A Erdeira

2 Capítulo 1 - Sem rede


Notas iniciais
capitulo 1 :)

Querido diário

“Aqui estou eu novamente, como sempre sem nada pra fazer. Meus pais foram no mercado, já devem estar chegando, falaram que caso alguém bater na porta ou qualquer barulho estranho, era para chamar a policia, achei engraçado me pedirem isso, pois era primeira vez que pedissem uma coisa dessas, mais enfim, já esta tudo fechado”

Fechei o diário, pois o telefone acabara de tocar.

- Alô?

- Ola, por acaso a senhorita Mary Gilbert esta? – a voz de um homem soou do outro lado da linha.

- Sim, sou eu mesma

- tem algum adulto com você?

- não interessa, por que você quer saber isso?

- preciso falar com um adulto ou responsável por você

- olha, não estão no momento, mais o que deseja? Posso marcar recado...

- Alô... alô? – persisti mais já haviam desligado

Por que alguém ligaria, para perguntar se tem alguém ou algum adulto comigo?... MEU DEUS como eu sou burra, como não pensei antes, ele estava querendo saber se eu estava sozinha!

- acho que deve ter o numero da tia Sara em algum lugar – fui até a estante da sala e abri a gaveta, retirei de dentro uma caderneta onde meus pais costumavam marcar alguns contatos.

-T...T...T... Tia Sara, achei – resmunguei folhando o caderno.

Peguei o telefone e disquei os números.

“ Aqui é a Sara, deixe seu recado após o bipe”

- droga, caixa de mensagem – bufei e guardei a caderneta

Alguém bate na porta

- e agora? – sussurrei pegando meu celular e inda até o sótão da casa

Desci a escadinha até o local, todo empoeirado, fazia uma era que não entrava aqui, estava cheio de teias por todo os lados, só torcia para que tivesse nenhuma boneca por aqui, sim, meio imaturo para uma garota de 18 anos, mais faze o que.

Agachei-me de baixo de uma mesa, logo um estrondo da porta finalmente sendo aberta e dando contra a parede aparece.

- Ela não esta aqui – uma voz meio grave soou, mais não era a mesma que no telefone.

- vou ver no sótão, me siga – a voz grossa que falou comigo a poucos meninos finalmente apareceu.

Peguei meu celular que estava no bolso e disquei o numero do meu pai, mais dessa vez nem tocou, esqueci do detalhe de que aqui embaixo não tinha rede. Um raio de luz vindo do corredor aparece assim que a porta do sótão foi aberta.Os passos de alguém descendo a escadinha e se aproximando de mim me fez tremer e dar um suspiro alto, talvez não estivesse bem escondida, talvez o tecido que estava sendo usado de toalha fosse muito fino e transparente quem sabe, mais isso não o parou. Ele levanta o pano e sorriu malicioso, não dava para saber quem era, pois estava com aquelas toucas – aqui esta você – o homem segurou meus pés e puxou até ele.

Mais um cara apareceu e colocou uma espécie de faixa tampando minha boca impedindo que gritasse, o mais alto, o que me puxou de baixo da mesa me colocou nos ombros, comecei a dar tapas e socos nele na tentativa de me soltar, mais não surgiu efeito. Assim que saímos da casa, vi algo que não tinha percebido antes, já estava de noite e os meus pais não tinham chegado ainda. O de touca meio acinzentada abriu o porta malas de um carro que estava estacionado do outro lado da rua e retirou do seu casaco um frasco e um pedaço de pano branco, o que me segurava me soltou dentro do espaço meio compacto e o outro enfiou aquele pedaço de tecido no meu rosto, o cheiro era muito forte e atordoante, só deu tempo de piscar e adormecer.

Abri meus olhos com dificuldade, parecia ter um quilo de areia neles, estava tudo escuro, até que percebi que ainda estava com a faixa na boca. Escuto passos se aproximando e retira da minha cabeça uma espécie de capuz preto.

Olhei ao redor com a visão meio embaçada, parecia um galpão, ainda estava de noite, onde é que eu estava não era longe de casa. Me vi no chão com os pés amarrados e mãos encostada em um canto na parede. Vozes resmungando alto a uns metros na minha frente, chamou minha atenção, minha visão foi limpando e foi reconhecendo quem era... sim, meus pais amarrados em cadeiras, olhei melhor e não era só aqueles dois, tinham mais caras, um em cada ponto do local e encapuzados também.

O mais alto vai em direção a meus pais e retira a faixa da boca deles.

- Soltem ela, vocês não precisam dela – minha mãe gritou exasperada

O homem se inclinou um pouco e sorriu – se não fosse por sua filha vocês não estariam aqui.

- o que ela fez pra vocês? – gritou meu pai- na verdade o que vocês fizeram para ela e não se façam de bobos, vocês sabem muito bem o que — um outro homem se aproximou rindo.

O mais alto veio em minha direção e arrancou a pano da minha boca.

- soltem eles – quase gritei me debatendo

- levantem ela – o cara apontou para mim e dois de seus capangas me ergueram do chão.

- soltem meus pais, por favor – choraminguei alto

- não façam nada com ela, agente entrega pra vocês – meu pai falou numa oitava mais alta

- lamento mais não é assim que funciona – o homem tirou um revolver que estava preso na cinta e apontou na cabeça do meu pai e o outro fez o mesmo, só que mirando na minha mãe.

- filha agente te ama – ela sorriu

- NÃO – gritei fechando os olhos

Minhas pernas deram em falso me fazendo cair, assim que ouvi uma seguida de 6 ou 7 disparos.

Notas finais
Esse primeiro cap foi uma como uma shot, se voce tiverem gostado e quiserem que eu continue, comentem nos reviws pls, muito importante :} TT @_terabita
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.