A Encomenda
20 20
Notas iniciais
Sobre o capitulo: Pessoal esse capitulo tem muita drama, eu não gosto muito disso mais fazer oque, foi necessario, nos proximos não será tanto assim, será mais divertido por isso podem esperar por pouco sentimentalismo, pois talvez não tenha tanto. Mas as coisas podem mudar, por isso não sei direito.
Espero que gostem desse capitulo :)
Boa leitura!
Autora
Um silencio desconfortável se instalou na sala, todos apenas encaravam Takini, enquanto que esse olhava fixamente para sua filha.
- O que você vem fazer aqui? – perguntou Sakura, suas mãos tremiam levemente.
Sasuke ao notar isso, segurou sua mão tentando assim passar algum conforto. Ela apenas abriu um pequeno sorriso para ele e logo voltou a encarar seu pai seriamente.
- Vim tratar dos negócios minha filha – disse calmamente – Como deve saber — Takini se levantou de seu assento e caminhou em frente a lareira, passando a mão pelo móvel – temos um assunto inacabado.
- Creio que não – Itachi manteve sua voz fria e cortante – Já está tudo resolvido.
- Como? – Takini se virou para eles e os encarou com uma leve irritação.
- Sakura se casará com Sasuke – Itachi no entanto mantinha sua posição calma, cruzando as pernas e o encarando.
- Sim, eu fiquei sabendo, mas ainda podemos fazer algo contra isso – sua voz saiu calma se aproximando de Sakura – Não é querida?
- Também creio que não será possível – foi a vez de Sasuke se opor.
- O que é dessa vez? – Takini perguntou ficando irritado novamente.
- Sakura espera um filho meu – Sasuke abriu um grande sorriso — oque leva ao fato de que você não poderá tocar nela.
Takini olhou raivoso para os três, para logo se por de pé.
- Pois bem, vocês queriam assim? Pois assim será – caminhou até a porta, abrindo em seguida – Mas tome cuidado, Sakura ele não ficará nada feliz em saber que sua “noiva” não será dele por bem, pois então que seja por mal, eu não ligo – abriu um sorriso maldoso, se virou para a saída.
- Quem é ele? – perguntou Sasuke irritado.
- Se acalme irmão – aconselhou Itachi.
Logo os dois Uchihas se encontravam em pé, ambos olhando para Takini, enquanto que esse apenas encarou sua filha sentada no sofá o encarando.
- Quem sabe ele não venha lhe importunar – seu tom era falsa esperança – não, ele com certeza virá a seu encontro – abriu mais um de seus sorrisos maldosos – aproveite seu conto de fadas flor de cerejeira, pois ele logo pode acabar. – e saiu pela porta, com sua postura elegante sem olha para trás.
Antes de virar sua expressão era clara, ele não se importava nem um pouco com ela, isso era o que mais machucava Sakura.
Sakura
Sua falta de importância me machucava, abaixei a cabeça e permiti que as lagrimas caíssem, era tanta dor, doía tanto, como aquele homem poderia ser meu pai? Isso era tão terrível, toda essa minha vida, o que será que eu havia feito para merecer tudo isso? Eu não sei, não sei mais o que fazer. Eu só queria paz.
- Sakura – Itachi me chamava.
- Sakura, não se preocupe tudo vai ficar bem. – a voz de Sasuke estava próxima, pude sentir sua respiração em meu pescoço, me causando um pequeno arrepio.
- Não vai – eu disse baixo, minha voz era falha.
- Não permitirei que nada aconteça Sakura, confie em mim – ele sussurrava para mim, senti seus braços ao meu redor, me abraçando.
Joguei meus braços ao seu redor e o abracei, chorando. Por tudo aquilo que aconteceu por tudo aquilo que acontecia agora, e por tudo aquilo que vai acontecer, pois eu sei que ele nunca me deixará em paz.
- Eu confio – sussurrei para ele – eu não confio é nele. Ele não descansará Sasuke, eu o conheço ele vai fazer da minha vida um inferno, pior do que já era.
Lagrimas caia pelos meus olhos, eu estava me desesperando, não aguentava mais aquilo, não aguentava mais nada daquilo, por que tinha que ser tudo assim?
