A Elite
32 Verdades vêm à tona
Notas iniciais
Capítulo 32
– Verdades vêm à tona
– Atenção! Atenção a todos! – Caroline percebeu uma grande aglomeração quando entrou no pátio gramado da Robert E. Lee. A garota seguiu até a aglomeração, e viu que quem a estava causando era Katherine, que estava de pé em cima de uma mesa de piquenique, com suas aduladoras atrás.
– Olá, Robert E. Lee! – ela exclamou, com sua voz sedutora, como um ronronar de um gato. – Venho informar a vocês que hoje, e sempre, a Robert E. Lee tem uma nova Rainha... EU!
Sussurros começaram a correr pelos adolescentes que a ouviam, enquanto ela continuava a falar.
– Eu estou de volta e... – Katherine falava, mas Caroline a interrompeu.
– Você nunca estará no poder, Katherine! O trono é de Elena, e você sabe disso! – gritou Caroline, subindo na mesa de piquenique mais próxima.
– Ah, se não é a Barbie 2.0. Onde estão suas amiguinhas perdedoras, Caroline? Ahh, é. Uma se refugiou em Paris, após ter seu pobre coraçãozinho partido. – Katherine contava nos dedos, abaixando um por um ao falar das garotas. – A outra está ocupada demais remoendo-se de culpa por ter dormido com o professor de EF. E a Bennett... Oh, eu a roubei de vocês! – Katherine fingiu-se espantada.
– O que? Não é verdade! – Caroline protestou. Katherine gargalhou, deliciada.
– É claaro que é! Ela tem trabalhado para mim há meses! Desde o boato de Samara! – ela gargalhou novamente. Os alunos apenas assistiam, pasmos. – Eu voltei para essa maldita cidadezinha para ter de volta o que é meu. E eu estive planejando isso há meses, e vocês não perceberam nada! Sendo que estive conspirando contra a tonta da minha irmã esse tempo todo! E você nem perceberam que uma já não pertenciam mais a vocês! – Katherine mandou seu olhar gelado, que Elena o chamava de “Olhar do Desprezo”.
– Elena nunca permitirá isso! – Katherine riu novamente.
– Ah, Elena... Minha irmã gêmea agora está trancada dentro do quarto, catatônica porque não foi forte o suficiente para aguentar uma desilusão. Ela é fraca. Não merece o trono. – a voz de Katherine estava destilada de desprezo. – E agora a Era da “Eleninha-Boa-Com-Todos” acabou. Agora eu estou de volta. E nem você, e nem o resto da trupe de minha irmã poderá me deter. – Katherine encarou Caroline com frieza, e para a incredulidade da loira, todos começaram a aplaudir.
Elena apenas olhava a janela. A garota ainda estava na cama, e não havia se mexido, ficando trancada no quarto desde a noite de sábado.
Margaret havia ido até ela, provavelmente a mando de Jeremy, que ficou escondido, ouvindo tudo do outro lado da porta. A pequena menina de seis anos havia trazido sua boneca preferida e o resto de seus brownies que Nana, a governanta, havia feito para ela.
– Leninha, eu trouxe isso pra você. – e entregou a boneca a ela. Tudo que Elena pode fazer foi chorar mais e abraçar a pequena irmã, que havia ficado com ela até Nana manda-la dormir em seu quarto. Ela protestou, mas Elena falou para ela ir, que ia ficar bem. Mas a garota pegou sua boneca, colocando-a no colo de Elena e pedindo para que ela fique de guarda. Naquele momento, Elena quis até rir, mas não tinha forças o suficiente para aquilo.
Ela passara a noite chorando, até cair na inconsciência de seus sonhos. Mas ela não teve sonho algum, apenas uma escuridão de que ela não conseguia sair, e um par de olhos azuis claros.
Elena acabara acordando com o toque estridente de seu celular, quando Caroline ligara de manhã. Ela não quis atender. Não queria falar com ninguém hoje.
A chuva ameaçava cair do lado de fora, parecendo retratar o humor deprimido de Elena, prestes a desabar a qualquer momento. Parecia que alguém tinha tirado o coração de seu peito, deixando um buraco oco.
Por que ela fora burra o suficiente para se apaixonar justo por Damon Salvatore?
Toc Toc
– Elena? – sua mãe apareceu na porta. – Tem uma pessoa querendo te ver.
– Não quero ver ninguém, mãe. – Elena disse, em uma voz fraca e cansada.
– Querida, é Bonnie. – Elena conseguiu franzir sua testa. O que Bonnie, depois de semanas de ignora-la, estaria fazendo em sua casa?
– Ok. Peça a ela para subir, tudo bem?
– Está tudo bem, querida? Se quiser, eu e seu pai podemos cancelar a viagem... – sua mãe disse, olhando-a preocupada. Seus pais iriam viajar para Londres dali algumas horas, ficando duas semanas lá.
– Está tudo bem, mãe. – sua mãe assentiu, ainda parecendo preocupada, saindo do quarto.
Alguns minutos mais tarde, Bonnie apareceu em seu quarto. Elena se surpreendeu com a garota. Ela havia cortado seus cabelos, e eles estavam mais escuros. Seu estilo de se vestir também havia mudado.
