A Divía De Oribéll

1 1 ATO - Parte primeira - Homens e Divías


Notas iniciais
Boa leitura!

Tola a raça humana, enquanto aprende,

Sofria em tempos velhos várias dores;

Árduos eram todos seus labores,

Rápida era a vida e descontente:

Corpos desgastados e morenos,

Olhos que cegavam ainda moço;

Dias que subiam para açoite,

Vidas no calor de mil lareiras.

Frias e silentes eram as noites;

Nelas retomando as energias

Todos os caídos sofredores,

Tendo que chorar para dormirem.

Só que lá no céu, a divindade,

Olhava triste aos homens que dormiam;

Amável fez criar mais outra raça

Que à pobre criatura auxiliaria.

Fez-se lindas moças que voavam

Com asas multicor de borboleta;

Na noite dispersavam-se em festeja,

E enquanto houvesse Sol, eram estátuas.

Pequenas, eram tal qualquer menina:

Correndo à luz do Sol e sem as asas;

Mas vinham os quinze anos, que nasciam,

Sem mais gozar do dia e suas graças.

Sempre que no céu firmava a Lua,

Todas conscientes, acordavam:

Entravam nas moradas, feito plumas:

Jogando sobre a dor, felicidade.

Assim, a raça humana, abençoada,

Com brilho e com vigor amanhecia;

Com garra aprimorando seu trabalho,

E o tempo em sua escola os conduzia.

Sabendo que o torpor que os afinava,

Á luz das voadoras foi devida:

Passaram, nas histórias mais narradas,

Á serem conhecidas como as Divías.

Notas finais
Obrigado pela leitura!
- C.O.N.T.I.N.U.A -
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.