A Destinada

5 Cemitério das Almas


Notas iniciais
Preparados? Por favor, se for uma pessoa extremamente medrosa não leia á noite. Boa leitura!

Recolho tudo posicionando debaixo do braço, piso no primeiro degrau com força tentando vencer a o sair me ouça novamente para baixo, rastejo casa degrau ralando os joelhos e as palmas das mãos. Dessa forma consigo chegar ao final, levanto-me e corro em direção ao meu quarto, jogo tudo sobre a cama enquanto troco a roupa encharcada de sangue. Levanto a camiseta tiro um braço após o outro, enfio ela nos fundos da gaveta, repentinamente uma mão toca minhas costas sinto algo me espetar até perfurar se arrastando até a barriga. Mais gemidos de dor tremem o quarto, apoiada na cômoda me viro fechando os olhos. Não vou mais conseguir, a lágrima rola e agora sou apenas uma frágil menina. A personalidade de Judith muda a ver a lágrima, suas feições se suavizam tomando um formato desconhecido. Ela balbucia num tom delicado, exprimo minhas costelas rodeando meu corpo com um braço enquanto grito incansavelmente esperando que alguém surja, porém ninguém aparece. Minhas pernas bambas começam a perder força e aos poucos caem, meus olhos vão se revirando a medida que a força some, Meus dedos deslizam da madeira e eu vou caindo. Até Judy segurar minhas costas, ela me deita em seu colo e começa a choramingar ainda com palavras que não identifico. Com a visão embaçada e escura consigo a ver apertar minhas costelas, elas se remoem dentro de mim enquanto gemo em seu colo. E repentinamente não sinto dor nenhuma, da mesma forma que o sol vez com ela. Minha visão aos poucos volta ao normal, a quando consigo voltar a ver ninguém segura minha cabeça ou está no quarto. Me ergo sem dificuldades e estou completamente intacta.
– Judith?! — chamo-a o mais alto que posso.
Ouço os saltinhos bateram no assoalho e ficar mais próxima e barulhenta a cada segundo, ela entra no quarto quase voando e tão rápido. Percebi que correu muito para chegar aqui pela sua respiração acelerada, a que se apavorou com meu grito pela sua expressão.

– Kristen! – ela me ajuda a levantar – você me assustou, eu estava ajeitando o carro para leva-la a lanchonete.

Posiciono a mão na boca e arregalo os olhos pelo espanto. Estou delirando, não pode ser real penso. Ela estica o pescoço para observar e perto meu espanto, balança a cabeça negativamente como a estivesse preocupada.

– Está bem?

– Estou – balanço a cabeça tentando esquecer – Só foi um susto.

Ela se levanta e caminha em direção à porta, vira-se para trás e me lembra de que está me esperando na garagem. Após ela descer as escadas, me apresso e coloco tudo numa bolsa limpa. Pego a blusa suja dentro e gaveta, e a coloco e molho da pia do banheiro. Pego a agenda, está completamente arranhada pelas garras gigantes de Judith, a sua fúria está bem estampada na profundidade dos arranhões. Torço a camiseta e a estendo da janela do quarto, com certeza vão ficar preocupados pela minha ação, mas não tendo quando tendo uma camiseta sangrenta escondida entre as roupas.

– Está atrasada, Kristen – ela me apressa.

Não a respondo, somente desço as escadas pulando os degraus e caminhando o mais rápido que conseguia. Antes que tocasse a maçaneta, sinto a pequena não tocar minhas costas e a voz delicada me chamar.

– Oi Ben – o cumprimento rodopiando. Ajoelho-me para ficar de sua altura – quer que lhe traga algo da lanchonete?

Ele balança a cabeça negativamente, eu cutuco sua barriga esperando sua rodada escandalosa. Mas tudo que consigo é um sorriso apagado e oprimido, seus braços rodeiam minha garganta e em tom tão suave e calmo ele sussurra em meus ouvidos “desculpe”. Não tenho tempo para lhe perguntar o motivo antes que Judith me chame novamente, somente beijo-o e corro em direção à garagem. Abro a porta traseira e pulo no banco, Judith vira o olhar curioso em minha direção.

– Não vai sentar ao meu lado?

– Não – minha voz soa seca o suficiente para ela não perceber a minha emoção, após alguns segundos ela me mantém parada e pensativa – Podemos ir?

