A Emboscada

5 Cap.4 - O fadado sequestro.


Notas iniciais
E aí, como vão as férias?
Bem, espero que boas néh...
Chega de enrolação, aí está o capítulo.
Espero que neste haja mais reviews do que no anterior. Conto com vocês!
Divirtam-se.

Capítulo 4

“O fadado sequestro”

Ao descer do taxi que a levava ao Empire State, Annabeth sentiu sua coluna estremecer. Isso sempre acontecia quando algo ruim estivesse prestes acontecer, e lembrar-se desse agouro não ajudou muito. Ela imediatamente pensou em Percy.

Tudo bem que nos últimos tempos a calmaria repentina era favorável, mas as reviravoltas que aconteceram na vida da garota desde que descobriu ser uma meio-sangue, quando ainda era apeas uma criança, lhe traziam de volta à razão e obrigatoriamente lhe deixava em sinal de alerta.

Annabeth entrou no edifício e encaminhou-se à recepção. Para facilitar o acesso ao 600° andar, onde ficava o Monte Olimpo, Atena lhe deu um cartão magnético especial, que pouparia o esforço de convencer o porteiro a deixa-la subir. Ainda assim, toda vez ela cumprimentava amigavelmente Bill, um funcionário irritantemente audaz, mas um tanto cavalheiro. Bill compartilhava o mesmo gosto de Annabeth por livros de arquitetura, e ela pode ver naquele dia que o porteiro lia um curioso guia sobre as construções egípcias. Com um breve aceno, ela encaminhou-se ao elevador, mas não pode deixar de notar que hoje o porteiro estava com um semblante estranho.

Respirou fundo. A reforma do Olimpo tinha lhe sobrecarregado desde que fora iniciada, a cerca de um mês. Annabeth ainda tentava acostumar-se com seu tempo totalmente restrito e com as responsabilidades de uma adolescente de dezesseis anos que tivera o privilégio concedido pelos deuses de reconstruir a morada mítica grega. Mesmo com tanto trabalho, ela ainda se sentia muitíssimo feliz por isso.

No elevador, a playlist de Apolo tinha se tornado um tanto atual. A filha de Atena, deusa da sabedoria e estratégia em batalha, agora cantava baixinho de olhos fechados, inalando um ar diferente do mundo mortal. Esse era indubitavelmente mais limpo, porém, mais pesado. Ela nunca havia reparado nisso, mas talvez hoje se deva ao mau pressentimento que lhe consumia.

Tudo se abriu a sua frente. As estruturas desenvolviam-se de um jeito interessante, a notar por sua rapidez. Annabeth imediatamente pensou em fazer uma reunião com os mestres de obras de cada setor, para acertar os detalhes dos monumentos já arquitetados. Ao ver tanto trabalho, deduziu que se demoraria um pouco mais do que planejara, e a visita surpresa à Percy seria um pouco mais tarde, talvez quando o sol já tivesse sumido no horizonte.

***

Eram oito horas da noite quando conseguiu concluir o que tinha que fazer no Olimpo nessa última visita. Pensou em ligar para Percy busca-la, mas isso estragaria a visita surpresa que ela aguardara o dia todo. Balançou a cabeça em negativa, para espantar tal ideia, e mal sabia ela que esse era um grande erro.

Andou apressadamente pelo saguão do Empire State enquanto tentava segurar sua pasta com plantas dos monumentos esquadrinhadas e o laptop de Dédalo. Caminhando distraída pela rua com seu material de trabalho, ela não teve muito tempo de se defender quando um cão bicéfalo com cauda de serpente a atacou.

Annabeth imediatamente sacou sua adaga de bronze celestial e desferiu golpes de defesa contra Ortros – o nome do tal cachorro mitológico. Estando no modo automático de luta ela recordou-se de quando adestrou Cérbero no mundo inferior cerca de quatro anos antes. Pena que dessa vez ela não tinha uma bola vermelha para usar a mesma tática.

