A Dama Branca
20 Sentimentos em Xeque
Notas iniciais
Ooooiii! o/
Bom, demorei bastante pra postar, porque infelizmente tinha perdido minhas anotações do capítulo, pois escrevo a mão e depois passo para o word.
Assim, tive que reescrever toooodo o capítulo novamente, não só esse mas o de natal também... xD
Espero que não fiquem chateados! Y.Y
Como prometido escrevi um capítulo especial de natal(uhuuull!), mas postarei ele com um intervalo bem menor do que os capítulos da fic, afinal é um capitulo bônus, mas não deixa de fazer parte da história/enredo. Postarei no dia 25 pra ser mais precisa! o/
Mas por favor, embora o intervalo seja curto não deixem de comentar nesse. *-------*
Como em muitos outros, esse capítulo possui uma pequena parte em terceira pessoa, mas volta novamente para a forma de narração normal.
Espero que gostem e boa leitura a todos! :D

O quarto da Yui ficava para a direita. Assim, sai do quarto furtivamente, fechei a porta, tornei a olhar novamente para os lados e comecei a correr na direção do meu destino.Conforme eu corria, notava que as poucas janelas dos corredores se encontravam fechadas e tudo era iluminado pela luz dos lustres laterais que ficavam nas paredes.Enquanto corria notei um vulto passar atrás de mim, meu coração se encontrava acelerado devido a corrida, mas em reação a esse susto ele aumentou sua frequência. Apesar do susto resolvi não parar, não importando quem ou o que fosse.De repente algo apareceu diante de mim, foi tudo extremamente rápido, e eu me assustei ainda mais. A surpresa e o susto foram tão grandes que em reação a isso eu dei um salto para trás, mas minhas pernas estavam bambas, e a falta de equilíbrio me fez ir ao chão. Em resposta ao impacto que meu corpo faria contra o chão, fechei meus olhos.Porém enquanto caía, algo me segurou pela cintura.— O que faz correndo pelos corredores? – indagou uma voz imperativa, semelhante a Reiji.Com certo medo, abri meus olhos. Era realmente Reiji, e a presença dele fez meu medo aumentar ainda mais. Eu realmente temia ele, pois Reiji sempre me acusava de ser mal educada ou por possuir um comportamento inadequado, quando eu dava o melhor de mim para não passar essa impressão. E como se isso não bastasse eu estava em trajes totalmente desapropriados.Ele me segurava pela cintura, e aquilo me deixava ainda mais inquieta e desconfortável.— Você não me respondeu... quanta falta de educação! – disse ele com um tom ríspido e me encarando com seus olhos púrpura.— P-por favor... m-me solta! – Implorei gaguejando devido a minha aflição.A mão de Reiji ainda se encontrava firme em minha cintura, e ele me encarava de forma amedrontadora. Seu olhar era diferente dos demais irmãos, não parecia que ele iria me devorar ou algo relacionado a isso, parecia é que iria me matar! Ser encarada dessa forma por ele me deixava aflita, e completamente sem lugar.— Você realmente não tem ideia da situação que se encontra, não é mesmo?! – Indagou ele, retoricamente. – Bom... então lhe explicarei. – disse fazendo uma pausa, e ajeitando os óculos com sua mão livre. – Somos seres superiores a você, uma mera humana. Por isso, você deve ter mais respeito e educação, principalmente no que diz respeito a responder perguntas direcionadas a você. – concluiu ele me encarando com um olhar de superioridade.Quanto mais ele falava mais meus olhos iam se arregalando, o medo realmente me consumia por completo, eu não iria conseguir falar nada nessa condição. E minha teoria só se confirmou quando abri a boca na tentativa de falar algo, mas minha voz não saiu. Bela hora para meu corpo não me responder!— Depois do que eu disse, ainda reluta em me responder?! – Perguntou Reiji com tom autoritário.Minha respiração começou a ficar mais rápida, e meu coração batia freneticamente. Forcei novamente a minha fala, mas de anda adiantou.Reiji me puxou pela cintura, na direção dele, de forma a ficarmos mais perto. Essa ação fez meu coração dar mais um salto. Essa situação era péssima para mim, afinal estávamos perto até demais. Comecei a suar frio diante de toda aquela tensão, medo e desespero. Eu realmente tinha medo dele, seu jeito autoritário era muito temível, além disso seu olhar possuía essa mesma característica.Lentamente, após me puxar para perto dele, Reiji aproximou seu rosto do meu, de forma que eles ficasse paralelos um ao outro. De repente sua mão agarrou meu maxilar, e ele o apertou forte, de maneira a me causar dor. Inevitavelmente gemi em reação aquela dor.— Lhe mostrarei por que somos superiores... – sussurrou ele ao pé do meu ouvido, apertando ainda mais meu maxilar.Eu pude sentir seu hálito gélido enquanto ele proferia tais palavras.— P-pare...p-por favor! Es-tá doendo... – murmurei com a voz fraca e tremula.— Já que se recusou a falar antes, prefiro que fique calada! – disse ele firmemente.Aquela situação me causava pânico, e a cada momento tudo piorava, ao invés de melhorar. Realmente, o destino não era meu amigo! Senti uma pontada de dor de cabeça, coisa que não estava sentindo até então. Essa dor não era suficientemente forte para substituir a que Reiji me causava, mas parecia ter grande potencial para isso.
