A Dama Branca
25 Sede
Notas iniciais

Várias pessoas caminhavam pela calçada, alguns falavam em seus celulares, já outros caminhavam com amigos sorrindo e conversando. Haviam também aqueles que andavam lentamente e solitários, aparentemente emersos em seus pensamentos, problemáticos ou não. A noite se encontrava fria, o céu com muitas nuvens e dele já começava a despencar alguns flocos de neve que eram levados pelas lufadas de vento. Era possível sentir aquele vento frio bater sobre os corpos que ali transitavam, porém os agasalhos que eles vestiam diminuíam e muito a sensação de ter seu calor roubado. Á direita daquele trajeto podia se ver o Shopping Sawatari, e à esquerda uma movimentada avenida, que naquele momento se encontrava interditada devido a um acidente envolvendo veículos e uma pessoa. Aparentemente, a ambulância já levara a vítima, e assim, algumas equipes de investigação começaram a chegar no local. Eles trajavam uniformes azul marinho, porém dada a escuridão da noite, eles se assemelhavam a cor negra.
Aquela equipe era composta por sete agentes, dentre esses sete haviam três mulheres e quatro homens. Os investigadores queriam saber o que ocasionou tal acidente, e no dado momento parte da polícia local colhia o depoimento dos motoristas e passageiros dos carros envolvidos no acidente. Já a outra parte colhia o testemunho de pessoas que presenciaram o ocorrido. Além disso, eles faziam todos os procedimentos necessários, como checagem das documentações e do estado físico-mental dos condutores dos veículos, após checar tudo isso era feito os registros dos mesmos, para uma possível verificação posterior.
Não muito longe do local do acidente, uma mulher de aproximadamente vinte e três anos aguardava, no interior de seu carro vermelho rubro, a chegada de seus amigos. A jovem mulher possuía pele branca, cabelos longos castanho claro e olhos vermelhos. Ela se encontrava diante do volante de seu veículo, um Nissan Dayz, que estava estacionado em frente a um restaurante, pois ela combinara com seus amigos de jantarem juntos naquela noite. Porém, aparentemente, ela havia chegado bem mais cedo que qualquer um, afinal pela vidraça do restaurante ela não conseguia visualizar ninguém conhecido no interior do mesmo.
O restaurante no qual eles haviam combinado, era levemente elegante, nada extremamente requintado, mas que havia seu charme. Era possível ver na fachada do restaurante uma grande vidraça, a qual possibilitava ter acesso visual ao interior do restaurante. As paredes do mesmo, possuíam coloração mostarda e havia em suas paredes alguns quadros decorativos, além de lustres sutilmente sofisticados em seu teto. As mesas eram de madeira rústica marrom escuro, e as cadeiras acompanhavam tais características. Sobre a mesa era possível ver uma toalha branca e um pequeno jarro de Licorys brancas, que servia como decoração.
A mulher havia saído de um dia cansativo no hospital em que trabalhava como enfermeira. Ser enfermeira nunca fora o que ela realmente desejava e almejava, mas durante sua formação ela havia feito boas amizades que perduravam até depois de sua graduação. Em virtude de sua rotina apressada, ela havia passado rapidamente em sua casa, tomado um banho, se arrumado sutilmente para finalmente ir ao encontro de seus amigos. Porém, aparentemente, ela ou seus amigos, nem se deram conta da hora.
Assim, trajada com um sobretudo de lã preto, um tomara que caia branco, uma calça social cinza escuro e escarpam preto, ela aguardava em seu carro. Devido ao frio ela liga o aquecedor do mesmo, tira seu sobretudo de lã, o dobra e o pousa sobre o banco traseiro do carro. Após fazer isso, ela se volta para o retrovisor, dá um leve ajeitada em seus longos cabelos castanho claro, e ao olhar para seus lábios sente falta de uma cor. A mulher pega, então, sua bolsa, que se encontrava no assento do carona, a pousa sobre seu colo e dela retira um batom. Em seguida torna a se olhar no espelho do retrovisor e pousa o batom sobre seus lábios. O batom vermelho deslizava lentamente por seus lábios fartos, delineando, delimitando e adornando a boca da mulher.
