Notas iniciais
Desculpe-me pela demora. Ok? Demorei nesse capitulo por vários motivos e não acho legal ficar citando tudo em uma nota, está bem? Sem pedradas viu? E para compensa, este capitulo ta mais ou menos grande, meio resumido e tal... E queria agradecer a Dinossaura por ter lido e comentado em Os Quatro elementos (aquela fofa *-*) , ainda não tinha tido a oportunidade de dizer isso nas notas de um capitulo, mas cá estou eu :D Também quero agradecer a Kiky por ter favoritado as duas histórias, isso sinigrínica que, de certa forma, ela deve estar lendo, apesar de não se manifestar né? Tudo bem, eu entendo isso :D Mas enfim, ai está mais um capitulo que demorou pra caramba pra ficar pronto, mas eu postei o// ASSUNTOS A TRATAR NAS NOTAS FINAIS, LEIAM SE POSSÍVEL :D

Passamos pelo portão de entrada de Temesia, já havia voltado ao meu estado normal e o demoniozinho que eu vira antes havia sumido. Isso era um fato relativamente bom, pois em parte, havíamos chegado antes que esperava e ao mesmo tempo havia coisas que eu teria de esclarecer com Aghata.

Quem em sã consciência tem uma passagem secreta em casa, que leva para um local perto de outra cidade?!

Ao menos, isso facilitou Sora.

–Parece que chegamos cedo. – Denzel disse enquanto caminhávamos na rua principal da cidade, ele olhava ao redor enquanto algumas pessoas perambulavam. – Vamos ir até Aghata, primeiro?

–Sim, e assim, também já podemos deixar o baú com ela, depois iremos até a fortaleza ver como está o treinamento deles – referia-me a Fallen, Benjamin e os gêmeos. – A propósito, há poucos dias você foi ver Mabelle junto de Yume e Yoru, não é? Estava quase me esquecendo de perguntar como foi à reação dela ao ver você...

–Mabelle surtou. – Ele disse quase que me cortando enquanto falava. – Queria saber tudo detalhadamente do por que de eu ter ficado desde jeito e o porquê de ter sumido – ele apontou para os próprios olhos, aquilo também me lembrava de que algumas pessoas da cidade, após o acontecido, temiam Denzel de certa forma. – Inicialmente ela achou que era culpa sua, e queria vir para Temesia falar com você. Mas tive que explicar tudo como ela queria, ao contrario disso, seria um problema.

–Imagino a cena... – Comentei enquanto dobrávamos uma esquina perto do portão da fortaleza.

–Não queira imaginar.

–Se você diz. – Falei, embora, o ligeiro desespero dele ao falar sobre a reação de Mabelle, quase me fizera rir.

–Sora...? – Chamou-me.

–Hm?

–Por que você estava daquele jeito antes?

Hesitei por um instante e quase parei de caminhar, a imagem daquela criatura que eu vira ainda iria me assombrar por um tempo.

–Acreditaria se eu dissesse que vi um demônio? Pelo menos, algo que se pareça com um...

Denzel olhou-me com uma expressão que não pude decifrar exatamente o que queria dizer, mas talvez, ele estivesse a fim de gritar as palavras “Sora, você enlouqueceu?!”. Mas se ele dissesse isso, infelizmente eu teria de concordar.

–Talvez... – Ok, eu não esperava por aquela resposta. – Vejamos... você é uma domadora, youkais são almas, você tem duas em seu corpo. Eu morri, mas ainda estou aqui. Três mulheres previram que quatro crianças haviam nascido com poderes sobrenaturais, sem ter um youkai, e isso que a existência deles já é um mistério. E você ainda matou um dragão... — Ele fez uma pausa, e eu, bem, estava admirada em ver que ele dissera sobre incidente com o dragão de maneira tão simples. – A existência de demônios é irrelevante, comparado isso e mais um monte de coisas.

–Você tem razão.

–Mas foi bastante preocupante ver o estado que você estava...

Iria respondê-lo, mas preferi ficar em silencio, aquela era uma frase que não pedia por resposta. Se bem, que eu também me preocupara com ele antes... Ainda estava preocupada.

