A Duplicata
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Após arrumar as minhas coisas, desci e fui para a sala, lugar onde Damon não estava mais.
-Er... Amber, eu vou caçar. Quer ir? — perguntou Stefan.
-Ah, não Stefan. Eu não gosto de animais! Bolsas de sangue e da veia, só bebo assim. Mas eu poderia tentar. Na próxima vez, eu vou! — sorri.
- Tudo bem, então. — Ele deu as costas para mim.
-Ah, Stefan. Onde você guarda as bebidas? — perguntei inocentemente.
-No meu quarto. Eu tenho vários tipos. Procure lá. Preciso ir. Tchau, Amber.
-Tchau!
Subi ao quarto de Stefan e fui ao armário, abri-o e vi que estava cheio de Diários. Nossa, ele viveu muito e escreveu muito também, pensei. Fechei aquele armário, não queria entrar nas privacidades dele. Abri alguns outros armários, até encontar um abastecido com bebidas. Li os rótulos. Que droga, pensei, nenhum que eu gosto. Fui para o meu quarto e peguei um livro. Desci e, basicamente, me joguei em um dos charmosos sofás. Deixei o livro de lado e fiquei observando o alto teto, baixei os olhos e os passei pela sala, até que alguma coisa fez reflexo com a luz do dia e bateu no meu rosto. Pisquei e olhei fixamente para o lugar de onde vinha o brilho. Andei até um pequeno armário no chão, que estava semiaberto, e o abri completamente.Agachei-me.
Este armário era abastecido com Bourbon. Hmmmm, meu preferido. Peguei uma das garrafas... E observei-a ainda agachada. De repente, alguma coisa passou no meio da sala em velocidade vampiresca. Levantei-me e olhei para lá com a garrafa na mão. Uma mão voou para o meu pescoço e me colocou contra uma das paredes, a garrafa caiu no chão. Por sorte não se espatifou. Foquei meus olhos no braço musculoso, onde eu me agarrava, e depois para os olhos perfeitamente azuis. Damon... Damon? Por que ele estava me atacando?
-Er... An... Damon... Me... Solte... Por favor... — falei sem ar.
-Não mexa nas minhas coisas.
-Quê?... Como eu iria adivinhar? — falei me recuperando... Um pouco. Ele vacilou por um segundo e a posição foi invertida. Agora ele se agarrava em meu braço, minha mçao em seu pescoço. E eu já havia recuperado meu fôlego.
-Como você é inteligente. Fui treinada por Katherine. — ele fez uma cara de desentendido. — Eu não contei? Depois de uns 6 meses da transformação, Katherine apareceu e me treinou. Então, posso beber em paz? — falei. Ele assentiu minimamente com a cabeça. Eu o soltei e ele caiu no chão, segurando seu próprio pescoço, tentando encontrar o fôlego.
Peguei a garrafa caída no chão e dois copos. Enchi-os até a metade e levei um para Damon. Sentei-me no chão ao lado dele e estendi um copo. Damon não pensou duas vezes e pegou o copo.
- Por que está sendo gentil comigo? — Damon disse ainda sem fôlego.
-Todos merecem uma segunda chance... E eu só fiz aquilo para ficarmos em pé de igualdade.
Ele tomou toda a bebida de seu copo e levantou, agora já recuperado para pegar mais. Bebi a minha.
-Tem verbena? — Sorri.
-E por que você não está se contorcendo de dor?
-Porque eu bebo verbena. Todo santinho dia. — Me levantei e estendi meu copo para ele reabastece-lo. Ele encheu-o e fechou a garrafa. Levantei o copo e nós os batemos um no outro.
-Saúde!- falei.
-Saúde!
-Estou a fim de ouvir música. Quer ouvir também? — sorri.
Damon sorriu malicioso e colocou Bon Jovi.
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