Enquanto realizava tal ação, ela ouviu um som semelhante a batidas no vidro da porta de seu carro, paralelamente à onde ela se encontrava. Aquilo a pegou de surpresa, e em virtude disso, ela deu um leve salto e um suave gemido de susto, borrando, consequentemente, seu batom. Assim, ela limpou o borrão de forma superficial, que era notado pela presença, mesmo que fraca do pigmento vermelho no canto direito de sua boca. Após limpar rapidamente sua boca, ela virou-se, esboçando um sorriso sem graça, para a janela do motorista, afinal, ela suspeitava que era seu amigo que adorava pregar nela pegadinhas sem graça.
Porém, ao voltar-se para a porta do carro ela viu através do vidro, um rapaz de cabelos ruivos e olhos verdes esmeraldinos que trajava uma jaqueta de brim roxo escuro e por baixo da mesma uma blusa branca. Era possível ver um cachecol rubro adornando seu pescoço, além disso ele vestia, também, uma calça jeans escura.
Aquela situação a deixara insegura, afinal alguém desconhecido batia no vidro de seu carro, porém ao olhar fixamente para aqueles olhos verdes vibrantes, tal insegurança e desconfiança foi se esvaindo aos poucos, até que com a mente em branco ela abaixou o vidro da porta do motorista.
Diante da ação da mulher o jovem ruivo esboçou um leve sorriso, que aparentava um sinal de conquista do seu objetivo.
— Abra a porta. – ordenou ele, desfazendo o sorriso que até a pouco tempo pairava em seus lábios.
Em sua consciência, a mulher sabia que aquilo não era o certo, afinal ele poderia querer lhe fazer mal, ainda mais depois de ter visto aquele sorriso, que poderia ter um significado maldoso. Porém apesar de saber que abrir a porta não era algo seguro, seu corpo não obedecia aos seus comandos e sim ao que o rapaz dissera.
Assim, ela abriu a porta do carona enquanto fitava hipnotizada aqueles olhos verdes encantadores.
Antes de ela abrir totalmente a porta, o ruivo já se encontrava parado de frente para a mesma, e ele aparentava estar com pressa, pois não foi capaz sequer de esperar a mulher completar sua ação. O jovem pousou sua mão sobre o puxador da porta e a alavancou com firmeza no intuito de apressar a ação da mulher, ao ter a porta parcialmente aberta ele entrou rapidamente no veículo rubro, sentou-se no banco do carona, e fechou por fim a porta na qual ele havia entrado.
A mulher o encarava magnetizada, porém em seu interior ela relutava a tudo aquilo, e não entendia como podia seu corpo não responder aos seus comandos. Além disso, a pergunta que ela mais se fazia era o que aquele jovem queria com ela.
Após se acomodar no banco do Dayz, ele voltou-se para a mulher e tornou a olhá-la nos olhos.
— Os olhos também são vermelhos... – murmurou misteriosamente o ruivo, ainda a fitando.
Porém aquele olhar que a pouco fitavam seus olhos vermelhos, passaram a encarar seu colo nu.
Inesperadamente, e em um movimento extremamente rápido, o jovem avançou na direção da mulher. Em seu interior a enfermeira sentia vontade de reagir a tudo aquilo, e sacar o spray de pimenta que se encontrava na bolsa em seu colo. Mas, mais uma vez, seu corpo não respondia aos seus comandos, ela estava a mercê dos desejos do desconhecido que se encontrava ao seu lado.
O ruivo vinha em sua direção com sua boca levemente aberta, e diferente das pessoas comuns, ele possuía os caninos maiores e mais chamativos.
Em seguida, ele se aproximou rapidamente de seu colo, passou sutilmente seus lábios que eram gélidos na pele quente da mulher, e ali cravou suas presas. A mulher pôde sentir sua carne ser perfurada por aquelas presas, e em seguida sentiu seu sangue ser sugado pelo jovem, que o fazia de forma realmente vigorosa e fugaz.
Os olhos verdes do jovem brilhavam inebriados pelo sabor do sangue que invadia sua boca e atiçava suas papilas gustativas. Conforme ele se alimentava, mais ele queria aquilo, e consequentemente, com mais vigor ele sugava o sangue da mulher. Embora aquele sangue não fosse tão saboroso quanto o de Shiro, ele era suficientemente agradável ao ponto de apaziguar, mesmo que temporariamente seu Frenesi. Ao menos até o momento em que ele poderá ter acesso ao sangue que o deixara daquela forma.
