A Era Perdida

3 Capítulo 2- O inicio da aventura


Notas iniciais
Eai, exploradores? Animados para o capítulo novo? espero que sim ^^ Obrigado a todos que comentaram no capítulo anterior ♥ ♥ ♥ Lembrando que os que comentarem três capítulos seguidos vão ganhar o nome na lista dos exploradores de ouro o/ yeyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy Bem é isso, beijos e aproveitem, Lets ♥

‘’O quão estranho é o sentimento de começar uma nova etapa de sua vida? Atrelado a uma viagem, a uma expedição, é ainda mais inquietante. Não consigo controlar esse frio na barriga que parece somente crescer e esse arrepio gélido que me corta a espinha’’.

Escreveu o jovem jornalista, observando pela janela de seu avião a floresta amazônica dar lugar a uma cidade, esta cercada por rios cheios de barcos de turismo. Era estranho a Marc pensar que ele estava indo se encontrar com os desbravadores do ‘’mundo perdido’’, vendo uma cidade tão grande e moderna como Manaus, mesmo que esta fosse no meio da Amazônia.

O jornalista ouviu a aeromoça explicando que eles estavam prestes a pousar, falando em inglês em especial para o único americano no voo. Ele agradeceu e fechou seu diário, amarrando a tira de couro em volta dele antes de colocar sua mochila. Afivelou seu cinto e observou pela janela o avião se aproximando do chão e, assim, sentiu o impacto das rodas tocando a pista de pouso e a poeira que levantou da mesma.

Marc retirou seu cinto de segurança, colocando sua mochila de pano nas costas e pegando seu casaco de couro em mãos. Na saída, a aeromoça lhe sorriu educada e lhe desejou boa estadia em Manaus.

Ao descer do avião sentiu o calor da Amazônia. Era menos intenso do que o do Rio, o local o qual ele havia chegado ao Brasil, e possuía uma agradável brisa úmida.

Caminhou até onde os homens estavam descarregando o avião e pegou sua mala, observando as feições dos nativos do local. O quão fascinante era a mistura de indígenas com homens brancos para o jovem jornalista... ele teria feito uma anotação se o homem não tivesse gritado com ele.

Marc falava espanhol e conseguiu entender que o homem não queria que um americano ficasse olhando-o. E com um certo desconforto no rosto ele se encaminhou na direção do aeroporto.

O jornalista caminhou de forma incerta pelo saguão do aeroporto, vendo que a cidade não era tão moderna como ele pensou. Ali, havia mulheres a vestir a moda de 1945 ainda e outras já a desfilar no new look como modelos da Dior, modernidade e atraso, riqueza e pobreza misturavam-se facilmente e Marc estava a fazer inúmeras notas mentais.

Distraído, ele se virou a observar um nativo segurando uma placa e nela se lia ‘Marc J O’Connor’ e sorriu, caminhando na direção do homem de baixa estatura e olhos amendoados.

Marc apontou para seu próprio peito na direção do nativo, que abaixou a placa.

— Marc J. O’Connor? — indagou com um forte sotaque.

O jornalista acenou positivamente e o rapaz fez um sinal com a mão, chamando-o para segui-lo e assim ele o fez. Caminharam até um café no estilo parisiense, onde podia-se ouvir Annette Hanshaw tocando no fundo. Era estranhamente familiar, até mesmo a visão do que ele supôs ser os cientistas da exposição o fez sentir-se confortável.

O que surpreendeu foi a visão de uma mulher junto dos demais, lendo seu jornal de forma despreocupada. Ela parecia mais calma do que o jovem repórter com a perspectiva de tudo.

Vestidos assim como ele, em roupas leves de tom terrosos e chapéus de longas abas, bebiam seu chá de forma despreocupada. Logo que Marc se aproximou, um dos homens se levantou e os demais olharam em sua direção.

Era um homem alto, de ombros largos, devia de estar na casa dos 50. Havia algumas marcas de idade na sua pele nada grandes. Logo ele sorriu e estendeu uma mão a Marc, que não hesitou um minuto em apertá-la, somente colocando sua mala no chão antes.