As garras do monstro miravam perigosamente o rosto de Annie e causaria um grande estrago se ela não tivesse desviado no momento certo. Ela continuou avançando contra Ortros tentando de alguma maneira atingí-lo e jogá-lo de volta ao Tártaro. Bufando perigosamente em cima da garota, o cão tentava acerta-la a qualquer custo, rosnando quase sempre que ela lhe fazia algum pequeno corte em suas patas.

Ortros era incansável, mas não invencível. Annabeth atraiu-o para muito perto de si e na primeira oportunidade que teve, tomou impulso e se lançou nas costas do bicho, montando-o rapidamente como fizera na última vez que pegou carona com Guido, o pégaso amigo de Blackjack. Sem cerimônias, Annie cravou profundamente sua adaga no dorso de Ortros, que lentamente se desfazia em areia fina e muito dourada.

Assim que aterrissou, Annabeth ajeitou os cabelos e só então notou que havia algumas pessoas paradas observando-a. Ela arqueou uma sobrancelha quando uma senhora aproximava-se por seu flanco esquerdo, tocando levemente seu braço.

- Você está bem? Aquele cachorro que estava tentando te morder era enorme! Mas também menina, você o provocava com um pequeno cetro dourado, por acaso é adestradora? – a senhora perguntou notoriamente preocupada e confusa.

Annie franziu o cenho. “Adestradora, como assim?”. Foi quando se lembrou de que a névoa distorcia as coisas para que não parecessem tão absurdas aos olhos dos mortais. Antes que a senhora suspeitasse que ela fosse surda, Annabeth respondeu.

- Ah sim, sou. Aquele cachorro é um caso difícil pra mim, comecei treiná-lo recentemente. Agora preciso ir senhora, obrigada por se importar. – ela sorriu amigavelmente.

- Entendo querida. Se ajudar seu trabalho, vi ele correndo até o final da avenida e virando para a direita, que é um beco sem saída, provavelmente ainda está lá.

A garota logo assimilou que, na visão dos humanos que estavam presentes, Ortros fugiu e não explodiu em uma nuvem de poeira brilhante.

- Obrigada mais uma vez, agora preciso ir, Adeus. – Annie se despediu e recolhendo suas coisas, tornou-se a andar com destino ao apartamento de Percy, a quatro quadras dali.

Annabeth agora refletia o ataque que sofrera. Ortros definitivamente não era um simples cão infernal de duas cabeças, já que era filho de Tifão e Equidna, e depois ela concluiu que seria ele irmão de Cérbero, o cão infernal de três cabeças.

Sentindo-se espionada, ela sacou novamente a adaga e acelerou seus passos, mas nada disso adiantaria, já que á sua frente podia ver um truculento Lestrigão que se aproximava dela com um ar tipicamente agressivo.

Ela disse em voz alta, mas provavelmente falava consigo mesma.

- Seria isso a razão do meu mal pressentimento? – ela olhou diretamente para os olhos do Canadense, a três metros do asfalto – Pode vir saco de gordura, eu acabo com você.

Sorrateiramente, um vulto aproximava-se pelas costas da menina loira de olhos cinzas. Era ele o causador de tudo, realizando o início de seu plano exatamente do jeito que tinha planejado. Kurt Spencer segurou Annabeth imobilizando-a, e antes que ela o acertasse com sua faca, tapou seu rosto com um lenço encharcado de clorofórmio. Antes de cair na inconsciência, Annie ainda murmurou.

- Não é possível... – ela não resistiu e desfaleceu.

Kurt retrucou com asco impregnado em suas pregas vocais.

- Está apenas começando filha de Atena. Apenas começando...

Notas finais
Palpites? Dúvidas sobre alguma coisa?
Não se façam de rogados e perguntem, responderei a todos.
Espero vê-los nos reviews.
Lembrem-se: quanto mais reviews tiver, mais rápido o capítulo será publicado. Melhor não arriscar...
Beijokas, Lana.