A Dama do Inverno.
2 Essa Assassina, Contratada.
Notas iniciais
Alaska colocava de volta a adaga na bainha, observando seu parceiro com qual havia acabado de lutar se levantar do chão.
– Wow, Alaska, você realmente conseguiu acabar de vez com as minhas costas. — dizia o ruivo.
– Cale a boca Gus. — a menina disse entre um riso.
A morena terminava de ajeitar a saia e a blusa da academia, enquanto Gus limpava suas calças da sujeira que era o chão da ala de treinamento da Academia.
A London Asassin's Academy, uma das maiores e mais secretas academias de Assassinos da Europa, era vista por poucos e lembrada por ninguém, seus alunos, os melhores do mercado. Alaska se considerava com sorte de ter sido encontrada a beira da morte por uma das professoras daquele lugar, Kim Peterson, que a cria como uma filha á dez anos, aqui fez os melhores amigos e os piores inimigos, aqui era uma das melhores de sua classe. Aqui era sua casa.
Ben Jackson, noivo de Kim, sempre diz que Alaska já deveria ser uma das Assassinas de Elite e trabalhar na Agência, já que a mesma já fez inúmeras missões com sucesso, e até ganhará o título de Dama do Inverno , por tanto sua chegada quanto sua saída serem tão sorrateiras quanto a própria estação, o título foi lhe dado graças a algumas empregadas, que a avistaram fugindo pela janela depois de matar seu mestre, Alaska teve sorte de apenas terem visto suas costas.
A jovem cruzou os braços pálidos ao observar Gus Phelps, seu amigo alto, ruivo e sardento terminando de se ajeitar. Ela ainda se pergunta como ele consegue se sair tão bem, sendo tão desajeitado.
" São os meus métodos", diz ele.
– É pra hoje? — ela perguntou.
– Desculpe. — ele disse, ao mesmo tempo que terminava. — próximo Round?
– Infelizmente não, prometi a Kim que estaria em casa para o almoço, e depois vou ajudar Lacey a treinar, ela vai ter um teste logo. — respondeu a amiga, passando os dedos pelos cabelos escuros. — até mais tarde.
– Até mais tarde.
Enquanto Alaska caminhava pelos corredores escuros, os novatos se juntavam e cochichavam sobre a veterana, os já antigos, a cumprimentavam com um aceno de cabeça, e alguns até ousavam falar com ela, sendo para cumprimentar, ou para perguntar algo, todos com o devido respeito a garota, que era como a representante de todos, por ser a mais velha e mais experiente.
Parou em frente a porta de mogno que seria a sua casa, cada residente do local tinha seu próprio apartamento dentro do prédio, afinal, não havia local mais seguro para eles do que aqui.
– Cheguei! — anunciou, entrando e dando uma boa olhada na casa antes de tirar a bainha com sua adaga e pendurar no cabineiro que havia ao lado da porta, um hábito que havia pegado de Ben.
– Ah, bem a tempo para o almoço, fiz batata cozida, como você gosta. — Kim apareceu em seu habitual vestido verde-limão acompanhado de um avental florido. — vá colocar uma roupa decente para jantar e lavar as mãos.
A mulher definitivamente não havia mudado nada, seus cabelos ruivos apenas estavam maiores e haviam aparecidos algumas rugas em volta de seus olhos, mas continuava com a aparência jovial.
– Sim senhora. — disse Alaska, em um tom debochado, antes de ir até seu quarto e fazer tudo que sua " mãe" mandou.
Voltou para a sala com um vestido roxo não muito longo, cabelos presos em um rabo de cavalo firme, suas botas negras e meia calça da mesma cor. Se sentou a mesa, dirigindo seu olhar ao lugar onde Ben sentava.
– Onde está Ben? — perguntou.
– Trabalhando, é claro. — Kim respondeu, servindo o prato da menina e revirando os olhos. — sabe, quando o bebe nascer, ele não vai poder ficar tanto tempo fora.
E ainda tinha isso, Kim estava grávida de Ben. Como eles não eram casados ainda, isso era inaceitável na sociedade, mas aqui dentro não, aqui dentro é perfeitamente aceitável que duas pessoas que se amam tenham filhos mesmo antes de se casar, ou demonstrar afeto em público.
– É, você deveria falar isso com ele.
– E gerar uma briga? Não não, a enfermeira Prince disse que eu tenho que ficar calma.
A doce enfermeira Prince, que cuidara de tantos machucados de Alaska foi a escolhida por Kim para ser a parteira de seu filho, um ato que Alaska aprova avidamente.
– Está usando espartilho? — perguntou Kim a menina.
– Sim, só por que você pede, se não eu já teria reduzido isso a pedaços. — respondeu.
A mais velha riu, e ambas almoçaram falando sobre tudo e todos, rindo e brincando, um típico almoço dentro daquela casa. Enquanto Alaska ajudava Kim a lavar a louça, ambas estavam quietas, sendo que a ruiva parecia preocupada.
