A Dor de Sango
1 Capítulo 1
Nessa fic a personagem principal é Sango, que ainda sofre com a brutal morte de Miroku há dois anos, mas ele tinha deixado um pequeno ‘fruto’ do amor deles, uma menina linda chamada Tamira de um pouco mais de um ano de idade, a detetive do departamento de polícia estava em um momento importante de sua vida, para superar as perdas e seguir em frente, bem, vamos á história, mas sem se esquecer de que essa história se passa simultaneamente ao da fic ‘Simplesmente destino’.
Sango dirigia seu carro, com Tamira no banco de trás, ela parecia ter tido um dia cheio, mas o compromisso que ela tinha que fazer era importante e assim ela guiou o veículo até entrada de um cemitério, onde estaciona o veículo, Satsuki, de quinze anos, que estava por ali, acena para ela, ao avistar a filha de Sesshoumaru, a detetive sai do veículo com a filha indo até ela.
SANGO – Obrigado por vim, Satsuki! (ela entrega a filha para a jovem) – Eu acho que esse não é um tipo de lugar para se levar uma criança, sem falar que ela anda muito doentinha.
SATSUKI – Eu entendo! E não se preocupe! É um prazer tomar conta dela enquanto você vai fazer o que tem que fazer.
SANGO – Obrigada assim mesmo, mas me diga uma coisa Satsuki! Não devia estar com seu pai esperando a chegada de sua irmã? Soube que Rin já estava em trabalho de parto.
SATSUKI – Eu sei, mas acho que sou mais útil aqui. (embalando Tamira) – E depois você vai me levar até lá mesmo.
SANGO – Tem razão! (ela olha bem para a jovem) — Não acha que está grandinha demais para sentir ciúmes de sua irmãzinha? (sorrindo)
SATSUKI – Não é ciúme! Eu até acho bom que meu pai tenha outra filha, quem sabe ele se preocupa mais com ela e deixa de pegar no meu pé o tempo todo.
SANGO – Eu pensava a mesma coisa quando Kohaku nasceu! (ela da um tapinha nas costas da jovem) — Não se iluda, minha cara. (ela respira fundo) – Agora tenho que ir e...
SATSUKI – Sango! (a detetive para de andar e olha para a jovem) – Descobriu alguma coisa sobre aquele seu ex. parceiro?
SANGO – Não! E também não cuido mais disso.
SATSUKI – Por que não?! Você não foi incumbida de encontrar Gatenm...
SANGO – Não trabalho mais no departamento de polícia!
SATSUKI – O que?!
SANGO – Isso que ouviu! Hoje cedo, eu fui até o gabinete do prefeito.
FLASH BACK DE ALGUMAS HORAS
Sango estava sentada em um banco na sala de espera do gabinete do prefeito, até que uma secretária aparece diante dela.
SECRETÁRIA – O prefeito Ryukosei irá recebê-la.
SANGO – Obrigada.
Depois dessa informação, Sango se levanta e vai até a sala de Ryukosei, que estava sentado em sua cadeira e de costas, mas quando percebe a presença dela, ele se vira.
RYUKOSEI – Sentem-se, por favor. (e é o que ela faz)
SANGO – Mandou me chamar?
RYUKOSEI – Sim! É por isso que está aqui! (ele se levanta de sua cadeira) – Fiquei sabendo que você continuou a importunar o alto comando do exercito com suas perguntas sobre o homem que matou Bankotsu e Jakotsu, desrespeitando uma ordem direta minha.
SANGO – Então o senhor andou vigiando meus passos?
RYUKOSEI – Sim! (ele volta a se sentar) – Isso mostrou que eu estava certo! Você é uma policial com uma conduta de freqüente desrespeito aos superiores.
SANGO – Eu respeito os meus superiores quando eles merecem ser respeitados.
RYUKOSEI – Se está falando de mim, detetive, vou facilitar as coisas para você! Não precisa mais respeitar a minha autoridade! Está despedida.
SANGO – O que?! Não pode fazer isso! Eu trabalho nesse departamento há sete anos! Não pode fazer isso comigo.