Assim, o ruivo permaneceu sorvendo o sangue da mulher durante minutos. Porém aos poucos os olhos que a pouco possuíam vida e brilhavam de forma vivaz, começaram a se tornar opacos.
Enquanto sugava vorazmente o sangue da enfermeira, próximo ao veículo onde eles se encontravam, a garota de longos cabelos brancos, que deixara ele e os demais naquele estado, passava na calçada, paralelamente ao Dayzestacionado.
Ela caminhava lentamente com os pés nus, e conforme o fazia seus longos cabelos brancos se moviam conforme o vento lufava. A garota se encontrava cabisbaixa, e devido a isso sua franja impossibilitava visualizar, completamente, seu rosto. A albina possuía uma expressão indescritível, parecia que ela definitivamente não sentia nada, muito menos frio. Tal fato era evidenciado não só por sua expressão corporal, devido ao fato de não estrar tremula, mas também por estar trajando um vestido de alça branco. Porém aquela vestimenta não se encontrava em seu estado normal, boa parte dela se encontrava quase que completamente suja, além de possuir enormes manchas de sangue.
Apesar de se encontrar em tal estado deplorável, ela não chamava a atenção de ninguém que passava ao seu lado, ou que transitava por ali. As pessoas se encontravam tão ocupadas e preocupadas com suas vidas cheias de problemas e estresse, que mal tinham tempo de sequer olhar para o lado, a fim de notar o que se passava com o outro. Durante seu caminhar com o vestido sujo com seu sangue, o aroma do mesmo era levado pelo vento, se espalhando.
Inesperadamente, Ayato parou de sugar o sangue da mulher, pois pairava no ar o aroma do sangue de Shiro. Em detrimento a tal aroma ele inspirou fundo, na tentativa de verificar se aquele cheiro se tratava mesmo dela ou não.
O ar que carregava tal cheiro, entrou por suas narinas, preencheu seus pulmões e foi reconhecido por suas papilas olfativas, porém ao invés de esclarecer do que se tratava, tal aroma confundiu ainda mais seus sentidos.
Aquele maldito sangue, o qual o deixara naquele estado deplorável. Estado no qual ele e os demais sempre relutaram ao máximo para não expor ao mundo exterior, afinal isso poderia trazer risco a toda sua espécie. Mas, inevitavelmente, eles deixaram esse lado ser exposto, mesmo que contra sua vontade.
O cheiro lascivo daquele sangue, havia o feito interromper sua alimentação, e devido ao desejo pelo mesmo ele tornou a olhar para os lados, para a frente, e em seguida para trás, em busca da dona daquele sangue. Porém, ele não via nenhum vestígio dela, a não ser o cheiro que pairava no ar.... Seria aquele um delírio dele?
Ao pensar nessa possibilidade, passou sua mão sobre o rosto e voltou seu olhar para a mulher que se encontrava ao seu lado, no banco do motorista. Ela se encontrava fraca, com os olhos levemente opacos, respiração pesada e lenta.
Ayato não podia deixar vestígios do que fez, assim, enquanto ela ainda estava consciente, ele pousou suas mãos sobre os olhos dela, os fechando em seguida. Após isso, aproximou seu rosto, e consequentemente, seus lábios próximo ao local onde perfurara a carne da mulher, por conseguinte pousou seus lábios no colo dela, lambendo a ferida que ele abrira.
Assim, Ayato se afastou e pôde ver o efeito de sua saliva sobre a ferida de humanos. Aquela laceração que ele havia aberto a pouco ia se fechando lentamente, até que não sobrara vestígio algum do que ocorrera. Era dessa forma que os vampiros se ocultavam, mesmo que por um fino véu, dos humanos, pois além de possuírem armas de caça, eles também possuíam artifícios para sua ocultação. Tudo aquilo se tratava de um fino véu, pois o menor deslize podia revelar, ou levantar suspeita sobre a existência de sua espécie.
Após apagar os vestígios deixados em sua vítima, ele abriu a porta do Dayz pela qual ele entrara, a atravessou, fechando-a em seguida. Por fim, Ayato pôs se a caminhar de volta ao Shopping, ele percorreu todo o trajeto cabisbaixo e com as mãos no bolso da calça jeans que ele trajava.
