A Dona Morte
1 Prólogo
Notas iniciais
Eram três ou quatro horas da manhã mais ou menos, Ashley estava sentada numa cadeira velha de madeira na varanda de teu apartamento, assistindo a noite passar sem sentir o menor sono se quer.. Afinal, ela era uma vampira, a maioria de suas necessidades básicas de humano não serviam para esta, dormir não era necessário, comer não é necessário, continou pensando em como foi "viver" um dia, a anos atrás antes de se transformar em um monstro.
- Mamãe, o que é isto vermelho no canto de sua boca? — Escutou em seus pensamentos o que um dia disse a sua mãe ao ver sangue pela primeira vez, na boca de alguém. — Não é nada, eu me machuquei mais logo passará, se deite filha, está na hora. — Continuou a ouvir aquelas frases na cabeça, e sem mais e nem menos se levantou e foi deitar-se, não para dormir mais sim para pensar em tudo o que aconteceu ao longo do tempo e o que houve em seu dia.
- Triiin! — Seus pensamentos foram interrompidos pelo som do despertador, acabara de dar sete horas, o horário em que Ashley tentava interpretar seu descanso já que não podia ficar ao luz do dia.. O tempo foi passando rápido, bastante rápido.. Afinal, a manhã nunca é divertida para um vampiro, já que esta pode ser perigosa e a mais torturante morte ao qual um vampiro pode sofrer.. Sem perceber já era fim de tarde, o Sol havia ido dormir, e a Lua esperava pelas suas "crianças sanguínarias", — Biiiiip! Biiiip! — Tocou o celular, este vibrava e podia-se ler o nome na tela "Sebastian", Ash preveu que fosse algo ruim, Sebastian era teu primo que sempre invejou tua possivel herança no clã, e que sempre ligou para pedir algo ou dar notícias ruins, decidiu não atender mais se este fosse insistir, ela atenderia. Alguns dez minutos, e o telefone tocou desta vez, atendeu furiosa.
- O que você quer Stteban? — Já perguntou com um tom de vóz um tanto grossa e furiosa.
- Ashley, sou eu, Sebastian.. Venha o mais rápido possível para casa, teu pai bebeu sangue de um humano sujo e está perto de "ir embora", se me entende.. — Ao escutar aquilo, qualquer um podia perceber que Ashley congelou ao escutar aquilo, afinal seu pai era experiente em caçar, e qualquer coisa que tenha acontecido, foi algo combinado, provavelmente Michael tentando envenena-lo, ou Sebastian atrás do teu "trono".
Sem nem pensar direito Ash pegou o carro, ligou este e sem nem trancar as portas apenas bate-las foi para casa de teus pais a espera de que o pior fosse adiado, acreditar que Deus fosse ajudar teu pai, Tadheus? O vampiro mais impiedoso e satânico que já existiu, depois do fundador da clã é claro.. Era quase impossivel, afinal, um vampiro? Ser ajudado por Deus? Isso é totalmente tolo. Finalmente chegou, e parou de pensar coisas que poderiam ou não acontecer com teu pai, mais continuava sendo sárcastica e irônica.
- Ash! Finalmente você chegou filha, teu pai.. — Sua mãe foi interrompida antes de continuar a frase.
- Eu sei, eu sei.. Foi envenenado, e por um dos dois gananciosos, Michael ou Sebastian atrás de herança antes do tempo, aposto que foi algo armado não foi crianças? — Disse lambendo os lábios mostrando que esta não perdeu seu jeito de ser, direta e ignorante como sempre.
- Não foi nada disto, sua problemática. — Respondeu de forma rude, Michael o vampirinho mais irritante do clã, que já demostrou de diversas formas inveja da família de Ashley.
- Fui eu quem combinou de caçar com o Thadeus. Como anda "tolinha".. — Todos se calaram a escutar a vóz de Cassie, Cass.. E outros apelidinhos. Irmã mais velha (muito mais velha) de Ashley que havia aparecido do nada na varanda, com o cabelo agora totalmente avermelhado e os braços com marcas de ter sido rasgado a pouco tempo. Todos se calaram, era fácil perceber a tensão na sala e o medo de Cass, mais nada comparado a Ashley que havia ficado bastante surpresa, já que sua irmã sempre a tratou mau e com tentativas de mostrar que é melhor que Ashley.
- O que foi tolinha? Um morcego comeu sua língua? — Sorriu ao terminar de falar, mostrando as presas e logo gargalhando, ignrando as pessoas ali e até mesmo seu pai a beira da "morte".
Fale com o autor