RYUKOSEI – Eu já devia ter tomado essa atitude há um ano quando começou a espalhar para os outros policiais de que eu tinha algo haver com a morte de Miroku, mas Jinenji me convenceu de que você é uma excelente policial, mas agora não posso mais aturar suas desobediências.
SANGO – Mas e quanto á Gatenmaru? Ele deixou InuYasha em uma cadeira de rodas.
RYUKOSEI – Não precisa me lembrar disso, detetive! Gatenmaru ainda é um fugitivo e vamos encontrá-lo! É do interesse de todos que isso aconteça.
SANGO – Claro, porque ele sabe muito de muita gente.
RYUKOSEI – Lembre-se que sou a maior autoridade nessa cidade! Se fizer mais alguma insinuação contra a minha honra, não será só despedida, será processada também! (ele se levanta e abre a porta) – Agora pode ir.
Sem apoio de seus superiores para encontrar o ex. parceiro e agora sem emprego, Sango se levanta de sua cadeira e encara Ryukosei.
SANGO – Entregarei minha arma e meu distintivo para o capitão Jinenji.
RYUKOSEI – Irei conferir isso.
Sango, arrasada, sai da sala de Ryukosei, que lançava um sorriso vitorioso.
FIM DO FLASH BACK
SATSUKI – Eu lamento muito, Sango.
SANGO – Mas não lamente! Desde que Ryukosei ganhou a eleição para prefeito, sabia que meus dias na polícia estavam contados, era uma questão de tempo a minha saída.
SATSUKI – Acha mesmo que ele tem algo haver com a morte de Miroku?
SANGO – Não deveria fazer essa pergunta! Gatenmaru estava naquele helicóptero seguindo Miroku á mando de Toutoussai que trabalhava diretamente com Ryukosei! Você mesma quase foi vítima dele quando Ryukosei mandou aqueles agentes eliminarem Shippou na casa de Kouga, ou se esqueceu?
SATSUKI – Não! Eu não me esqueci.
SANGO – Perdoe-me pela grosseria, mas hoje foi um dia daqueles! (ela olha bem para a jovem) – Por falar em Shippou, como vai o namoro de vocês?
SATSUKI – Eu não sei bem como definir, mas está estranho.
SANGO – Estranho?! Como assim?
SATSUKI – Estamos meio distantes ultimamente! Há dias que não saímos juntos! Ele parece que está ocupado com outro assunto.
SANGO – Sério?! Mas ele tem apenas quinze anos! Com o que ele estaria tão ocupado?
SATSUKI – Eu não sei, mas acho que é Soten! Acho que de algum jeito ele está tentando achá-la.
SANGO – E isso te incomoda?
SATSUKI – Se o Miroku estivesse vivo e ficasse procurando por outra garota, você iria gostar?
SANGO – Não ia gostar nada, mas acho que no caso de Shippou, ele só quer saber se Soten está bem!
SATSUKI – É, pode ser.
SANGO — Eu também queria saber de Soten! Miroku se preocupava muito com a segurança dela, tanto que não disse a ninguém onde a levou.
SATSUKI – Não quero mais falar de Soten.
SANGO – Ok! Deixe-me ir agora. (ela acaricia o rosto de Tamira) – A mamãe volta logo.
Sango enchia de carinhos a filha que estava no colo de Satsuki, depois disso ele entra no cemitério, não sem antes comprar algumas flores, ela estava ali para ‘visitar’ seus entes queridos, primeiro foi até aos túmulos dos pais, que foram enterrados lado á lado, a agora ex. detetive, ficou em frente aos túmulos deixando as flores em cima deles.
SANGO – Mãe! Pai! Eu não trouxe a Tamira para visitá-los, pois ela é muito pequena, quando ela crescer a trago aqui! Ela é a coisa mais importante na minha vida, mas eu queria mesmo que tivessem conhecido o pai dela, apesar de você, pai, achar que os advogados eram um desperdício de oxigênio, tenho certeza que se dariam bem com ele.
O local estava quase deserto e naquele momento bate uma corrente mais forte de vento fazendo Sango ajeitar as flores no túmulo, mas na verdade ela estava preocupada com a filha.
SANGO – Espero que Satsuki tenha entrado no carro! Essa corrente de ar pode fazer mal á Tamira. (ela volta a olhar para os túmulos) – Tchau! Pai! Mãe.