Repentinamente senti a língua gélida dele deslizar sobre a pele do meu pescoço, e aquele frio me causou calafrios. Eu realmente detestava sentir aquilo, era como se o choque de temperaturas me excitasse.Agarrei o braço dele, na tentativa de me livrar do seu enlace dele, mas ele permanecia imóvel.Novamente, senti seu hálito frio através da minha pele, mas dessa vez a sensação gélida foi substituída pela dor.Pude sentir minha pele e carne serem perfuradas, e em seguida meu sangue começou a ser sugado violentamente, me causando extrema dor.Diferente de todos os outros Reiji era totalmente violento, embora não parecesse. Os demais Sakamaki eram um pouco mais gentis, parecia que Reiji gostava de causar dor as pessoas.Instintivamente, gemi de dor. Eu conseguia sentir meu sangue sair do corpo, e parte dele escorria pela minha pele, ainda quente.A dor de ter minha pele dilacerada fez minha cabeça doer ainda mais, e aos poucos minha visão foi ficando embaçada, até que me senti bamba e perdi a consciência.Despertar inesperado:Se via em meio ao corredor, iluminado artificialmente, uma garota de cabelos brancos longos, e um homem de cabelos curtos de coloração roxo escuro.O homem estava com sua cabeça alojava no ombro dela, e com sua boca colada no pescoço da mesma. Aparentemente, ele se alimentava do sangue da pobre garota, porém parte do mesmo era desperdiçado, pois escorria até sua clavícula e manchava parte do colarinho da camisa trajada por ela.Aos poucos os olhos dela foram perdendo a cor, e depois de alguns segundos a coloração vermelha voltou, mas bem mais forte e vigorosa que antes. Mas, algo naquele olhar havia mudado, parecia mais triste e frio, como se quem fosse dono deles não possuísse sentimentos.— Já acabou, Reiji?! – perguntou a garota com a voz firme.Essa pergunta repentina pegou ele de surpresa, e imediatamente após ouvir isso ele descravou suas presas do pescoço dela, mas antes de poder encará-la a garota voltou a falar.— Irônico, não é?! Você se acha superior aos humanos mas age e pensa como eles... – disse a garota em tom de provocação.— O que você disse?! – indagou Reiji alterado, encarando-a de forma imponente.— Você ouviu bem, e por isso não repetirei novamente. Sei que você não possui problema de audição... – respondeu ela calmamente fitando-o também, mas diferente dele, ela não parecia emocionalmente alterada.— Como ousa?! Você não passa de uma mera humana! – afirmou ele apertando o maxilar dela em resposta a raiva que a garota o causava.— Engraçado isso... você se julga superior aos humanos mas age como tal. – disse ela fazendo uma pausa, e não parecendo incomodada com Reiji pressionando seu maxilar. – Tal qual os humanos você julga seu alimento como sendo inferior a sua existência, e essa atitude não te faz superior a eles, pelo contrário, te torna igual. – concluiu ela agarrando a mão dele, que se encontrava acoplada ao seu maxilar.— Sua... – Reiji começou a falar, mas antes que ele concluísse sua frase, ela o interrompeu.— Se me permite... – disse ela tirando a mão dele do maxilar como se fosse apenas um mero incomodo.Aquilo deixou Reiji atônito, pois ele estava exercendo bastante força sobre sua mão. Reiji ficou tão surpreso que ele não conseguia sequer agir ou pensar no que fazer, assim antes de ele ter tempo para isso, a garota simplesmente desapareceu diante dos seus olhos.Acordei ainda com a cabeça um pouco dolorida, e eu estava em um local confortável, envolta por coisas macias. Eu realmente queria continuar ali, e por isso não cogitei abrir meus olhos.Enquanto me deliciava com a maciez daquele local, ouvi uma voz feminina familiar invadir o ambiente.— Ei...Você está bem?! – indagou a voz feminina.Imediatamente abri meus olhos, levantei o mais rápido que pude e vi diante de mim a Yui. Ela estava sentada sobre a cama, em sua expressão pairava o que parecia ser preocupação.Uma alegria inexplicável me invadiu, eu finalmente chegara onde eu queria, mas aos poucos essa alegria foi tomada por inquietação e dúvida. Como eu cheguei ali?!Eu não me lembrava de ter andado até o quarto dela, na verdade a última minha última lembrança era de Reiji sugando meu sangue, e da dor que aquilo me causava.