A Different Direction
16 I Am Gay
Notas iniciais
Então, eu resolvi fazer umas mudanças e depois de revisar o capitulo com os dois POVs (Harry e Niall) percebi que ia dar uma confusão porque vocês vão ver que é bem intenso esse capitulo e preferi separar eles porque o outro é bem fofo ♥ Eu vou postar amanha mesmo, mas só mudei isso para melhorar e também mudei o nome do capitulo (que seria Eleanor & Josh) e o de amanha vai ser Josh & Jealousy :)
Espero mesmo que gostem, okkk ♥ ♥ ♥ escrevi esse capitulo com meu coração e explico lá embaixo...
POV do Harry
Tenso e rígido, sentia minhas pernas travarem um pouco enquanto andávamos pela pacata Doncaster, Louis estava com um sorriso largo no rosto enquanto explicava-me tudo ao meu redor e sempre concordava com tudo com o mesmo dizia, apenas para demorarmos um pouco mais pra chegar na sorveteria.
A ligação de Eleanor pela manhã não foi uma grande surpresa para mim, Louis sempre me contará que eram ótimos amigos e talvez estivesse me sentindo inseguro, pensando que em breve teríamos uma disputa de egos sobre o mais velho. O meu orgulho poderia falar mais alto e caso ocorre algo, sabia que se eu fizesse que machucasse os sentimentos de Louis pois sabia que Eleanor era especial para ele, porém aquela insegurança de perde-lo ainda rondava minha mente.
Minutos passaram em segundos e ouvia Louis apontar para a loja mais bonita ao redor, a sorveteria dos Calder, toda decorada com um estilo anos 60 por fora. Louis puxou-me pelo braço, começando a correr e logo que passamos pela porta automática, espantei-me ao ver uma estabelecimento tão bem feito. Decorado em cores seiscentistas, azul, rosa e muito branco misturado com o prata dava uma sensação de passado. Um homem com uma gravata azulado e de roupa branca atendia no caixa enquanto uma mulher com uma roupa engraçada com um poodle desenhado na saia andava pelo pequeno estabelecimento anotando alguns pedidos.
- William!
A mulher de saia engraçada gritava com um sorriso, pedindo um minuto para os clientes que atendia e corria até Lou, lhe dando um abraço apertado. Ele apenas olhava-me um pouco vermelho por finalmente saber o seu segundo nome, Louis William.
- Como você está forte, rapaz! – O abraço era separado e ela dizia rindo enquanto dava uns tapinhas no braço de Lou – Falei com sua mãe hoje, ela disse que você veria vim ver a Eleanor e ia trazer um amigo do seu grupo.
Ao notar que fui citado, posicionei-me ao lado de Louis e ela olhou com um belo sorriso, esticando sua mão, o mais educado possível, apertei a sua enquanto me apresentava.
- Harry Styles, é um prazer. – A mulher dizia o mesmo se apresentando como a mãe de Eleanor e logo a mesma voltava sua atenção para Louis e eu apenas respirava aliviado, por algum motivo.
Os dois continuaram conversando por um tempo e curioso, comecei a caminhar pelo estabelecimento para acalmar minha ansiedade e meus olhos ia diretamente para os vastos potes de sorvetes. Chiclete, menta, pistache, chocolate, chocolate amargo e todos os sabores inventados pela humildade se encontravam na pequena cidade de Doncaster.
- Quer experimentar algum?
A minha mente distraída com tantas cores de sorvetes foi-se focada na simpática moça a minha frente, dei um sorriso tímido. Indeciso, mordi meu lábio dando leves relances sobre ela que ainda me encarava com um sorriso amigável.
- O que recomenda?
A pequena pergunta foi somente para poder a olhar melhor, pude notar seus cabelos morenos preso em um alto rabo de cavalo e ela estava vestida diferente dos outros pois usava um vestido bege com um cinto preto ao redor e sua estatura era pequena um pequeno menor que eu provavelmente. Será que era a Eleanor?
