A Deusa Perdida
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Desculpem se o incio est meio brega, mas era pra fazer o incio de tudo.
Espero que gostem =3
comentem
OBS: essa sou eu na fic: http://data2.whicdn.com/images/179265759/large.png
Pov's Tiffany
Eu finjo ser inocente, eu finjo não saber...
Estava debaixo da água fria, ouvindo vozes, pareciam familiares, mas eram distantes. Como se eu estivesse ouvindo atrás da porta murmúrios, mas era engraçado, já que elas vinham da minha cabeça.
Abro meus olhos e deparo com o nada, como se estivesse me afogando, mas eu não estava. Tento me mexer, mas era impossível. Tento falar, mas saia apenas bolhas. Fico desesperada, pois não enxergava nada, somente um vulto preto, vindo em minha direção. Protejo-me com meus braços, e deixo uma fresta para enxergar a coisa. Ela estava mais rápida, e passou em mim, mas desapareceu.
Um minuto mais tarde, sinto que estava sendo sufoca. Estou morrendo, pensei, em meu próprio sonho... Começo a fechar os meus olhos devagar, observando a claridade que vinha de cima. Tolice é impossível morrer no sonho.
Para a morte, nada é impossível.
***
- Tiffany! Acorda – grita minha mãe, me sacudindo. – Você vai se atrasar para seu primeiro dia de aula!
Reviro-me e acabo caindo no chão. Aish sinto saudades da minha antiga cama. Mas eu havia me mudado semana passada e hoje começaria minhas aulas. Novo país. Nova cultura. Nova escola. Tudo novo.
- Você sabe que ainda não me acostumei com isso, omma. – disse resmungando. (N/A omma, em coreano é mãe).
- Não me chame de “omma”. Agora é mãe.
- Desculpa...
- Não se desculpe, vá tomar um banho e café da manhã. Não demore, você está atrasada. – ela disse e saiu andando, deixando a porta de meu quarto aberta. Mostrei a língua e fui ao banheiro.
Após o meu delicioso banho, tomei meu café da manhã enquanto ficava lendo minhas falas para me apresentar a turma. Estava nervosa, afinal, uma coreana em terras americanas. Isso já era estranho o suficiente para causar péssimas impressões.
***
Chegando à escola, pude ver vários jovens sentados na grama, ou em pé conversando, cada um em seu grupo. Passei direto por todos, sem encarar ninguém, mas pude sentir olhares me encarando. “Olha uma asiática. O que ela está fazendo aqui?” imaginei que era isso em seus pensamentos ou quando murmuravam.
Quando entrei, procurei por algum professor, ou alguém que pudesse me ajudar. Encontrei uma mulher alta, cabelos negros, pele pálida, lábios avermelhados, um olhar severo e estava segurando uns livros. Eu logo me aproximei e tentei usar meu lindo inglês.
- C-com licença. – gaguejei um pouco. – Mas, a senhora poderia me dizer onde fica a diretoria? Eu sou nova aqui e preciso de ajuda.
- Ahn? Uma aluna nova? – ela arqueou uma sobrancelha. – Mas é claro. Siga-me.
Caminhamos em silêncio. Ela na frente e eu logo atrás, para não perde-la de vista. Enquanto caminhávamos, estava pensando naquela voz de meu sonho, estava tão distraída que não percebi que havíamos chegado.
- É aqui. – ela disse e logo saiu andando. Acho que para sua sala onde daria as aulas.
Bati na porta, e aguardei. Em seguida uma voz de uma velha disse “entre”. Entrei e sentei em uma cadeira.
- Posso ajuda-la? – disse antes de virar a cadeira. Você seria Tiffany Jung?
- Sim, senhora. Eu queria pegar o meu horário e assinar os restos dos documentos.
- Ah claro. Espera, vou pega-los. – ela se levantou e se dirigiu em um armário. Notei que havia vários arquivos, ela foi para a letra T e logo achou meu nome. – aqui está querida. – ela deu um sorriso e me entregou os documentos. Assinei e devolvi. – Ok, está tudo certo, tem uma foto 3x4cm? – tirei da minha bolsa minha carteira e a entreguei. – está tudo certo, aqui seu horário, sua sala é a 3B.
Peguei meu horário e fui em direção à porta, quando sai da sala dei uma olhada no meu horário. Primeira aula de história, que lindo.
Fui andando em busca de uma sala com o nome 3B. Estava tão distraída que não percebi que me bati em uma loira, ela tinha cabelo cacheados loiros. Pelo visto estava procurando sua sala de aula.
- Desculpa. – ela disse.
- Desculpa também. – disse em coreano. Ops.