***

A casa que Aghata morava agora ficava perto da praça da cidade, embora, não precisaríamos passar por ela. E pensar que Aghata havia jurado abdicar da pratica de alquimia, virava-se como podia e durante o ultimo ano, tinha sua casa e cuidava de sua própria vida sem dar satisfações, mesmo que o conselho ainda tentasse manter-se de olhos nela. Afinal, apesar de tudo, Aghata era um mistério. Mas acho que pensar assim talvez fosse errado, ela apenas não se deixava transparecer os pensamentos e não falava qual seria seu próximo passo a dar, acho que poderia dizer que era uma pessoa imprevisível. Identificava-me com ela em algumas coisas.

E pensar que há alguns anos eu evitava falar sobre ela.

Dobramos mais uma esquina e seguimos caminhando, até finalmente nos aproximarmos da casa de Aghata, aproximei-me da porta de madeira de e preparei-me para bater. Entretanto, a porta fora aberta antes que eu pudesse pensar em fazer algo, acabei por dar de cara com Aghata.

Ela pode prever o futuro agora também?!

–Como você... – Denzel começou a falar, provavelmente iria perguntar o porquê dela nem ao menos ter nos esperado chamar. E eu, bem, estava estática.

–Vi vocês dois pela janela. – Disse séria. – Anda, entrem, espero que tenham trazido o que pedi.

Ela deu passagem para que nós entrássemos. Sem dizer uma palavra, ela direcionou-se até a mesa que ficava no centro da cozinha. Sentamos ao seu redor, Aghata colocou os braços cruzados sobre a mesa, apenas nos observando.

Denzel entendera o que ela estava querendo dizer, sendo assim, retirou a mochila e logo em seguida o baú que estava dentro da mesma, colocando-sobre a mesa em frente à Aghata.

–Parece que vocês fizeram um bom trabalho. – Ela observou o baú, cada detalhe marcado de cor dourada na madeira. Embora, não estivesse com uma aparência muita bonita, deveria ser um objeto de valor. – Sabe o que tem aqui dentro, Sora?

–... Não.

–Pois bem, irei lhe mostrar. – Ela saiu, entrando de uma porta que provavelmente era seu quarto.

Ela deve ter ido procurar a chave do baú. – Comentei.

–Você irá falar sobre o espadachim? – Denzel perguntou.

Ponderei antes de responder.

–Tenho medo de dizer algo assim e faze-la criar esperanças, sendo que pode estar errado. – Falar sobre minha família lembrava-me algo... – Não conheci toda minha família, mas Aghata comentou há pouco tempo que ela se dividiu. Sabe, originalmente a descendência Maarten, veio da região norte da Terra, lá é comum ter olhos cinzentos, no caso de minha família são até os cabelos. Mas nas gerações de meus avós e bisavós, a família se dividiu e ninguém mais soube os exatos paradeiros. O homem que nos encontrou pode alguém totalmente diferente. – Fiz uma pausa. – Mas estamos falando de Aghata, não? Eu não faço a menor ideia de como vai ser a reação dela.

–Entendo... Mas, acho que você deveria falar.

–Por quê?

–As pessoas às vezes criam esperanças para poder ter um motivo para continuar. Aghata ultimamente não me parece ter muitos motivos...

–Você tem razão.

Então você vai contar Sora?

E no mesmo instante em que havíamos encerrado a conversa, Aghara voltou à cozinha com um pé-de-cabra na mão- ela com aquela coisa na mão davam um ligeiro receio -, fiquei em silencio e resolvi não pergunta o que ela faria. Apenas observei ela aproximar-se.

–O que você vai fazer? – Denzel perguntou.

–Não tenho a chave dessa coisa... Perdi há muito tempo. – Ela parecia não estar muito contente com aquele fato. – Mas preciso pegar o que esta dentro do baú.

–Hã... Ok, então. – Falei, com uma ligeira cara de paisagem (pelos deuses! Odeio cara de paisagem...).

Aghata aproximou-se do baú com o pé-de-cabra, enganchou-o no cadeado do baú e com certa facilidade, arrebentou o mesmo fazendo com que voasse os pedaços. Denzel e eu instintivamente nos afastamos como aquilo fosse nos atingir.

–Até que foi fácil... – Ela aproximou-se do baú e calmamente o abriu, ergui meu tronco para ver o que havia dentro, mas não consegui. E nem precisou, pois logo em seguida ela retirou um bracelete de dentro dele. – Isto é para você, Sora.

Ela entregou-me o objeto de outro envelhecido, era ligeiramente pesado e marcado em elevações o formato de duas cordas entrelaçadas, mas o bracelete era todo – aparentemente – feito de outro. Era uma peça muito bonita.