- Acho que um bom e velho sorvete de chocolate iria te acalmar. – Erguia minha sobrancelha sem entender. – Você parece um pouco... rígido?
Assenti com a cabeça concordando e ela já afundava uma das colher sobre o sorvete, servindo duas bolas grandes em um pote de papelão. Ao terminar, contornou o balcão, se aproximando de mim e entregando em minhas mãos.
- Quanto é? – Queria me distanciar de todos aqueles sorrisos pois depois de um tempo estavam começando a me assustar, porém também sorria enquanto mexia em meu bolso a procura de notas ou moedas.
- Para os amigos do Lou é de graça.
Novamente sorrindo, minhas preocupações foram afirmadas quando notei que a moça a minha frente era a ex-namorada de Louis. Eu soltei um sorriso tímido sem realmente saber o que falar, porém meus sentimentos mudaram em questões de segundos enquanto notava Louis se aproximar, abraçando o corpo pequeno de Eleanor.
Aterrava a colher plástico sobre o liquido cremoso e leva-la a minha boca na esperança de me trazer algum conforto, não conseguia focar na delicia gelada apenas na cena a minha frente. Os dois pareciam estar atuando em uma cena de um filme antigo com todo aquele cenário e revirava meus olhos, tentando esquecer a inveja que estava. Eu jamais iria ser rude com ela, porém era um tanto difícil a ver desse jeito com Louis.
Finalmente éramos apresentados e a apertava sua delicada mão enquanto ela nos levá-la para as mesas do lado de fora da sorveteria para conversarmos com mais calma, logo nos sentávamos em cadeiras de metal. Eu a fitava com cuidado nesse meio tempo enquanto tomava meu sorvete, ouvia a conversa sobre a academia com entre ela e Louis e conseguia notar somente uma coisa: Eleanor é uma pessoa muito difícil de odiar.
O modo que passava sua mão sobre seu cabelo, a postura que estava sentada e o sorriso meigo em seu rosto a faziam uma menina encantadora. Até mesmo em minha mente, aquela duvida que Louis havia me contado sobre o porque deles terminaram, mesmo sabendo a verdade, pra mim ainda era uma duvida. Afinal, ela é perfeita.
A conversa continuava sem muita interação minha e ela, Louis apenas falava comigo para adicionar alguma frase a alguma história sobre os nossos dias X, sabia que era o momento deles conversarem, não queria me intrometer.
- Eu estou com vontade de uma milk-shake... – Louis dizia animado, interrompendo a conversa – Alguém quer?
Eleanor sorriu apenas dizendo que não queria e eu negava com minha cabeça. Louis deus os ombros pedindo para esperarmos alguns minutos que ele já voltava e logo, estávamos apenas nós dois naquela mesa, olhando uma para o outro.
- Então Eleanor, soube que está estudando ciência politica... – Simpático, iniciava uma nova conversa. – Parabéns, sempre soube que é muito difícil de entrar neste curso.
- Obrigado Harry! – Parecendo filha da Rainha, ela colocava a mecha solta de seu rabo de cavalo, atrás da orelha. – Eu estou amando, sempre sonhei em poder ajudar uma nação.
Novamente aquele papo de ser difícil de odiá-la rodeava minha cabeça, era tudo muito bom para ser verdade, muita bondade nítida em uma pessoa. Soltei um sorriso com a resposta, já raspando o pote de meu sorvete.
- Posso fazer uma pergunta, Harry? – Já não via um sorriso em seu rosto, apenas uma cara séria.
- Claro! – Sentindo meu coração pulsar um pouco mais rápido, respondi.
- Você o ama, não?
Uma flecha disparada contra meu coração, pois já sentia um pouco de falta de ar em meus pulmões. O sorriso dela voltava porém não via nenhum sarcasmo no mesmo, apenas parecia que ela queria que me sentisse confortável para responder a sua pergunta. Respirando fundo, deixei o pote sobre a mesa, a olhando.
