Capitulo 1

No começo

Os livros podem ser divididos em dois grupos: aqueles do momento e aqueles de sempre.

O mundo estava seguro, a guerra havia acabado e muito tempo havia se passado. Mas a dor continuou a seguir muitos até os dias de hoje. As inúmeras mortes, todas as perdas. Muito desapareceu naquele dia, muito mais ao longo dos anos que antecederam aquele momento.

A coisa interessante na dor é que você se acostuma com ela muito antes dela desaparecer. Você se acostuma ao ponto em que não se incomoda mais se ela está lá ou não, até que chega o momento em que ela é algo latente bem longe no fundo da sua mente e você nem percebe o quanto ela está te corroendo por dentro.

Era assim que Harry se sentia. 10 anos se passaram após a batalha de Hogwarts e a dor ainda se fazia presente no buraco que fora deixado no seu peito. Tantas pessoas morreram e ele ainda se lembrava do nome de cada um, Lily, James, Remus, Sirius, Marlene, Tonks, Moody, Dumbledore, Fred, George, Gina... Foram muitos mais do que ele se quer pensou, mas o que ele pensava? Ele era só um adolescente, ele não sabia nada sobre guerra e morte, ele não deveria saber nada sobre isso.

E então se passou mais uma noite, mais um ano após perder tantas pessoas, sentado em seu sofá com uma garrafa de firewhisk desejando mais uma vez a qualquer força, qualquer uma que pudesse ouvi-lo, que nada daquilo tivesse acontecido.

O concelho dos guardiões aconteceu uma única vez em milênios, a última vez sendo a evolução de uma cadeia de células em algo mais sensiente do que já pisou no planeta terra, os homens, por isso foi um choque a todos que compunham a mesa quando uma nova reunião foi exigida.

O concelho se encontrava em meio ao limbo do universo, no vazio entre tudo e nada. Cada membro continha sua própria morada, seu próprio plano existente com seu próprio povo para adora-los. Os humanos os chamavam de Deuses, e se palavras tem poder eles são a prova disso.

Seis eram o total entre eles, Mentis era a Deusa da Mente e controlava o conhecimento e a sabedoria do universo, Thanos controlava o espaço e as dimensões junto a Vendel seu esposo que controlava a realidade, eles eram os Deuses do Espaço e da Realidade, Olga cuidava das almas e dos espíritos do mundo, era a sabia Deusa da Morte, já Ares era a personificação da Ordem e do Caos, o Deus do Equilíbrio e do Poder e continha a força de garantir que tudo fosse mantido em equilíbrio. E então havia Astrus, a Deusa do Tempo, seu poder garantia as linhas temporais de cada realidade e dimensão, cada mundo em cada universo e ela era inevitável, um presença constante em todo lugar e em lugar nenhum, pois o tempo, por mais abstrato que fosse chegava para todos.

Ter seres tão unicamente poderosos juntos era uma coisa única, rara e impensável, mas no fundo todos sabiam porque haviam sido chamados. Todos entendiam quais as mudanças clamaram o poder e a atenção dos Seis Grandes. Um acontecimento na terra que havia mexido com o destino de tantas pessoas. Naquela época o pensamento de interferirem era a última coisa que se passava pela mente deles, e mesmo que Astrus tivesse entregue seu relatório sobre o que esperar da conclusão dos acontecimentos, os outros cinco ainda se recusaram a se envolver, o tempo era inevitável, mas ele não era cravado em pedra, Vendel e Mentis acreditavam que algo mudaria o destino, bateram o pé com toda certeza do mundo que o futuro previsto por Astrus era um em 50 milhões, mas ao que parece o fim ultrapassou todas as possibilidades de qualquer realidade alternativa que poderia existir.

— Você tinha razão. – Foi Mentis quem começou a falar. Em um tom baixo e calmo, sua voz carregava o tom de uma avó sabia que passou por tanto. – Deveríamos tê-la ouvido.

— Ninguém poderia saber. – Respondeu Astrus. – Dei a vocês uma possibilidade em 50 milhões, não havia certeza nenhuma que o caminho escolhido por eles os levaria a isso.

— Ainda precisamos concertar. – Continuou Vendel.

— Concertar? – Perguntou Astrus. – O tempo já se passou, ele correu rápido para os mortais e sabem disso.

— Sabemos, é por isso que precisamos de você. – Disse Thanos. – O tempo é inevitável, mas ele não é linear. Ele é inconstante e complexo e está passando e se renovando, se iniciando e se findando a cada momento, a cada suspiro.