Sango se afasta dos túmulos de seus pais e vai até o de Kohaku, que se encontrava á alguns metros dali, ao ficar na frente do túmulo do irmão, Sango observa uma jovem guiando o irmão menor enquanto segurava a mão dele, ver essa cena fez Sango se lembrar da época em que tinha dezesseis anos de idade, época que seu pai ainda estava vivo.
FLASH BACK DE 17 ANOS
Sango, de dezesseis anos, estava aos beijos com um homem de uns trinta anos de idade chamado Azuma, que era policial e parceiro de seu pai.
AZUMA – Se seu pai nos pega, nós já éramos. (voltando a beijá-la) – Então é melhor ir.
SANGO – Mas antes me diga que me ama.
AZUMA – É claro que te amo, minha princesa. (passando a mão nos longos cabelos dela)
SANGO – Prometa que nunca vai me abandonar.
AZUMA – Nunca! Eu não posso mais viver sem você.
SANGO – Mas é melhor esse relacionamento continuar em segredo até encontrar um jeito de contar ao papai.
AZUMA – Vai ser difícil me segurar vendo você quando visitar sua casa.
SANGO – Mas é assim que tem que ser! Você vai ver, vai dar tudo certo! Vou entrar para a academia de polícia e assim poderemos nos ver mais. (ela da um último beijo) – Agora eu vou! Até amanhã.
AZUMA – Até amanhã.
Depois de se despedir de Azuma, Sango corre até sua casa e chegando lá, em vez de entrar pela porta, ela da à volta no quintal e olha para a árvore que dava acesso ao seu quarto.
SANGO – Papai nunca vai descobrir que eu saí.
Sango escala a árvore, chega até a janela, a abre e finalmente entra em seu quarto, mas quando pensou que estava tranqüila, percebe que não estava sozinha no quarto, um menino de oito anos estava diante dela.
SANGO – O que está fazendo no meu quarto, moleque?
KOHAKU – Eu te peguei no ‘flagra’, maninha! (sorrindo)
SANGO – Eu só fui tomar um ar e...
KOHAKU – Não mente para mim! Eu sei que foi se encontrar com o Azuma e aposto que o papai não sabe disso.
SANGO – Isso não e da sua conta! Você não vai falar nada para o papai.
KOHAKU – E por que faria isso?
SANGO – Azuma é parceiro do papai! Ele terá problemas se meu pai souber que ele está saindo com a filha dele.
KOHAKU – Eu não sei o que vê nesse cara.
SANGO – Ele é forte, valente, bonito e me trata muito bem, mas um pirralho como você não entende essas coisas.
KOHAKU – Eu não gosto dele, Sango.
SANGO – Sou eu que tenho que gostar ou deixar de gostar, sem falar que isso não é assunto para criança.
Ao deixar de olhar para o irmão, Sango olha para sua cama e percebe um volume debaixo das cobertas, ao se aproximar da cama para retirar o cobertor, ela percebe que eram travesseiros.
SANGO – Você colocou isso?
KOHAKU – Sim! Sempre que sai para se encontrar com Azuma, eu arrumo isso, pois o papai vem aqui de vez em quando. (ele se aproxima dela) – Normalmente eu retiro os travesseiros depois da checagem do papai, sei como não gosta que mexam no seu quarto.
SANGO – Kohaku! (ela se agacha para olhar nos olhos dele) – Então não vai contar nada para o papai?
KOHAKU – Não! Se eu quisesse fazer isso, já teria feito há muito tempo. (ela segura a mão da irmã) – Eu só me preocupo com você! Eu não acho que o Azuma goste mesmo de você.
SANGO – É muito fofo da sua parte de preocupar comigo, mas não tem razão nenhuma em se preocupar! Eu conheço bem Azuma, eu sei que ele me ama.
KOHAKU – Eu não gosto o jeito como ele te olha.
SANGO – Escuta aqui, moleque! Eu amo Azuma e ele me ama! Ficaremos juntos, sem falar que sou a irmã mais velha, sei me cuidar! Quando crescer e se apaixonar por alguém saberá do que estou falando.
