Notas iniciais
Oie?!? ^.^
Primeiramente gostaria de agradecer à Aline que fez uma linda recomendação a fic. Fiquei muito³ feliz pelas belas palavras. Assim, como fiz com a Fraan, em breve sai um capítulo especial dedicado a você.. ;)
Enfim, capítulo postado.
E tem gente voltando...
Boa Leitura! ^.^

Capítulo XVIII


Gil havia acabado de adentrar a sua casa, tentara fazer o mínimo de barulho pra tentar não acordar Marcela, mas a mesma ainda estava levantada tomando um copo de água na cozinha.

— Oi meu filho — ela disse assim que o viu — Como foi a festa?

— Foi legal — disse esparramando-se no sofá.

— Tá vou fingir que acredito que foi só legal — Marcela se senta a sua frente e sorri — Eu te conhece meu filho, e você não consegue nem disfarçar esse brilho nos olhos…

— Ai mãe, vamos parar com esse papo — mesmo tentando parecer irritado, Gil não consegue manter a mesma postura e solta uma risada.

— Viu… Você tenta parecer irritado, mas nem isso você consegue — ela se senta ao seu lado — Não precisa disfarçar, é bom estar apaixonado meu filho… Não tem nada de errado nisso — ela faz cócegas nele e ele ainda dá algumas risadas.

— Tá bom, vamos parar com isso mãe. Eu não tenho mais cinco anos — ele tentou parecer sério — E você Dona Marcela não fica atrás, né? Pensa que eu não percebo você sorridente e feliz por todos os lugares? Admite vai… Você tá apaixonada pelo Lorenzo, né?

— Ei, desde quando eu virei o assunto principal da conversa — ela finge cara de reprovação — O assunto aqui é sobre você e não tenta mudar o foco.

— Ué, não vai admitir que tá apaixonada?

— Admito, se você admitir que está apaixonado pela Ju — Marcela estava tentando virar o jogo ao seu favor.

— Então, a gente vai passar a madrugada toda nisso… — ele cruzou os braços e apoiou as pernas na mesinha de centro da sala.

Marcela logo percebeu o que Gil estava tentando fazer e se deu por vencida.

— Tá bom. Você venceu, eu estou apaixonada pelo Lorenzo. Satisfeito? — ela admite e espera que ele faça o mesmo.

— Doeu? — ele ri.

— Não. Mas, eu tenho medo que doa mais tarde — a loira desabafa.

— Como assim? — Gil tenta situar-se nos acontecimentos — Ele fez alguma coisa pra lhe magoar? Aconteceu alguma coisa?

— Não. Não é nada disso — ela continua — Só que às vezes me dá uma insegurança sabe? Tem horas que eu acho que ele pode tentar um recomeço com a Raquel. Que talvez ele não tenha a esquecido totalmente.

— Mãe — ele a abraça — Acho que o Lorenzo não faria isso com você. E se isso acontecesse, tenho certeza que ele seria sincero numa situação dessas. E outra, você é uma mulher incrível, linda, divertida. Ele que tem sorte de ter você ao lado dele.

— Ai meu filho. Você é lindo, sabia? — o garoto apenas revirou os olhos — Desde pequenininho você foi fofo, mas de uns meses pra cá você tem se superado nesse quesito.

— Tá mãe, a senhora tá me tratando de novo como se eu tivesse cinco anos…

— Ai Gil, é difícil pra uma mãe entender que o seu filhotinho já é um homem — ela beija a bochecha dele — Falando nisso, vamos voltar ao assunto principal. Você está apaixonado pela Ju?

— Ai que sono — o grafiteiro tentou fugir do assunto e levantou-se — O dia de hoje foi muito cansativo. Tô indo dormir, tá?

— Vai fugir disso até quando meu filho? — ela o olhou — Boa noite, então. Te amo meu filho.

— Também te amo. Boa noite — deu um beijo na bochecha de Marcela — Ah, e pra a senhora parar de me perturbar, a resposta é sim.

— Resposta do quê?

— Ué, a resposta da sua pergunta — Gil apenas sorriu e dirigiu-se até o quarto.

Assim que Gil sai, Marcela continou sentada no sofá sorrindo sozinha. Pensando como o tempo havia passado rápido e quão ligeiro era a vida.

