A Domadora - Os Prenúncio dos Quatro Elementos
11 Capítulo 10 - O outro lado da História
Notas iniciais
Esse capitulo era para ser uma continuação do anterior, mas eu não gosto de mudar a narrativa no mesmo capitulo, dai eu fiz essa coisa minima mesmo... Mas o próximo compensa #ACHO
Estava tudo completamente escuro. A única luz que havia naquele lugar era a que entrava das frestas da janela, que por sinal, haviam varias tabuas pregadas de maneira desorganizada, como se tivessem sido feito as pressas para que ninguém visse. Alias, não era a única janela que estava fechada deste jeito, pois havia no total, três janelas. Uma a sua direita, outra a sua frente e a ultima na parede na qual estava escorada.
Abraçou com força seus joelhos, já estava cansada de viver daquele jeito... Também era um ser humano e não deveria viver como um animal em cativeiro. Ao menos, ela era apenas um ser humano sem tantas utilidades como a maioria, não é? Errado. Como ela gostaria de ser como as outras pessoas, mas infelizmente, não era.
O silencio foi quebrado com o barulho da porta sendo aberta bruscamente, junto disto uma forte rajada de vendo e areia entrou naquele lugar, sendo seguidos por um homem e uma mulher que pareciam reclamar do que se passava lá fora.
A mulher trancou a porta enquanto queixava-se.
-Odeio essa cidade abandonada... — E de fato, na cidade que estavam não havia ninguém. Apenas eles. — E você? O que estava fazendo, inútil? — A mulher aproximou na garota enquanto o homem acendia o lampião para iluminar o local. Encarou o fundo dos olhos azuis escuro da mais nova, em seguida segurou seu queixo com força, obrigando-a a encarar os olhos negros da mulher. A mesma soltou com força o rosto da garota, fazendo com que virasse bruscamente para o lado.
Sentiu sua mandíbula doer devido o movimento brusco, mas não protestou. Não resmungou e muito menos falou algo.
-Ela nos custou muito... E ainda não fez nada de útil. — A mulher esbravejou enquanto pegava uma garrafa de uísque que estava largada em um canto da sala, em seguida tomou um gole do havia dentro.
-Eu disse... Aqueles mercadores inúteis nos trapacearam! — Desta vez quem disse em alto e bom som, abafado devido ao barulho que do vendo forte que vinha da rua, foi o homem.
-Acalme-se Henry, ela não é completamente inútil, tem dois braços e duas pernas, ainda pode deve ter alguma utilidade. Não é? — A mulher aproximou-se da garota, segurando com força seu braço esquerdo e fazendo com que a mesma ficasse de pé e a encarece.
Sentiu seu braço arder devido ao movimento brusco, o mesmo acima dos cotovelos estava enfaixado com pedaços de pano branco, os quais estavam manchados com uma leve pigmentação avermelhada.
-Nós já a marcamos... — A mulher disse fria e seca ao mesmo tempo. — Cicatrizes não desaparecem com facilidade. — Por fim soltou o braço da garota de cabelos negros a mesma voltou a sentar no mesmo lugar de antes, abraçando seus joelhos com mais força. Não iria chorar e nem deveria, nunca fizera aquilo.
-Ela tem um rosto de anjo. Abigail, não deveríamos ter a marcado. Sabe, ela nos seria útil como uma meretriz*. Poderíamos ganhar dinheiro com isso. — Quanto ódio sentiu naquele momento, queria poder dar um fim naqueles dois, ao menos, deveriam ter um pouco de respeito, não é? Eles não deveriam ter passado o mesmo que ela...
E então, novamente abraçou com força seus joelhos. Como gostaria de estar bem longe dali, como gostaria de ser livre... Mas não podia, havia correntes em seus pés que a prendiam. Eles eram seus donos agora. E pela milésima vez em sua vida, pensou em como seria a vida das pessoas “normais”.
Como gostaria de poder dar um fim definitivo naquilo tudo...
Mas podia sentir que estava próximo, iria agir quando pudesse.
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