A Duel Against the Past and Love.

9 Capitulo 9 – You are saved, my soul!


Notas iniciais
-Oie gentchi!! Tudo bem com vcs? Espero que yes! —Faz um bom tempo que eu pretendia lançar um capitulo novo,mas nunca tinha ideias ou criatividade para isso. —Mas depois de ver aquela triste noticia da catedral de Notre Dame em chamas, passei um bom tempo triste e sem vontade de escrever ou até mesmo desenhar. Até assisti o filme quando meu pai compartilhou comigo a manchete da noticia por Whatsapp. :,( Tambem estava passando por uma fase cheia de problemas pessoais, que tambem me impediam de continuar a escrever. —Mas agora cá estamos de volta, com capitulo novo. —Espero que gostem.

Clopin ficou chocado ao ver a figura da mulher que seria responsável pelas assombrações de sua doce esposa.

Ela era muito magra, longos cabelos negros escorrendo pelos ombros e estava a usar um vestido longo que deixava a mostra seus ombros .

“É a personificação da Lilith” pensou consigo mesmo.

Cassandra sentiu o ódio crescente nos olhos da mulher que havia feito de sua infância um verdadeiro inferno.

Mas não deixou se abalar.

Para ela nada mais importava.

Já se sentia acostumada a ter pequenos momentos de felicidade e depois te-los arrancados a força pela inveja daquela bruxa.

—Veio para acabar comigo? Vá em frente. –diz num tom raivoso e decidido.

—Não seja tão precipitada queridinha. Pra que a pressa?-pergunta com sarcasmo para Cassandra.

—Já estou cansada de você. Nem sei por que ainda insiste em me seguir desse jeito.

—Ora essa. Eu viajei tão longe só pra ver minha enteada querida e é desse jeito que me recepciona?

—Eu sei que você me odeia. Não venha com essa falsidade pra cima de mim.

Cassandra viu a arma em sua mão, mas não entrou em pânico.

Esperava apenas pelo momento em que ela decidiria atirar.

“Bruxa maldita. Você acabou com meu pai e os meus irmãos. Vamos logo. Acabe comigo de uma vez.” Pensava Cassandra totalmente entregue a idéia de que a morte realmente era sua sina.

—Quem é você?-pergunta Clopin receoso.

—Eu é que me pergunto sobre você, meu caro.-diz se aproximando e tocando nele sem seu consentimento.-me diga, minha querida Cassandra. Como foi capaz de arranjar um partido desses, tão belo assim?

—Se afaste do meu amigo.- alerta uma voz que entrou arrombando a porta da carroça de Clopin com toda a força que tinha e a fez se afastar com sua espada em punho.

E empurrou a mulher, forçando-a se afastar dele .

Cassandra de imediato reconhece Phoebus, o capitão da guarda acompanhado de sua esposa Esmeralda.

—É ela.-apontava Esmeralda — Aquela que eu vi em minhas previsões. Ela quer matar a enteada- alerta Esmeralda apontabndo para Michelle, que riu compulsivamente.

Clopin nem sabia como reagir.

Pensava em fazer algo, mas não tinha a mínima idéia do que poderia fazer.

—Não se metam nisso. Ela está aqui pra satisfazer essa vontade.-explica Cassandra e os amigos desesperados querendo fazer alguma coisa para ajudar.

Mas no fundo, Esmeralda e Phoebus sabiam que, se fizessem algo, acabariam machucados também.

Entendiam aquilo só de olhar para a arma que Michelle segurava na mão esquerda e, permaneceram congelados de medo.

—Sim –declara Michelle- Vou fazer o que devia ter feito há muito tempo depois que matei seus irmãos. –conclui a mulher apontando a arma na cabeça de Cassandra- Você roubou o que devia ser meu e tem de pagar por isso. essa sua beleza era pra ser toda minha. Sua ladra desgraçada.

Michelle agrediu Cassandra com um tapa,derrubando-a no chão.

Clopin sentiu-se horrorizado ao ver o rosto de sua linda mulher marcado com uma mancha vermelha.

—Cassandra. Fuja. –implora Esmeralda.

—Ela não vai a lugar algum. -grita Michelle, apontando a arma na direção de Esmeralda na qual Phoebus usou a espada como um escudo para proteger sua esposa.

Todos esperava que Cassandra mudasse de idéia e fugisse.

Mas a cigana não emitiu nenhum movimento.

Continuou parada.

E esperando que Michelle apenas liquidasse com ela

Michelle a pegou pelo cabelo e a arrastou para o lado de fora da carroça de Clopin e a derruba no chão.

— Se quer que o papai ou seus irmãos venham te salvar, saiba que desta vez ninguém virá. Você agora vai pagar com sua vida por ser tão bonita quanto eu.-declara Michelle com seu tom vaidoso e um sorriso diabólico.

"Perdoe-me papai. Desculpe se eu falhei em continuar viva com essa bruxa atrás de mim...” pensava Cassandra de cabeça baixa e segurando o medalhão de seu colar.

—Nos vemos daqui a pouco lá em baixo. No Inferno.-diz Michelle apontando o cano brevemente para o chão e depois volta a apontá-lo para a direção de Cassandra.

Cassandra cerrou os olhos esperando por seu fim.

Mesmo que tivesse tido poucos momentos de felicidade ao lado de Clopin e de seus novos amigos, percebeu que haviam sido os mais felizes.