— É… O meu filhote cresceu — pensou alto.


…

Nando subiu ao palco e pediu o microfone de Pilha emprestado, no mesmo instante o funkeiro diminuiu o som para que Nando pudesse se pronunciar.

— E aí galera! Não gosto de ser estraga prazeres, mas já tá tarde e está na hora de fechar o Misturama — ele disse e no mesmo instante alguns protestos soaram pela lanchonete — Eu sei que a festa tá maneira. Mas, são as regras. Se a gente prolongar mais um pouco, capaz da polícia aparecer por aqui. E relaxa galera, o que não vai faltar são oportunidades para outras festas.

Dito isso, a festa havia terminado e as pessoas estavam despedindo-se uma das outras. Neste momento Ju recebe um sms.

De: Bruno Para: Ju

Maninha, não vou poder ir à sua festa…

Tive alguns probleminhas no estágio.

Assim que eu sair daqui, vou dá uma passadinha no hostel pra falar com a Fatinha e depois vou pra casa.

Tudo bem? Feliz aniversário de novo.. Te amo sua chata ;P

Bjo.


A it-girl lê a mensagem e a responde no mesmo instante.


De: Ju Para: Bruno

Tudo bem. Relaxa Maninho..

Se quiser pode dormir no hostel, tá? Vou pedir pra Lia dormir lá em casa. Não precisa se preocupar.

Também te amo seu chato.. :P


Ju e Lia estavam no mesmo local da festa, e perto delas estava Vitor que parecia estar de saída.

— Ei Lia, quer que eu te leve até a sua casa? — perguntou.

— Não Vitor, obrigada — Lia agradeceu por ele estar sendo prestativo — Mas, eu vou com a Ju. Vou ajudar ela a carregar os presentes.

— Então tá — Vitor deu de ombros — Vejo vocês segunda na escola então. Tchau.

— Tchau — as garotas despediram-se.

Vitor foi até o outro lado do Misturama e foi falar com Pilha.

— E aí, cara. Eu to indo, vai querer carona?

— Pô cara, valeu. Mas, eu vou pra casa do Orelha com o Fera — o funkeiro disse — Ah, tu pode fazer o favor de avisar a minha madrinha.

— Claro — ambos deram um aperto de mão — Vou indo então.

Um pouco mais longe dos dois, Orelha se intromete na conversa por alto.

— E aí Pilha. Você vem ou vai ficar paquerando o Edward a noite toda — o nerd zombou, enquanto Fera parecia não ter entendido a brincadeira.

Vitor vai embora sem dar moral para a zombaria do nerd, enquanto Pilha se junta a Orelha e Fera. E os três tratam de se despedir dos outros.

— Falou pessoal, tamo indo — Leonel gritou — Outra vez, feliz aniversário Ju. Depois a gente acerta o meu cachê, tá?

— Obrigada — ela riu e os mesmos foram embora.

Lia voltou-se para Ju e apenas sorriu da brincadeira do funkeiro.

— Esse Pilha é um palhaço — a rockeira deu uma risada — Então, Ju. Vamos?

— Claro — disse enquanto pegava algumas caixas de presentes — Ah, Lia por que você não dorme lá em casa hoje? Pelo que parece o Bruno vai dormir no hostel e eu não gosto de dormir sozinha em casa.

— Tudo bem. Só vou ter que avisar a Raquel antes — disse pegando o celular e mandando uma mensagem para a mesma.

Após isso, despediram-se de todos e foram em direção ao apartamento da it-girl. Chegaram ao local, foram até o quarto de Ju e começaram a abrir os presentes.

— Tá de quem é esse? — Lia perguntou enquanto a morena segurava uma caixa.

— É da Morg. Vamos ver o que é — disse abrindo a embalagem — Olha que lindo, são amuletos da sorte. Tem até um duendezinho.

— A cara da Morgana essas coisas. Tá tem mais dois. Abre esse aqui — entregou um sacolinha para it-girl.

— Esse é da Fatinha — abriu o pacote e ficou espantada com o conteúdo do mesmo — Uma camisola?! Só a doida da Fatinha mesmo… — riu.