- O que tu disse? – perguntou. Eu não entendo coreano.
- Eu disse desculpa também. Eu estou procurando a sala 3B. Tu sabe onde fica?
- Claro, é a mesma que a minha. – ela sorriu. – Prazer, me chamo Annabeth. Annabeth Chase.
- Tiffany. Tiffany Jung. Prazer em conhecê-la.
Caminhamos até nossa sala, enquanto isso eu fala sobre a Coreia e que um dia, se ficássemos muito amigas eu a levaria para lá. Cada vez que citava sobre isso, ela me encarava com um olhar de felicidade.
- Bem, chegamos, é aqui. – ela abriu a porta e entrou a professora não havia chegado ainda, então me sentei na janela e fiquei lendo um livro que era meu favorito. – Ei, posso sentar do seu lado?
- Claro, fique a vontade. – disse e voltei a ler. Mas estava difícil de me concentrar, já que ninguém ficava quieto. – se fosse lá na Coreia, todos estariam sentados conversando em um volume razoável. Aqui parece um bando de babuínos que fugiram do zoológico.
- Isso é muito comum aqui, pois todos aproveitam o tempo livre para conversar sobre seu dia.
Quando ela terminou a frase, tocou o sinal e a professora entrou. Ela deu uns avisos e logo me encontrou, fez um sinal para eu me dirigir até ao seu lado.
- Bom, vejo que temos uma aluna nova. Apresente-se.
- B-bem... Meu novo é Tiffany. Tiffany Jung. Tenho 17 anos e vim da Coreia. É isso.
- Perfeito. Pode sentar-se. – me sentei novamente. – Todos abram na página 346. Hoje falaremos sobre Mesopotâmia.
E assim foi o resto da aula. Dois períodos de história. Um de matemática e dois de biologia. O sinal bateu e fomos logo para o almoço. Mas eu havia trazido o meu de casa, então não me preocupei em ter que ir para a enorme fila.
Procurei um lugar para me sentar, e logo veio um grupo de garotas que parecia ser líderes de torcida. Para minha infelicidade, elas vieram em minha direção.
- Oras, vejam se não é a japinha. – uma loira debochou.
- Primeiramente, não sou japonesa e sim coreana. – retruquei em um tom frio.
- Para mim é a mesma coisa.
- Claro afinal, você é loira. Rosto bonito, mas mentalidade infantil.
- O que disse? – ela ficou vermelha.
- Quis dizer que tu é burra.
- Escuta aqui sua pestinha... Você está puxando briga com quem não deve. Vai ter troco. – e saio andando. Dei um suspiro e me sentei.
- Essas garotas que não tem o que fazer e ficam enchendo o saco dos outros...
- Falando sozinha? – perguntou Annabeth.
- Não exatamente... Pensei alto.
- Normal isso acontece às vezes comigo, e não é legal.
- Você tem razão. Só quero que a aula termine e eu volte para casa.
- Por quê?
- Eu estou cansada, ainda não me acostumei com o fuso horário.
Annabeth deu uma risada. E parecia de desaforo.
- Tá rindo do que? – perguntei.
- Nada, nada. – ela fez um sinal com a mão de “esquece”. – Mas que dia você chegou?
- Ah... Hoje faz exatamente uma semana.
Ela cuspiu seu suco de uva e arregalou os olhos.
- U-uma semana? Sério?
- Claro, por que não?
- Agora tudo faz sentido. Bem, depois do almoço temos mais dois períodos e acabou a aula, mas se quiser pode se inscrever nos clubes. Eu faço clube de grego antigo. Mas hoje uma amiga minha faltou, então posso te ajudar se precisar.
- Clubes? Bem, posso dar uma pensada nisso, talvez comece semana que vem. Bem, agora vou indo, vejo você mais tarde.
Levantei e sai do refeitório, precisava pensar um pouco, estava muito confusa e atordoada. Fiquei pensando naquela frase “para a morte, nada é impossível.” Será que aquilo queria dizer uma coisa? Que talvez eu pudesse ter morrido de verdade? E por que ela não me matou? Ah, são tantas perguntas... Melhor eu ir para casa. Mas assim vou perder a aula.
***
O resto da aula passou voando, e logo estava livre para voltar para casa e dormir.
Mas eu estava olhando para o chão que nem percebi que me esbarrei em um garoto.
- Desculpa. – disse ele.
- Tudo bem, eu estava distraída. – peguei minhas coisas e continuei andando. Mas ele me segurou pelo pulso.
- Espere. – ele disse. – Você não se lembra de mim?
- Você... – disse quando me virei para ver quem era.
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