KOHAKU – Eu não! Eu nunca vou me comportar desse jeito! Nunca vou me apaixonar.
Kohaku se afastou da irmã para sair do quarto dela, Sango sorriu diante daquele comentário de Kohaku, sabia que o irmão era jovem demais para entender tal sentimento, mas sabia também que ele estava errado, ele iria se apaixonar sim.
SANGO – Kohaku! (ela o chama antes dele sair do quarto)
KOHAKU – O que foi?
SANGO – Obrigada maninho. (ela estende a mão para ele) – Conte comigo! Sempre.
KOHAKU – Conte comigo também.
Kohaku pegou na mão de Sango, os irmãos ficaram se olhando por alguns instantes, naquela troca de olhares sabiam que um sempre poderia contar com o outro.
FIM FLASH BACK
Depois de recordar uma parte do seu passado com o irmão, Sango volta seus olhos para o túmulo de Kohaku, depositando uma flor em cima dele.
SANGO – Você tinha razão, maninho! Azuma só brincou comigo! Devia ter te ouvido mais. (ela derrama uma lágrima) – Tenho tanta saudade das nossas conversas, éramos confidentes um do outro, falávamos sobre tudo! Eu queria que o tempo voltasse, mas ele não volta mais.
Depois de enxuga a lágrima, Sango se afasta do túmulo de Kohaku, ela anda algumas quadras do cemitério e chega ao túmulo de Miroku.
SANGO – Desculpe por não vir mais vezes, mas é que ainda dói muito. (ela derrama mais lágrimas) – Você ficaria tão orgulhoso se visse a Tamira, ela tem seus olhos! (ela enxuga as lágrimas) – O que mais desejo é que ela seja parecida com você! Quando crescer ela vai sentir orgulho de você também, vou contar como se sacrificou para que a conspiração fosse desvendada, ela vai saber que o pai serviu esse país com bravura e vai sabe também, que mesmo que tenha sido gerada sem planejamento, que você já sonhava com ela.
FLASH BACK DE QUATRO ANOS
Dois anos antes dos acontecimentos da fic ‘Na noite mais escura’, Miroku tinha levado Sango para jantar em um restaurante no centro da cidade, ele parecia eufórico, eles estavam sentados á mesa.
SANGO – Vai me contar o motivo de me trazer até aqui?
MIROKU – Claro que sim! (ele segura a mão dela em cima da mesa) – Saiba que está olhando para o mais novo promotor de justiça da cidade.
SANGO – Então você conseguiu?! Entrou para a promotoria.
MIROKU – Agora podemos trabalhar do mesmo lado da justiça! Você prende os bandidos e eu cuido para que sejam condenados.
SANGO – Vai ser uma ótima parceria.
MIROKU – Eu só quero ficar mais tempo com você.
SANGO – Eu também. (eles se beijam e depois disso ela percebe ele a olhando na profundamente) – O que foi? Por que está olhando assim para mim?
MIROKU – Sabe que você é a mulher mais linda que já conheci?
SANGO – Sei. (sorrindo) – Sabia que você é um dos dez homens mais bonitos que conheci. (sorrindo ainda mais)
MIROKU – Eu te fiz um elogio e você me vem com essa de um ‘dos dez mais’! (meio contrariado)
SANGO – Sabe que estou brincando, não sabe?
MIROKU – Claro que sei. (voltando a sorri) – Eu sei que não vamos nos casar tão cedo por causa das nossas carreiras, mas já fico imaginando como será nossa filha e...
SANGO – Filha?! Mas por que filha? Não pode ser um filho? Sempre achei que os homens preferiam ter um filho homem primeiro.
MIROKU – Eu não sei como explicar, mas sempre sonhei em ter uma filha, primeiro, pode até parecer loucura, mas até já fiquei imaginando a minha filha me desobedecendo, fugindo para se encontrar com o namorado, me deixando louco de preocupação. (ele olha em volta do restaurante) – Caso não se importe, eu já até escolhi o nome dela.
SANGO – O que? (sorrindo) – Sem me consultar?
MIROKU – Mas esse nome eu já tinha decidido há anos! Eu prometi a mim mesmo que se eu tivesse uma filha ela receberia o nome de Tamira.
