A Era dos Tronos

17 Grandes assuntos para pequenos homens


Notas iniciais
Estamos próximos do fim da fic pessoal, espero que estejam curtindo esses capítulos finais e estejam ansiosos para a conclusão dessa história!!!

Tyrion faz uma reverência a Sansa, que sorri e retribui a cortesia, se afastando com o anão para longe dos demais lordes.
— Parabéns, Lorde Lannister. Mão da rainha e agora lorde de Castlerey Rock. E pensar que dois anos atrás era um tolo no corredor da morte — Observou a jovem Stark admirada.
— E você Mylady, agora é Lady de Winterfell ao lado de Jon Snow, o rei do Norte e amigo da rainha — Constatou Tyrion sorridente.
— O que vai fazer agora?
— Tentar administrar aquele castelo, ver o que precisa ser restaurado ou modificado e manter contato com a coroa, garantindo que cumprirei meu dever real — Explicou o pequeno Lannister com orgulho e uma parcela de receio.
— Tarefa complicada — Comentou a jovem suspirando de leve ao olhar para a reunião que se estendia atrás deles.
— Não tanto quanto ter Little Finger como aliado.
— Graças a ele Jon e seus homens estão vivos. Não pense que não estou de olho nele. Com a guerra terminada, ele retornará ao Vale com suas tropas para cuidar de suas terras.
— Terras? Desde quando Little Finger é Lorde do Vale? — Indagou o Lannister incrédulo.
— Desde que se casou com minha tia e ela terminou falecendo — Tyrion se mantém atento — Eu mesma a vi morrer.
— Ou é o que ele quer que você pense — Comentou com ousadia, gerando um silêncio incômodo entre eles, o que o leva a mudar de assunto — Sansa, sei que nosso casamento sempre foi uma farsa, inlusive pretendo livrá-la desse fardo. No entanto, você agora é Lady de Castlerey Rock, o que a faz governanta de dois reinos.
— Você quer que eu esteja ao seu lado para pramulgar uma paz entre nossas casas — Afirmou a jovem Stark com um sorriso bondoso — Você continua o mesmo, isso é bom.
— Assim como você, Mylady, porém mais sábia e atenciosa. Creio que fará o melhor pelos seus castelos.
— Sei de muitas coisas, mas ainda não sei o bastante. Espero que o conselheiro da rainha seja bom professor — O anão sorri em sinal de solidariedade antes de se voltar para a rainha, que continua conversando com Snow e os demais Lordes para resolverem suas pendências antes de se despedirem.

Theon e Yara estão em seu navio rumo às Ilhas de Ferro, com uma poderosa frota a seu comando, turbinados com o apoio das tropas de outros reinos, que ajudariam os irmãos a reconquistar seu lar.
— Adiante — Bradou a mais velha dos Greyjoy, brandindo sua espada ao avistar a frota de seu tio, Etion. No mesmo instante, os navios tomam impulso extrs e avançam rumo a seu objetivo, até então uma esperança, mas agora estava triscando para alcançar suas mãos. Bolas de fogo são arremessadas e logo navios queimam, espalhando tábuas quebradas por um lado e outro, além de traços de miolos misturados a um rio de sangue. As frotas se encaram e logo dois navios tomam a frente, com Theon brandindo sua própria espada para atacar o tio. Tábuas e cordas são arremessadas e logo a família está se atracando, com um navio encostado no outro, sendo que apenas um deles sairia vitorioso.
— Acabou tio. Nós estamos em maior número e vocês são poucos traidores miseráveis. Somos parte de um reino reunificado — Declarou Yara com ímpeto, avançando com a guarda levantada rumo a sua vitória.
— Eu acredito em números minha sobrinha e o degenerado que ainda chama de irmão — Falou Euron encarando Theon antes de cruzarem suas armas, com o tio sabendo lidar com habilidade a notória desvantagem em que estava — No entanto, aprendi assistindo essa guerra que valorosos aliados e uma estratégia eficaz também podem funcionar. Os navios de Euron estão sendo massacrados, mas logo os apoiadores dos irmãos herdeiros se dão conta da verdade: estavam sendo cercados por novos navios, enormes e intimidadores, que varrem o mar com as carcaças dos navios inimigos. Berros são ouvidos, junto a prolongadas lamúrias e perjúrios, o que aumenta a fúria de Theon e Yara, que atacam mais certeiros o tio. Soldados atacam as Ilhas de Ferro por terra, destruindo os navios que se preparavam para defender seu lar da própria família, mas um ajuntamento de cavaleiros parte para o ataque, devastando todos os homens sem esforço.
— Não — Indignada e perturbada, Yara tenta usar todos os seus movimentos rápidos e ardilosos contra o tio, que se aproveita da raiva e consequente distração da sobrinha para lhe tirar a arma e espancá-la com orgulho antes de partir para cima de Theon, rindo em tom de deboche enquanto aponta sua espada nas partes baixas do sobrinho.
— O que eu farei com você, seu monstrinho? — Ele se vira para Yara com malícia — Já que a casa Targaryen voltou ao poder, acredito que eles não se importarão com um caso entre tio e sobrinha — Ele segura a mesma pelo pescoço — Assim que eu acabar com você, eu pego o que restou do seu irmão e trucido ele também, então enviarei as cabeças de vocês dois para Daenerys Targaryen.

