irei entender as mulheres.
–Pois é bom começar, amor. – Não pode ser...
–Júlia? – Ela jogou colocou os braços sobre o meu pescoço. – O que faz aqui?
–Soube que você mostrou o que tinha dentro da caixinha para ela.
–A Sakura?
–Siiiim!
–Era para ela?
–Não vou dizer. – Ela ficou dando piruetas no meio da rua.
–Júlia! – A puxei pelo braço e a levei para um lugar mais afastado.
–O que foi, Sasu?
–Você não pode ficar chamando a atenção dos outros.
–Por quê?
–Porque não, simples!
–Você tá muito mal-humorado. – Ela apertou minhas bochechas.
–Para! – Tirei as mãos dela do meu rosto.
–O que foi, Sasu?
–Júlia... O que você quer com a Sakura?
–Saberá dia 31! – Ela piscou.
–Júlia! – A coloquei contra a parede. – Deixa de mistério!
–E você, dês de quando ficou tal pervertido? – Ela me empurrou e não é que ela era fortinha.
–Por que se incomoda?
–Você está namorando a Sakura! Pare de dar em cima de mim.
–Hã? Eu só quero que você me explique o por qu... Por que se incomoda?
–... SABERÁ DIA 31! – Ela berrou.
–Que dia mais aguardado.
–Ai, Sasu... – Ela se aproximou. – Eu ainda te amo.
Engoli seco e disse:
–B-bem... Eu... Gosto muito de você e...
–Sasu... – Ela me beijou.
–Hum... Júl... – Correspondi.
–Não! – Ela se afastou. – Não podia... Perdão!
–Júlia!
–Perdão! – Ela saiu correndo, a chamei mais ela não diz nem saber.
–A Sakura vai me matar.
P.O.V. Sasuke off
Quando eu cheguei à pousada, fui falar com a dona. Ela tinha os cabelos loiros e os olhos castanhos, estava com um cigarro na mão esquerda e na direita uma revista velha.
–Pois não? – Ela perguntou, colocando a revista na mesa e tomando um gole de alguma bebida que eu não quero nem saber o que é.
–Queria saber se tem um garoto hospedado aqui, ele se chama Rafael e...
–Sakura! – Achei!
–Não precisa mais. Obrigada! – Me virei em direção dele. – Preciso falar com você! – Digo.
–São namorados? – perguntou a mulher.
–Parecemos, Sra. Marghatte? – Ele colocou a mão em volta da minha cintura.
–Um lindo casal.
–Desculpe, mas não somos. – Me afastei dele.
–Que pena! – Ela foi para o balcão.
–Quem é? – Perguntei, me referindo à moça.
–Uma pessoa muito especial. Venha. – Ele me puxou até o quarto.
Abriu a porta e depois a trancou atrás de mim, eu dei uma olhada no quarto, simples e depois me sentei na cama.
–O que te trás aqui e como descobriu que eu moro aqui? – Rafael perguntou.
–Sasuke me disse e... É algo importante.
–Tá grávida? – Hã?
–QUÊ?
–Tô brincando! O que te trás aqui?
–Meus pés.
–Sakura!
–Eu encontrei a konan hoje.
–Como sabe que é ela?
–Da mesma droga de forma que eu soube que era a Melissa, confirmei com alguém.
–O que ela queria... Com você?
–Não sei, ao certo, mas... Ela está em perigo.
–Como assim?
–Ela parecia desesperada e... Falou que uma tal de ''Fa'' está a perseguindo.
–''Fa''? Fazenda? Fada? Falência? Ou uma pessoa que começa com ''Fa''.
–Rafael!
–Tá, saquei. A Fairy Tail. Mas o que a Fairy quer com ela?
–Eu que vou saber?
–Por que está me contando isso.
–Ah, por que eu achava que você ainda gosta dela.
–Ela me deu um pé na bunda.
–Sim, mas... A Melissa que ameaçou a família dela.
–Tanto faz! Só isso?
–Não! Ela me deu um bilhetinho que dizia o endereço dessa pousada, mas não entendi.
–Daqui?
–Sim! Sabe por quê? – Perguntei, ele olhou para mim e sorriu.