SANGO – Tamira?! Eu pensei que sua mãe se chamava Iroko e...
MIROKU – Tamira é o nome da minha madrinha! Ela e o padrinho Mushin cuidaram de mim depois que meus pais morreram! Ela sempre esteve do meu lado e no seu leito de morte, prometi dar o nome dela para minha filha.
SANGO – Entendo. (ela segura a mão dele) – Ela deve significar muito para você.
MIROKU – Significa sim.
SANGO – Ok! Ok! Quando tivermos uma filha, e isso vai demorar muito, daremos esse nome.
MIROKU – Até por que se me cansar de você, posso procurar outra e...
SANGO – Mas nem pensar, seu abusado!
MIROKU – Eu estou brincando. (ele arrasta a cadeira para ficar do lado dela) – É você quero que seja a mãe dessa minha filha, pois se puxar você, ela será a mais bela do mundo.
Sango e Miroku voltaram a se beijar no meio do restaurante.
FIM DO FLASH BACK
Sango deposita a última flor que tinha em cima do túmulo de Miroku, apesar de ter se passado dois anos, ela ainda o amava, tanto que não sai com mais ninguém nesse período, apesar das constantes insistências de Kagome para que ela saísse com outras pessoas, mas Sango só tinha atenção para a filha e assim depois de ‘visitar’ os entes queridos, ela se retira do cemitério e vai ao encontro de Satsuki, que estava dentro do carro da ex. detetive com Tamira.
SANGO – Já podemos ir ao hospital.
SATSUKI – Que bom Sango! Acho que temos que ir logo para o hospital.
SANGO – O que foi? A Tamira está bem?
SATSUKI – Ela ta tossindo muito e está com algumas manchas na pele.
SANGO – Ela anda meio doentinha mesmo nesses últimos dias, mas acho que isso é normal em bebês, mas tem razão! Melhor levá-la para o pediatra. (ela vai para o banco da frente) – Fora isso, teve algum problema? (ela liga o carro)
SATSUKI – Não, mas o Shippou me ligou! Disse que tinha algo importante para me falar, ele, o tio Inu e a tia Kagome estão indo para a maternidade ver Rin, vamos nos encontrar lá.
SANGO – Então não vamos perder tempo.
Sango manobra seu carro para poder sair daquele local.
MAIS TARDE
Sango e Satsuki já estavam no Hospital Memorial, mais precisamente na sala de Zakira, médico-pediatra que estava examinando Tamira, as duas observavam, á distância, Zakira, que era um homem de aproximadamente trinta e cinco anos, mas aparentando menos, era alto e muito bonito, fato que não passou despercebido pela filha de Sesshoumaru.
SATSUKI – Sango! (falando baixo para que Zakira não ouvisse) – Você não me disse que o pediatra da Tamira era um gato.
SANGO – Achou mesmo? (falando igualmente baixo) — Eu queria saber o que o Shippou diria se ouvisse isso.
SATSUKI – Ele não precisa ouvir, sem falar que não é porque estou namorando, não vá admirar a beleza de outro homem, não acha?
SANGO – Não tem nada de mal.
SATSUKI – Eu tenho namorado, mas você está livre, por que não o chama para sair?
SANGO – Prefiro não comentar. (ela percebe que Zakira tinha acabado de examinar Tamira) – Doutor! Como está minha filha? (indo até ele)
ZAKIRA – Ela está bem! Ela só teve uma pequena alergia, vou receitar um remédio.
SANGO – Mas ela vai ficar bem, não vai? (pegando a filha no colo)
ZAKIRA – Vai sim! Você é uma mãe dedicada.
SANGO – Olha doutor! Nem sei como agradecer. (nisso Satsuki se manifesta)
SATSUKI – Podia convidar o doutor para um jantar. (Sango fica vermelha com aquela proposta)
SANGO – Mas o que está falando, Satsuki? O que o doutor vai pensar e...?
ZAKIRA – Mas seria uma ótima idéia. (sorrindo) – Eu adoraria.
SATSUKI – Viu?! (olhando para Sango e em seguida para Zakira) — É isso aí, doutor? A Sango vai fazer um belo jantar para o senhor.