O Doutor caminha pelas forjas de King's Landing, observando juntamente com suas amigas Clara e Rose o andamento da criação de armas. A maior parte, senão todos os ferreiros em King's Landing, se dedicam a moldar a obsidiana encontrada nos salões subterrâneos do palácio, guardada ali pelos antigos homens após a longa guerra contra os Vagantes Brancos. Os ferreiros pegavam essas armas preservadas por tanto tempo para derreter com dificuldade seu metal e reformá-lo como uma espada longa ou média por ordem de Jon, que dizia que os Vagantes Brancos só teriam desvantagem se enfrentassem armas tão longas quanto as suas próprias.
— Acho que a essa altura os Greyjoy já retornaram à sua terra — Comentou Oswin interessada em saber o que teria acontecido com seus aliados e amigos.
— Sim e em breve os soldados estarão de volta para vir conosco rumo à batalha na Muralha — Esclareceu o Doutor convicto.
— Sinceramente Doutor, estamos no sul — Observou Rose confusa — Como vamos levar tantos soldados para a Muralha em menos de um mês?
— Deixe isso comigo, minha cara — Pediu o Doutor sorrindo graciosamente — Eu sugeri que deixassem essa parte comigo.
— Mas não vejo você fazer nada a respeito — Declarou Tyler cruzando os braços.
— É que ainda estou esperando uma coisa.
— O que seria?
— Resta um suposto aliado se unir a nós — Em seu aposento, o Doutor observa direito o canto onde deixara estacionada a TARDIS e repara que havia duas caixas azuis ao invés de uma, sendo a principal diferença o fato de uma delas ser mais bronze do que azul — Mestre, estava deixando de acreditar que viria.
— Eu pensei por muito tempo, então decidi avançar no tempo e ver como as coisas seriam. Fiz isso em todas as realidades que tinha acesso, e tudo sempre termina do mesmo jeito — Ele levanta sua chave de fenda sônica intrigado — Se pararmos a Escuridão aqui, que é a primeira realidade onde ela se infiltrou, poderíamos pará-la para sempre? Impedir que ela se alastre pelos demais mundos?
— Sim, podemos. Pelos meus cálculos, se os Vagantes Brancos deixarem de existir, tudo volta a respirar.
— Espero que esteja pronto.
— Como assim? — Questionou o Doutor sem compreender a mensagem.
— Para treinar, ou acha que no intervalo que estive aqui ou em outros mundos não aprendi nada?
— Nunca fui um fã de batalhas, tanto mais lutar em uma delas.
— Você se acostuma. Sem você, acho que não eles não tem chance de vencer os Vagantes.
— Podemos ser mais úteis como meio de transporte do que como guerreiros — O Doutor ergue uma séries de papéis para seu colega — Essa é a ideia que tenho para levar todos os soldados de King's Landing para a Muralha.
— Pode funcionar — Decidiu Mestre sorrindo repleto de empolgação — Mas com duas TARDIS a coisa fica perigosa.
— Vai funcionar, não se preocupe. Agora somos dois senhores do tempo, não apenas um.

