A Dama e o Vagabundo

3 Cretino... Mas irresistível


Notas iniciais
Alô?? Bem, queria primeiro pedir desculpas por não ter postado aqui, meu fim de ano foi corrido e fiquei sem nenhuma ideia também para continuar ;-; Mas eu voltei e vou retomar a história o/ Então é isso, bjs da baixiinha ♥

POV. MÔNICA...

Peguei minha toalha e entrei no banheiro, fiquei pensando no ódio que aquele garoto me dava, mas ao mesmo tempo, me sinto tão atraída por ele, eu queria poder matar aquele garoto, e ao mesmo tempo agarrá-lo e sentir aquele corpo perfeito em mim... Porcaria! Que confusão imensa na minha cabeça, por isso odeio ele, por me fazer ficar tão confusa...

Com esses pensamentos, me veio uma música na cabeça...

"Isso é tão errado

Mas te quero ao meu lado.

Cruzou o meu caminho

E agora deixou seu rastro,

Seu vagabundo eu te odeio

Mas também quero você, cretino... Cretino..."

Me enrolei na toalha e sai, abri meu guarda-roupa e fiquei parada pensando no que vestir, quando escolhi acabei deixando cair. Aff! Me abaixei para pegar, mas ouvi a voz de alguém atrás de mim.

— Que Quê isso em novinha! -Virei rapidamente para trás e na mesma hora que vi o garoto me assustei, dei um grito tão alto que até eu fiquei surda. Depois fiquei olhando para ele ainda pasma, enquanto ficou me olhando de cima a baixo.

— Cebola?! O que você pensa que ta fazendo aqui?! -Gritei desesperada.

— Er... Eu... -Gaguejava nervoso, mas mesmo assim não parava de me olhar.

— Você sabe o que é privacidade?! -Continuei reclamando.

— Eu...

— Sabe o que é bater na porta?!

— Mas...

— Na verdade, nem era pra você ta aqui! No meu quarto!

— Me deixa falar porra! -Gritou já nervoso.

— Fala! -Gritei também.

— Só entrei no quarto errado, calamba, caramba!

—... -Me fitou, e fez uma expressão de safado.

—... Ou não, porque... Cara! Que gostosa! -Pensa em um tomate, pois é, eu estou mais vermelha que ele nesse momento. Enquanto ele ficava me olhando e mordendo o lábio inferior, eu o encarava dura, sem saber o que falar, mas também o que eu podia falar dessa situação, eu estava de toalha, sozinha com um garoto, pior, como o Cebola! O Cebola! Legal! Que sábado maravilhoso esse! Meu mundo, acabou de vez!

Depois de um minuto ainda assustada com minha situação, me manifestei.

— Olha aqui! Eu não sou tuas nega não! -Ele riu.

— Não mesmo! Tenho coisas melhores, mas até que você não é de se jogar fora hein!. -Disse me observando.

— Como se eu não tivesse! -Que mentira.

— Ah ta! A nerd dentuça, quer se achar a pegadora! Puff! -Revirou os olhos.

— Sou mesmo! -Espera, eu disse isso mesmo?!

— Bem que eu vi mesmo, pela cara de puta...

Já ia xingar ele, mas só consegui ficar parada olhando a cara dele de vitória. Não acredito que ele disse isso mesmo. Aquele idiota pensa que que pode falar de mim assim! Ah mas não pode mesmo! A minha raiva foi tão grande, que ignorei o fato de estar de toalha, aliás, ela não estava nada bem amarrada no meu corpo, e pulei em cima dele, ele passou dos limites agora! Que ódio!

Tentei bater nele, mas obviamente ele era muito mais forte com aqueles músculos, definidos, lindos e... Não! Foca Mônica! Você tem que bater nele, não admirar aqueles belos, fortes e definidos braços... Ai que raiva!

Continuei tentando dar socos nele, mas acabou conseguindo segurar meus braços, fiquei me debatendo só que conseguiu me parar e ficou me encarando de novo. Eu o fitava maravilhada com aqueles olhos cor de mel me olhando, tão brilhantes, não era nada fácil para mim, e o fato de estarmos colados um no outro não me ajudava em nada. Merda! Por que ele tinha que ser tão, tão...

— Idiota! Me solta! -Me recompus.

— Se você parar de tentar me bater, aliás, só tentar mesmo.

— Grr! Quando eu me soltar eu...

— Você o que? -Ele me aproximou mais ainda, pude sentir seu hálito de menta bater no meu rosto suavemente, seu corpo mais próximo do meu, sua respiração lenta... Assim fica difícil raciocinar.

— E-e-eu... -Não conseguia pronunciar mais nada, somente o encarar bobamente.

— Você...

— Eu vou te bater tanto, mais tanto que... -Não acredito! Ele fez isso mesmo? Esse idiota me interrompeu, me beijando! Ah meu Deus! Não estou mais acreditando no que está acontecendo.

Tentei me debater contra ele, mas não consegui porque me pegava muito forte, então só o que pude fazer foi me entregar, na verdade, eu sentia realmente que precisava daquilo, e não podia ir contra os meus instintos, ele estava ali, me beijando, o cara que eu mais odeio, mas que sentia tanta vontade de poder beijá-lo, e ele está ali...

