Notas iniciais
Desculpem a demora pra postar esse capítulo, mas ele até que saiu meio longo haha

Tudo se passou como um flashback na mente de Regina. De repente ela sentiu uma falta muito grande de Daniel e isso a fez chorar. Estava deitada na sua cama, mas não conseguia dormir. Lá fora a tempestade ainda tomava conta de Storybrooke.

Morgana dormia no quarto de hóspedes, do outro lado do corredor, também sem conseguir dormir. Mas nada a impedia de fazê-lo além de perguntas e mais perguntas que desejava fazer a prefeita. Ela achava que se dormisse, acabaria esquecendo-se de tudo, além de que não queria deixar passar aquele dia. Agora poderia conhecer sua mãe e possivelmente se livrar de vez da sua avó.

O problema era que Regina talvez não fosse quem ela pensava.

Um novo dia chegou rápido depois que Regina conseguiu dormir. Ela queria continuar na cama e sonhar novamente em ter uma filha de Daniel, quando ouviu uma voz vinda do corredor:

- Regina – soou a voz de Morgana, batendo na porta, fazendo Regina sobressaltar-se, notando que não era um sonho. – Você ta acordada? – então ela abriu a porta e deu de cara com Regina ainda deitada na cama, sem a menor disposição de se levantar. – Me desculpe, mas o Henry não está atrasado para a escola?

Regina foi pega desprevenida. Esquecera-se completamente de levar Henry para o ponto de ônibus.

- Se quiser, eu posso levá-lo – acrescentou Morgana, notando a preocupação de Regina, que após isso deu um sorriso de alívio para a garota.

- Obrigada – disse ela, então Morgana saiu.

Depois de se trocar, Regina foi até o seu jardim, colher algumas maçãs, quando ouviu uma voz nem um pouco agradável.

- Recuperando coisas perdidas, Vossa Majestade? – disse Mr. Gold, com um sorriso nos lábios.

- O que você quer? – perguntou Regina, sem a mínima paciência para ouvir o que ele tinha para dizer.

- Nada demais, querida – disse ele. – Só estou lhe lembrando de que não gosto de vê-la se voltando contra mim. Acho que nem você mesma gostaria disso.

- O que quer dizer com isso?

- Que sou eu quem manda aqui; e você sabe muito bem disso. E caso você não cumpra o nosso acordo, ah... é melhor você nem saber o que aconteceria.

- É uma ameaça?

Mr. Gold sorriu novamente.

- Já destruíram minha vida uma vez – disse Regina. – Não vou deixar que a destruam de novo. Você pode até tentar, mas dessa vez eu vou lutar pelo meu final feliz, nem que seja a última coisa que eu faça.

Então Mr. Gold, sem dizer mais nada, virou-se e foi embora, ainda com seu sorriso nos lábios. Regina não sabia o que ele estava prestes a fazer, mas estava insegura com relação a isso. Ela agora estava com receio do que ele pudesse fazer, mas não iria mostrar isso.

Não demorou muito até ouvir o seu celular tocar. Era do hospital.

- Prefeita? – chamou Dr. Whale.

- Sim – respondeu Regina.

- Melhor vir para o hospital logo, é... Você conhece alguma Morgana?

Regina não ouviu mais nada. Simplesmente tirou o celular do ouvido e saiu em disparada em direção ao hospital. Algo acontecera à sua filha e ela nunca se perdoaria se fosse grave.

Ao chegar lá, deparou-se com Emma, em pé, ao lado da garota, que estava deitada na maca. Morgana estava com os olhos fechados, e com alguns cortes pelo corpo.

- O que aconteceu? – perguntou Regina, desesperada. Então olhou para Emma – O que você está fazendo aqui?

- Eu trouxe a garota – respondeu. – Poderia me agradecer.

- Obrigada – disse rapidamente. Então dirigiu-se para Morgana, prestes a chorar. – O que aconteceu com ela? – perguntou, ainda olhando para a garota.

- Foi atropelada – respondeu o Dr. Whale. – Não deu tempo para ver quem era. Ele fugiu.

Regina continuou quieta, curvada para a garota, deixando algumas lágrimas escorrerem, desejando que ela desse um sinal de que estava bem, mas ela nem se mexeu.

- Então é verdade – começou Emma, de braços cruzados. – Acho que eu não fui a única que abandonou o filho por aqui.

- Eu não a abandonei – retrucou Regina, com os olhos repletos de raiva. – Você não sabe de nada! Você não tem nada a ver com isso!

- Desculpa – disse Emma. – Não ta mais aqui quem falou.

Regina não sabia o que fazer. Não sabia se a garota realmente ficaria melhor, ou se o acidente fora grave.

- Por favor – sussurrou Regina – não me deixa de novo – então ela deu-lhe um beijo no rosto.

- Ela vai ficar bem? – perguntou Emma ao Dr. Whale.

- Eu não posso ter certeza ainda. Isso vai depender de alguns exames que faremos quando ela acordar. Os cortes podem ter sido profundos.

- Eu só quero que ela volte, é só que eu peço – disse Regina, segurando a mão da garota.

Então Morgana começou a se mexer um pouco, o que atraiu a atenção de Regina, que não largou sua mão.

- Morgana? – chamou.

Aos poucos a garota foi abrindo os olhos e ao ver Regina, conseguiu dar um leve sorriso.

- Ah, Morgana – exclamou Regina, passando a mão nos cabelos da garota. – Não sabe como me deixou preocupada. Você está bem?

- Acho que sim – respondeu baixinho. A garota tinha um tom cansado na voz.

- Bom – começou Dr. Whale – é melhor aproveitar que ela está acordada para começar os exames e ser mais rápido nos resultados, então... Prefeita, xerife, por favor – indicou o caminho para fora da sala.

Regina deu um suspiro, sentindo-se contrariada, mas logo em seguida saiu, prometendo voltar o mais rápido possível.

Enquanto caminhava pelo corredor, acabou encontrando Mr. Gold, que parecia nem um pouco surpreso em vê-la.

- O que faz aqui? – perguntou Regina.

- É estranha a maneira como certas coisas acontecem – disse ele. – É como se certas pessoas tivessem nascido para não ter um final feliz.

- Foi você – concluiu Regina, tentando não extravasar a imensa raiva que estava sentindo dele naquele momento.

- Espero que entenda isso como um aviso, minha cara. E que pode acontecer algo pior se você se voltar contra mim novamente. É bom você se lembrar de que eu tenho poder por aqui.

- Pois mexeu com a pessoa errada – disse ela. – Eu não preciso mais da sua ajuda para conseguir o que eu quero.

Ao ouvir isso, Mr. Gold deu uma risada breve.

- Não deveria ter dito isso, Vossa Majestade. Agora sugiro que me dê licença. Por favor.

E ao deixá-lo passar por ela, Regina sentiu um mal estar. Sabia que algo pior estava por vir. Mas não fazia ideia do que fosse. Sua preocupação agora era saber se a sua filha ficaria bem.

Notas finais
Reviews, please u_u