A Dinastia dos 101 Demônios
3 Capítulo III - A Bruxa de Blair
Era uma estação anormal na região central, não somente no Sul que fizera frio, as redondezas da Cidade Central se encontrara em menos zero graus, o fato de ser noite também colabora. Todas as criaturas já estavam em seu ciclo noturno diário. Após o acontecido na floresta, Max e Sophie agora no caminho correto ainda não haviam chegado a cidade, os dois estavam enfrentando uma forte nevasca, não era possível ver mais que meio metro a frente graças a densidade da tempestade de neve.
— Nos vamos congelar se continuar assim. – Dizia Max andando de cabaça baixa com o braço colado na testa afim de cobrir seus olhos.
Sophie era quem mais sofria com o frio, pois não trajava algum agasalho para se proteger; quando Max percebe a dificuldade dela, o mesmo tira seu casaco e cobri Sophie com ele, afirmando:
— Toma aqui eu não preciso dele, e você está morrendo de frio.
De primeira a garota recusa, mas depois de tanta insistência, ela opta por aceitar, então eles resolvem continuar andando abraçados para pelo menos manterem o calor natural do corpo.
Depois de alguns passos, Sophie sente o corpo de Max fraquejar, ele estava perdendo forças, sua visão estava turva e agora mal conseguia andar.
— Hey Max, não, não... – Sophie tentava manter o garoto acordado enquanto segurava o.
Porém foram tentativas inúteis, já que o mesmo acabou desmaiando no meio de toda a neve que havia por ali.
"Um ser celestial anda por um campo de lírios branco, tudo parecia sereno, o dia estava mais claro que nunca, era como se o próprio sol estivesse sorrindo, a criatura para no meio do campo, sua aparência era semelhante com a que Sophie e Max avistaram na floresta, mas agora sua pele não era acinzentada e não possuía as varias rachaduras pelo corpo. Era possível ouvir sons de trompetes, parecia louvar alguém, o possível anjo abre suas seis asas, exibindo todo seu resplendor, em meio ao campo de lírios emergia Sophie, estava vestida com um vestido branco longo e caminhava em direção ao ser celestial, porém ela não estava normal, seus olhos eram diferentes, possuíam tom vermelho, era como se alguém tivesse maculado a mais pura água com uma gota de sangue. Tudo era harmonioso e encantador, mas tinha algo de errado, de repente tudo muda, o céu transita de um límpido azul para um escarlate vermelho, os trompetes que se escutava dá lugar a violinos com sons violentos, o sol se torna negro, o belo campo de lírios brancos se tinge de carmesim, tudo era orquestrado por um maestro, a criatura no meio do campo que também muda, sua pele volta ao tom cinza de antes, era como uma estatua greco-romana antiga, suas seis asas de plumagem dourada como ouro se tornam negras, aos poucos as penas dava lugar aos ossos da estrutura exposta. Sophie que caminha em direção a criatura, agora estava flutuando em sua direção, até estar de cara-a-cara, sua expressão era incomum, ela possuía um sorriso no rosto tão malicioso, ajuntar com seus olhos carregados de perversidade..."
Max acorda assustado e suando frio, ele estava deitado perto de uma lareira no que aparenta ser uma cabana, ele não entendia muito bem a situação, onde ele estava? E o que havia acontecido? "Eu estava sonhando?" perguntava a si mesmo assim entrava em vários pensamentos, ele começou a dialogar consigo mesmo em sua mente, quando é interrompido.
— Finalmente você acordou!
A voz era feminina e vinha de trás de Max, porém não parecia com a de Sophie. Quando o garoto se vira era apenas um gato preto, acaba ficando confuso e continua olhando em volta.
— Aqui mesmo.
Dessa vez ele teve certeza que a voz veio do gato, no mesmo instante tomou um susto pelo choque de ver um gato falante, por mais que os animais de Yekun fossem estranhos, nenhum deles falava, pelo menos Max nunca viu um em sua vida. De repente uma fumaça surge do gato que se transforma em uma menina.
— Por que todo mundo sempre cai no gato falante? – A garota dizia dando umas boas risadas.
A menina aparentava ter a mesma idade de Max e Sophie, porém estava vestida com um manto negro que possuía um capuz, seu cabelo era curto num tom meio castanho mel, seus olhos grandes e verdes chamam atenção direto para seu rosto que, com um sorriso simpático e bochechas realçadas e rosadas.
Max ainda sem entender nada apenas olhava a menina, expressando confusão.
— Ora, para de me olhar assim, você que está na minha casa! — Exclama a menina.
— Perdão, meu nome é Max – Diz seco.
— Olá Max, meu nome é Blair, agora apertamos a mão, é assim que seres humanos interagem. – Dizia lentamente afim de brincar com o garoto.
Max vê a mão de Blair estendida para ele, então ele estende de volta para fazer o aperto de mãos, mas no mesmo instante ela retira sua mão.
— Ah pena que eu sou uma bruxa. – A garota colocava sua mão coberta pela manta na boca escondendo sua risada.
Blair sai andando normalmente enquanto Max se encontrava num estado de choque.
— B-Bruxa?! – Estava mais que surpreso.
— Enquanto você dormia eu olhei suas coisas, eu li algumas anotações suas sobre bruxas fiquei entediada e parei, mas estavam certas, bem quase todas. – Blair desaparecia de repente. – Então Max, você e sua amiguinha tiveram sorte.
Blair aparecia atrás de Max de cabeça para baixo, se segurando pelos pés em uma vassoura que estava flutuando, novamente assustando Max.
— Você não cansa disso?
— NUNCA. — Blair grita demonstrando estar se divertindo com a situação.
— Espera, você disse amiga, a Sophie, onde ela está? – Max já esboçava preocupação.
— Ela está bem, está com a minha mãe.
— Sua... – A fala de Max é interrompida por um grito de uma aparente mulher.
— BLAIR LA VOISIN DESHAYES!
— Ah não. — Blair diz acoada.
Blair se transformava novamente em um gato, quando a porta da sala onde eles estavam é escancarada por uma mulher, ela também trajava um manto negro, porém era mais longo que de Blair, possuía um longo cabelo liso e ruivo, seus olhos eram negros como a noite que atualmente expressava raiva.
— Não adianta ficar em forma de gato, NÓS NÃO TEMOS GATOS.
— Ah eu já falei que a gente podia ter, todas as bruxas legais tem! – Dizia Blair enquanto se transformava em sua forma normal.
— Por que disse a ela que seu amigo estava morto? – A mulher apontava para a porta que havia entrado, e parada lá estava Sophie, que acena perdida. – Você não tem jeito.
No meio da bronca, a mulher percebe que Max já havia acordado e as observava.
— Ah... Prazer eu sou Catherine... vocês tiveram sorte que a Blair os encontrou no meio da neve.
Sophie andava da porta em direção a Max, ela estava enrolada em um cobertor e segurando o casaco que Max havia dado a ela mais cedo. Ela chega um pouco mais perto e joga o casaco com toda sua força em Max.
— QUAL O SEU PROBLEMA? QUIS PAGAR DE CAVALHEIRO, MAS É FRÁGIL COMO UMA PENA, SEU IDIOTA! — A garota gritava muito num misto de fúria e preocupação, ela ainda continuava num discurso incessante de sermões e xingamentos enquanto as duas bruxas observavam confusas.
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