— Onde estou? – perguntei meio confusa pousando a mão sobre minha cabeça, que ainda latejava um pouco de dor.— Está no meu quarto. – disse ela abrindo um sorriso amistoso. – Ouvi alguém bater à porta, e então fui ver, mas quando a abri, vi você desmaiada no chão. Então te coloquei na cama e esperei você acordar. – concluiu ela.— Entendo... – respondi assentindo com a cabeça. – Desculpe o incomodo, acho que acabei sendo inconveniente. – disse abaixando a cabeça, me sentindo um pouco de culpa.— Que nada! – disse ela sorrindo novamente.Tornei a olhar para o quarto, e ele se encontrava do mesmo jeito que eu o deixara antes, acho que era assim que ela mantinha o mesmo e eu apenas peguei o costume, afinal eu não chegara a ficar ali por muito tempo. Algo me causou estranhamento, as cortinas estavam abertas, ela não era vampira também?!— Você teve algum problema? – perguntou Yui, olhando para meus trajes.Fui invadida por uma vergonha inimaginável, eu havia esquecido disso. E com a vergonha senti meu rosto ficar quente.— N-não, nenhum... – respondi gaguejando um pouco e desviei o olhar, devido a vergonha.— Perguntei isso por causa do sangue no colarinho. – disse ela apontando para o mesmo. – Ele tem seu cheiro, que é extremamente forte e doce.Aquelas últimas palavras me deixaram extremamente surpresa, ela era como os Sakamaki?! Era até de se esperar afinal morava na mesma mansão, mas eu queria que ela fosse como eu, não exatamente pois eu não era tão humana, mas que fosse parecida comigo.— E-então você é como eles? – Indaguei um pouco receosa, pois aquela pergunta poderia ofendê-la.— Sim e não... – respondeu ela.— Como assim?! – perguntei confusa.Eu realmente não havia entendido. Seria ela meio vampira ou algo do tipo?!— Bom, vejamos por onde eu começo... – disse ela pensativa. – Após a morte de Cordelia, a mãe de Laito, Ayato e Kanato, o amante dela implantou o coração da mesma em mim, quando eu ainda era bebê. Após alguns acontecimentos, acabei vindo para a mansão. Aqui me disseram que eu era uma Noiva do Sacrifício, embora não tenha entendido direito o que isso significava. – continuou Yui. – Mas no fim eu não passava de um receptáculo para o renascimento de Codelia, assim me neguei a ter esse destino, e acabei perfurando meu coração. Porém, Ayato me transformou em um deles, isso não é uma prova de amor?! – concluiu ela, com mais um sorriso, que era um pouco diferente, só não consegui identificar a característica do mesmo.Ao ouvir as últimas palavras relacionadas a Ayato senti uma dor estranha em meu peito, como se algo tivesse sido arrancado brutalmente de mim, e em reação a essa dor abaixei a cabeça, pousei minha mão sobre o peito, e aos poucos de meus olhos começaram a brotar lágrimas. Mas o que era aquilo?! Porque doía tanto sendo que eu não tinha sido machucada, além do mais eu sempre regenerava minhas feridas.Abaixei minha cabeça, respirei fundo e pisquei meus olhos várias vezes, na tentativa de afastar aquelas malditas lágrimas. Mas a dor ainda continuava lá, assim tentei ignorá-la, porém não tive sucesso.— Algum problema? – Indagou Yui, olhando para mim.— N-não, não... continue, estou curiosa para saber o resto. – respondi ainda de cabeça baixa.Eu realmente não a levantaria tão cedo, não enquanto aquela as lágrimas permanecessem em meus olhos. A minha sorte era que minha franja encobria parte do meu rosto.— Em virtude disso, sou como eles, mas não possuo as mesmas fraquezas devido ao coração de Cordelia. – disse ela se levantando.— E-entendo... Isso é algo bem conveniente, afinal nunca é bom ter pontos fracos – afirmei, ainda permanecendo de cabeça baixa e com a mão no peito.Maldita dor que teimava em continuar ali, e junto com ela vinham aquelas, também malditas, lágrimas. E quanto mais elas desciam, em minha mente começaram a brotar várias dúvidas. O que havia entre eles? Será que Ayato a amava, e eu estava atrapalhando? Pois em alguns momentos tive essa sensação. E acho que o que ela disse confirmava tudo.Essas dúvidas faziam a dor aumentar ainda mais, e mais lágrimas brotavam. Quando notei isso resolvi afastar tudo aquilo da minha mente, assim respirei fundo e passei minhas mãos sobre meu rosto, para não mostrar que em algum momento eu havia chorado. Afinal, eu tinha que me recompor!
