A Deusa Vampira

7 Capítulo 6


Notas iniciais
Desculpe a demora, é que tive que refazer o capítulo, porque o outro estava muito ruim e eu terminaria de refazê-lo antes, mas eu não fiquei em casa, então não consegui fazer sexta nem hoje a tarde. Espero que gostem.

“Muito bem. Agora mate a garota e enfie as outras estacas na Rebekah e no Elijah, que já estou chegando para matar meus filhos.”, disse uma voz em sua mente. E ela fez o que a voz falou, ou pelo menos, tentou, porque Elijah pegou o pedaço de madeira antes de atingir o coração da irmã. E ele se defendeu quando Brenda tentou atingi-lo e ainda a prendeu com chave de braço.

– Solte-me, por favor! – disse com a voz rouca

Ele o fez. Brenda me fitou muito estranha. Ela estava hesitando em fazer alguma coisa, mas não era muito boa (pela sua cara, não era mesmo). “Achei que fosse mais eficiente, Brenda! Você não tentou direito. Pegue outra estaca e tente, até conseguir! Isto é uma ordem!”, falou a voz novamente.

Quer saber de uma coisa?! – confrontou a pessoa da sua mente – Eu não vou mais me submeter a você! Eu sou uma bruxa e muito poderosa! Não uma serva de um vampiro! Nunca conseguirá o que quer! Perecerá antes de chegar a metade do seu objetivo! Não te devo mais nada! Adeus!

Pegou uma das estacas que tinha e sem ninguém prever, cravou no seu coração. Elijah e Rebekah tentaram impedir, já que estavam mais perto da garota do que eu, mas não conseguiram a tempo. Se ela esperasse mais alguns segundos, não teria morrido, não teria se suicidado.

– Brenda! – gritei para ver se tirava aquela ideia de girino de sua cabeça enquanto ainda estava viva

Queria que tivesse dado certo, só que não. Brenda nem me fitou de rabo de olho. Klaus acordou logo depois que ela caiu no chão de mármore. Tirou a estaca do peito e o jogou longe. Eu estava de joelhos e com as mãos no rosto, abafando meu choro. Meu pai, Elijah, e meus tios me consolaram, ou seja, os Mikaelson me consolaram. Após alguns poucos minutos, levantei a cabeça das mãos e dei um sorrisinho discreto.

– Pronto! Meu luto passou! – falei alto – Mas pode voltar. Não tão cedo, mas pode.

– Conseguiu controlar as emoções? – perguntou Elijah

– Sim. – disse ainda com um sorrisinho no rosto

Olhei para a mão esquerda dela, a mão que ela não usou para cravar a estaca. Abri-a e lá tinha um bilhete. Desamassei-o e comecei a ler:

“Querida Luiza, minha mais velha amiga, desculpe-me por tudo de mal que fiz a você desde que voltou. Sei que está curiosa pelo fato de eu fincar uma estaca no Klaus e tentar fincar uma estaca nos seus tios, Elijah e Rebekah e vou explicá-la. Quando minha magia tinha sumido de repente no ano de 1813, um homem com um capuz me ofereceu uma ajuda e aceitei. Ele disse que eu poderia pagar o favor depois. Como já tinham se passado uns duzentos anos, achei que esse homem, mais para velho, havia morrido e o favor tinha acabado com a sua morte, mas tem um porém, esse homem era Mikael, o vampiro que mata vampiros, então era imortal. Ano passado, ele veio me ver e pediu esse favor de volta. Não tinha como negar uma coisa dessas. O objetivo dele você já sabe, acabar com Klaus, com os filhos ou qualquer outra pessoa que estiver ao seu lado. Desde esse dia, vivo com medo. Não queria me matar, queria me libertar dele, então desculpe-me se te causei dor ou coisa parecida. Eu fiz coisas que não devia fazer com você, por isso deve me odiar. Siga em frente. Esqueça-me. Eu sou apenas uma mera bruxa que fez um feitiço de imortalidade para viver mais e não uma bruxa que fez um feitiço de cura ou regeneração. Eu posso morrer, então para me redimir com você, tenho que me sacrificar. Vou repetir o que escrevi antes. Siga em frente. Esqueça-me. Sou muito ruim para você e para a sua família, os Mikaelson.

Bjs,

Brenda

PS: Você será minha bff (best friend forever), SEMPRE E PARA SEMPRE.”

Quando terminei de ler, o corpo de Brenda havia sumido e fiquei aos prantos chorando. Uma fênix do nada apareceu e se foi para fora do Olimpo. Chorei mais ainda com aquilo. A fênix era o animal que ela mais gostava. Espera aí, se o animal preferido de Brenda estava aqui, só podia ser ela. Transformou-se para não morrer. Levantei a minha cabeça, surpreendida. Andei na direção que o pássaro foi.

Ele estava voando em direção ao elevador. Tentei alcançá-la, mas não consegui. Depois de alguns minutos lamentando a chance perdida, assusto-me com um vulto que pousa na beira do precipício. Esse vulto era a fênix que achei que já tivesse ido embora.

– É-É você, Brenda? – perguntei

Não, sou o pássaro dela, Kol. – disse na minha mente

– Desculpe, achei que ela tinha se transformado em uma fênix. – fiquei sem graça e comecei a pensar direito – Vem cá, o seu nome tem a ver com Kol?

Sim, Brenda o amava. Os dois se encontravam escondidos a noite, no quintal.

– E quando eles começaram a se encontrar?

No ano em que você virou vampira. Você foi a causa deles se apaixonarem, porque Brenda pediu ajuda ao seu tio, pediu para ele te controlar para você não matar a toa, mas o problema era que Kol adorava matar para de alimentar, então... não deu certo. E acabou em paixão. – ouvi alguns grunhidos ao longe e depois a fênix continuou: — Bem, agora tenho que ir. Tchau, Luiza. Qualquer coisa me chama telepaticamente.

E com isso, ela se foi, voando para o horizonte e sumindo de vista. Voltei para a sala dos tronos chorando. Ela tinha morrido. Brenda era minha mais velha e melhor amiga. Não tinha como não sofrer por causa disso. Caí de joelhos ao lado de Klaus e pus as mãos no rosto. Não aguentaria viver sem ela (se bem que, eu vivi uns 400 ou 500 anos sem vê-la, achando que tinha morrido no incêndio causado pelo governante da cidade em que morávamos. Ele a estava acusando por fazer bruxaria). Não parava de chorar. Klaus abaixou-se e disse no meu ouvido:

– Desligue.

Não tinha muitas opções e essas eram: 1) Desligar a humanidade; 2) Sofrer até não poder mais; 3) Esquecer-me de tudo e seguir em frente; 4) Não tinha quarta opção.

– É tudo o que ela tem Nik! – falava Rebekah ao irmão híbrido

– Luiza, por favor, não! – berrava Elijah para mim, desesperado

Como não viveria sem a minha melhor amiga por perto (é, eu sei! Já vivi sem ela uma vez, mas foi difícil seguir em frente). Então, só havia uma coisa a se fazer. Fechei os olhos e concentrei-me. Abri-os de novo em poucos segundos. Um homem, Elijah, me segurava pelos braços. Fitei os mesmos e depois o homem.

– Pode me soltar?! – perguntei friamente

Ele obedeceu. Olhei para todos os presentes, Elijah, Klaus, Rebekah, Marília, Quíron, e os doze deuses olimpianos. Não me importei com nenhum deles. Virei-me para a grande porta dourada e saí.

Notas finais
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