— Senhor O’Connor? Sou o professor Lewis da universidade de Oxford, meu patrocinador falou muito bem de suas referências. — foi cordial.

O jornalista deixou-se sorrir educado, avaliando o rifle de caça a descansar do lado da cadeira do professor.

— Por favor, me chame de Marc, nem meu chefe me chama de O’Connor. É um prazer conhecê-lo senhor, não tenho palavras para expressar minha alegria de embarcar nessa aventura.

— E que aventura — comentou um terceiro homem rindo. — Professor e botânico, P. F. Müller. Mas pode me chamar de professor Müller.

Marc observou a figura de um homem de idade acendendo seu cachimbo. Ele possuía longos bigodes brancos e óculos redondos e, ao seu lado, a moça deixou o jornal de lado para lançar um olhar avaliativo na direção de Marc, ao qual ele devolveu, observando seu longos e loiros cachos presos em um coque atrás da cabeça. Foi impossível para o atento repórter notar o quão péssimo ela se vestia, com sua simples camisa branca e calças caqui, um estilo bem prático de explorador ou garimpeiro.

— Martha Lewis, professora de química avançada em Oxford, mas, por favor, me chame de Martha — ela lhe estendeu uma mão e Marca apertou firme.

— Prazer... seu nome... é Lewis. — Olhou na direção do professor. — Lewis, vocês são parentes?

O professor virou o rosto em um movimento rápido, puxando seu longo casaco marrom para trás a fim de enfiar as mãos dentro dos bolsos.

— Ela é minha filha — falou rápido.

Marc sorriu evasivo com o atrito que sentiu, desviando o olhar na direção da família problemática e logo seus olhos encontraram a figura de uma jovem mais nova que ele, mas também no fim de seus vinte anos.

Era morena, com longos cabelos trançados para trás, ela se vestia muito bem, com uma transparente blusa de bordados sobre sua camisa branca e suas calças caqui e botas até o joelho. Ela havia levado o estilo obrigatório de explorador a um outro nível, juntando o prático ao belo e a como ela era bela. Os óculos de voo envolta de seu pescoço e o revolver em sua cintura a deixavam ainda mais intrigante, mais instigante.

E o seu sorriso vinha facilmente. Logo ela estava oferecendo-o a Marc e estendendo uma mão para que ele apertasse, com uma intimidade que deixou o jovem repórter desconfortável.

— Oi, você deve ser o repórter americano. — Sorriu ela e Marc pode ouvir seu sotaque familiar. — Finalmente não vou ficar sozinha com esses ingleses. — Riu e Marc se permitiu sorrir — Sou Sarah, Sarah Kingston.

— Marc, Marc O’Connor. De onde você é, Sarah Kingston?

— De toda parte. — Brincou ela. — Mas nasci em Chicago, consegue sentir meu espirito agitado?! E você, Marc?

Ele soltou a mão dela colocando suas mãos nos bolsos.

— Helena, Montana — falou, trazendo uma expressão de surpresa a moça. — Mas tenho vivido em Nova Iorque desde que mudei de área no jornalismo.

Sarah abriu a boca para falar algo, mas foi interrompida.

— Ah, e que área trabalhava antes de fazer crônicas, senhor O’Connor? — indagou Müller tirando seu cachimbo para bebericar seu chá.

— Investigação criminal. — Olhou na direção do professor de idade.

Müller abaixou seu chá.

— Que excitante, viver a margem do perigo, sabe... passei anos viajando a África, desde a primeira guerra e digo que um bom romance policial é a melhor coisa para se ler em uma viagem dessas. — Riu ele.

— Terei de concordar, é meu gênero favorito — falou Marc cordial.

Sarah pigarrou deselegante, atraindo a atenção dos demais.

— Senhores, lamento informar que terão de se apressar em se preparar... o tanque do avião está terminando se se enchido, então indico que nos apressemos — falou educada, colocando os braços atrás das costas.

Foi a hora de Marc exalar um som de admiração e surpresa, observando Sarah.

— Você é a pilota do avião? — indagou incrédulo.

Ela sorriu orgulhosa e negou com um leve aceno.