— Fico meio sem jeito que pedir isso... – disse Yui, fazendo uma leve pausa. – Notei que você e Ayato tem estado muito próximos, e tenho medo de perdê-lo por isso. Você poderia se afastar dele para eu poder me redimir pelo que fiz? – perguntou ela, mas essa pergunta parecia possuir somente uma resposta.Realmente, a resposta para essa pergunta parecia ser só uma... “Sim!”Ouvir aquilo me feriu ainda mais, e em reação a isso olhei para meu peito. Ali deveria estar muito ferido pois estava doendo tanto, mas não havia perfuração nem sangrava. O que era aquilo? As lágrimas que eu conseguira conter com muita dificuldade voltaram, e com muito mais força, porém respirei fundo e as segurei o máximo que pude.— C-claro que s-s-sim! – respondi gaguejando, e com a voz um pouco baixa.Aquela resposta parecia não querer sair, não é à toa que eu gaguejara muito no “Sim”. Teria ela notado isso?Na verdade, eu pouco me importava, eu só queria sair dali. Ir pra outro lugar...ou na melhor das hipóteses sumir!— Muito obrigada! – disse ela abrindo um sorriso feliz.Me senti um pouco incomodada, pois enquanto ela sorria eu sentia aquela maldita dor. Mas, até que não era de tudo ruim, quem sabe assim não posso ser amiga dela?— Tem algo que eu possa fazer por você também? – perguntou ela amistosamente.Aquilo havia a deixado realmente feliz, ela transbordava alegria. Mas porque eu não me sentia feliz ao vê-la assim?— Na verdade eu vim até aqui para lhe pedi... – antes que concluísse minha frase o som de batida na porta preencheu o quarto.Yui imediatamente foi até a porta, a abriu e diante dela estava Subaru. Yui abriu a boca para falar algo, mas antes que sua voz saísse ela foi interrompida por ele.— Vamos, Shiro! Me pediram para te buscar, pois já estamos de saída para o shopping. Então ande logo que você precisa se arrumar. – disse ele me fitando, ainda na porta. – Além disso, se arrume também Yui, você vem conosco. – concluiu ele fazendo um sinal com a mão para mim.Me senti um pouco aliviada, por estar indo para longe dali, mas eu sabia que aquela dor ainda iria permanecer.— Até daqui a pouco, Shiro! – disse ela enquanto eu saía.Eu assenti a cabeça e saí o mais rápido que pude.Enquanto eu e Subaru caminhávamos pelos corredores ele ia reclamando.— Estou me sentindo uma babá! Que patético! – resmungou ele para si mesmo. – Além de babá um mensageiro, pois tenho que ficar dando recado aos outros!Durante todo o trajeto me mantive em silêncio, apenas escutando Subaru reclamar, e aquilo me alegrava de certa maneira, pois era um tanto engraçado.
Notas finais
Bom, é isso gente...
Como eu disse estarei postando no dia 25(amanhã) o capítulo de especial de natal o/
Mas novamente peço para que não deixem de comentar nesse, pois eu realmente gostaria de saber o que acharam do capítulo. Além do que, se existe algo em que eu precise melhorar.
Mais uma vez agradeço a todos pelos comentários, pelos favoritos e por acompanharem a fic...Obrigada mesmo!
Fale com o autor