A Dama do Lago
23 XXIII – Ave de rapina
Notas iniciais
Era noite, a lua cheia encontrava-se ao centro da abóbada celeste, emitindo intensos raios prateados sobre a superfície terrestre. Com o avançar das horas, os galhos das pequenas árvores balançavam à medida que o vento se tornava fugaz, podendo destruir até mesmo um vaso de alabastro.
Na madrugada do dia, o castelo ainda se mantinha animado com as comemorações do final de ano letivo e a formatura dos alunos veteranos. Tinha muita comida e alegria, risadas e brincadeiras, choros e despedidas.
Ao longe, na floresta restituída, uma garota observava tranquilamente as festividades dos colegas enquanto tentava compreender que havia chegado a hora de ir embora. Sete anos ela havia vivido naquele lugar que chamava de lar.
Ao longo destes sete anos, Morgana adquirira valiosas experiências, e, consequentemente, cobiçadas notas. Fora escolhida para a respeitosa casa de Salazar, teve a oportunidade de entender os sereianos, centauros e outras espécies de criaturas mágicas, e aprendera a dominar sua magia.
Com o raiar do dia, os alunos formados seguiam pelo Lago Negro em uma frota de barquinhos, similar ao que fizeram na chegada do castelo. Ao contrário dos colegas, Morgana não partia em um barquinho, voava pelo horizonte na sua forma de corvo.
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