— Copiloto. — Se virou, apontando na direção da bancada do café parisiense. — Aquele alemão bonitão ali é o piloto.

Marc olhou a silhueta do homem, observando desde suas botas de voo, subindo por sua calça caqui, pelo pesado casaco de couro próprio de um piloto que ele usava. Seus cabelos eram curtos, um belo tom de loiro dourado, quase pretos, o mesmo tom de sua rala barba, e assim ele se virou com sua xicara de café em mãos, olhando o conteúdo da mesma, para por fim levantar seus olhos deixando Marc ver o azul virginal deles.

— Alemão você diz? — ecoou a voz de Müller.

— Sim, professor, parece que o senhor vai ter alguém com quem conversar em sua língua materna — respondeu Sarah educada. — Vamos, não temos tempo a perder.

O jornalista se virou, olhando o botânico de forma curiosa.

— O senhor é alemão?

Müller começou a se levantar, apoiando-se na mesa. Martha pegou seu chapéu, colocando-o sobre a cabeça enquanto colocava sua bolsa nas costas, Lewis copiou sua filha.

— Não alemão, mas sim austríaco — confessou Müller e Marc se sentiu instigado a perguntar sobre a guerra e o que o professor havia feito nesse meio tempo, mas escolheu se calar. Era um assunto um tanto delicado aos germânicos ainda.

Marc pegou sua mala do chão e se indicou a pegar a de Martha também, surpreendendo a moça, que pegou a mala da mão dele de forma deselegante, sem olhar no rosto do jornalista, disse de forma apressada.

— Obrigado, não preciso de ajuda.

— Como a senhorita desejar. — Riu Marc da personalidade da outra. — Como uma cientista devia saber que não é bom carregar peso — falou a si mesmo.

Eles caminharam até o piloto que estava terminando de pagar pelo seu café junto ao balcão. O alemão seguiu ao encontro do grupo, com um sorriso digno de astro de Hollywood. Ele estendeu uma mão calçada em couro ao professor Lewis que apertou sentindo a luva de encontro a sua pele.

— Como estão? — indagou em um inglês sem nenhum sotaque, limpo como água. — Thomas Bischoffsheim, ao dispor de vocês.

— Judeu? — comentou Müller se aproximando.

Thomas lançou um olhar na direção do homem mais velho, sorrindo gentilmente.

Ja, aus Berlin. Und du? — falou em alemão.

Müller riu em deleite, apoiando suas mãos em seu suspensório.

Aus Wien, mein Freund. — A expressão na face de Müller era adorável. — Es ist sehr gut, nach so langer Zeit in London Deutsch zu hören. Me chamo Müller, professor P. F. Müller.

O piloto deixou seus olhos decaírem na direção dos demais.

Sehr schön, e essa deve ser a filha do professor... perdoe-me, mas seu nome me escapa... — instigou ele.

— Martha, Martha Lewis. — Estendeu a mão para um aperto.

Thomas pegou a mão da professora entre as suas e beijou-lhe as costas, fazendo Martha arquear uma sobrancelha desconfiada, retirando sua mão lentamente, no limite da educação. O piloto não conseguiu se impedir de sorrir debochado, olhando na direção do jornalista e lhe estendendo a mão para um aperto.

— Me chame de Marc, sou repórter do New York Times.

— Ah, um repórter, sempre bom ter alguém bom de papo no grupo. — Piscou para Marc de modo cômico. — Bem, vocês já conheceram minha amiga e colega de voo, senhorita Kingston, ela ficou responsável de colocar todos os materiais de pesquisa em nosso avião e eu fico responsável de explicar nosso itinerário. O voo até a borda do platô demora umas cinco horas e teremos de fazer um pouso na margem do rio para abastecer e esticar as pernas um pouco e assim partimos na direção do platô. Se serve de consolo ou só a título de curiosidade... — riu Thomas. — Eu piloto aviões desde meus 15 anos, meu pai era um piloto e assim eu sou. Então, temos tudo pronto para um voo sem preocupações.

Lewis riu humorado, batendo carinhosamente no ombro do piloto.

— Então melhor assim, devemos ir, capitão?

— Sejam meus convidados — devolveu ele.