— Mudar esses acontecimentos não seria nada para você. – Terminou Olga.

— E o equilíbrio nas outras dimensões seria mantido ao mesmo tempo que você o recupera nesta falha. – Apontou Ares. – É sua decisão no final, será você lá, seu poder sendo trabalhado.

Astrus suspirou. Ela detestava seu trabalho neste momento. – Se é a vontade do concelho, será feito.

Não houve flash de luz colorida, brilho intenso ou barulho ensurdecedor como na maioria dos contos, na verdade tudo aconteceu em um piscar de olhos. Eles sabiam o que viria, mesmo não sabendo como ou quando. De repente todos estavam fazendo suas tarefas do dia e no outro estavam se encarando sem entender no meio do salão de Hogwarts em toda a sua gloria.

Os alunos dos anos inferiores ao 3 ano desaparecidos deixando o restante dos alunos mais velhos e os professores encarando as pessoas em um semicírculo no salão e a sua frente havia uma jovem de estatura média, cabelos negros e longos que brilhavam como o céu noturno e asas mais brancas que a neve em penas belas e lisas.

— Eu sou Astrus, Deusa do Tempo e eu vim barganhar. *

— Barganhar? – Perguntou Snape. – Quem são vocês?

— Foi mal, esqueci que não entenderiam a referência. – Ela sorriu divertida com a piada interna. – Já disse quem eu sou, e estes são algumas pessoas que vocês conhecem, do futuro... e do passado.

E não havia como eles negarem, era obvio quem eles estavam olhando naquele momento. Ali, no meio do salão estavam Sirius, James, Lily, Remus, Peter e então havia outros três rostos conhecidos demais, mas ao mesmo tempo não.

— Harry. – Sussurrou alguém atrás deles. – Ele se parece com você.

O homem que foi apontado se virando e olhando para o garoto que disse essas palavras.

— Vamos tornar isso rápido, eu não posso ficar aqui eternamente. – Disse A Deusa. – O futuro é mais sombrio do que acreditam, e precisamos mudar isso. Pessoas que não deveriam morrer foram levadas, o equilíbrio foi atrapalhado. Estes são Sirius Black, Remus Lupin, James Potter, Peter Pettgrew e Lily Evans, de 1979. – O choque nos rostos de todos era visível. – E estes são Hermione Granger, Ron Wesley e Harry Potter de 2007.

— Isso é impossível.

— Testem. Eu não posso criar memorias que não conheço. Mas façam isso rápido, eu tenho um cronograma apertado.

Dumbledore olhou para Snape que fez uma careta ao pensar que teria que falar algo que ninguém conhecia sobre ele aos ouvidos de muitos. O que explicava porque ele fez perguntas mais simples. – O que aconteceu na noite de lua cheia?

James olhou para ele. – Sirius pregou uma peça de mau gosto e eu tive que salva-lo.

Snape assentiu confirmando algo que só ele e os marotos tinham conhecimento e olhou para Lily. – O que eu fiz no dia que deixamos de nos falar?

— Você foi até a sala comunal de Griffin pedir desculpas por me chamar de sangue ruim, mas eu não quis ouvi-lo. – Ela pareceu arrependida daquele momento.

— São eles.

— Harry, meu garoto, você pode confirmar que este é você e estes são seus amigos? – Pediu o diretor.

Harry que ainda estava um pouco em choque ao encarar seus pais assentiu da mesa da grifinoria. – É... O que aconteceu com o trasgo no primeiro ano? – Ele parecia indeciso sobre o que perguntar e um pouco tímido. Mas o Harry mais velho sorriu para ele.

— Depois que nós notamos o desaparecimento dela fomos procura-la, vimos o trasgo no banheiro e trancamos a porta para ele não sair, só depois percebemos que o trancamos com Hermione lá dentro.

— Isto está bem meu garoto. Então todos vocês estão aqui para mudar o futuro? – Questionou ele para uma confirmação.

— Estamos. – Respondeu James e Harry mais velho.

— Como?

— Vou contar a vocês uma história de um menino com um destino. – Respondeu Astrus.

Notas finais
Ey Puppy's, espero que gostem.

A parte interativa da história só vai começar quando as histórias começarem a ser contadas. Mas vocês podem interagir comigo mesmo assim, eu não vou achar ruim, não se acanhem...

Vejo vocês na próxima.
Um beijo e Um queijo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.