- Eu não... – Eleanor sacudiu a cabeça provavelmente notando que inventaria uma história.
- Vocês se olharam pouco, mas notei que dessas poucas vezes foi muito intenso... – Nossos olhos já não se encontravam mais, ela agora olhava para seus sapatos enquanto conversava comigo – Ele nunca olhou-me desse jeito e sempre soube que tinha algum motivo, sempre soube que Louis era diferente dos demais rapazes e fico feliz por estar se descobrindo de uma maneira positiva. Ele é meu amigo antes de tudo.
- Eleanor, eu acho que... – Novamente, ela me interrompia.
- Só cuide dele, ok? Ele gosta de você, Harry.
O sorriso dela era sincero antes de mais nada, era confortante saber que tinha pessoas ao seu lado, mesmo que você não esperasse e ficamos nos olhando por uns minutos enquanto uma brisa suave jogava nos cabelos para os lados. Parecia cena de um filme ou algo parecido, por mais engraçado que fosse, sentia que tinha uma nova amiga.
Louis apenas voltava nesse momento de paz e com dois milk-shakes nas mãos, apenas sorrimos enquanto ele se sentava perto de nós. A conversava voltava aos poucos e já me mostrava mais animado com o toldo. O próprio Louis notava minha maior interação na conversa e dava pequenos sorriso para mim no meio dela.
A tarde agradável chegava ao fim e depois de horas conversando com Eleanor, ela já pegaria a estrada no dia seguinte para retornar a sua universidade enquanto teríamos mais dois dias pela frente em Doncaster. A amizade entre dois era algo que admirava e conseguia entender um pouco melhor Louis ser da maneira que era, calmo, doce e amigável, exatamente como ela.
A noite passará com calma, os pais de Louis saíram para uma festa enquanto eu e ele cuidávamos dos pequenos monstrinhos que eram suas irmãs, pedimos pizza e assistimos um filme da Disney, no qual a maioria das pequenas e até mesmo as pré-adolescentes dormiram, sobrava apenas nós dois assistindo sexta-feira muito louca.
- O que faria se você fosse eu? – Eu virava seu rosto enquanto ajeitava Phoebe em meu colo.
- Não posso falar em voz alta perto de menores de idade. – Louis soltava uma risada baixa enquanto também arrumava Daisy em seu colo. Dividimos um sofá largo com as duas gêmeas.
- Bobo. – Eu ria retomando minha atenção para Lindsay Lohan.
- Eu vou contar amanha de noite.
Nossos olhos não se encontravam e ambos focávamos no filme a nossa frente, ouvia sua respiração funda e sentia minha mente dividida por diversos pensamentos. Eu sentia-me feliz por seu sentimento de libertação e estaria lá para quando tudo acontecesse.
Eu virava meu rosto e nossos olhos se encontravam, era uma sensação forte que sentia ao olhar ele nos olhos, nossos sorrisos eram sincronizados e cada gesto que fazíamos era especial. As gêmeas atrapalhavam qualquer tipo de aproximação minha e dele, Louis mexia seu braço direito dando um beijo em dois de seus dedos e estranhei ao ver que ele levava sua mão para meus lábios, depositando o pequeno símbolo de um beijo em minha boca e sabia que era simplicidade do momento que trazia os melhores sentimentos.
Movimentei um pouco e fiz o mesmo tocando meus dedos em seus lábios úmidos, sua mão acobertava puxava a minha para o seu rosto enquanto depositava beijos na palma dela.
- Obrigado.
Ele falava abafado contra minha mão enquanto sentia calafrios correrem minha espinha acima. A noite correu dessa maneira agradável e terminamos de assistir o filme, dormindo junto com as meninas na sala.
A manhã seguinte chegava, acordávamos amassados e doloridos da noite mal dormida no sofá macio, mesmo assim acordamos entre risadas enquanto brincávamos com gêmeas. O dia passava mais rápido que um suspiro e depois de um almoço no parque com as meninas voltávamos já pela noite para casa. Havia visto o restante da cidade sem grandes surpresas, apenas lugares significativos para Louis, foi um passeio ótimo.