E assim os exploradores caminharam na direção do bimotor pousado na pista. Um avião de pouca estatura e de cor vermelha com espaço somente para a equipe e seus materiais, mas, mesmo assim, era o necessário para a expedição. Primeiro, entrou o piloto, ajudando Müller a subir, e, assim, Lewis e Martha, por fim Marc e Sarah, que fechou a porta da aeronave por dentro.

— Apertem seus cintos e sentem-se confortavelmente — avisou a copiloto. — E aproveitem a viagem.

Eram quatro cadeiras, uma à frente da outra, e as dos pilotos na cabine. Marc se sentou na cadeira que ficava de costas para o assento do piloto de frente para Martha, avaliando a expressão de inquietação no rosto da mulher enquanto as turbinas do avião se ligaram. Ele pensou em puxar graça com a situação, mas não desejava levar outro coice da professora.

Então ele puxou seu diário da mochila, escrevendo o encontro com as diferentes pessoas que compunham o grupo. Enquanto isso, Thomas colocou o fone de comunicação sobre suas orelhas, ajustando o microfone, apertando os botões enquanto Sarah colocava os seus próprios sobre a cabeça.

E, assim, com um forte movimento, o avião começou a se mover. Martha fechou os olhos, apetando a poltrona sob si. Marc a observou com um sorriso nos lábios, ouvindo a risada do próprio Lewis no momento em que o avião começou a ganhar altura. Sarah olhou para trás, agradada com a felicidade dos passageiros, com uma expressão leve e juvenil.

Marc observou da janela a cidade se transformar em floresta. Horas de voo embalaram o sono de Müller, porém, Martha ficou inquieta em sua cadeira por cinco horas seguidas, nervosa com as possibilidades e suposições. Lentamente, o avião embalou o sono de Marc e ele se deixou pender em um calmo sono.

Um sonho ruim o acordou com um sobressalto, memorias passadas martelando sua cabeça. Marc esfregou as mãos pelo rosto, notando que a cadeira a sua frente estava vazia e procurou os demais, achando a porta do avião aberta. Após um momento de susto, ele desafivelou seu cinto e pegou sua bolsa no chão, saindo do avião.

Observou que os pilotos haviam pousado na água e que agora o grupo se encontrava no fim de tarde em uma clareira, montando acampamento. Müller estava cozinhando, enquanto Thomas e Sarah montavam as barracas. Com os olhos ele achou Lewis observando com sua luneta algo no topo de uma elevação.

O pôr do Sol da Amazônia não se parecia com nada que Marc havia visto em sua vida. Ele puxou sua bolsa, retirando sua câmera da mesma, focando pelo céu alaranjado e tirou uma fotografia, sorrindo com o resultado, mesmo que não pudesse ver sem revelar o filme.

— Cuidado para não gastar todo seu filme no ‘’mundo achado’’ que vivemos — brincou o piloto, ainda a trabalhar na barraca.

Marc olhou na direção dele e simplesmente sorriu.

— Trouxe filme suficiente para tirar foto de todas as espécies conhecidas de dinossauro — apontou na direção de Lewis. — Espero poder ver todas elas.

Thomas só riu, dando-lhe as costas.

— Cuidado com seus sonhos, meu caro redator. Você pode se decepcionar.

Intrigado, Marc se aproximou do alemão, avaliando-o.

— Então você não acredita no que o professor diz? — indagou curioso. — O que te trouxe tão longe então.

Thomas parou o que fazia se virando, ainda com um ar leve em suas feições.

— Só acredito no que vejo e, além do dinheiro, a curiosidade me trouxe aqui — respondeu ele. — Se há dinossauros... um platô com formas de vida desconhecidas, isso será minha aventura. Só não crio expectativa, pois ver elas se quebrando é bem doloroso e falo isso como um amigo.

Marc fez um sinal de concordância e cruzou os braços sobre o peito.

— Pois eu tenho de ter expectativa, senhor Thomas, pois prometi aos meus leitores uma grande aventura para lerem junto de seu café da manhã e isso que vou ter de entregar a eles. — Olhou na direção de Sarah. — Você precisa de um par de mãos extras?