Relaxei em seus braços e me deixei levar. Ele colocou lentamente suas mãos em minha cintura enquanto eu pousava as minhas em volta de seu pescoço. Apertou mais forte me aproximando ainda mais de seu corpo. Era estranho, muito estranho, mas aquilo era tão viciante, que não dava para parar. Aquele beijo lento se tornou mais rápido, e feroz, me deixava totalmente sem fôlego, ele beijava rapidamente, mas seu beijo era quente, viciante, brutalmente perfeito.

Pulei em seu colo entrelaçando minhas pernas em sua cintura e ele pós as mãos em minha bunda. Seu beijo combinava com o meu, e agora não tinha mais volta.

Ele seguiu até minha cama e me jogou, ficou em cima de mim e continuou me beijando com desejo. Começou a dar selinhos em meu pescoço me deixando ainda mais fora de mim do que já estava, já não conseguia raciocinar direito, e com ele me beijando daquele jeito, e ainda apertando minhas coxas, ai sim que eu não conseguia raciocinar mesmo, e isso já tava me dando um fogo, que nem mil extintores conseguiria apaga. Eu não era assim, mas aquele garoto me deixa louca!

Tirei sua camisa e entrelacei minhas pernas nele puxando-o para mais perto. Arranhava suas costas as deixando totalmente vermelhas. Ele começou a me morder, mas não tinha como sentir dor, e sim mais desejo ainda. Estava completamente sem fôlego mais continuava o beijando sem parar. Até sentir que suas mãos queriam tirar minha toalha. Ah não, o que eu estou fazendo!

— C-C-Cebola... -Ele não ligava para mim, continuava tentando tirar o único pano que me cobria.

Eu estava prestes a fazer essa burrada realmente, porque não conseguiria falar 'não' para ele.

E quando estava quase me rendendo, ouvi um som muito alto e forte vindo de fora, com um clarão repentino que sumiu logo depois, mas fiquei surda com o grito que Cebola deu no meu ouvido.

Ele pulou para o lado tando respirar, e eu fiquei em choque ainda parada tentando me recompor.

— O-o que foi isso?! -Perguntei sem fôlego.

— Er...

— Você... Ficou com medo de um trovão?! -Agora não falta acontecer mais nada mesmo.

— E-eu...

— Fala sério! O Bad Boy da escola, tem medo de um raiozinho! -Sorriu sem graça.

— B-b-bom, mas se você quiser... A gente pode continuar. -Veio para cima de mim mas eu o empurrei.

— Ta louco! O clima já não rola mais por aqui. -Me enrolei na toalha.

— Então, a gente pode tentar depois...

— Bom... Espera! O que eu to fazendo... -Pulei da cama.

Agora sim eu consegui raciocinar direito, e vejo que não to falando coisa com coisa, eu ia concorda com ele?! Não acredito nisso! Esse cara me faz ficar tão louca, que eu estava prestes a fazer a maior burrada da minha vida!

— O que foi? Vai falar que não gostou. -Veio até mim colocando uma mão sobre minha cintura.

— E-eu... -Claro que sim né! Mas obvio que eu não iria falar isso! E nem deveria na verdade... Na verdade mesmo... -Nada disso deveria ter acontecido Cebola... Foi coisa do momento. -Virei a cabeça.

— Tem certeza? -Ele segurou meu queixou e pousou seus lábios sobre os meus novamente.

Retribui deixando ele continuar, só que dessa vez não vai dar certo. Fui mais rápida e dei um chute certeiro no meio de suas pernas. Ele parou e se abaixou colocando as mãos sobre o lugar que tinha machucado.

— Filha da... -Tentou falar em meio aos gemidos.

— Dessa vez não querido! -Peguei seu braço sem nenhum esforço e o joguei para fora do meu quarto. -E nunca mais me chame de puta! -Bati a porta na cara dele.

Se ele pensava que ia conseguir alguma coisa comigo, está muito enganado. Eu não sou qualquer uma, muito menos uma da putinhas dele.

***

Depois de me vestir sai lentamente do quarto e fiquei observando o corredor, nenhum sinal da Cebola idiota. Sai e andei uns dois passos, só que senti uma mão forte me pegar por trás.

— Pensa que é assim é! -Uma voz grossa cochichou em meu ouvido. -Você vai pagar por me chutar...

— Por que? Seu precioso ficou traumatizado é! -Eu ri ao ouvir ele bufar de raiva.

— Você machucou ele. E agora vai ter que curar... -Me virou para ele segurando meus braços com força.

— Qual é, vai me abusar? Não tenho medo de uma Cebola que tem medinho de trovão. Vai pedir pra sua mamãezinha, ela aproveita e canta uma canção de ninar pra você, bebê!

— Grr!

— Oh Cebola, não me machuque eu lhe peço, poupe a sua pobre serva. -Comecei a rir sem parar.

— Não vai ter motivos pra rir depois.

— Vai me amordaçar é, colocar suas meias com chulé na minha boca? -Continuei rindo.

— Continue rindo então Mônica, não por muito tempo.

Ele abriu a porta do quarto ao lado, que era de hóspedes. Me jogou na cama de casal e fechou a porta.

— Vamos ver quem vai rir por último agora, Môniquinha... -Falou me olhando com uma cara nada boa.

Ta, agora eu to com medo...

... Continua...