Ao entrarmos pela porta da frente, todas as meninas correram para o quarto pois havia prometido que assistiria o filme do Justin Bieber com elas.
- Eu vou contar agora. – Parei na metade da escada, apenas virando-me notando que o momento havia chegado. – Suba com as meninas e qualquer coisa estarei aqui embaixo.
Desci novamente os degraus enquanto ele se aproximava da escada, rodeei meus braços em seu pescoço, o abraçando, ele gemeu baixo e sentia seus braços quentes tocarem o fino tecido de minha blusa.
- Estou aqui combinado. – A minha voz era baixa – Vai dar tudo certo.
- Eu sei que se não der no final, eu tenho você.
Respirei fundo tentando não marejar meus olhos, era uma decisão difícil e não queria me emocionar antes da hora. Nos separávamos e subia as escadas enquanto ele caminhava para a sala onde seus pais estariam.
Eu subi as escadas vagarosamente apenas para poder acalmar-me e fingir que não estou com a cabeça cheia de pensamentos pois as meninas iriam notar que estava um pouco tenso, elas são inteligentes demais. Ao passar pela porta rosa do quarto de Charlotte, vi as cinco meninas sentadas no chão enquanto assistiam o filme de vida de Bieber.
- Não me esperaram por que?
Reclamava e era completamente ignorada por todas, o menino da franja lisa com certeza era mais interessante que eu. Apenas ficava encarando a tela junto com as meninas enquanto os maiores hits do rapaz eram tocados, seria interessante o filme se eu não soubesse o que estaria acontecendo escadas abaixo.
O filme foi interrompido quando todos nós ouvimos um alto barulho no andar debaixo, as meninas se olhavam confusas e eu temia pelo pior. Levantei-me, nervoso e peguei o controle, aumentando um pouco mais a televisão para elas voltarem a se focar no filme, elas não mereciam entrar em uma discussão dessas, caso houvesse uma.
O foco se voltou para o filme e eu roía levemente minhas unhas sem realmente saber o que fazer, porém o barulho veio novamente e as meninas olhavam-me com certa curiosidade.
- Fiquem aqui, ok? Provavelmente foi somente sua mãe que derrubou alguma panela no chão... – Eu fingi um sorriso, caminhando até a porta – Fiquem quietinhas e trago chocolate quente para vocês, combinado?
Todas sorriram imediatamente e já retirava-me do quarto ouvindo os barulhos com mais clareza. Desci as escadas calmamente, já ouvindo baixos gritos ecoarem pelo corredor da sala. Um choro, uma voz grossa despejando palavrões e Louis que falava baixo.
Finalmente chegava a sala e deparava-me com o esperado, o medo de todo o filho homossexual, a rejeição. Jay estava no canto da sala sentada enquanto despejava alguns lágrimas e seu marido estava em pé, apontando para Louis, o mesmo permanecia quieto com o rosto molhado.
Os olhos vieram sobre mim ao notarem minha presença, porém o inesperado aconteceu e o padrasto de Louis largava a atenção sobre o enteado e caminhava até mim entre gritos.
- Maldito! Foi você não? O que você com Louis, sua bicha.
O homem maior e mais alto que eu se acelerou inesperadamente, antes que pudesse reagir a qualquer ameaça, já era agarrado pela gola de minha blusa apenas sentindo um hálito forte em meu rosto juntamente com uma mistura de berros e xingamentos. Estático, apenas ficava quieto sentindo o padrasto de Louis me sacudir com mais força.
Um grito interrompeu meu estado de choque e Lou se aproximava nervoso, ainda com seu rosto molhando, entrando no meio de nós dois, empurrando seu padrasto para longe de mim e sentia um barulho logo percebendo um pedaço de minha gola no chão. A gritaria voltava e olhava para o mais Lou, vendo alguém totalmente nervoso, algo jamais visto antes.