Sango percebeu a arapuca armada por Satsuki e percebeu ainda que não tinha saída depois das palavras de Zakira, ela não queria passar por mal agradecida.
SANGO – Ok! Ok! Vamos jantar qualquer dia desses.
ZAKIRA – Eu estou de folga na sexta! Que tal jantarmos esse dia?
SANGO – Ok doutor e...
ZAKIRA – Zakira! Chame-me de Zakira, por favor.
SANGO – Ta! Está combinado, Zakira! Jantar na sexta.
ZAKIRA – Combinado. (ele beija a mão dela) – Estarei aguardando com ansiedade esse dia.
Meio sem jeito, Sango se despede de Zakira e junto com a filha e Satsuki, sai da sala do pediatra, no corredor á caminho do elevador, Sango tirava satisfação da filha de Sesshoumaru.
SANGO – Por que fez aquilo?
SATSUKI – Ora Sango! Precisa sair! Não pode se fechar para o mundo.
SANGO – Eu sei, mas... (elas entram no elevador que dava acesso á maternidade)
SATSUKI – Não estou pedindo que se case com ele, só se distraia um pouco.
SANGO – Acha que me fechei tanto para os outros assim?
SATSUKI – Sim! Tenho certeza de que Miroku não gostaria que sofresse eternamente por ele! Infelizmente ele está morto, mas você está viva.
SANGO – Tem razão! (ela sorri) – Obrigada.
O elevador finalmente chega á maternidade e assim as duas saem dele e percebendo uma aglomeração em um dos quartos, Satsuki sai correndo para junto dela enquanto Sango fica para trás com Tamira no colo.
SANGO – E ela que estava com um pouco de ciúme da irmã.
Sango anda calmamente até o quarto onde estava Rin, segurando seu filho recém nascido, Sesshoumaru estava sentado do lado dela contemplando a nova filha, Satsuki dava um beijo no rosto da madrasta, parabenizando-a pelo nascimento da criança, InuYasha, em uma cadeira de rodas, Kagome e Shippou também estavam no local, quando Sango aparece na porta do quarto, Rin nota sua presença.
RIN – Sango! Que bom que veio.
SANGO – Eu não poderia perder essa. (ela cumprimenta á todos e em seguida se aproxima de Rin) – No meio do caminho, Satsuki me contou que você vai colocar o nome de Sara em sua filha.
RIN – Vou sim. (ela olha para o marido) – Nós achamos que Sara merecia essa homenagem.
SESSHOUMARU – Agora falem se minha esposa não é demais. (sorrindo)
SANGO – É sim! (ela olha para a filha) – Olha Tamira! Essa é Sara! Tenho absoluta certeza de que serão amigas no futuro.
RIN – Pode apostar que sim.
KAGOME – Sango! Deixe-me segurar sua filha por um instante.
SANGO – Claro Kagome! (ele entrega a filha nos braços da amiga)
SHIPPOU – Satsuki.
SATSUKI – O que foi Shippou?
SHIPPOU – Podemos conversar lá fora? Tenho algo a dizer.
Mesmo sem entender o que o namorado queria, Satsuki o seguiu para fora do quarto, nisso Sango se aproxima de InuYasha.
SANGO – Saiba que vai ser mais difícil cumprir aquela promessa, InuYasha.
INUYASHA – Do que está falando?
SANGO – Estou falando em prender Gatenmaru! (ela respira fundo) – Eu fui demitida, não faço mais parte do corpo policial.
KAGOME – Eu sinto muito, Sango! Todos aqui sabem o quanto você adorava trabalhar na polícia.
SANGO – Mas é como dizem, há males quem vêm para o bem! Quem sabe isso não seja um recomeço para mim. (ela acaricia a cabeça da pequena Sara) – Para todos nós.
Ao ver o surgimento de mais uma nova vida, Sango percebeu que estava na hora de destrancar seu coração, não teria sentido sofrer eternamente pela perda de Miroku, ele mesmo não iria querer isso.
OBS: Quero que aqueles que estejam lendo essa história saibam que os personagens Azuma, namorado de Sango na adolescência dela, e Zakira, pediatra da filha de Sango, terão grande participação na fic ‘Noite sem fim’.
FIM
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