Arcano, isso é bonito... Mas qual é o significado? Peças antigas assim geralmente tem algum valor a mais...

Acho que você deveria perguntar isso a Aghata.

–Você deve estar se perguntando, o que é isto certo? – Analisei novamente o objeto em minhas mãos e assenti. – É de nossa família. Quando ela se dividiu, outro igual a esse ficou com o outro lado.

–É muito bonito, mas não posso aceitar. – Coloquei o bracelete sobre a mesa.

–Não quero que isso fique comigo, e se você não aceitar, não há mais ninguém que eu possa entregar.

–Na verdade... – Comecei a falar, lembrando-me do ser de cabelos prateados, mas me calei.

Denzel olhou-me com a expressão exclamativa.

–Sora, você vai ou não dizer?! – Sussurrou.

–Não sei Denzel.

–Você já sabe a minha opinião sobre isso.

Ele tem razão Sora.

Silencio Arcano!

–Eu sei disso, mas não acho que seja uma hora boa para isso.

–Do que vocês estão falando? – Aghata interveio na conversa, arqueando uma sobrancelha e nos encarando de pé, apenas a olhamos com a expressão cara de blefe. Estávamos esquecendo-se da presença dela ali e acabamos falando de mais...

Denzel cruzou os braços e os colocou sobre a mesa com a maior cara inocente.

–Você tem que dizer Sora.

–Está bem – desisti. – Aghata, quando estávamos em Moon, nós nos encontramos com alguém...

–Quem? – Ela pareceu ficar mais séria do que de costume, logo se sentando a mesa á nossa frente.

–Lembra-se quando você disse que não sabia o exato paradeiro de seu filho? Pois então, nós fomos atacados por um espadachim, ele tinha traços Maarten e se parecia comigo, até de mais. Mas também existe a possibilidade de ser alguém do outro lado da família, apesar de que não me lembrei disso no momento.

Aghata ficou em silencio por um instante.

–Então parece que estamos lidando com um espadachim... Ele era habilidoso? – Denzel estava certo ao pensar que às vezes as pessoas criavam esperanças.

–Ele lutava igual à Sora, melhor até.

–E derrubou você.

–Não foi exatamente assim.

–Não, mas “Lute com alguém do seu tamanho” – tentei imitar a voz dele, ironicamente.

–Eu sempre quis dizer aquilo... E não falo desse jeito.

–Entendo a discussão de vocês. Mas isso não é importante agora. – Aghata silenciou-nos, na verdade apenas o olhar dela já servia para pararmos de agir feito crianças.

É, vocês andam agindo como criança muito seguido de uns tempos para cá...

É eu sei disso, Arcano. Tenho que parar com isso.

–O que vem ao caso é vocês tem certeza do que estão dizendo?

–Talvez, saber exatamente quem ele é não seja o mais importante no momento. Tenho a sensação que ainda vamos descobrir isso. Mas o fato é que, por que ele me atacou? Quer dizer, não havia feito nada.

Aghata ponderou.

–Tem razão. Se ele lutava tão bem como vocês disseram, então, provavelmente deve ter anos de prática, o que significa, que alguém deve ter o ensinado. E coisas assim só se aprendem em lugares específicos. Raramente sozinho. Então, alguém deve ter o ensinado, o que nos deixa a duvida de: quem foi? Mas há também o fato de que, ele estava atrás de você Sora, então: quem foi que o mandou? Já que você não havia visto nenhuma vez antes, um completo estranho não teria motivos para tal coisa.

–É verdade... – Denzel disse enquanto coçava o queixo pensativo. – Sabe Sora, você deve ter certa facilidade para arrumar pessoas que não gostam de você. Lembra-se de alguém especifico?

Fiquei em silencio. Sim, havia alguém especifico. Mas, não me parecia deveras ameaçador, na verdade, no ultimo ano eu pouco havia me importado.

–Mesura Outrora. – Falei séria.

–Mesura? Mas ela não sumiu depois da morte de Argalon? – Denzel perguntou.

–Sim. Mas naquele dia quando eu estava indo embora, ela chegou e, acho que deve ter me visto matar Argalon. – Por algum motivo que eu não sabia explicar, não sentia remorso por ter matado Argalon.

Deixe de ser rancorosa, Sora.

Não sou, mas Argalon é outra questão.

–Hm... Isso faz sentindo, em parte. Ela pode querer um dia vingar da morte do pai, é até plausível entender isso. Mas o que tem a ver com o espadachim que vocês encontraram?

