Desde semana passada estava me sentindo um pouco estranha, mamãe me disse que como agora eu era mocinha é normal sentir esse tipo de coisa. Mas eu sabia que não tinha nada a ver, o que eu sentia era uma dor no peito, poderia descrever como uma leve pressão que vem de fora pra dentro, e de dentro pra fora, mas não diria isso pra ela porque isso só a preocuparia. Só que dentro de umas semanas a dor só aumentava, e aumentava, até que um dia eu acordei gritando, tudo doía, mas em especial é claro o peito, meus pais me colocaram rápido no carro mas eu não parava de gritar, o que fez meu pai atravessar muitos sinais vermelhos, e muitos radares com certeza muito acima do limite. Chegou um ponto que eu sabia que não ia aguentar, e não sei como, sentia uma ansiedade em apenas fechar os olhos e toda a dor passar.

Chegamos no hospital e a enfermeira me perguntou: "Em uma escala de 1 a 10, qual é a sua dor?", o tempo parou ao meu redor, eu sabia que estava sentindo mais dor do que eu jamais sentira, mas de qualquer maneira não me parecia justo classifica-lá como 10, eu sabia que sentiria, se fosse possível, uma dor maior que aquela, então falei: "9, apenas 9!". E tudo apagou.

Acordei em uma sala cinzenta, deitada em uma cama com um lençol verde água que eu, particularmente, achei horrível. Tentei mexer meu braço e senti uma leve dor, vi que havia uma agulha com um cano que levava a um saquinho com um liquido transparente ou, como alguém normal descreveria, soro. Ouvi a porta abrindo, e entrou uma enfermeira que falou com um tom que eu considerei quase ofensivo, quantos anos ela achava que eu tinha, 8? : " Oi linda, seus pais estão esperando lá fora, vou chamar eles o.k? Só um minutinho."

Notas finais
Hey gente, vou fazer mais capitulos mas por enquanto estão gostando? Espero que sim, essa é minha primeira fic!