A copiloto olhou sorridente ao repórter.

— Claro, ainda mais se elas são fortes.

Thomas somente observou o repórter ir ajudar sua colega e nada mais disse. Sabia que cada um tinha um interesse diferente dessa viagem e que cada um ia segui-la do modo que servisse seus propósitos.

Müller deixou seu jantar a cozinhar e caminhou até seu colega, observando o que ele observava, uma formação rochosa o qual as coordenadas do diário de Dumbar mostravam ser o tal platô. O homem de idade subiu a pequena subida com dificuldade e se colocou ao lado de seu amigo, observando o sorriso em seus lábios.

— Olhe como é majestoso — indicou o binóculo ao outro. — Os brasileiros o chamam de monte Roraima, é lindo.

O austríaco levou o objeto ao olho, observando a nevoa envolta do alto do monte, quase algo mítico, digno das lendas entorno do mesmo.

— Mais que lindo meu amigo, mais que lindo. Tenho de ser honesto com você, Lewis. — Abaixou o binóculo. — Quando embarquei nessa aventura, não acredita nem um pouco nessa sua história, mesmo com os fosseis e animais empalhados. Sou um homem da ciência, só acredito em fatos, em especial os que vejo com meus próprios olhos, mas agora, observando essa formação rochosa...sou obrigado, em todo o meu intelectualismo, a aceitar o misticismo que isso invoca em um coração aventureiro.

Müller devolveu a luneta ao outro, sorrindo-lhe verdadeiro.

— Obrigado, meu amigo, por me trazer nessa jornada, por mais que ela termine em nada, saiba que está a ser uma grande aventura.

— Digna das que tivemos na África?

Müller riu junto ao amigo.

— Não mesmo — brincou o germânico. — Não enquanto surgir um personagem tão bom quanto aquele rei Zulu que encontramos — comentou descendo a elevação.

Martha saiu da mata com a lenha que havia coletado em mãos. Sarah ajoelhou-se para ajudá-la a montar a fogueira e Martha se sentiu relutante em aceitar ajuda, então, se levantou e deixou a copiloto fazer isso sozinha, atraindo um olhar desconfiado de Sarah, que não aceitou ser ignorada.

— Então... você é uma professora de Oxford. Interessante, a senhora já tem PHD? — indagou Sarah montando a fogueira.

— Senhorita, não sou casada — respondeu ríspida, pegando sua bolsa a procurar algo. — E não, sou somente mestranda.

Sarah parou o que fazia, para lançar um longo e firme olhar a Martha, fazendo a professora parar o que fazia e lhe olhar de volta.

— Você sabe que não precisa ser tão defensiva, vi o jeito que tratou o Marc, ninguém aqui é seu inimigo, senhorita Lewis, nem precisamos ser. — Retirou seu isqueiro do bolso. — Ter amigos é uma benção... que você devia se permitir ter.

Lentamente a fogueira começou a nascer, tomando força com as folhas secas de base. Martha olhou na direção do fogo e depois na direção da outra mulher.

— Tenho mestrado em toxicologia — respondeu descendo seus olhos para sua bolsa.

— Uhm... que interessante... e o que é isso? — riu Sarah por fim fazendo um pequeno sorriso surgir no lábio de Martha.

Martha deu de ombros dramática.

— Uma das áreas da química...

— Que estuda substancias venenosas e alguns tipos de planta — completou o botânico, se aproximando com o bule e xícara de chá em mãos.

— Eu tinha muito interesse nesse campo de pesquisa — comentou se sentando ao lado das moças na fogueira.

Sarah pegou o bule e colocou para esquentar ao lado do fogo.

— Sinto que temos muito em comum, professor Müller. É bom lhe ter na nossa companhia — comentou Martha educada.

O austríaco riu.

— Você tem parar com essa mania de gostar de gente velha e se envolver com gente nova — apontou a Sarah e os três riram juntos das palavras do professor.

A noite avançou de forma lenta e os exploradores daquela aventura dormiram de forma perturbada com toda a excitação e promessa do amanhã.

Notas finais
Eai? Animados? No próximo capítulo vai ter dinossauros yeyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy o/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.