–Sei! Ela fez certo em te procurar.
–O que significa?
–Lembra o que a Melissa fez?
–Ela ameaçou a família da Konan?
–Lembra que tipo de família era?
–Não lembro... Ela disse que ameaçou a família... – Humana! – Humana?
–Exato! Sabe a Sra. Marghatte? É a mãe, ou quase isso, ela abriu o Hotel aqui e dês que a Melissa ameaçou a Konan que ela vive fugindo. Sra. Marghatte até já perdeu a esperança de ter a oportunidade de vê-la de novo.
–Por que você não diz a verdade a ela?
–Ela nem sabe que a Konan é um monstro.
–Não? Por quê?
–Você irá compreender, mas tarde isso. – Ele bocejou. – Isso são horas de discutirmos esse assunto?
–Eu estou preocupada com a Konan. Por que a Fairy Tail está trás dela.
–Sei lá!
–Que tipo de monstro ela é?
–Sei lá! – Ele deu de ombros, se deitando na cama, colocando a cabeça no meu colo.
–Rafael! Eu estou querendo resolver um assunto sério.
–Eu não penso bem quando estou com sono.
–Você não pensa bem nunca! – Me levantei.
–Hey! – Ele puxou o meu braço e eu caí em cima dele.
–Seu...
–Não me chame de pervertido, é um elogio. Mas se não se incomoda... Prefiro ficar em cima. – Ele se deitou em cima de mim.
–Rafael!
–Pssiuu! – Ele passou a mão lentamente no meu rosto e aproximou o seu.
–Pare com isso... P-por favor...
–Saky... Você sabe que eu não resisto e... – Ele tentou me beijar, mas eu virei o rosto.
–Não!
–Tudo bem! – Ele saiu de cima de mim e eu me levantei.
–Eu tenho que...
–Ir? Tchau! – Ele disse seco.
–Rafael...
–Vai logo! Volta para o seu namoradinho.
–Tchau... – Virei de costas para ele, mas fiquei parada... Até que virei, fui em direção dele o puxei pela camiseta e o beijei.
–Sak... – Ele correspondeu, colocando a mão em torna da minha cintura, puxando-me para mais perto, deitando devagar na cama. Mas eu me afastei quando ele estava começando a levantar a minha blusa.
–Rafael!
–Okay! Contento-me com o beijo! E que beijo. – Ele mordeu o lábio inferior.
–Idiota!
–Com orgulho. – Ele riu.
–Eu volto amanhã.
–Para continuarmos, né?
–Seu idiota! Precisamos ir dar uma investigada para a Konan.
–Claro! – Ele sorriu.
–Até mais. – Sai do quarto dele e da pousada.
Fui direto para casa, Mei tinha preparado o jantar, mas eu não estava com vontade de comer nada. Subi as escadas e desmaiei na cama, mas no meio da noite acordei, com um vento frio no quarto. As janelas estavam abertas. Fui em direção dela e as fechei quando alguém veio por trás de mim e me encurralou na parede. Fiquei apavorada e só me acalmei quando vi que era o Sasuke.
–Não me mata do coração, não. – Digo.
–Pensou que era quem?
–Nem sei o que eu pensei. O que faz aqui? A essa hora da madrugada?
–Ah, sim... Estou só dando uma passadinha, para ver se você chegou em casa.
–E como você tem a cara de pau de invadir a casa da minha prima pela janela, às pessoas tem que ter modos, sabe?
–Eu não vim pela janela.
–Não?
–É! A porta estava aberta, então entrei.
–O quê? A porta...? Aberta? Há essa hora?
–Sim!
–Viu minha prima.
–Graça a Deus, não, só subi até o seu quarto.
–Meu pai, tenho que fechar a porta. – Desci as escadas e fui até a sala, me dirigi à porta e a fechei. – O que minha prima está pensando e...
–AAHH! – Sasuke gritou!
–O que foi? – Me virei bruscamente.
Só vi o braço dele todo sangrando e a Mei com uma espada na mão.
–O que está havendo aqui, hein? – E onde você arranjou essa espada, mocinha?
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