Ela então da partida no carro, que dispara em direção à lanchonete. Passo o tempo folheando a agenda, mas nenhuma outra pista a não serem os pensamentos escuros de minha tia. São tristes, mas não o suficiente para fazê-la tirar sua própria vida e, em cada página se sua luz resplandecer. Judith encostou-se à frente a lanchonete, desço do carro sem me despedir e olhar para trás. A lanchonete ainda tem o leve cheiro de queimado que penetra no nariz causando enjoo, mas logo passa a ver rosto iluminado de Angela sorrir em minha direção, ela levanta a mão e acena. Retribuo com outro sorriso e aceno, logo me sento à sua frente.

– Você demorou, achei que não viria.

O sol da tarde batia fortemente contra nossos rostos, meu rosto queimava tanto que poderia ter certeza que estava vermelha. Coloco a bolsa sobre a mesa e todo dela a caixa a agenda, o olhar curioso e espantado logo surge em seu semblante, ela apalpou a caixa e realizou seus dedos sobre a agenda tentando desvendar o que havia dentro, a mesma curiosidade que senti no momento que a vi.

– O que são essas coisas? – ela franziu os lábios e o cenho enquanto me fita – Não pegou de Ruthie, não é?

– Bom, peguei a agenda – ela estava prestes a começar um discurso, mas a interrompo – Por favor, preciso saber o que aconteceu.
Ela começa a olhar por outro lado, a explico quase tudo que aconteceu nos últimos dias (somente excluindo o meu caso com Judith). Ela logo me lança um olhar piedoso enquanto remói ferozmente a porção de batatas, finalmente com Angela seu que posso ser sincera, mas hesito em expô-la ao que aconteceu entre eu e Judith. Mostro-lhe a página que minha tia descreveu o parto e leio a carta para ela, que mantém os olhos fixos aos meus. Boquiaberta ela segura a carta e agenda passando os olhos em cada letra, quando finalmente termina, levanta os olhos brilhantes que marejam e um sorriso cativante surge em seu rosto.

– Você sabe o que acontece com os monumentos estaduais recém-fechados? – ela pergunta quase dando saltos de alegria.
Balanço a cabeça, quase já conheço seus planos. Angela mantém uma boa convivência com todos ao seu redor, tenho certeza que é pelo sua alegria e sensibilidade. Ela com certeza conhece tudo que toca os quatro cantos da cidade. Após a primeira sílaba que são de sua boca passo a compreender seus planos, após o hospital psiquiátrico fechar seus documentos e de seus antigos pacientes são mandados à Biblioteca Central que guarda os arquivos até serem reconhecidos por serem enriquecedores ao estado, ou são queimados como inúteis. Quando seus lábios voltam a se fechar, a mão quente dela desliza pela mesa até a minha.

– Precisamos saber como sua história começou – ela balança a cabeça – não será pela Ruthie, ela foi porque escolheu assim.

Algo dentro de mim pede para responder raivosa por ter se referido a Ruthie e tal forma, mas nesse momento é impossível machucar alguém com tanta pureza. Por alguns minutos ela passa e repassa seu plano enquanto solta pequenos risinhos, após de repassar o plano por mais algumas vezes ela chama o garçom, mas hesito em comer algo – talvez meu estômago não esteja totalmente curado por dentro. O garçom de retira na mesa e ela sussurra em meus ouvidos, o garçom está nos fitando enquanto tenha manter a segurança dos fósforos. Angela engole seco, repentinamente a aflição toma conta de si. Ela deixa uma quantia generosa por debaixo do guardanapo, oprime um sorriso e se despede do garçom com um aceno enquanto aperta meu braço, pedindo insistente para que me levante. Ela me puxa até suas mãos encostadas nas minhas, entrelaça os dedos e anda mais rapidamente.

– Esse não é o plano – falo suave e calma, por mais que quase estava perdendo a paciência.
Assim que pisamos fora da lanchonete, ela solta minha mão e aperta os braços.

O nublado tomou conta do dia, os céus acinzentados e uma garoa fina e fria cai em nós.

– Eu fiz coisas erradas, que me arrependo a ter feito – as lágrimas acumulam em seus olhos – vou te recompensar por essa culpa, eu prometo que vou.