Apesar da fria noite, os investigadores continuavam o seu trabalho, e dentre eles havia uma mulher cabelos negros sutilmente ondulados, que se encontravam presos em forma de coque. A franja também levemente ondulada caía sobre sua pele caucasiana, e compunham harmonicamente sua feição delicada. Apesar de ter tal feição, seu semblante em conjunto com seus olhos castanhos, demonstravam que a delicadeza contrastava com a inflexibilidade, visto que era ela extremamente rígida com tudo a sua volta. A mulher poderia ser assim, visto que ela liderava aquela equipe, ou por ter como traço de sua personalidade o perfeccionismo.
Naquele momento, ela tirava fotos da cena do acidente, dessa forma, os flashes advindos da câmera contrastavam com a escuridão da noite. Enquanto fotografava o local onde o corpo da vítima parara após o atropelamento, a mulher pôde notar que alguns carros negros, três no total, pararam perto da faixa de segurança, que impedia que civis adentrassem a cena a ser investigada. O que lhe causou mais estranhamento foi o fato de a polícia local ter interrompido o transito naquela área, então como aqueles veículos puderam entrar ali?
Movida por esse questionamento, a mulher de cabelos negros, caminhou em direção a tais veículos, parando por fim próximo a faixa de segurança. Ela não aguardou muito, até que, dos carros, saíram onze homens, os quais trajavam uniformes de soldado cinza escuro e coturnos pretos. Imediatamente após sair dos automóveis, eles pararam em frente aos mesmos em posição de sentido, com suas mãos espalmadas sobre a coxa. Em seguida, um homem saiu de um dos veículos, ele estava vestido de forma social e elegante, com terno negro e por baixo do terno uma camisa social de mesma cor, já sua gravata possuía tom prateado. Esse homem possuía cabelos grisalhos e olhos verdes, que devido à escuridão da noite, se assemelhavam ao castanho, e ele parecia ser o responsável por aquele esquadrão.
Ao sair do carro, um Pajero Dakar, ele olhou para os lados respirou fundo, e voltou seu olhar inexpressivo para a mulher. Assim, ele fez um sinal para os soldados, que imediatamente voltaram a sua posição normal. Enquanto a fitava o homem começou a caminhar na direção da mulher, e enquanto o fazia, ele colocou sua mão no bolso de sua calça social, aparentemente procurando por algo, até que do bolso ele tirou um celular, e começou a discar algum tipo de número. Após digitar o que ele desejava, o homem posicionou o aparelho em seu ouvido.
Aparentemente, ele fora atendido extremamente rápido, e falava ao telefone, porém a mulher não conseguia escutar o que, até que finalmente ele havia chegado próximo a ela. Ambos se encontravam próximos, sendo separados somente por uma curta distância, que era delimitada pela faixa de segurança amarela com listras horizontais pretas.
Imediatamente ao parar diante da investigadora, ele parou de falar ao telefone, e o afastou de seu ouvido, porém sem desligá-lo. Enquanto ele fazia tal ação, ela notou que em seu dedo anelar havia um anel de ouro branco maciço que possuía além de alguns adornos as letras “SS”, dentro de uma circunferência.
— Boa noite… – disse o homem, fitando a mulher com olhar inexpressivo. – Você é Naomi, certo? – indagou o homem.
— Infelizmente, de boa essa noite não tem nada! – disse a mulher rispidamente. – Bem, sou eu sim... o que quer?! – indagou ela impaciente. – Aliás, quem os autorizou a passarem pelo isolamento da polícia nas proximidades? – perguntou ela por fim.
No fundo, a mulher possuía uma suspeita do que se tratava, porém ela tentara não presumir nada até ter certeza do porquê de aquele homens estarem ali, e principalmente o porquê de tal serviço ser solicitado em um caso que parecia ser extremamente simples.
— Bem, Naomi, fui enviado aqui para poder prosseguir com a investigação. Sendo assim, você está livre desse... – o homem fez uma pausa. – devo dizer, infeliz, trabalho. – disse ele, com um leve sorriso sarcástico nos lábios.
Aquela expressão e palavras fizeram a mulher ranger os dentes, não só em virtude do tom com que aquele desconhecido proferira tais palavras, quanto que pelo fato de ela ter que abandonar um caso, coisa que ela odiava.
— E você possui ordens de quem? – indagou ela tentando não demonstrar que aquele sarcasmo a atingira.
