A Deusa Vampira
9 Capítulo 8
Notas iniciais
– Verdade, seu pescoço não está mais com a mordida. – disse Rebekah enquanto analisava o pescoço do irmão.
Quíron e Marília fizeram a mesma coisa e se surpreenderam quando não viram nenhuma mordida, nem mesmo uma cicatriz para contar história. Como os quatro tinham voltado a atenção a outra coisa, Elijah e Rebekah, não perceberam o que os deuses estavam fazendo. Eles tinham voltado a ver a TV flutuante, mas não era mais futebol. Os deuses estavam vendo o que eu fazia.
Estava vestida com uma camisa do Mickey rosa, uma calça jeans cinza clara e um tênis All Star de pano florido. Na mão, tinha o meu anel do dia de lápis lazuli e no pescoço, um cordão prata grande, só que eu enrolei e ficou parecendo que eram dois. O que ficava mais embaixo com uma pérola com um laço em cima e o outro com uma pedrinha de diamante. Na orelha, estava com a minha argola dourada, mas não era tão grande, era do tamanho ideal. E também estava com um casaco cinza claro amarrado na cintura.
Eu andava no canto da rua de um bairro residencial. De repente, me deitei no meio do asfalto e fechei os olhos. Um carro vinha na minha direção. Ele parou bruscamente faltando um fio para me atingir. A mulher que dirigia me viu e virou-se para abrir a porta do carro, mas quando chegou ao local onde eu estava não havia mais nada. Cheguei por trás dela com a minha velocidade e a mulher tomou um susto.
– Não grite. – hipnotizei-a.
E finquei meus dentes no seu pescoço. Suguei todo o seu sangue, até secá-la. Uma mulher com roupas de ginástica que corria, viu aquela cena e correu mais rápido ainda para chegar a casa. Usei a minha velocidade para chegar até ela, mas não consegui chegar a tempo. Então, chutei a porta e a mesma caiu em cima da mulher. Um menininho (acho que ouviu o barulho) desceu as escadas e foi ver o que tinha acontecido. Ele parou na minha frente e perguntou:
– Quem é você? – sua voz era fina e suave, igual a de uma criança pequena. O pequeno devia ter uns cinco anos.
– Sou sua nova amiga, posso entrar? – eu não podia entrar a casa dos humanos assim, sem mais nem menos. Uma pessoa, humana, que estava lá dentro tinha que deixar um vampiro entrar. Ele negou – Olhe para mim. – hipnotizei-o – Você me deixará entrar e depois que isso tudo acabar, vou brincar com você. Quando eu parar de falar e você me permitir a entrada, vá para o seu quarto e me espere. Ok?
– Pode entrar. – disse e saiu correndo escada acima.
Entrei com o pé direito e um homem vinha ver o que tinha acontecido. Ele viu a mulher dele embaixo da porta e a retirou de lá. Eu já havia me escondido na sombra da escada, só que fiz uma besteira. Bem no cantinho onde eu estava, tinha um patinho que apitava e pisei nele. O homem olhou instintivamente para a minha direção, mas não viu nada. Então, achando que a barra estava limpa, já que ele tinha levado a mulher, que se chamava Sarah, para a sala. Só que o maride de Sarah voltou e me viu. Ele tentou correr para a cozinha para ligar para a polícia, mas eu cheguei antes dele e fiquei meus dentes em seu pescoço. Depois de acabar com o homem, fui para a mulher e a sequei, igual ao marido.
Agora, só havia uma pessoa na casa, aquela criança loira de olhos azulzinhos. Subi as escadas, me limpando e fui até o seu quarto. E lá estava ele, a minha espera, com o lego espalhado pelo quarto todo. Eu ia alimentar-me dele, mas acho que não tinha coragem. Eu tinha mentido para todos, não tinha desligado as minhas emoções. Porém, mesmo com elas, eu matei os pais daquele menino indefeso e já ia matá-lo também. Antes de deixá-lo lá, fui falar com ele.
– Oi, de novo. É uma pena, mas acho que não posso brincar com você.
– Por quê? Você disse que brincaria comigo. – lágrimas começaram a sair dos seus olhinhos.
– Não chore, eu vou brincar com você, mas não por muito tempo. – ele deu um sorriso que foi de uma orelha a outra.
Fiquei lá por apenas meia hora, depois o coloquei na cama. Eu o tinha posto para dormir. Enquanto ainda estava de olhos abertos, não querendo dormir, perguntou:
– Você vai voltar?
– Talvez. – agora foi a minha vez de quase chorar, mas tinha que ser feito – Você não se lembrará de mim, agora vá dormir.
Ele fechou os olhos e saí pela janela. Parei em um bar e restaurante, chamado Mystic Grill. Entrei e me sentei no bar. Pedi dois Bourbons ao garçom que não me era estranho. Ao me entregar a bebida, indagou incrédulo:
– Luiza?! Luiza Mikaelson?!
– Matt?! Matt Donovan?! – fiz o mesmo que ele.
– Sim, sou eu. E ainda trabalho aqui. – reclamou.
Um homem com olhos azuis, cabelo preto e caucasiano, sentou ao meu lado. Virei-me para olhar bem, porque o conhecia, só não lembrava quem era.
– É-É você? – meu rosto ficou vermelho.
Voltou seus olhos lindos para mim, com aquele sorrisinho só de um lado da boca e fiquei mais vermelha do que já estava. Era ele mesmo. Meu amor de Mystic Falls, meu amor nunca encontrado em lugar algum, meu amor eterno, Damon Salvatore.
– Lu-Luiza? – perguntou e depois se virou rapidamente para Matt – Dois Bourbons. – pediu.
Voltou-se para mim novamente e respondi:
– Sim, Damon. Quem poderia ser?
– Sei lá, quem sabe uma maníaca que descobriu sobre o nosso amor e está se passando por você, só para conseguir ficar comigo? – ironizou. Após dizer isso, deu outro sorrisinho que amo.
– Pare com isso, Damon. – dei um soco no seu braço e ele fez biquinho – Pare, você sabe que não consigo resistir a isso. – disse rindo.
Matt voltou com as bebidas e Damon direcionou uma a mim. Peguei, já que tinha acabado os meus copos e o fitei com um olhar que ele entendeu perfeitamente. Iríamos fazer uma competição de quem bebe mais rápido. Coloquei o copo de novo no balcão e Damon fez o mesmo. No dois, eu e ele pegamos o copinho e bebemos. E é claro que eu o venci. Ficamos a noite toda fazendo isso. E não paramos nem mesmo depois do último cliente sair.
– Vocês fecham depois? – perguntou Matt.
– Fechamos. – respondemos em uníssono.
A TV flutuante se apagou e desapareceu no ar. Zeus olhou para os Mikaelson, que tinham visto tudo e indagou:
– Sabem onde é?
– Sim. – replicou Rebekah.
– Nós moramos um tempo por lá. – complementou Elijah.
– Então, vão para essa tal cidadezinha chamada Mystic Falls e busquem-na. – disse por fim, Poseidon.
Os dois se viraram para a grande porta dourada e saíram de lá, da sala dos tronos.
– Destino: Mystic Falls. – falou Rebekah saindo pelas portas da frente do Empire State.
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