- Você não toque nele, ouviu? Eu sou gay, não ele, nós resolvemos os nossos assuntos entre agente, sem meter o Harry no meio! – Bufando, Louis gritava alto e claramente, sem se importar quem ouvisse.
- Está vendo, Jay? Eu sempre soube que fomos frouxos demais com esse menino deixando ele atuar em peças e cantar... ou melhor, você foi muito frouxa com ele. – O padrasto parecia descontrolado com tudo que havia acontecido – Eu quero vocês fora daqui, já!
Louis olhou-me com os olhos vermelhos e temi pelo pior enquanto ele se aproximava de seu padrasto. Sem avisos, fechou-lhe o punho e virou um soco sobre a mandíbula do homem, o fazendo cambalear para o lado, até suas costas baterem sobre a parede. Jay gritava.
- Você me enganou e não entendo porque tinha toda essa consideração por você, eu te considerava um pai, porra! – Louis gritava altamente enquanto as lagrimas escorriam pelo seu rosto – No final do dia, você é igual ao meu pai biológico, um rato.
A discussão tinha um fim e Lou pegava-me pelo pulso, puxando-me rapidamente para a cozinha enquanto saímos abrindo a porta dos fundos aos chutes, saindo para uma pequena garagem no jardim.
Seus olhos estavam vermelhos e seu corpo andava de um lado por outro, enquanto resmungava, ouvia sua respiração funda e sentia que ele estava se controlando para não chorar. Aproximei-me dele, tocando em seu braço, finalmente tínhamos uma contato visual e o olhei com piedade.
- Boo...
Eu o puxava para um abraço e exatamente como uma criança indefesa, ele se recolhia ao redor de meu corpo, apertando-me com força. Apenas dizia que tudo ficaria bem enquanto sentia sua lagrimas molharem minha roupa rasgada.
- Eu sinto muito, Hazz, eu não queria que ele te machucasse. – A sua voz chorosa partia meu coração.
- Louis? – Ao ouvirmos a voz fina, nos separamos olhando para sua mãe – Meu filho... – Em instante, chegava perto de seu filho, agora o aconchegando em seus braços. – Não esperava que ele fosse reagir dessa maneira...
- Eu apenas preciso ir embora, mãe. – A voz dele era rouca e baixa.
- Filho, fique! – Eu conseguia sentir o desespero em sua voz – Por favor, podemos resolver tudo.
- Eu só te peço uma coisa, mamãe. – A frase saiu com um ar misterioso enquanto ele passava suas mãos pelos olhos, enxugando suas lágrimas – Volte para a sala, cuide de seu marido e finja que está do lado dele. Você tem cinco anjos no andar de cima para criar e eu sou o mais velho, tenho que sofrer as consequências sobre minhas atitudes.
A primeira lágrima finalmente descia pelo meu rosto e a enxugava rapidamente, enquanto ouvia o discurso sincero de Louis. O mesmo sempre prezava pelo bem de todos, não importando a situação e mostrará que estava disposto a esquecer o que havia acontecido, contato que sua mãe não ficasse do seu lado, ele estava pensando em seus irmãs antes de mais nada.
- Filho, eu não posso fazer isso. – As mãos tremulas de sua mãe estavam repousadas sobre as maças de Louis.
- Você pode e você vai... – O primeiro sorriso da noite e sabia que ele apenas estava interpretando, provavelmente estaria muito machucado por dentro – Ninguém tem que pagar pelas minhas decisões.
Jay dizia algumas palavras baixas que não conseguia interpretar e somente a via correr rapidamente para dentro da cozinha, voltando segundos depois com uma chave em sua mão.
- Eu converso com você quando tudo se acalmar, filho. Leve o carro do vovô e sei que isso não concerta nada, mas quero que chegue seguro ao seu destino. – Entregava as chaves na mão de Louis e usava seus dedos para fechar em sua palma, como um presente. – Eu vou fingir, como combinamos e lembre-se, eu te amo.