Daenerys olha para Iarcleryn uma última vez antes que ele deixe o salão real, no exato momento que Doutor e Mestre entram.
— Esse é o aliado que mencionou, Doutor? — Questionou a Targaryen intrigada.
— Sim, majestade. Acredito que Mestre possa me ajudar com aquele plano que vos citei.
— Está ciente que isso fará muitos sobreviventes, presumindo que haverá algum, adorarem ambos como deuses? No mínimo magos?
— Estamos cientes, mas tem que ser feito, senão jamais conseguiremos impedir os Vagantes antes que alcançem terras habitadas.
— Você tem minha permissão, Doutor — Assim, a rainha volta a se concentrar em suas próprias indagações, mas o senhor do tempo a inferfere.
— Majestade, Tyrion já se foi para Castlerey Rock?
— Sim. Ele e Sansa deixaram King's Landing hoje pela manhã.
— Presumo que Snow não tenha gostado da ideia de uma Stark pisar ou mesmo comandar a casa Lannister.
— Acho que ele compreendeu a situação, embora esteja um pouco aflito. Precisamos de união após tantos anos de conflitos decadentes, mesmo com um inimigo desconhecido se aproximando — Concluiu Daenerys nervosa.
— Em breve seus soldados estarão prontos. Acho que essa união que vocês tanto almejam pode ser conseguida de maneiras menos materiais como usando ouro e outras coisa do tipo — Declarou o Doutor deixando o salão na companhia do Mestre, enquanto a rainha volta a pensar em suas inconstantes dúvidas acerca de seu reinado.

Jon observa a ação dos ferreiros ao longo dos dias, enquanto sua irmã Arya o acompanha a todo instante, ajudando com o que fosse necessário, principalmente no que diz respeito ao treinamento. Um dia, ele percebe que o Mestre e o Doutor estão no campo e decide se aproximar intrigado com a cena.
— Então o chamado senhor do tempo pretendo lutar? — Pergunta curioso.
— Sim, pretendo. Caso vá servir de alguma ajuda — Afirmou o Doutor secando um pouco de suor em sua testa.
— Seria excelente, caso não estivesse tão lento — Jon retira seu casaco e convoca Arya, largando sua vestimenta no chão para brandir sua espada — Haverão mortos-vivos prontos para devorar sua carne, e eles virão por todos os lados — Ele se põe perante o Mestre — Com todo o respeito Mestre, não há tempo para treinamentos básicos — Snow se volta ao Doutor — Se quer aprender, tem de ser de modo mais efetivo — Arya se aproxima com uma expressão de diversão, erguendo sua espada em direção ao senhor do tempo.
— Eles podem não ter armas — Observou Arya com seriedade e um toque de sensatez — Mas estão em maior número. Precisa estar atento a tudo que o cerca, lutando com um olho em cada direção. Seus ouvidos o guiarão melhor que seus olhos, então abuse de ficar atento — Ela dá uma rasteira súbita no Doutor, que cai de cabeça no chão, passando a mão em uma parte onde agora dói.
— Porque fez isso? — Perguntou o Doutor praguejando baixo a dor em sua cabeça.
— Porque você estava desatento. Redobre seus esforços e isso não acontecerá — Explicou a jovem Stark sorrindo graciosa.
— Meu lugar é na minha nave, cuidando do espaço-tempo para que ele não sofra outro colapso — Falou o senhor do tempo se dando por vencido.
— Se fizer isso, já sabe o que vai encontrar. Lá não tem nada de novo — Disse Arya indo em seu encalço.
— Não posso. Não nasci para isso.
— É verdade — Constatou Jon se aproximando dos dois — Não vai ganhar habilidade da noite para o dia, ainda mais com seu tipo de pensamento, mas isso o priva de melhorar seus reflexos. Qualquer homem a mais na batalha é ao menos um morto-vivo para passar pela Muralha.
— Talvez eu possa ser útil a vocês, mas acreditem, o Mestre e eu temos uma vantagem sobre essas coisas que se aproximam.
— E qual seria? — Indagou Jon interessado no assunto.
— Nós nos regeneramos. Podemos ser atacados gravemente e nos recuperar desses ferimentos, diferente de humanos.
— Isso muda bastante as coisas — Obsetvou Arya surpresa — Seria uma coisa incrível de ver em campo de batalha.
— Ainda temo que nossos homens não sejam o suficiente — Confessou Jon aflito.
— Não se preocupe — Declarou o Mestre apoiando Snow — Alguns amigos que deveriam estar extintos decidiram lutar conosco — Os dois senhores do tempo se entreolham compartilhando aquilo que já sabiam.
— Nesse caso, podemos contar com você na batalha, Doutor de... — Arya se vira para o Doutor — De onde você é mesmo?
— Gallifrey.
— Ótimo. Doutor de Gallifrey, podemos contar com você na batalha contra os Vagantes Brancos?

Notas finais
O Doutor se prepara para a batalha contra a Escuridão ao lado do aliado mais improvável de sua vida! Quem será o aliado de Euron? Será que Daenerys foi traída? O que mais podemos esperar dos Greyjoy a essa altura?