– O que aconteceu, está tão preocupada. — perguntou Alaska.
– Aly...- a garota fez uma careta, não gostava muito do apelido. — diretora que falar algo com você, parece que é uma nova missão..
Alaska suspirou, era sempre assim quando ela tinha uma nova missão, Kim ficava mais preocupada do que deveria, e repetia várias vezes para a morena tomar cuidado.
– E...?
– Ela quer que você vá na sala dela o mais rápido o possível, parece que dessa vez a missão é mais longa e...tenha cuidado certo?
Alaska sorriu, e subitamente, abraçou a ruiva, que ofegou de susto.
– Eu sempre tomo cuidado, você sabe, eu vou lá e volto já para te informar sobre, certo?
– Certo. — Kim sorriu, e observou a sua pequena desaparecer pela porta, indo em direção a diretoria.
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– A Rainha me convocou?! — exclamou Alaska.
A diretora Wester suspirou.
– Sim, srta.Snow.
A jovem se reencostou na cadeira da diretoria, com os olhos azuis gélidos arregalados, como a Rainha descobriu esse lugar? Como a encontrou? E o mais importante, o que queria com ela?
– O-Oque ela quer comigo? — gaguejou.
– Creio que devo ser sincera com você, Alaska, já que prestou vários serviços a nós com sucesso, e é uma das melhores alunas, se não a melhor. — começou a diretora. — Parece que a Rainha descobriu esse lugar por uma informação de dentro, e por pouco ela não o destruiu, pois ela achou que poderíamos ser úteis a ela. Vossa Majestade entrou em contato com meus superiores, e eles fizeram um acordo. Nossa Agência trabalharia ao favor dela e todas as missões seriam controladas e vigiadas pela mesma, e as missões a favor dela seriam as mais importantes. Uma de suas primeiras ordens foi o que te trouxe aqui.
Alaska olhava curiosa para a diretora.
– E o que foi?
– Parece que a Rainha acha que seria de extrema utilidade seu cão de guarda e sua aranha terem seus próprios...servos por assim dizer, ela pediu fichas dos melhores assassinos mais jovens para analisar e escolher. E ela escolheu você para servir ao Conde Ciel Phantomhive.
Alaska engasgou-se, sua missão seria servir de guarda-costas para um pirralho?! E ela nem pode recusar, teria que largar sua família e amigos aqui para ir cuidar de um Conde Mimado.
– E eu não posso recusar?! — indagou a jovem.
– Creio que não. — a diretora respondeu, com pesar no olhar.
Alaska passou a mão no rosto, e respirou fundo.
– Quem irá ficar com a aranha?
– Isso é segredo, essa pessoa já esteve devidamente informada e será enviada para a Mansão da aranha esta noite. Isso me lembra, você deve manter isso secreto de todos, até de seus responsáveis, isto é confidencial, mas avisaremos a todos que se interessarem apenas quando vocês estiverem bem longe daqui.
A menina apoiou o rosto nas mãos, respirando fundo, não tinha jeito, teria que aceitar, e quanto mais rápido aceitasse, mais rápido passava.
– Certo, o que eu preciso saber? — perguntou, levantando o olhar para ver o sorriso satisfeito da diretora.
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O corpo de Alaska balançava juntamente com a carruagem que haviam mandado para a levar até a mansão Phantomhive, observava a paisagem pela janela, repassando a última coisa que a diretora havia lhe dito.
" E Lembre-se, Alaska, o futuro desse lugar depende de você."
Mas ela deveria aprender a lidar com o peso da responsabilidade em suas costas, afinal ela é a Dama do Inverno, e deve honrar o título, então deveria ser melhor repassar as informações que havia recebido sobre a missão:
" Trabalhará para o Conde até segunda ordem, deverá protege-lo com sua vida e o respeitar, seu dever é auxilia-lo em tudo, principalmente com seus deveres como cão de guarda da Rainha. Pode e deve usar o nome Alaska Snow. O Conde Ciel Phantomhive é sobrevivente de um incêndio que teve em sua mansão a três anos atrás, todos pensavam que havia morrido como seus pais, o Conde Vincent Phantomhive e sua esposa Condessa Rachel Phantomhive, porém retornou junto de um mordomo misterioso que nada se sabe sobre ele — nota mental: descobrir tudo sobre tal. — e o principal: Seja a Dama do Inverno que sempre foi. "
Sua linha de pensamento foi interrompida pela voz do homem que havia ido a buscar, um homem alto, branco de cabelos loiros, olhos castanhos, barba rala e cigarro no canto da boca. Se apresentou como Baldroy e afirmou ser o cozinheiro da mansão Phamtomhive.
– Srta.Snow? Chegamos. — ele disse, estendendo a mão para ela segurar.
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