— Só a sem noção pra dar um presente inusitado como esse — Lia riu e pegou a última caixa — Pronto. Esse é o último e é o meu.

Ju sorri para a amiga e pega a caixa.

— É mais um presente simbólico — Lia diz enquanto Ju abre a caixa e se depara com um porta-retrato com várias fotos das duas juntas. Algumas de quando as duas ainda eram pequenininhas, outras do início da adolescência e umas mais recentes.

— É lindo, Lia. Eu adorei. Muito obrigada — abraçou a amiga.

— Que bom que você gostou — falou com uma expressão alegre no rosto — Agora eu tô curiosa. Eu não vi o presente do Gil aqui. O que ele te deu?

— Esse colar — disse segurando o mesmo que estava envolto em seu pescoço — Tem gravado a assinatura dele na plaquinha. Ele disse que queria me dar algo que fizesse eu me lembrar dele toda vez que eu visse.

— Que lindo, Ju — a loira disse animada — Mas, eu conheço essa sua cara. Você tá me escondendo alguma coisa. Além, do mais eu percebi que teve uma hora em que você e o Gil sumiram da festa. Aonde vocês foram?

— O Gil me levou até o grafite que ele fez na noite passada — sorriu — Era outro presente e ele me pediu em namoro.

— Sério, Ju? Que fofo…

— Foi lindo Lia — disse ao mesmo tempo em que se jogava de costas em cima da cama.

— É o amor… Que mexe com a minha cabeça e me deixa assim — Lia cantarolou e ambas riram — Nunca te vi assim antes. Cê não me engana Juliana. Você tá muito apaixonada — a loira enfatizou o muito.

Ju sorriu e balançou a cabeça afirmativamente.

— Ai amiga, é tão bom se sentir assim. Mas, às vezes eu tenho medo de estar vivendo tudo isso de forma tão intensa… E se algum dia a gente terminar… Sei lá, se tudo isso que a gente tá vivendo não tiver futuro? Sei lá…

— Olha Ju, eu não sou muita boa em dar conselhos. Mas, acho que você devia fazer o que o seu coração quer. Aproveitar o agora e não pensar muito nas conseqüências ou no futuro. Seja apenas feliz.

— Acho que você devia seguir esse conselho também — Ju encarou Lia.

— Como assim? — Lia sabia do quê a amiga estava falando, mas preferia evitar o assunto.

— Você sabe, Lia. Esquecer algumas feridas do passado. Dar uma nova chance — Ju falou as palavras de forma delicada. Não queria que Lia pensasse que ela estava apoiando Dinho. Ela só queria que amiga fosse feliz e imaginava que talvez a mesma não seria sem Dinho — Não quero fazer campanha pra ninguém. Eu só quero que você seja feliz amiga.

— Eu também quero ser feliz, Ju. Mas, não sei se eu consigo perdoar o Dinho algum dia.

— Eu sei que dói amiga. A única coisa que eu posso dizer: Dê tempo ao tempo… A vida vai se encarregar de colocar as coisas em ordem — dito isso Ju abraçou a amiga.


…

Pilha e Fera chegaram ao quarto do Orelha, o primeiro fazendo seus versos de funk como de costume, seguido pelo surfista que fazia as batidas com a boca.

— Olha o quê eu digo meu irmão… As minas tão descendo até o chão… Arrasamos na festinha… Pegando todas as gatinhas — Pilha cantarolou no ritmo.

— Aê! Arrasou moleque — Fera gritou animado.

— Pronto. Agora os manés podem parar de fazer escândalo? — o nerd disse — Ás vezes eu me pergunto como eu sou amigo de vocês.

— Acho que a pergunta devia ser ao contrário né Orelha? — Pilha falou — Nós somos seus únicos amigos… Mudando de assunto. E aí Orelha, vai rolar um lanche antes de a gente dormir?

— É só ir com a Matilde e pedir pra ela fazer um sanduíche. Ah e pede pra ela fazer um pra mim também.

— Eu também quero — Fera levantou o braço.

— Então, vai lá Fera e pede três sandudas — Pilha disse despretensiosamente.

— Por que eu?

— Por que você é o cara… — o nerd disse como forma de incentivo.

