Elena estava de pé diante o caixão frio de Bonnie, que era permanecido fechado para que ninguém visse a situação em que se encontrava o corpo. As lágrimas de Caroline e Elena rolavam. Damon abraçava Elena na esperança de consolá-la, e Stefan à Caroline.

Enzo abriu a porta da igreja, e adentrou lentamente com os olhos vermelhos e inchados por terem passado as últimas horas chorando. Ele não conseguia acreditar que perdera sua amada. A perdeu de forma tão agressiva. Ele sentia que suas forças escapavam de seu corpo, e tinha medo que elas jamais voltassem sem Bonnie Bennett ao seu lado.

Enzo parou de frente ao caixão, e permaneceu parado ali por alguns segundos. Não pode ser verdade. Isso não está acontecendo. Àquilo não entrava em sua mente. Não era como o sangue que o alimentava, que era fácil de engolir. Ele levou a mão até a tampa do caixão para abri-lo e se certificar quem quem estava ali era realmente sua querida e amada Bonnie.

— Não faça isso, Enzo. — Damon sussurrou ao seu lado. Ele sabia que todos ficariam aterrorizados com o que veriam.

Os olhos de Enzo se tomaram em lágrimas que ele deixava cair.

— Bonnie... — Ele sussurrou. — Ela não... — Enzo saiu dali feito um raio. Ninguém tentou segurá-lo, pois, entendiam sua dor.

Matt se aproximou com uma rosa vermelha, e a beijou antes de sobre a tampa do caixão.

— Espero que esteja em um lugar melhor, Bonnie. — disse ele se afastando.

Elena se soltou dos braços de Damon para abraçá-lo em solidariedade.

Damon foi até o caixão, enquanto Elena ainda abraçava Matt.

— Obrigado por tudo, bruxinha. — disse ele, relembrando o tempo em que Bonnie não o suportava e que ele fazia de tudo para provocá-la. — Vou sentir saudades, Bon Bon. — ele deu as costas para o caixão, e viu Elena passar ao seu lado, enquanto ele se afastava.

— Me perdoe, Bonnie... — Elena soluçou. — Eu nunca desejei isso para você... Eu não queria... — Ela voltou a chorar histericamente.

Elena... Damon se viu a abraçando. Seu instinto de protegê-la era tão forte, que ele fazia isso mesmo sem perceber.

***

— Não se aproxime de mim, Kai, ou eu...

— Você não vai fazer nada, Bon. — Kai a interrompeu, se prontificando a ajudá-la a se levantar, estendendo a mão para ela. Bonnie não retribui o gesto. — Anda, Bon, por favor.

— Você tentou me matar. — disse ela hesitante.

— Tecnicamente, você já está morta, Bon, e não foi eu quem te matou. — Ele insiste novamente para que ela pegue sua mão.

Bonnie arregalou os olhos ao ver o primeiro flash relampejar em sua mente. Saia daqui, Damon, e leve o Enzo com você. Sua voz ecoava. Eu não vou perder vocês de novo. Ela olhou para a expressão dócil de Kai, que mantinha um sorriso em seu rosto.

— O que aconteceu? E, se eu estou morta, que lugar é esse? Já que o outro lado não existe mais. — Bonnie encolheu os joelhos se aproximando ainda mais da árvore.

— Venha comigo e eu te conto tudo o que quiser saber. — Kai ergueu as sobrancelhas, ainda com a mão voltada para Bonnie, que hesitou por um tempo antes de lhe corresponder.

***

Elena entrou no Civic Turbo de Damon pela porta do carona, e Damon a bateu, fechando-a. Ele rodeou o carro até a porta do motorista e entrou. A respiração lenta de Elena se transformaram em choramingos.

— Se existir um jeito de trazê-la de volta, se existir só uma esperança... Eu vou encontrar, Elena. Eu prometo a você que eu...

— Para, Damon. — ela o interrompeu.

Damon suspirou ao olhar o rosto desesperançado de Elena. Ela era mais linda do que ele se lembrava, mas ele não conseguia se centrar em sua beleza.

— Não existe um "jeito" de trazê-la de volta, Damon. — Ela passou seus dedos finos e compridos em seus cabelos sedosos, tentando arrumá-los atrás da orelha. — O outro lado já era, Damon, então, não me faça criar esperanças, porque eu sei que vou me arrepender se fizer isso. — Elena voltou a chorar.

Damon assentiu e girou a chave na ignição.