A Encomenda
9 09
Notas iniciais
Esse Capitulo terá o PASSADO de Sakura.
Espero que esteja bom.
Bjss *-*
Meu passado.
Algo incerto e distante, mas que não cosigo deixar para trás. E aqui estou eu, contanto isso ao Sasuke. Hoje de manhã tudo estava tão colorido e alegre. Apoiei minha cabeça na janela. A paisagem passava rápida, grandes borrões claros. Respirei fundo.
– Eu tinha 4 anos – era difícil falar sobre isso – eu tinha uma irmã, Sami, ela tinha 2 anos. Minha mãe era diferente naquela época. Ela estava viva. Eu cuidava de Sami. Éramos felizes, até que chegou aquele dia.
“ Era noite, estava eu, Sami e minha mãe andando, até que nos aproximamos de um beco. Um homem saiu de lá, ele se aproximou da minha mãe, ele fala coisas sem nexos. Até que...
– Que tal fazer um programa, daqueles que você sabia fazer. – Ele beijava o pescoço da minha mãe
Ela apenas se virou para mim e disse para que eu fosse embora com a Sami, que ela resolvia o problema, ela parecia conhecê-lo. Mas eu não dei nenhum passo e o homem se aproximou de mim, ele estava fedendo.
– Ora mais que gracinha, ela é a sua cara Meisu – ele olhou para mim mãe, ele era repugnante.
– Não encoste em minha filha – ela tinha ficado brava, eu não entendia muito bem, foi tão rápido, o homem tirou uma arma da cintura e apontou para os seios da minha mãe, ela apertava o local.
– Você esqueceu como eu gosto das coisas Meisu? – Ele deu um tapa em minha mãe, ela apenas abaixou a cabeça.
– Desculpe Gil, deixe minhas filhas irem, e farei qualquer coisa – ela chorava, não queria ver minha mãe chorando.
– Muito bem elas ficaram bem. – ele se virou e fez um sinal, um carro apareceu na esquina – vamos querida.
Naquele dia eu não sabia do que ele era capaz, mas não foi ele que levou parte do meu coração. Depois que minha mãe foi com aquele homem, eu decidi levar Sami para casa, podia até ser criança, mas entendia que era melhor deixar Sami segura. Mero engano meu, foi só chegar em casa que minha vida toda virou um inferno.
Tinha dois homens encostados no portão de casa, um vestia preto, o outro um terno prata, eu me assustei, não queria que Sami se machucasse, os homens de aproximaram.
– Essas são as filhas do chefe? – o de preto perguntou.
– São, eles se parecem com ele – o de prata respondeu – vamos leva-las.
Eles se aproximaram mais, eu não queria ir com eles. Mas o que poderia fazer contra?
– A onde está a sua mãe pequena? – o de preto me perguntava.
– Não sei – apenas respondi
Eles sem mais demoras, pegaram a gente no coloco, o de prata a Sami e o de preto eu. Eles nos colocaram em um carro, não sabia a onde iríamos, mas se eu soubesse o que aconteceria não deixaria Sami ir.
Chegamos em uma casa grande toda branca. Depois fomos até uma sala toda preta, lá tinha outro homem, mais alto e mais bonito.
– Chefe, as trouxemos.
– Cade a mãe delas? – sua voz me dava medo.
– As encontramos sozinha na rua.
– Aquela mulher não tem jeito. – ele fala consigo próprio. – venham aqui meninas.
Eu agarrei a mãe da Sami, e fomos andando até aquele homem, quando chegamos próximas, ele nós pegou uma de cada vez, e colocou em seu colo, uma de cada lado.
– A onde está sua mãe Sakura?
– Está com um homem chamado Til.
– Til? – ele estava ficando bravo. – não seria Gil?
Apenas balancei a cabeça.
– Quem é você?
– Sou seu pai.
Ficamos ali, ele fazia perguntas para mim e para Sami, até parecia um pai preocupado, mas ele apenas parecia. Depois que passou, acho que 1 hora, minha mãe entrou na sala correndo, os cabelos todo bagunçado, ela estava brava e preocupada, e eu estava preocupada com seu estado, as roupas estavam todas rasgadas com sangue nas coxas.
– QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA PEGA-LAS ASSIM? – aquela foi a primeira vez que a vi gritando.
– Não grite! Não irei tolerar seus gritos – ele tinha colocado eu e Sami no chão, e agora caminhava para minha mãe. – Tenho todo o direito de pega-las, elas são minhas filhas.
– AGORA ELAS SÃO AS SUAS FILHAS? VOCÊ ME ENGANOU DUAS VEZES, EU NÃO IREI ME DEIXAR LEVAR UMA TERCEIRA, QUERO VOCÊ LONGE DELAS.
– NÃO GRITE COMIGO.
– EU GRITO QUANDO EU BEM ENTENDER – eles se encaravam muito próximos.
– SE VOCÊ QUER ASSIM, ASSIM SEJA, EU TAMBÉM GRITAREI. AGORA, QUE IDEIA É ESSE DE SE ENCONTRAR COM O HAMBEL?
– VOCÊ NÃO MANDA NA MINHA VIDA, ELE É QUE APARECEU LÁ.