Paralisada eu ouço tudo que ela diz sem compreender, por mais que emotivas as palavras sejam não entendo. Acho que ela percebe, pois desliza a mão em meu rosto. Vejo chamas por todo lado, vejo-me tossir descontroladamente. Essa não sou eu, não consigo entender a fumaça está por toda parte e outra cena invade minha mente. Despejo um líquido que invade meu nariz, e acendo os fósforos jogando por cima do telhado. Meus gritos de medo vêm a meu ouvido, mas minha boca está fechada. Saio dentre as chamas arquejando, aparentemente pedida. Corro em minha direção, os cabelos avermelhados voam em frente aos meus olhos. Essa não sou eu, é Angela. Rapidamente sou puxada data atual, perco o equilíbrio e balanço para trás, mas o braço dela me segura. Agora eu entendo, essa memória é dela. Angela se referia as chamas na lanchonete, se referia que quase tirou minha vida. Meus olhos se apertam e sinto meu nariz e retorcer, é impossível.

Por outro lado tento manter o controle de quem sou, minhas memórias se embaraçam com as dela. Como fiz isso? A visão está um pouco confusa e minha mente se mantém vazia, senão as memórias confusas. Uma mão se balança em frente aos meus olhos, um sorriso em meio as lágrimas.

– Está muito pensativa – ela esfrega a blusa no rosto secando as lágrimas – vamos, preciso te ajudar.

Aos poucos volto a sentir meus músculos, minha mente se clareia e me sinto sã o suficiente para caminhar e entrar em seu carro. Ela dá partida no carro na direção oposta da que vim, a medida que o carro anda o verde some dando lugar ao branco das casas e o com a das ruas. A velocidade sobe mais que o limite, seguro o banco com força enquanto mordo o lábio tentando controlar o medo. Ela estaciona de repente, em frente a um monumento branco e não tão grande. Salto do carro, Angela desce do carro e me relembra novamente o plano. Salto pelos degraus apressada pela solução, puxo um ar vitorioso a chegar ao último e então abro a porta. Uma senhora levanta o olhar por cima do livro e um sorriso se forma em seu rosto, caminho em andares lentos até o balcão. Ela mesmo assim não retira o livro de frente ao rosto.

– Olá – digo lenta e com medo – gostaria de um livro – Ah, o que eu disse? Ajeito a postura e esmurro o balcão – Sou Kristen Hori.
Ela apura os ouvidos, logo tira o livro de frente ao rosto e se mostra disposta a me atender. Sigo o plano na linha exata, enquanto observo Angela caminhar pelos corredores, perguntei-lhe sobre os documentos do hospital psiquiátrico. Ela pergunta o porquê insistentemente, minhas justificavas não parecem convence-la mesmo assim continuo a seguir o plano.

– Tudo bem, então eu não posso levar os documentos? – suspiro decepcionada – Posso ver os documentos do antigo cartório então?

Ela arqueia o sobrancelha, então aponta para a segunda prateleira. Eu posso ver os documentos do cartório, porém não posso ver os do hospital psiquiátrico, há algo errado. Caminho em direção à prateleira indicada, pego os documentos do cartório e folheio com calma. Procuro registro de acordo com minha data de nascimento, mas não há nada. Abro delicadamente a bolsa, a bibliotecária já voltou ao seu livro, deslizo os documentos do hospital a minha bolsa e a fecho.

– Nada que me interessa – resmungo – Posso dar uma olhada no corredor de romance inglês? -ela assente – olhe minha bolsa, para ter certeza que não estou pegando nada.

Ela me lança um olhar severo que retribuo com um sorriso forçado, caminho em direção ao corredor encarando o relógio, cinco minutos. Viro-me em direção aos livros, Angela deveria ter aparecido, volto o olhar para a porta que está entreaberta e então vejo um forte vulto vermelho. O grito fino da bibliotecária expõe entre os livros e paredes, e a porta bate com toda a força. Corro em direção ao balcão, ela bate contra a madeira e grita com sua voz incrivelmente aguda.

– O que aconteceu? – olho em direção onde estava minha bolsa – Ainda está minha bolsa? Pedi para que cuidasse dela.
Ela seu os ombros tirando o telefone do gancho, dei um salto e corri em direção ao carro. Angela rodopia a bolsa no ar enquanto abre um sorriso gigantesco, seguro o grito de comemoração e entro no carro em silêncio. Logo depois ela salta dentro do carro, e dá partida tão velozmente que o pneu canta. Assim que alcançamos um quilometro de distância, ela repentinamente gritou. Uma sensação de culpa subiu sobre mim, meus pelos se arrepiaram e começou uma série de e se; esse descobrirem?