— Tá, eu só vou dessa vez. E eu só vou por que a minha barriga tá roncando — e em seguida ele saiu do quarto.

Orelha andou até o outro lado do quarto e sentou-se na cadeira em frente ao computador. Conectou o cabo USB do seu celular na CPU e esperou os arquivos serem carregados.

— Ei cara, já vai fazer o TV Orelha? — Pilha se aproximou dele.

— Não sei, vou primeiro ver os vídeos que eu gravei da festa — disse enquanto visualizava as miniaturas dos vídeos na tela.

— Executa esse aqui do Rafa — apontou para a tela e esperou que Orelha desse play, mas o garoto por sua vez demorou para executar tal ação, o que deixou o funkeiro intrigado —Que foi Orelha? Por que você não vai mostrar o vídeo?

— Não. Só tava pensando numa coisa. Pronto — ele deu play.

O vídeo começou a ser executado e no mesmo, Rafa dançava de forma descontraída e alegre na pista de dança. E o garoto parecia estar se divertindo e não se importando com a opinião dos outros.

— Ai não sei como o Rafa tem coragem de dançar desse jeito — Pilha falou entre algumas risadas e tentava recuperar o fôlego — É muita pagação de mico…

Orelha estava se divertindo tanto quanto Pilha com a situação até que de forma repentina ele vê a imagem de Morgana na sua mente. E imediatamente se lembra de tudo que ela o disse e tudo o que havia acontecido naquela noite. Sabia que se ele publicasse aquele vídeo do Rafa na TV Orelha, mesmo que indiretamente estaria magoando Morgana. E surpreendentemente pela primeira vez na sua vida ele não queria vê-la magoada. Mesmo que não se desse conta, alguma coisa havia mudado nele naquela noite.

— Sem dúvida esse vai ser o melhor TV Orelha do ano — Pilha falou por alto — Vai postar ainda hoje, Orelha? Vai precisar da minha ajuda e do Fera?

— Não sei. Ainda vou ver os outros vídeos pra ver se tem coisa melhor pra postar — tentou arranjar uma desculpa.

— Sério? Estranho… Você sempre posta vídeos zoando o Rafa por qualquer besteirinha. Achei que você não fosse perder essa oportunidade — deu de ombros.

— É você tem razão… Vamos lá, mais um post sobre o Rafa-girl — disse enquanto começava a editar o vídeo.

…


Lia e Ju haviam acabado de tomar café da manhã. A primeira levantou-se da cadeira e disse para a amiga que já estava de saída.

— Amiga, eu já vou indo….

— Tá Lia. Eu te levo até a porta — disse e no mesmo instante ambas ouviram o barulho da porta se abrindo — Deve ser o Bruno.

A porta foi aberta aos poucos e Ju surpreendeu-se quando viu quem era.

— Mãe?! — correu para abraçá-la.

— Oi filha, também tava com saudades — ela saiu do abraço — Oi Lia.

— Oi tia Marta — a loira disse — Bom, eu já estou de saída…

— Espero que você não esteja indo por causa da minha presença — a mãe de Ju disse.

— Não. Eu já tava de saída mesmo — dirigiu-se até a porta — Tchau.

Assim que Lia saiu, Marta se aproximou de Ju e lhe deu outro abraço.

— Ai, que saudades de você minha filha — ela olhou pro rosto de Ju e percebeu que a filha estava feliz — Você parece estar bem.

— Eu estou ótima. Por que eu não estaria? — Ju pareceu intrigada com a afirmação da mãe.

— Por que será né Juliana? — deu um olhar de reprovação — Eu soube o que aconteceu com você minha filha. Não faz muito tempo, mas você tinha que ter nos contado que você havia passado mal e teve que ser levada ao hospital. Você e o Bruno não podem esconder esse tipo de coisa da gente.

Ju se sentiu culpada por ter escondido este fato dos seus pais.

— Foi ele que te contou? — a garota perguntou — Eu pedi pra ele não avisar vocês, por que sabia que ficariam preocupados. E isso ia acabar atrapalhando o trabalho de vocês. Só queria evitar vocês de terem uma preocupação sem motivo.