Um beijo rápido no rosto de Louis foi o ultimo sinal de Jay no ambiente, ela logo voltava para dentro da residência, fechando a porta silenciosamente. O mais velho começou a caminhar sem emoções no rosto e apenas o segui para a garagem, onde uma grande lona cobria o veiculo e sem enrolação, ele arrancava o conteúdo sobre o carro, revelando um Passati velho.
- Vamos, Hazz.
Eu entrava no carro, sentando rapidamente e ele entrava em seguida ao meu lado, encaixando a chave no contato. Depois de uma certa dificuldade, o motor funcionou e Louis engatava a marcha do carro, acelerando o mais rápido possível, deixando sua pacata rua.
Louis não falava e apenas respirava alto enquanto dirigia pelas ruas de Doncaster, notava seu dedo arranhando compulsivamente a borracha do volante e ele finalmente encostava o carro em um lugar que reconhecia ser perto da sorveteria de Eleanor.
O corpo dele tremia e uns sons engasgados saiam de seu boca enquanto um choro incontrolável vinha, sua cabeça apenas encostava sobre o volante enquanto ouvia o choro alto chegar aos meus ouvidos. Estava sem reação, exatamente como nas ultimas horas e finalmente olhava desesperadamente para os lados.
Puxei seu corpo sem hesitar para mim, o deitando sobre o meu corpo de uma forma desengonçada enquanto fazia baixos sons, passando a mão sobre seu cabelo. Minutos depois, o choro ainda vinha e ele apenas perguntava-se “porque” todo o momento. Respirei fundo, pronto para lhe dar suas respostas dos “porquês”.
Levei meu rosto perto do seu, curvando minha coluna, seus olhos olhavam-me com curiosidade enquanto unia nossos lábios, sentindo o gosto salgado de seus lágrimas. A sensação quente dominava meu corpo, me extasiando, deixando tudo se assimilar com mais calma.
Pela primeira vez, intensificava um pouco mais o beijo, mexendo levemente nos lábios enquanto Louis acariciava meu rosto com sua única mão. Eu abri por segundos os olhos notando ele lá totalmente conectado a mim. O beijo levava um fim depois de uns segundos e nossos rostos eram separados, Louis apenas encarava-me com seus olhos, acariciando levemente minhas maças.
- Obrigado, Hazza. – Soltei um sorriso tímido.
Enquanto sentia a caricia sobre meu rosto, eu também me sentia pronto e depois de toda a coragem que Louis havia tido, era o mínimo que tinha que fazer, sair da zona do conforto que era nossa relação e pisar em um terreno novo, onde iria descobrir com ele.
- Eu te amo, Boo.
Os olhos dele se arregalaram e soltou um sorriso, puxando-me para outro beijo longo no meio daquela noite. O momento, depois de todos os acontecimentos, poderia não parecer propicio porém era uma noite de verdades e eu finalmente estava dizendo algumas das minhas em voz alta, sem me importar. Eu o estava amando e coragem só veio quando notei que Louis estaria lá para mim como eu estaria para ele.
Notas finais
Então, as cenas da aceitação e do padrasto peguei de minha experiência pessoal com tudo, foi uma era meio turbulenta para mim e tudo fica mais intenso quando se tem 16 anos (hoje tenho 20) por isso que senti tanto carinho por esse capitulo, tomei um risco e escrevi no POV do Harry, como um espectador e tentei pensar no que eu sentiria se estivesse olhando tudo aquilo. Eu realmente espero que você gostem, porque escrevi com meu coração ♥
Obrigado MESMO pelos comentários e saiba que fico muito feliz MESMO de todos vocês estarem dando reviews otimas e super gostosas de ler, vocês sao os melhores (e quem quiser recomendar tambem adoro ♥ ♥ ♥)
Um beijo e vocês amanha pra um pouco de Niam ♥ ♥ ♥ ♥
Fale com o autor