– Olá, Bonnie. O que quer? – perguntou Elena, brevemente, querendo voltar para o “Mundo de Tristeza e Solidão”, também conhecido como Fossa.
– Quero te contar a verdade. Toda ela.
Rebekah estava sendo cuidada por babás em casa. Mais especificamente, por seu irmão, Elijah, o único que “falava” com ela no momento.
Sua mãe havia se retirado para a casa de campo dos Mikaelson essa manhã, de acordo com Elijah. Seu pai havia ido para a empresa, mesmo com os comentários. Henrik já havia voltado para o colégio interno, já que não iria participar do baile na próxima sexta.
Finn ainda não havia chegado com a esposa, Sage, para o baile da família dali alguns dias. Kol havia faltado a escola e estava trancado em seu quarto, provavelmente ouvindo músicas emo (ele andava assim desde que descobriu que Samara foi embora, sem dar notícias), então não contava como companhia.
Ela estava sentada na sala de estar, zapeando os canais da enorme TV. Como não poderia encontrar Caroline no Grill, estava em estado ocioso. Seu irmão ao seu lado, estava enfiado em seu computador, trabalhando.
– Você realmente precisa de uma namorada, Elijah. – comentou ela, pós alguns momentos, desistindo da TV.
– Minha querida irmã, estou muito bem sozinho. Obrigado. – respondeu Elijah, ainda olhando para a tela.
– É sério! Eu vi você com alguém na festa. Cabelos castanhos, acho. Quem era? – ele finalmente olhou para ela, sem expressar nenhuma emoção.
– Ninguém importante.
– Ah! Não diga isso. Era sim. Quem era? Diga-me, Elijah! Era... – a campainha tocou, interrompendo Rebekah. A garota olhou para o irmão com os olhos semicerrados. – Se salvou por agora, maninho. Ainda quero saber quem é.
Rebekah foi atender a porta, deparando-se com a pessoa, surpresa.
– Stefan... O que veio fazer aqui?
Caroline Forbes entrava no Grill procurando a pessoa loira que seria Rebekah. Ela precisava falar com a garota urgentemente, já que Elena não atendia seus telefonemas. Katherine estava descontrolável.
Ela havia trazido seu guarda chuva apenas por precaução. O céu estava escuro, e poderia chover a qualquer momento, além do vento frio que estava lá fora.
– Caroline. – uma voz rouca atrás dela a fez parar de olhar em volta procurando por Rebekah, e olhar para trás.
– Klaus. – ela sussurrou quase inaudível. Ele parou na frente dela, olhando no fundo de seus olhos azuis, mas ela desviou seu olhar dele.
Ele estava magnífico, com seu cabelo loiro com pequenos cachinhos bagunçados de um jeito sexy, seus olhos azuis estavam brilhantes, por mais que sua expressão fosse suplicante para ela. Sua camisa social branca estava bem passada, e sua calça social caía elegantemente em seu quadril. Ele parecia um CEO despojado.
– Eu tenho que ir. – ela murmurou, passando por ele, mas ele agarrou seu braço.
– Espere, Car. Deixe-me desculpar com você. – disse Klaus, seus olhos demonstravam agonia.
– Solte-me, Niklaus! – ela falou duramente para ele. – Se você não tivesse sido um idiota prepotente, não estaríamos nessa situação. Então não me venha pedir desculpas. – ela conseguiu se soltar dele, saindo do Mystic Grill, e a chuva caía forte do lado de fora. Ela tentou abrir o guarda chuva, em desespero, tanto pela chuva, quanto pelo fato de querer se afastar rapidamente de Klaus, que não conseguia abri-lo, ensopando-se inteira.
– Caroline! – Klaus gritou, por trás dela. Ela se virou impaciente.
– Eu já disse para você me deixar em p... – ela falava, mas foi interrompida pela boca de Klaus na dela. Ele sugou a água da chuva nos lábios dela, fazendo-a estremecer e agarra-lo para mais perto de seu corpo, passando seus braços pelo pescoço dele, e parecia que o mundo dela havia se encaixado, e o mundo exterior tivesse sumido, deixando os dois ali, um para o outro.
Os dois se separaram, olhando um para o outro. Caroline olhou para ele, surpresa e encantada. A chuva tinha ensopado os dois, molhando-os dos pés a cabeça.
A garota olhou, maravilhada, os pequenos cachinhos, agora escuros e molhados, caindo pela testa dele. Sua blusa branca havia se colado em seu corpo e se tornado transparente.
Ela levou sua mão até o rosto dele, afastando uma mecha de sua testa. Ele pegou o pulso dela, fechando os olhos enquanto dava um leve beijo nele.
– Ah, Caroline... – ele sussurrou, mas ela o calou com um beijo.
– Não iremos mais brigar. Por favor. – sussurrou ela, desgrudando-se minimamente dos lábios dele.
– Não. Nunca mais. – ele disse, encostando sua testa na dela.
Ela tremeu um pouco quando passou um leve vento por eles. A chuva ainda continuava, porém mais fracamente, e as roupas deles estavam ensopadas.
– Vamos sair daqui. – disse Klaus, passando um braço pela cintura dela. Ela assentiu minimamente, indo com ele.
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