- Se acalme Sakura – eu via em seus olhos a preocupação.
Mas por que ele não poderia me deixar chorar, eu só queria chorar.
- ELE NUNCA VAI PARAR – gritei exasperada, eu queria me libertar, era muita coisa dentro de mim, eu estava me sufocando.
- Sakura se acalme isso te fará mal – sua voz ficava distante, não o enxergava direito, as lagrimas tomava minha visão.
- Eu não quero mais nada disso, eu só quero paz – escorreguei do sofá caindo de joelhos no tapete da sala, coloquei minhas mãos em meu rosto.
Senti os braços de Sasuke me segurando pelos ombros, mas eu não o via mais, não o escutava, eu não sentia mais nada, levantei a cabeça e vi seus lábios se movendo, a única coisa que entendi ‘ confie em mim’, foi ai que as coisas escureceram e eu não senti mais nada, meu corpo caiu em seus braços, uma sensação vazia...
Bip. Bip.
Era como estar em outro mundo, mas eu não sentia a sensação de alivio e paz, era pior. Eu me sentia vazia, me desesperei por alguma emoção, mas nada, era impossível sentir alguma coisa. Era assim a morte? Eu não sei, eu ouvia historias, de que a morte de traria um grande alivio, e uma imensa paz, então eu não estava morta. Ou será que só se pode ser tudo isso quando se morre realizada? Eu não sei. Ultimamente eu não sei de mais nada, minha vida está uma loucura. Mas...
eu ainda tinha tanto a fazer, tinha que me casar, cuidar do Yoko, cuidar do Itachi, do Sasuke, eu tinha que começar uma vida, eu tinha que ver o meu filho nascendo. O meu filho. Como posso ficar em paz assim? Sabendo que eu não fiz tudo o que tinha que fazer? Foi ai que notei...
Eu não morri, claro que não. Como pude pensar algo tão idiota assim? Você só irá morrer quando tiver feito tudo o que tinha que ser feito. Pois a morte não tira nada de você, é você que tira dela sua função.
Bip...Bip.
Abri meus olhos para logo os fechar novamente, a claridade me cegou por alguns minutos. Olhei ao meu redor, as paredes eram brancas, era possível notar que eu estava em um hospital. Notei em um canto do quarto estava o Sasuke, sentado em um sofá, com seus olhos fechados, parecia dormir, mas o seu constante movimento com os dedos o denunciava.
- S-sasuke – minha voz era baixa e rouca.
Tentei me sentar na cama, mas não consegui algo me atrapalhava. Mexi os braços e um leve incomodo me abateu, olhei naquela direção, só para notar as agulhas, oh não agulhas não.
- Droga – disse um pouco mais alto dessa vez, chamando assim atenção de Sasuke.
Que em um movimento já estava ao meu lado, me ajudando a me sentar na cama.
- Não deveria se mexer tanto – ele sussurrou.
- Tira isso do meu braço – disse brava.
Eu odiava agulhas, a coisinha chata.
— Não posso, tem que ficar ai no seu braço. – ele colocou sua mão em meu rosto – você tem que ficar boa logo. Fiquei preocupado.
Fechei os olhos rapidamente e os abri novamente.
- Sasuke, você deveria saber que vaso ruim não quebra querido – abri um sorriso – eu já estou muito bem. Tira isso.
Olhei para ele com os olhinhos pidões.
- Nem vem dessa vez não posso fazer nada – ele sorriu de canto.
- Seu chato – mostrei a língua para ele. – quando posso ir para casa?
- Não sei ainda, mas logo.
- OK – suspirei derrotada.
Ficamos em silencio por um tempo.
- Sasuke – o chamei, seus olhos logo me encaravam – eu confio em você.
- Eu sei que sim.
- Seu convencido – virei o rosto para o outro lado fazendo birra, abri um sorriso triste – ele vai estragar tudo, de novo.
Senti as mãos de Sasuke segurar as minhas, o olhei.
- Eu não vou deixar – sua convicção era palpável.
Sorri para ele: — Eu sei que não.
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