A Deusa Perdida
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Foi tudo muito rápido. A Sr. Dodds, que já não era mais a senhora nossa velha professora, pulou em cima de Tiffany, mas ela foi mais rápida e desviou.
– Precisamos nos separar!- Gritei.
Cada uma correu para um lado, e eu fui em direção a porta. Estava trancada. “Preciso da chave!” pensei.
–Eliza, cuidado! – ouvi Tiffany berrar, enquanto aquele mostro horrível ia em direção a ela. Por sorte ela conseguiu desviar, deixando a Sr. Dodds bater de cara no quadro.
–A chave! – Falei. –Alguém a viu?
– Vocês não saíram vivas daqui! Tenho contas a acertar com vocês! – precisava fazer ela continuar a falar. A chave estava ali em algum lugar.
– Ah, que tipo de contas, alguém como você tem a acertar conosco? – Perguntou Tiffany, com um pingo de sarcasmo. A Sr. Dodds pareceu não perceber. Continuei procurando a chave.
– Minha querida, você acha que é inocente não é isso? Só por nascer já é um problema! Espere e verá a morte lenta e dolorosa que tenho para você! – Estremeci. Nesse momento uma chave voou para dentro da sala. Alguém do lado de fora gritou:
–Vamos meninas, abram a porta!
Corri em direção a chave, ao mesmo tempo em que o mostro. Eu não chegaria a tempo. Desviei, e a Sr. Dodds veio atrás de mim. Fiz ela vir até bem perto da parede no final da sala, e bem a tempo, desviei. Ela bateu com tudo.
Enquanto ela se recuperava, chamei as duas e cochichei um pequeno plano. Tiffany pegaria a chave, jogaria para mim, enquanto Eliza tentaria distrair a professora.
Tudo ocorreu tranquilamente. Até o ponto que Eliza levou um arranhão profundo na perna. Tiffany e eu já havíamos conseguido sair da sala, mas quando olhamos para trás lá estava ela, deitada com a mão em sua perna. O sangue escorria. A Sr. Dodds vinha em sua direção. Gritei. Quando voltei a olhar, nossa antiga professora havia virado pó. E um menino de cabelos negros, que eu já havia visto nos corredores da escola, vinha correndo em nossa direção. Me puxou pelo braço para dentro da sala, e chamou Tiffany também. Entrou e fechou a porta.
–Vamos me ajudem... – disse abrindo sua mochila. – Coloquem isso na boca dela.
Ele me entregou um quadradinho meio marrom. Me lembrava muito uma paçoca.
– Eu não vou comer isso! Eu nem te conheço! – disse Eliza.
– Ah, vamos pare de frescura! Você quer morrer por perda excessiva de sangue? – ele abriu um sorriso. Eliza cedeu.- Vai me dizer que não tem um gosto bom? De que você sente?
– O bolo de laranja da minha mãe. – Disse Eliza, encantada. Olhou para sua perna, o ferimento estava se fechando.
– Isso parece mágica! – Disse Tiffany.
– Não é mágica mocinha. – Disse o menino.
– Espera, espera, espera. – Falei. – O que está acontecendo? Quem é você? Por que nossa professora virou um monstro? E como ela desapareceu?
– Ei, calma! – disse o estranho. – Eu me chamo Percy. Sua professora é, na verdade, uma fúria. E ela desapareceu porque, como todos os monstros, ela pode ser derrotada com bronze celestial. O material que é feito esta belezinha aqui.- Disse, recolhendo do chão uma espécie de espada. Com apenas um toque, a espada virou uma caneta.
– Como você fez isso? – perguntou Eliza.
– É o jeito mais fácil dos mortais não verem uma espada. E também é bem simples de carregá-la desse jeito.
– Ok! Isso está ficando cada vez mais estranho. – Disse confusa.
– Bem vindas ao grupo, semideusas!
– Espera!! Semideusas... eu já ouvi esse termo. – Me lembrei das aulas de história. – Não me diga que isso tem haver com mitologia grega?
– 20 pontos para Annabeth!
–Isso quer dizer... Que somos filhas de um deus com um mortal?
– Exatamente. Tão poderoso quanto Aquiles, Perseu, Belerofonte, Hércules... Não é incrível? Mas agora venham, preciso levar vocês para conhecerem a pessoa que deveria estar aqui explicando isso para vocês.
– Mas e a minha per...
– Já está curada. Vamos se apressem! Não temos muito tempo.
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