A Droga da Loucura
1 O começo do começo e semideuses macumbeiros
Notas iniciais
POV Marianne
Sabe quando sua avó resolve que, logo depois de vocês quase morrerem porque um bicho do inferno quase as matou, é uma boa hora pra explicar suas origens estúpidas? Se não, parabéns. Sua vida não é uma droga.
Meu nome é Marianne Catherine Tonks, e eu sou filha de um deus grego com uma bruxa. Iuuupi. Eu não sou linda como uma deusa, talentosa como uma deusa ou uma vadia como uma deusa. Acho que a única coisa boa disso tudo é que A) eu tenho poderes incríveis e B) Não tem ''b''. É só isso mesmo. ''Mas, Marianne, isso não significa que você é polpular, tem vários amigos e um pai que te dá presentes legais de aniversário?'' Não. Se você acredita nisso, parabéns. Você é um panaca. Agora pegue suas idiotices idiotas e vai brincar de ser panaca na Panacalândia.
Tá, chega de falar de como é horrível ser semideusa. Minha avó falou que eu deveria ir pra uma espécie de Acampamento que treinava heróis. Há! Eu, heroína? Se me chamassem eu provavelmente ia ignorar e continuar dormindo! Mas ela simplesmente me deu uma mochila, abriu um porta nalareira e me mandou pra Nova York. Então depois de sair correndo, cair, chorar, tentar usar o chamado do Batman e ser ignorada, eu fui parar em um Mcdonald's. Oh, vida cruel!
POV Alex
Quíron é um tapado. Eu não vou dizer isso em voz alta, claro, já que Annabeth e Percy iriam ficar com raiva e me fazer lavar a louça ou coisa do tipo, hump. Eles até são legais, mas são certinhos demais. E como os sátiros também são uns vagabundos,Quíron e meu pai resolveram que seria uma ótima ideia mandar duas meninas meio-sangues pra Nova York para procurar outros semideuses. Mas depois de algumas horas procurando eu e Ana, uma filha de Nêmesis paramos pra comer.
–Qual o sentido de procurar semideuses? Os deuses deviam criar uma linha telefônica, e se alguém acha que é um semideus, liga, caramba.
–E se não for?- Ana pergunta
–Aí nós apagamos a memória, duh!
–Alex, nós não estamos em MIB- Ana responde, ainda prestando atenção em seu livro.
–E daí? Nós já estamos parecendo o Charles e Erik mesmo, agora nós também somos as CIN. Crazy In Black.
–Tá bom. Nós ficamos aqui até aparecer um semideus, e depois voltamosm pro Acampamento.
–Até parece que vai aparecer uma semideusa aqui agor...- respondo. Até que a porta abre, e eu olho para Ana de uma forma dramática. Meus deuses, nós encontramos! UHHHU, TOMA ESSA MUNDO, SOY FUEDA! Ah, esquece. É só uma velhina vestida de pink e roxo.
–Viu? Não vai aparecer ningúem, e nenhum monstro também!
–Não diga isso!
–Por que?
De repente, ouvi o som de uma grande explosão, e uma Fúria apareceu, olhando na direção de uma menina de cabelos coloridos. AH, ZEUS QUE PARIU! SÉRIO ISSO?
–Por isso!
–Sim, querida. Você não vai escapar!- ela olhou para mim e Ana- Mais duas semideusas, sim!
–Eu vou morrer! Merlin, Dumbledore, alguém mata essa coisa!- a menina gritou. Esses novos semideuses são muito escandalosos, por Zeus! [N/Ana: Olha quem diz] Tanto faz!
Ana tirou sua espada da mochila e começou a lutar com a Fúria, enquanto eu fazia videiras crescerem, segurando o monstro. Mesmo com nós duas lutando, a Furia continuava se debatendo, e parecia impossível matá-la. De repente vi umk vulto, e antes que pudesse me perguntar o que raios era aquilo, uma adaga voou na direção da Fúria. Ela se cravou nas costas, e Ana desferiu um golpe nela, fazendo com que o monstro explodisse em uma nuvem de pó. E é por isso, meus jovens pupilos, que semideuses não podem ter uma vida normal.
– Caramba, eu sabia que isso não ia dar certo- a menina, que agora parecia ter cabelo colorido, disse- Uhm, oi. Eu sou Marianne Tonks.
– Ana Blackwood
– Yey, Alex Frost.
– Meu deus, você é parente do Jack Frost!