– Angela, pare o carro! – gritei, ela freou no momento em que falei. Os pneus voltaram a cantar e o cheiro de queimado a exalar, voei a frente e logo que defendo do tranco com os braços. – O que fizemos? Precisamos devolver isso logo!

Ela sorriu, escolheu uma pontinha da roupa e esfregou embaixo do meu nariz e balançou a cabeça negativamente. Estava me sentindo realmente culpada, aquela mulher estava somente trabalhando e eu devo ter apavorado ela após sair. Ela registrará um boletim de ocorrência, e nós estaremos mortas. Já foi muito difícil nos livrar do incêndio, não seríamos sem culpa novamente.

– Você acha que estamos erradas? – eu confirmei – eles não acharam nada errado você nunca saber nada sobre a sua mãe, uma pessoa tira algo deles enquanto eles tiram tudo e todos á toda hora!

Ela tem razão, se eles tiraram daquelas pessoas tudo que tinham. Não precisarão dos documentos, eles não se importam com nenhum de nós. Eu puxo o freio, ela assente e volta a dirigir acima do limite de velocidade. Ela estaciona numa pequena vila, quando já estamos fora de perigo. Nos sentamos a beira de um riacho, por cima da grama molhada e cercadas pela mata. Pego os papéis e o folheio, eles também estão ordenados por data e como a única informação que tenho é o meu aniversário, começo a ler em voz alta até ela colocar o dedo indicador em minha boca apontando para o meu peito. Não poderíamos fazer muito barulho, tínhamos que manter o silêncio a quiséssemos ficar impunes.

A data do meu aniversario contava somente com um acontecimento, a morte de Darcy. Darcy Hallen; havia ingressado no hospital há alguns meses antes de sua morte. Seu único bem de valor era uma caixa que ela carregava a todo instante. Ela era uma mulher calma, e tentava ao custo não usar as medicações para não atrapalhar a gestação. Então tudo que a carta informa, é real. Isso me dá uma ponta de esperança, em meio a meu desabamento. Angela apoia as não ao meu ombro, solto os papéis no chão ela demonstra um sorriso cativante, se aproxima ao meu ouvido e sussurra lentamente.

– Não fique mal, por favor.

Balanço a cabeça sorrindo, mostrando-a que não há motivo. Tudo que sabia estava no papel, só precisava confirmar.

–Não estou mal – sussurro tão baixo que quase tenho certeza que ela não me ouviu – somente quero saber mais sobre quem me trouxe até aqui.

Ela deita na grama e se espalha nela, pega uma pedra e joga no lago com força o suficiente para dar três saltos. Pensativa ela balbucia algumas palavras, que mesmo com todo o esforço não entendo.

– E se – ela se levanta repentinamente com um pulo, sua voz começa a ficar alta. Ela esquece a probabilidade e vai direto a certeza – Sabe por que te trouxe aqui?

Ela me puxou com força enquanto me levantava, passamos por entre as árvores e seu olhar parecia tão sagaz quando de uma águia. Guio-me entre aquela floresta alta e interminável, com um leve cheiro de terra molhada que o vento forte trazia contra nosso nariz congelando nossos rostos. Ela explicava rápido enquanto procurava uma saída: “passei por aqui uma vez, a tenho certeza que esse lugar pode lhe ajudar”. Ela pareceu encontra o que tanto procurava, começou a me arrastar mais rápido e então parou em frente a um grande cercado e ferro preto. Estava um pouco confusa, mas tinha ideia de onde queria chegar.

– Chegamos – ela esfregou as mãos se mostrando preparada, passou entre as grades largas e me puxou. Passei junto a ela, por mais que estivesse amedrontada com qualquer possibilidade de onde estávamos – Venha!

Antes dela começar a correr novamente, puxo-a para perto. Ela me lança um olhar tão brilhante quanto de uma criança, balança o braço tentando liberta-se, mas é inútil. Aperto seu braço mais forte, a retribuo com o olhar semicerrado. Infringimos muitas leis hoje, estava com medo o suficiente para correr quilômetros para bem longe só. Mas não a deixaria aqui, precisava convencê-la.

– Não Angela – digo quase choramingando – isso já é muito...

– Pode ir se quiser – ela dá os ombros – Só quero te ajudar, Kristen.

