A ESCOLA DOS SERES MÍSTICOS
1 O convite do lacre roxo
A maioria das pessoas acorda com o som irritante de um despertador, mas a minha manhã começou de um jeito bem diferente: com uma coruja batendo no vidro da minha janela e segurando uma carta brilhante no bico.
Eu pisquei os olhos, achando que ainda estava sonhando. Seria mais um daqueles sonhos malucos que eu costumava ter? Mas não. Quando abri a janela, o vento gelado entrou, e a ave soltou o envelope exatamente em cima da minha cama, voando para longe logo em seguida, sumindo entre as nuvens.
O envelope era pesado, feito de um papel grosso que parecia antigo, e estava fechado com um lacre de cera roxa reluzente. No centro do lacre, havia o desenho gravado de um escudo com uma asa e uma cauda de dragão entrelaçadas.
Virei o papel e vi meu nome escrito em letras douradas que pareciam se mover de leve, como se estivessem vivas.
Com o coração batendo rápido de curiosidade, quebrei o lacre. O papel se desdobrou sozinho no ar, flutuando por um segundo antes de parar na altura dos meus olhos. Uma caligrafia elegante começou a brilhar na folha:
Prezada aluna,
É com grande honra que comunicamos a sua aprovação na Escola dos Seres Místicos. O seu potencial único foi detectado, e o seu lugar entre nós já está garantido.
Aqui, você aprenderá a controlar o que o mundo lá fora não consegue entender. O trem para o castelo partirá na próxima lua cheia.
Prepare suas malas. Seu verdadeiro destino começa agora.
Eu reli aquelas palavras umas dez vezes. "Seres místicos"? "Potencial único"? Olhei para o espelho do quarto, tentando entender o que tudo aquilo significava. Eu sempre soube que tinha algo de diferente em mim, algo que eu escondia de todo mundo... mas uma escola inteira para pessoas assim?
Mal sabia eu que, ao cruzar os portões daquele castelo, minha vida mudaria para sempre.
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