– ...Não, não sou- até porque se eu fosse parente dele, já teria ficado com ele, dois beijos, hump- AH MEUS DEUSES, ENCONTRAMOS UMA! PODEMOS VOLTAR! UHU!- eu disse, começando a fazer minha dança da vitória. Ana só ficou olhando e rindo, enquanto Marianne me olhava como se fosse louca. Menina abusada, só algumas pessoas podem me olhar assim.
– Vocês são daquele tal acampamento? Porque eu acabei de ser mandada direto de Londres por...- ela parou, como se fosse dizer algo que não devia.
Ana e eu símos andando, e Marianne deu de ombros e nos seguiu. Chegamos no ponto de táxi, e falamos o endereço. O motorista pareceu meio confuso, mas Ana deu um história qualquer sobre estarmos esperando nossos pais. Ele pareceu concordar, o que é ridículo. A última vez que vi minha mãe foi na Flórida, e meu pai não é exatamente muito legal.
Nós três conversamos um pouco, e Marianne tentou explicar sua história resumidamente. Parecia um pouco confusa, como se estivesse faltando alguma parte, mas eu deixei pra lá. Depois de um tempo o táxi parou perto da Colina, e nós pagamos descemos.
– Então...aqui é o acampamento- Marianne disse, observando.
– O nome é Acampamento Meio-Sangue- Ana disse- Vamos, eu marquei de encontrar Maggie, a do Chalé 6.
– E eu marquei de encontrar a Drew- Ana olhou para mim, chocada- Mentira! Eu só quero dormir.
Nós passamos pelo Pinheiro da Thalia, e Ana e eu explicamos como era o Acampamento em geral. Em geral, porque não dá para explicar direito para os novatos. Um menino até hoje não entendeu a Parede de Lava. Se bem que ele é filho de Hipnos, tanto faz. Andamos, e alguns sátiros comiam latinhas (folgados, eu e Ana tivémos que ir até Manhattan e eles aí, bela merda!), ninfas andavam pelo acampamento e semideuses treinavam, roubavam e conversavam.
Quando chegamos na Casa Grande, Quíron ouvia música em uma rádio antiga qualquer, e Díonisio bebia Diet Coke. Quíron nos viu e sussurou alguma coisa para Díonisio.
–Achamos uma semideusa, Quíron. Essa é Marianne... qual é o seu sobrenome mesmo?
–Marianne Tonks. E ela acabou de te chamar de Quíron? Tipo aquele cara da mitologia?
–Olá, criança- Marianne estremeceu um pouco, como se não gostasse de ser chamada assim- Sim, Ana me chamou dessa forma porque eu sou o Quíron original.
Era esperado que, como a maioria dos tapados que chegam aqui, ela falasse ''Wow'' ou ''Que legal'', mas Marianne disse apenas:
–Ah, legal- uhm, ela tem futuro aqui. Vou levá-la para o lado negro da força! MUAHAHAHHAH.. cof, cof.
–É suposto que eu deva dizer algo como ''bem- vinda!'', mas eu não queria mais uma peste, então espero que morra tão rápido como os outros, Mariah.
–É Marianne.
–Tanto faz- Ana olhou para Marianne e pude ouvir ela sussurrando ''Não esquenta, ele sempre faz isso''- E Alex, você ainda não morreu, fico feliz.
–É, mais ou menos- eu respondi, saindo de perto da Casa.
–Eu mostro o acampamento, Quíron- Ana disse, e ela e Marianne saíram em direção ao Chalés.
POV Marianne
Depois que Alex saiu com raiva, mostrando-se a emo que ela (não) parece, Ana se ofereceu para mostrar o Acampamento pari mim. Eu ainda não tinha entendido direito, a não ser a parte que minha vida agora vai ser mais ferrada. Tantas perguntas sem resposta, deus. Por que todos aqui parecem loucos? Por que o Chalé 11 tem mais gente que a China? Por que ningúem me dá comida, já que meu almoço foi interrompido? Aonde será que eles escondem a comida? Hoje, no Globo Repórter.
Paramos na frente de várias casas, ou melhor, Chalés. Eles eram organizados na forma de um ''U'', e haviam 12 deles.
– Esses são os chalés, aonde nós dormimos, descansamos, nos escondemos das atividades e tentamos nos matar. O primeiro é o de Zeus- que só teria uma campista, Thalia Grace, mas ela agora se juntou as Caçadoras de Ártemis. É uma longa história. Aquele é o de Poseidon, e um cara chamado Percy mora aí. Tem o de Hera, desocupado, porque não tem filhos. Depois Deméter, Ares, Atena, Apolo, Ártemis- desocupado, sem filhos, já que é uma virgem eterna- Hefesto, Afrodite, Hermes e Díonisio.