Ela fala tão serena que acaba me convencendo, solto-lhe e ela volta a caminhar a procura de algo. Poucos passos depois, percebo que é um cemitério que, aparentemente, está abandonado há alguns anos. As folhas secas por cima dos túmulos e pedras. Logo aquele cheiro me traz uma memória, Ruthie, volto a tremer e ter passos lentos para garantir um caminho seguro. Angela aponta em direção à um deles, e começa a correr até onde apontou. A chamo baixo, mas ela nem percebe começo acelerar o caminhar. Até chegar a ela, que é ajoelha e remove as folhas por cima do túmulo, ela vira o olhar a mim.

– É aqui – ela suspira contendo as lágrimas – sua mãe está aqui, Kristen.

Ela a levanta e apoiasse sobre meu ombro, estou anestesiada, minhas pernas bambas logo desabam sobre o túmulo e começo a me desmanchar, meus olhos ardem de tanta dor e meus lábios tremem sem parar como meu corpo. Eu não contenho o grito choroso, que a mata retribuo com mais vento.

– Vou lhe deixar só – Angela diz enquanto some em meio aos outros túmulos.

Então desço a face a terra, logo começa uma garoa de textura suave a molhar mais meu rosto. Enterro os debaixo da terra, quando novamente sou transportada. Gritos agoniantes percorrem um corredor vindo e direção de um quarto, uma mulher jovem de cabelos claros, uma donzela. Se retorcer de dor numa cama, o suor desce em seu rosto no mesmo tempo que a lágrimas. Ela está coberta por um lençol lavado pelo sangue, só ela é remói o máximo que consegue. Sento-me ao seu lado, e percebo que, contudo ela ainda sorri. Um sorriso brilhante e cheio e vida, suas feições são ossudas o suficiente pra saber que não está nutrida o suficiente para sobreviver. Um choro agoniante a espalha pelo quarto, a imagem começa a se borrar. Mas vejo uma criança tomada pelo sangue que grita tanto quando a mãe, que suspira do alívio a pegar a criatura em seus braços um ser horripilante, tão miúdo e magro que enchem seus olhos de alegria. A moribunda, por sua vez começa a arquejar e os médicos tomam-lhe a criança, e entregam ao um homem alto que parece somente odiar a cena, em seus braços ele recebe a criança enojando-a conheço esse rosto, Sr. Banks! Meus olhos não mentem, Sr. Banks é o homem. O ar da mulher a beira morte começa a desaparecer assim como minha visão, somente consigo ouvir seu coração e a gota de sangue pingar no chão. Algo começa a apitar, e é o fim. A forte memória corrói minha mente e me joga ao chão, bato a cabeça com força ao chão desejando que suma. O grito ainda ecoa em minha mente, me arrasto por ele me afastando do túmulo. Algo sussurra a meu ouvido.

Sabeis que a culpa é sua.

Retorço-me desejando os mesmos poderes que torturo Judy, para acabar e vez com a memória. Percorro com a mão sobre a terra, mas não encontro nada que possa me ajudar. Quando a memória começa a sumir, consigo me erguer.

– Kristen? – reconheço a voz, é Angela.

Salto e corri em direção à voz, ela deve estar bem, não posso deixar que nada lhe aconteça. Ela acena com os braços no mais alto que consegue, assim que avisto corro em direção aos seus braços aperto-lhe. O seu delicado cheiro de flores me acalma, fico as pontas do seu cabelo para ter certeza que é real, sim. Ela passa a mão em meus cabelos enquanto repete em o doce.

– Agora ela é só o pó. Não chore!
Não contenho as lágrimas ao seu ombro, mas a olhar por cima dele. Vejo algo mais surpreendente, diante dos meus olhos. Uma pedra pequena feira com cuidado, nela está escrito em letras cursivas: aqui dorme em paz um anjo, Kristen Hallen. Um choque repentino, meus olhos fixos no túmulo. Ao lado da mãe um pequeno anjo foi enterrado, minhas pernas voltam a enfraquecer e sinto nos braços seguros e fortes de Angela se segurarem, para todos eu deveria estar morta exatamente naquele túmulo.

Notas finais
Meu computador está com um pequeno problema em relação ao teclado, peço perdão á vocês! Ansiosos para o próximo? Enfim, o que o Sr. Banks fazia na sala de parto, são ilusões ou memorias compartilhadas e assombradas? Qual é sua conclusão? Deixe nos comentários e até o próximo!