Foi então que Clopin Esmeralda e Phoebus tiveram a impressão de ver um vulto por trás das grades de um portão apontando um revolver na direção das costas de Michelle.

Não sabiam quem poderia ser.

Ouve se um estouro seguido de dois gritos femininos.

Eles observam Michelle cair no chão com as costas banhadas de sangue.

Acompanhada de Cassandra, que realmente acreditava ter sido baleada.

Clopin correu até ela.

Deitou-a em seu colo e tocou no rosto dela, exatamente no lugar que estava marcado pelo tapa forte dado por Michelle.

O cigano a abraçou e depois depositou um beijo suave e repleto de amor.

Cassandra abriu os olhos ao sentir Clopin a abraçando e chamando por seu nome.

Ele então sente-se aliviado ao ve-la intacta e sem nenhum tiro.

"Não acredito" pensou Cassandra perplexa.

Estava viva.

“Mas como?”

Um homem saiu por de trás da porta de entrada do pátio dos milagres acompanhado de Quasímodo.

Cassandra o reconhece de imediato.

Era seu irmão.

Pierre Gringoire.

—Meu irmão. Achei que estivesse morto.-diz Cassandra perplexa.

O rapaz tinha os cabelos loiros cacheados e olhos azuis penetrantes que pareciam passar a impressão de que ele era um anjo.

—Mas não estou. Graças aos céus.-diz ele para a cigana que continuava perplexa com tudo que estava acontecendo.

Clopin então percebeu que havia sido ele quem havia atirado em Michelle ao ver a arma pendurada em seu cinto da calça.

—Michelle foi a mulher que se casou com nosso pai depois que nossa mãe morreu por uma doença.- explicava Pierre a todos ali presentes- Porem ela adorava torturar a mim e meus irmãos. E o pior: ela fazia magia negra usando sangue de outras vitimas que ela possuía as escondidas de nosso pai. Seu coração era cheio de ódio e inveja. — conta Pierre, no que todos ali presentes reagem ficando chocados com a triste história de Cassandra.

Pierre também explicou a eles que as mechas vermelhas que Cassandra possuía em seu cabelo eram um de seus feitiços que ela haveria jogado em Cassandra com más intenções.

_Quando Cassandra começou a ter beleza própria, começou a torturá-la das mais terríveis formas. Prendia ela em uma gaiola e não deixava ela comer por dias. Eu e meu pai infelizmente não pudemos fazer nada para ajudá-la. Por que quando meu pai tentou denfende-la, Michelle o matou num incêndio proposital, e declarava que Cassandra era a culpada por aquilo.

Esmeralda e Phoebus contemplavam Cassandra e sentiam-se compadecidos diante de todo o sofrimento que ela havia enfrentado nas maos daquela mulher louca e doente.

— Eu quase morri também.-declara Pierre — Mas graças a Deus, consegui fugir e fui auxiliado por uns amigos das redondezas. Me tornei poeta e ando pelas ruas de Paris vivendo da minha única arte. E durante todo esse tempo, nunca mais pude ver você, minha querida irmã. Mas a Catedral de Notre Dame me ajudou te encontrar. Quasímodo me acolheu em uma noite em que eu precisava de asilo contra uns fanáticos e me contou que você estava aqui e casada com o Rei dos Ciganos. E foi por causa de uma visão que tive na vitral que vim correndo para te salvar. Não podia deixar você morrer depois de finalmente conseguir conquistar o que merece.-explica Pierre com seu jeito filosófico que Cassandra tanto admirava.

Os irmãos conversaram por um certo tempo.

Clopin cumprimentou Pierre que pediu a ele que cuidasse de sua irmã. Phoebus e Esmeralda também lhe desejam boa sorte.

Ele se despede de Cassandra e depois foi embora.

Quasimodo, Phoebus Esmeralda e Clopin ajudaram Cassandra se recompor da queda e a curaram da agressão fisica feita por Michelle usando ervas.

Zephyr insistia em dizer a Cassandra aquela marca logo iria sumir e ela voltaria a ficar linda.

No entanto, á meia noite em ponto, ao badalar dos sinos da catedral,ela recebeu uma nova visão.

No nascer do sol, Madeleine iria dar a luz.

E como não queria deixá-la sozinha decidiu que estaria ali para ajudá-la.

Assim que ouviu um galo cantar de madrugada, levantou se de mansinho e foi andando até a catedral.

Ao chegar aonde Quasímodo e Madeleine moravam, observou as gárgulas parada e viu que elas de fato pareciam estar atentas para impedir a entrada de algum intruso.

E teve a impressão de ver uma delas sorrindo como se dissesse um breve “olá”.

Ficou aguardando pelo momento em que Madeleine, iria começar a sentir as dores do parto escondida arás de uma cortina.

Tinha a intenção de se aproximar dela somente se ela acordasse.

Notas finais
CURIOSIDADE: —Pierre Gringoire é um personagem do livro escrito por Victor Hugo que aparece em uma adaptação de filme de O Corcunda de Notre Dame com a atriz Salma Hayek. —O filme pode ser assistido no YouTube. —Achei interessante colocá-lo na fic como o irmão de Cassandra, já que ele era um personagem bem interessante. tanto no livro, como no filme :) —Espero que tenham gostado deste capitulo e estejam preparados para o próximo! —Se quiser acompanhar, clique em ACOMPANHAR que você receberá notificação quando houverem capítulos novos! —Obrigada por acompanharem e até a próxima.