– Uh, legal. Mas e Hécate, Íris, Selene, aqueles deuses menores?- perguntei. Viu? Eu sou uma pessoa muito bem informada, muito obrigada.
– Não existem chalés para os deuses menores, droga. Eu por exemplo sou filha de Nêmesis, então fico no Chalé de Hermes. Por isso é tão cheio.
– E Alex é filha de qual deusa?
– Ela é filha de Díonisio. Se bem que pode ser considerado uma deusa. É aquele carinha gordo na varanda, o pai dela.
–Todos os deuses são daquele jeito?- eu perguntei. Porque se forem, até que eu não sou tão estranha.
–Nah, ele só quis ficar daquele jeito. Agora só precisamos descobrir quem é seu pai ou mãe.
–Minha mãe é uma mortal, ou tipo isso. Então é pai- Ana deu de ombros. Andamos um pouco, e vi uma parede de lava, sátiros e mulheres verdes nadando em rios. O dia estava praticmente acabando, e estava indo em direção ao Chalé 11 arrumar minhas coisas quando uma figura que parecia o Godzilla com roupas curtas e maquiagem carregada parou em nossa frente. Sinto o cheiro de barraco chegando em 3, 2, 1...
–Ana, quem é essa querida campista?- ela disse, em um tom totalmente falso. Espere, ela acabou de ME chamar de querida? Tem um lugar no inferno para pessoas que me chamam de criança/querida/Mari sem minha permissão- Eu já acostumei com campistas feios, mas realmente, cabelo roxo? Ridículo.
AGORA, DEUSES, VOCÊS ESTÃO BRINCANDO? SÉRIO ISSO?
–Desculpe, Ana, eu achava que não podiam ter bichos de estimação no Acampamento. Muito menos vacas- respondi, olhando com raiva. Quando eu tinha uns 10 anos, várias meninas da minha escola mortal tiravam sarro de mim por causa do meu cabelo, e eu não cheguei em um novo lugar para ser chamada de idiota.
–Oh, coitada. Ela realmente acha que me assuta.
–Louise, não é uma boa hora- Ana disse, observando a menina.
–Mais uma semideusa menor, provavelmente. Talvez ela seja de Melinoe, é estranha como um fantasma.
Ah, essa bicha quer ver um fantasma? Vou dar fantasmas para ela. Fechei os olhos, me concentrando. Eu sabia que Bill ia ser útil uma hora, ha!
Um fantasma surgiu, mas aparentemente só eu conseguia vê-lo, como sempre. Bill era um dos fantasmas que pediu minha ajuda, mas mesmo assim não conseguiu morrer de verdade.
–Bill, assute-a. E não precisa se preocupar, só não mate ela.
As duas outras semideusas me olharam, e devem ter pensado que eu era louca.
–Além de estranha, louca? Parece que vocês acharam alguém para seu circo- de repente, Alex apareceu. Ela tem o quê, um sensor para barracos? Por Merlin.
–Olha eu acho você um grande exemplo para os novos semideuses aqui, Louise!- ela disse
–Sério?
–Claro. Um grande exemplo de como ser uma idiota narcisita- o Godzilla humano ia dizer algo, mas no mesmo momento Bill apareceu, a empurrrando. Ele pegou um batom e começou a fazer desenhos em sua cara, e Louise começou a gritar. AH MOLEQUE!
–Vocês vão se ferrar muito- ela esperneou- SUAS BRUXAS!- ah, se ela soubesse que eu realmente sou uma bruxa...- SUA PESTE!- alguns campistas começaram a rir, mas Alex e Ana se olharam, e percebi que elas estavam tendo uma conversa com olhares.
–Marianne.
–Uhm?
–VOCÊ É MACUMBEIRA E NÃO NOS AVISOU? MINHA AVÓ ERA MACUMBEIRA, EU GOSTO DE MACUMBEIROS! Tudo bem, eu não gosto da minha avó, mas dane-se!
–NÃO DIGO NADA SEM O MEU ADVOGADO.
–VOCÊ POR ACASO TEM UM ADVOGADO?- Ana, a única que parecia normal, gritou. Até tú, fia?
–NÃO, MAS É MINHA FRASE DE EFEITO!