–Não sei Aghata. Essa é minha duvida.

–De Qualquer modo, Sora, você deve tomar cuidado. Ou melhor, ambos têm que tomar cuidado – ala olhou seriamente para mim e Denzel. — Até por que, do jeito que estão sempre grudados, sei que se algo acontecer com de vocês, um tomara a dor do outro.

–Nós não estamos sempre grudados... – Falamos ao mesmo tempo.

Vocês estão é em sincronia!

Eu não merecia ouvir isso Arcano.

Levantei e peguei o bracelete, coloquei-o novamente dentro do baú e o fechei. Estava preparando-me para ir embora, mais tarde poderíamos resolver aquilo com calma.

–Aonde vai? – Indagou-me Denzel.

–Para a fortaleza, ver o treinamento dos elementos. E você, não vem?

–Irei mais tarde, tenho algumas coisas a tratar antes disso. – Não, eu não esperava por aquela resposta. Afinal, Denzel era apegado aos gêmeos, achei que ele estava com mais pressa do que eu. Ainda mais, ele parecia-me mais sério do que de costume.

Assenti e dirigi-me até a porta.

–Então irá ficar com o bracelete, Sora? – Aghata perguntou. Girei os calcanhares para olha-la.

–Não tenho certeza, verei isso mais tarde. – Sai, fechando a porta atrás de mim.

***

Sentei no banco de madeira e coloquei o baú ao meu lado, ajeitei o capuz de minha capa e fiquei em silencio. Estava em um dos pátios da fortaleza. Era de forma quadrada e cercado por um prédio de dois andares que indicavam mais salas. A Céu aberto, com a pavimentação de pedra e com corredores nas extremidades, devidos apenas por vigas feitas de tijolos.

E Denzel não aparecera, mas Yume e Yoru estavam ali, aliás, vinham na minha direção. Enquanto Benjamin e Fallen estavam mais afastados falando com Yanni. Eles haviam crescido, ainda não eram muito altos, mas tinham apenas treze anos. E bem, admito que eu também tivesse me apegado à eles.

–Hei! Onde está Denzel? – Yoru aproximou-se sorridente e sentou ao meu lado no banco, Yume logo em seguida sentou ao lado dela.

–Ele disse que tinha assuntos para tratar. Logo ele virá. – Sorri de volta. – Parece que perdi o treinamento de vocês.

–Você só perdeu isso. – Yoru levantou-se e, com certa facilidade, fez com que um tornado pequeno envolvesse seu braço direito, enquanto seus olhos mudavam de cor, ficando cinza. Ela fez com que o tornado tomasse a forma de um cajado. – Essa é a minha arma da missão. Demorou para eu conseguir controlar direito, mas agora estou conseguindo fazer isso bem melhor.

Ah sim, aquilo me lembrava de que, cada elemento conseguia conjurar uma arma, cada arma correspondendo aos seus poderes. Fallen tinha um tridente, Benjamin uma espada, Yume uma lança e Yoru um cajado. Nós havíamos as apelidado de as quatro armas das missões. O cajado de Yoru era de cor prateada, praticamente branca. Com detalhes em um com de prata mais escuro e branco, com uma pedra – aparentemente – de cristal cravejado.

–Eles vão brigar... – Yume olhava para Fallen e Benjamin que ainda conversavam com Yanni, bem afastados de nós.

–O Ben vai apanhar novamente, isso sim. – Yoru ficou novamente com seus olhos verdes como de costume e desfez o cajado em outro tornado fraco.

–Isso vem acontecendo seguidas vezes nos últimos tempos.

–Benjamin é Fallen são o contrario um do outro. – Comentei. – Enquanto ela é séria e mais cautelosa. Benjamin é temperamental e brigão. Mas quando os dois se juntam ambos se tornam explosivos.

–Tem razão — respondeu-me Yume.

Silenciamo-nos e ficamos tentando entender o que os três falavam. Yanni não parecia lá à pessoa mais bem humorada no momento e, logo saiu de perto dos dois que continuavam falando algo que não era possível ouvir de onde estávamos. Já havia visto Yanni na fortaleza outras vezes, mas pelo fato de que ele estava um pouco mais avançado do que eu, nunca havia chegado a ter um diálogo com ele até se tornar o treinador “oficial” dos quatro elementos. Ele sentou-se no lugar disponível ao meu lado no banco, não estava com uma cara muito agradável.

–E agora chega a melhor parte. – Yoru falou e todos nós olhamos novamente para Fallen e Benjamin.