—Filha, a coisa mais importante na minha vida e na do seu pai são vocês dois. Você precisa entender isso —disse de maneira carinhosa — E não foi o Bruno que contou pra gente, acho que ficaria mais tranqüila se eu soubesse disso por ele. Mas, seu pai soube através do Lorenzo.

— Como o tio Lorenzo? Quando o papai encontrou o tio Lorenzo? — não conseguiu formar a sentença direito, devido estar um pouco confusa.

— O Lorenzo ligou pro Olavo pra contratá-lo pra ser o seu advogado na situação do divórcio com a Raquel. E aí ele acabou tocando no assunto… Imagina como o seu pai não ficou atordoado quando soube — Marta fez uma pausa — Só consegui convencê-lo de não vir imediatamente pra cá depois de algumas horas. Ele estava determinado a vir, até que eu prometi que viria pra ter certeza que você estava bem.

— Por que vocês não ligaram então? Quer dizer… não tinha necessidade a senhora vir até o Rio pra saber se eu estava bem.

— Depois do que vocês fizeram, escondendo essa história da gente? Eu precisava ver com os meus próprios olhos que você estava bem. Mas, pelo o que eu vejo você tá melhor do que eu imaginava — disse abraçando a it-girl mais uma vez.

— Desculpa mãe — a garota sussurrou sentindo-se culpada — Não queria mentir pra vocês…

— Tá tudo bem, Ju — fez uma pausa e sorriu — Agora falando no Bruno. Cadê o meu filho? Quero dar um abraço nele, não acredito que ele ainda esteja dormindo.

— O Bruno… o Bruno… — tentou inventar uma desculpa.

— Ele não dormiu em casa não é?

— Ele dormiu no hostel — Ju confirmou com a cabeça — Mas, eu que falei que ele podia dormir lá. E a Lia dormiu aqui em casa também… Então não tinha nem perigo de acontecer alguma coisa — tentou aliviar a barra do irmão.

— Não estou gostando disso… O Bruno já foi mais responsável. Tem certeza que as coisas estão indo bem aqui?

— Tenho mãe. Não poderiam estar melhores — Ju tentou mudar o rumo da conversa — Aliás, quanto tempo a senhora vai ficar no Rio… Você não vai embora hoje né?

— Não filha. Eu vou ficar umas duas semanas, preciso ter certeza que vocês estão bem — deu um olhar recriminador de forma brincalhona, o que fez Ju rir — Também vou resolver alguns problemas pendentes.

— Que bom, mãe. Vai dar tempo pra gente matar a saudade então.

— Claro — disse e seguiu para a cozinha — Vou tomar uma água que eu to morrendo de sede.

Neste instante o barulho da porta soou novamente.

— Agora deve ser o Bruno mesmo — Ju disse por alto e não estava errada.

— Oi maninha. Soube que o Gil foi preso? — a garota não teve nem tempo de interromper o irmão — Acabei de saber disso pelo Severino. Você sabe como ele é fofoqueiro…

— Que história é essa? — Martha apareceu na sala, o que surpreendeu Bruno.

— Mãe?! O que a senhora tá fazendo aqui? — Bruno percebeu o que havia feito, virou-se para Ju e mentalmente pediu desculpas.

— Eu vim saber como você e a Ju estão. Por que eu e o seu pai ficamos sabendo de tudo o que aconteceu — disse um pouco exaltada — Acho que foi bom eu ter vindo, por que as coisas tão piores do que eu imaginava. É só o que me faltava agora o namorado da minha filha ser um delinqüente.

— Não mãe. O Gil não é um delinqüente — tentou explicar a situação — O que aconteceu foi um mal entendido.. A senhora conheceu o Gil, sabe que ele não é uma má pessoa.

— Não Ju. Não dá pra eu saber disso — disse séria — Eu o conheci por um dia. Não tem como eu achar que ele é uma boa pessoa depois de saber o fato de que ele foi preso.

— Mas, você não tá entendendo mãe… Foi um mal enten…

— Não tem o quê entender, Ju — ela estava decidida — As coisas estão piores do que eu imaginava. Não tem outro jeito, você vai ter que volta comigo pra Brasília…


…

"A paixão aumenta em função dos obstáculos que se lhe opõe.”

William Shakespeare

Notas finais
E aí? Ju vai pra Brasília ou não?
Até o próximo... ^.^