–POR QUE ESTAMOS GRITANDO?
–E EU VOU SABER?- Alex parou, me analisando, e depois de um tempo ela parou na minha frente e disse a coisa mais profunda já dita por um semideus desde Héracles, que tocou meu coração, uma lição de vida.
–Toma essa, Ana, eu disse que estávamos em Homens de Preto! Talvez ela até tenha aquela caneta que apaga a memória! T-o-m-a e-s-s-a!
Eu olhei para as duas e ia explicar porque essa Louise saiu correndo que nem a idiota que ela parece ser, mas de repente ouvimos um sinal, e de repente vários campistas ficaram em formação, e por um momento eu achei que eles realmente fossem ficar daquele jeito. Pobre iludida, eu. Por que uns dois minutos depois algum animal gritou ''HOJE TEM HAMBÚRGUER!''. Semideuses corriam, alguns apenas ficavam encarando com uma poker face e a mioria murmurava ''retardados''. Como eu não comia nada desde o almoço, um milagre, sai em direção ao refeitório.
Sentei na mesa do Chalé de Hermes, aonde Ana disse que eu ia ficar. Comecei a comer meu hamburguer, e Ana sentou do meu lado, junto com outros dois meninos muito parecidos. Um deles me olhou, como se conhecesse quase todos aqui e soubesse que eu não sou daqui. E eu tenho a leve impressão que ele conhece porque trollou metade deles.
–Ana, tem cinco dracmas?- ele pergunta
–Travis, eu não tenho nem dinheiro para mim, caramba. E não adianta tentar roubar, pedir, usar a névoa, ajuda dos filhos de Hécate. Eu tô pobre, muito pobre. Até o mendigo da rua da Alex tem mais dinheiro que eu- ela disse, fazendo uma pose dramática. Louca.
–Tanto faz, eu pego emprestado de alguém. Quem é a novata?- quando ele olhou pude reparar melhor na aparência dele. O menino parecia ter uns 14 anos, 4 anos a mais que eu. Ele tinha cabelo castanha encaracolado, e a pele um tanto bronzeada, comum sorriso malicioso. Ele parecia o tipo de menino que entraria na detenção todos os dias e deixava os professores em pânico. Uhm, gostei dele.
–Oi, tudo bem? Marianne, não sei o que eu tô fazendo aqui, e espero que tenha sobremesa.
–Indeterminada, ótimo.
–Ei, posso ser filha do deus do Sol, porque minha mãe me deu a luz e até hoje eu tô brilhando.
–Essa foi pior que as paidas do Connor, deuses. Contanto que não... espera, isso é bala no seu bolso?
AH, NÃO. COMEÇOU! A REVOLTA DAS BALAS! EU NUNCA VOU ME LIVRAR DISSO! HAAAAAAAAAH!
–N-não.
–MENTIROSA!- ele gritou
–OLHA, É O ZAC EFRON!
–Aonde?- ele disse, confuso e olhando na direção aonde eu apontei. TROUXA, NUNCA VAI ME PEGAR!
S
aí correndo, e ele e mais uns cinco loucos que se juntaram corriam atrás de mim. Depois de uns 2 minutos eu quase morri no meio da floresta. O quê? Eu posso ser super rápida, mas não quer dizer que eu não seja super preguiçosa! Mas, como a desatrada que eu sou adivinha o que aconteceu? Um cupcake para quem adivinhar.
Sim, senhoras e senhores, eu tropecei! Muito divertido ¨¬_¬. E esqueçam o cupcake, eu não sou rica.
Travis e o resto do povo parou na minha frente, e eu me senti como a Sansa. Só que eu não tava sendo praticamente estuprada. Mas mesmo assim, eu gosta de chiclete! Antes que os loucos pudessem roubar o chiclete, eu senti alguma coisa na minha cabeça. Eita. Eu sempre achei que eu era brilhosa, mas não era para tanto.
Travis e o menino que parecia com ele me olharam, e apenas disseram:
–Salve Marianne... qual teu sobrenome?
–Tonks, panacas.
–Panaca é você. Salve Marianne Tonks, filha de Hermes, deus dos ladões, viajantes e o escambau, abençoada de Jano.
E nisso, eles foram embora dançando Macarena e falando sobre pudim. Eu voltei ao refeitório, e todos estavam cantando uma música sobre ''Pôneis de Festa'' e dançando enquanto Quíron e Díoniso olhavam, reviravam os olhos e jogavam xadrez. Que Zeus me salve desses loucos.
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