Sami se encolhia na parede, eu peguei sua mão.
– Olha pa mim Sami.
Seus olhinhos estavam assustados. Tampei seus ouvidos, não queria que ela ouvisse aquilo.
– E VOCÊ FOI, COMO A CADELA QUE VOCÊ É.
TAPFF!
O rosto de meu pai tinha virado para o outro lado, as marcas dos dedos ficaram marcadas.
– NÃO ME XINGUE, SEU ASSASINO CRETINO.
– NUNCA MAIS. NUNCA! LEVANTE A MÃO PARA ME BATER – ele pegou os pulsos da minha mãe, ele a chacoalhava. Eles continuaram a xingar um ao outro, eram palavras feias, e eu cantava uma musica para Sami, para que ela não escutasse tudo aquilo.
Até que minha mãe passou os limites com apenas uma citação.
– VOCÊ É IGUAL AO SEU PAI. Seu monstro.
Depois o meu pai apenas a encarou em transe, mas isso não durou muito, ele tirou o revolver da cintura e apontou para cara da minha mãe.
– VOCÊ É UMA VADIA.
Minha mãe pegou o braço do meu pai, tentado fazer com que ele soltasse a arma, eles ficaram assim, meu pai tentado afasta-la, e ele puxando o braço dele, até que disparos eram efetuados contra o piso, a parede, até o lustre, que recebeu dois, assim se espatifando no chão. Eu estava tão concentrada daquilo que não percebi quando a Sami saiu correndo, não sei o que ela pretendia, mas se ela queria que aquilo parasse, ela tinha conseguido, mas com um preço, eu sou virei a cabeça naquela cena, um novo disparo para as pernas da minha mãe, muito longe de acerta-la, e apenas o pequeno e frágil corpo de Sami caindo, com um baque surdo, e a onde ela tombou, um mar de sangue, e seus olhinhos me olhando, antes de fecha-los para o sono.
Eu me lembro daquela sensação, parada, em transe como se aquela cena estivesse congelada na minha cabeça, nunca esquecerei aqueles olhos com dor, mas que ao notar que tinha parado a briga, sorria, os olhos brilhavam.
Só sai daquele tupor, pois a arma que antes jazia nas mãos de meu pai, caiu ao chão, e minha mãe assim como meu pai caiu ajoelhados, ao lado daquele corpo sem vida, de minha irmã.
Eu não me aproximei, apenas me virei e corri, corri para fora, para longe de tudo aquilo, não queria acreditar. Não quero.”
As lágrimas caiam pelo meu rosto, eram tão poucas, talvez pelo fato de que eu já tinha chorado tanto, que não tinha tantas lagrimas a se derramar, elas estavam secando, como cristais.
Olhei para o Sasuke, ele me encarava.
– Sakura... – tinha que continuar, se ele me atrapalhasse agora eu não conseguiria continuar.
– Não Sasuke, eu não acabei – respirei fundo, limpei as lagrimas e fiquei observando a estrada a minha frente. – Depois daquilo tudo, meu pai sumiu, nunca mais ouvi falar dele, mas eu descobri que ele era um mafioso, algo assim, e minha mãe uma prostituta. Mas a minha mãe, nunca mais foi a mesma, ela mudou, ela morreu.
“Ela me culpava por Sami ter morrido, ela dizia que se eu tivesse segurado a Sami ela ainda estaria viva. Foi ai que ela começou, depois de 4 anos, eu completava 8, eu vivia bem, sabia que não era culpada pela morte da Sami. Tinha chegado em casa depois de ter ido à escola, a casa estava silenciosa, até que fui a cozinha, e lá estava ele. O Gil. E minha mãe também estava lá, eles estavam transando. Era nojento ver aquilo, ainda mais pois minha mãe tinha voltado a prostituição depois que Sami morreu, ela também fumava e bebia. Gil me viu, e ele era repugnante demais.
– Olha se não é a cerejinha – ele falava comigo enquanto transava com minha mãe.
– Sakura? –minha mãe perguntou, ela estava de costas para mim.
Gil saiu de dentro dela, e ela venho em minha direção com um sorrisinho sínico e maldoso nos lábios.
– Minha querida, é feio chegar de surpresa, mas já que está aqui. – ela me arrastou pelos cabelos até uma cadeira. Amarrando-me a mesma com cordas, depois colocou um pano na minha boca. Eu não queria ficar ali.
E ela continuou a fazer aquilo com o Gil. Ela me obrigava a ver tudo o que ela fazia nele, era nojento, eu fechava os olhos, mas ela sempre vinha e me batia. Então apenas via aquilo tudo, não tinha mais forças para lutar.”
– Depois que eu completei 15 anos, ela me obrigou a participar um pouco, era nojento, mas o que eu podia fazer?
À frente na estrada, um aeroporto aparecia.
– Para onde vamos? –queria tirar aquele ar que tinha ficado tampouco queria falar sobre o assunto.
– Para França, petit – Sasuke me olhou, e deu seu lindo sorriso de canto.
Notas finais
No próximo, o Sasuke e a Sakura se encontraram com o Naruto e a Hinata, talvez nasça uma amizade entre Sakura e o casal.
Bjss ^^
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