Fallen vai bater nele.

Ninguém resiste aos poderosos chutes de Fallen. - Falei.

Não pude entender o que ele dissera, mas Fallen deu as costas e deu alguns passos, ficando o um pouco distante de Benjamin. E ele ainda dizia alguma coisa e gesticulava os braços, mas não pude ouvir devido a distancia, afinal, aquela parte da fortaleza era enorme e eles estavam bem afastados.

–Qual é! Vai ir embora agora?! – Ok, ele havia gritado e agora havíamos escutado ele.

E ela parou de caminhar, ainda um pouco afastada dele. Girou os calcanhares e correu na direção de Benjamin, tentando acertar-lhe um chute no rosto. Apesar de Fallen não ser muito alta, ela tinha força — muita força. E iria derruba-lo, se Benjamin não tivesse segurado seu pé quando estava prestes a acertar-lhe o rosto. Ele sorriu vitorioso e ela bufou. Benjamin soltou Fallen e a derrubou no chão, mas ela aproveitou o momento e antes que ele se afastasse, chutou seus pés e o derrubou também.

–Senhor Yanni, você não vai ir falar com eles?

–Não Yoru. – Ele disse sério. – O “Senhor” Break já encheu de mais, ele merece apanhar um pouco.

–Benjamin está sempre tentando tirar a paciência de Fallen, não me admiro dela ficar brava desse jeito.

–Mas a Fallen não se irrita tão fácil...

–Mas estamos falando de Benjamin, Yoru. – Yanni disse. – É outro caso, eles são opostos.

– Sora estava falando sobre isso...

–Mas isso não é por serem elementos opost, ou por um ser agua e o outro fogo, quem pensa isso está enganado. Mas sim, as personalidades.

–Isso resulta em ambos acabarem sempre brigando, não é? – Yume perguntou. – É como um problema matemático.

–Exatamente.

Silenciamo-nos e voltamos a observar o que os dois faziam. Ambos levantaram-se rapidamente, Fallen tinha os olhos brilhando em um tom de verde-água, bem mais claros que seus olhos naturais, e em suas mãos, ela formava um tridente de cor azul. Ela avançou em Benjamin, dando tempo apenas para ele criar uma barreira com chamas. Ela tentou ataca-lo novamente, e ele mais uma vez defendeu-se com uma barreira de chamas. Fallen afastou-se e com velocidade tentou acertar-lhe o tridente, desta vez Benjamin materializou a espada de lâmina dourada e punho carmesim, e ele defendeu-se mais uma vez.

–Vou acabar com isso agora. – Levantei e me direcionei até eles com calma, Yume e Yoru apenas seguiram-me com o olhar.

Ambos novamente atacaram-se, de maneira que acabaram chocando-se e afastando-se. Mas não haviam percebido que eu estava aproximando-me. Rapidamente materializei minhas duas espadas e me coloquei entre eles, antes que ambos atacassem-se novamente. Apontei as espadas nas suas direções e eles pararam imediatamente estáticos.

–Já chega. – Falei séria, porem, não levantei meu tom de voz. – Se querem se matar, façam isso longe da fortaleza. Mas pelo menos, não despedissem suas habilidades com coisas tão estupidas.

Eles desmaterializaram as armas e finalmente tomaram postura, estavam ofegantes. Abaixei as espadas e também as desfiz em uma aura azulada.

Benjamin pareceu bufar, resmungou alguma coisa, provavelmente xingando. E Fallen virou a cara, para não olha-lo. Resolvi afastar-me novamente e segui caminhando em direção onde os outros estavam. Entretanto, ainda tive de parar para ver a ilustre cena que fora impedida antes. Fallen acertou um chute em Benjamin e o derrubou logo em seguida a mesma saiu quase que marchando em outra direção, enquanto Benjamin se levantava.

Apenas Benjamin sobrevive aos poderosos chutes Fallen.- Comentei.

Parece que sim.

Juntei-me novamente aos gêmeos e Yanni, enquanto Benjamin ainda permanecia no meio do pátio, sentado ele não parecia muito contente.

–Qual foi o motivo desta vez? – Perguntei.

–Fallen não conseguiu controlar direito sua arma da missão, então Ben fez piada como sempre. Ela não gostou e o atacou. Mas o Senhor Yanni os separou. Só que depois disso, sabe como é uma coisa leva a outra eles começara a discutir por mais um monte de coisas. – Yoru explicou.

–Eles não têm jeito, não é? – Falei.

–Parece que não. – Yanni respondeu.

–Ei! Sora! – Instintivamente olhei para frente, na direção na qual havia sido chamada.

Havia um garoto de, aparentemente, a mesma idade que Yume e Yoru se aproximando. Ele passou reto por Benjamin, apenas olhando-o com ligeira indagação sobre o que deveria ter acontecido. Ele tinha cabelos castanhos escuros, curtos e revoltos tinham a mesma cor dos olhos. Deveria ser um pouco mais alto do que os gêmeos, apesar da mesma idade aparente. Vestia um colete marrom, sobre uma túnica branca, calças e botas de cor escura. Forcei minha memória, sabia quem era ele. Mas não me lembrava de seu nome.

–Como vai Ebert? – Yoru foi a primeira a pronunciar-se, acenando na direção do garoto.

Ele é o filho de Arcádio, não é? – Arcano perguntou-me.

Acho que sim...

–Bem... E vocês? – Perguntou gentilmente, direcionando-se para Yume e Yoru.

–Estamos bem. – Yoru respondeu da mesma maneira, Yume permaneceu em silencio.

–Estava me chamando? – Intrometi-me, vendo o garoto ficar ligeiramente desconfortável a me ver falar, era como se eu lhe deixasse com medo. O que também era ligeiramente engraçado.

–S-sim. Meu pai, Arcádio, pediu para que eu chamasse à senhora. – Então ele era realmente o filho de Arcádio, domador assim como pai. – As anciãs estão na fortaleza e precisam falar com você, senhora Hill. – Ele estava me chamando de senhora? Interessante, Ebert era bem educado.

Ponderei por um instante.

–Você sabe do que se trata?

–Não senhora.

–Vou indo, então.

Rapidamente levantei, pegando o baú que estava ao meu lado no banco e segui caminhando em direção ao prédio principal da fortaleza. Olhei ao redor, Benjamin já havia saído e não havia nenhum sinal nem dele ou de Fallen. E, as anciãs queriam falar comigo. Aquilo era estranho, era raro ter um motivo para elas saírem do templo e virem até Argos.

Alguma coisa estava acontecendo.

Notas finais
Duvidas? Criticas? Elogios? Qualquer coisa, estou aqui para responder :D O desenho que eu postei é da Sora e o Arcano, eles deveriam estar mais ou menos assim em Os Quatro Elementos, mas agora a roupa dela ta diferente, só que ainda não desenhei XD Ah, e esse desenho foi feito em 2014, a data ta errada e eu não consegui colocar imagem certa por causa da minha internet lenta. Tem uma novidade muuito legal para dizer: ARGOS - OS QUATRO ELEMENTOS PODE VIRAR LIVRO! Sim, isso mesmo, estou corrigindo toda a história, fazendo algumas alterações(vai ser tipo uma história nova, para quem se interessar em ler), adicionando um capitulo a mais e é bem possível que logo eu consiga publicar :D Não exatamente publicar com uma editora e tal, onde tem todo um processo demorando. Vai ser pelo "Clube de Autores" que é um site que publica livros sobre encomenda, sem passar por processo de aceitação. É apenas entrar no site, escolher o livro que vai comprar e depois esperar ele ser impresso para enviarem. Pelo menos, as chances de eu conseguir pegar o material pronto nas minhas mãos está ficando perto de se realizar *-* Ah, e tem mais uma coisa, caso eu demore muito para escrever mais capítulos, sugiro que vão lendo as outras histórias que tem no meu perfil, são da Série Argos, mas não com a Sora (para quem não curte muito ela, sei que tem muitos, mas eu entendo) protagonizando, são outras histórias em épocas diferentes :D Uma das protagonistas é a Pallas e ela é o contrario da Sora, só digo isso >-< E, logo irei começar a escrever uma nova história, vai ser no mesmo universo de Argos, mas com outro protagonista (chamem-o de Lionel, pois o nome verdadeiro dele só vai saber quem for ler). A história vai ser passar em um futuro caótico e sombrio, onde domadores estão praticamente extintos e ninguém sabe ao certo o que aconteceu com os elementos. Vai ter uma personagem bem legal, a Avout (lê-se Ei-vout) ela é descendente dos Maarten. E vai ter mais um personagem que ainda vai aparecer nessa história, e ele é velho pra caramba, mas só vai ser explicado o motivo quem acompanhar :D Até 0/