— Permita-me servir de ponte entre você e meu superior. Pois felizmente, estou com ele no telefone... gostaria de conversar com ele você mesma? – disse o homem lhe estendendo a mão, que segurava o celular, lhe indicando que o pegasse.
Quando o homem estendeu sua mão, era possível visualizar o celular, e consequentemente a tela do mesmo. O contato com o qual ele permanecia em ligação era identificado, pelo aparelho, como “Senhor M.”. Aquilo causou a Naomi certo estranhamento, quem diabos era aquela pessoa? Certamente, um homem, porém qual era o objetivo dele com a investigação de um simples acidente?
Se ele fosse alguém importante, e era o que ela suspeitava que fosse, então o caso que ela pegara não se passava de uma fatalidade, e sim de algo grande e que, consequentemente, envolvia pessoas “grandes”...como muitos diziam em seu departamento “envolvia peixe grande.”
Naomi agarrou o telefone rapidamente e o pousou sobre seu ouvido. Do outro lado da linha só havia silêncio e por alguns poucos segundos, ela duvidou que existisse alguma pessoa na mesma.
— Alô....? – proferiu ela, com a intenção de checar se alguém, realmente, aguardava na linha.
Imediatamente após sua fala, uma voz masculina grave irrompeu o silêncio que até a pouco tempo pairava na ligação. Ela não reconhecia aquela voz, apesar de conhecer muitas pessoas, o que incluía delegados, policiais, promotores, advogados, e alguns políticos. Definitivamente, esse tal “Senhor M.” era alguém com o qual ela nunca falara antes, e isso a preocupava.
Assim, a mulher começou a falar ao telefone com o intitulado “Senhor M.”, e enquanto conversava com ele, ela possuía uma expressão fixa, e franzia o cenho em alguns momentos do diálogo.
— Então, é realmente só isso, senhor? – perguntou a mulher.
Consequentemente, a voz masculina do outro lado da linha respondeu a sua pergunta, e ao obter a resposta, ela franziu mais uma vez o cenho.
— Entendido... – disse a mulher. – então estarei repassando o caso, já que são ordens superiores. – pronunciou ela por fim, arranhando suavemente a garganta ao proferir a palavra “repassando”.
Aparentemente o homem do outro lado da linha, dissera algo mais, antes de desligar.
— Tudo bem... – ela fez uma pausa. – Tenha uma boa noite. – disse a mulher por fim, desligando o telefone em seguida.
Após desligar o aparelho, ela ficou o fitando durante alguns poucos segundos, pensando sobre tudo aquilo que o homem lhe falara. No dado momento, ela não conseguia formar uma opinião sobre o que estava ocorrendo, e em virtude disso ela simplesmente entendeu seu braço na direção do homem de terno negro, e lhe entregou o telefone celular.
— Está tudo esclarecido agora, senhorita Naomi? – indagou o homem, ao pegar o aparelho que pertencia a ele.
— Sim... – ela fez uma pausa, mudando o foco de seu olhar, do celular para o homem que lhe dirigia a palavra. – está tudo devidamente esclarecido.
No fundo, Naomi se sentia instigada com aqueles acontecimentos, e principalmente com o porquê de uma pessoa com tal influência política e social estar querendo se envolver com um simples acidente de carro? Sua curiosidade estava atiçada ao máximo, afinal era pra solucionar casos como esse que ela havia tomado como profissão a investigação. Porém, sua vida não tomou o rumo que ela realmente desejou, e assim ela foi parar na averiguação e acompanhamento de casos simples. Nesse exato momento ela se via diante de algo que sempre sonhou e almejou e diante de tal, ela não iria deixar isso escapar por entre os dedos de suas mãos.
Ao pensar em tudo isso, a mulher de cabelos ondulados levantou uma de suas mãos na altura do tórax, a fitou durante alguns instantes, e em seguida a fechou de forma rápida e determinada. Naomi realmente não deixaria aquela oportunidade escapar, ela investigaria aquele caso, mesmo que escondido de todos.
Ao decidir o que faria, a investigadora levantou a faixa de contenção para que o homem de terno entrasse na área de isolamento. Essa atitude foi uma tentativa, mesmo que possivelmente falha, de fazer um agrado ao homem, que poderia soltar alguma informação a mais para ela, afinal todo tipo de achado seria útil.
Porém, o homem simplesmente voltou seu olhar, que a pouco inspecionava o local do acidente, para ela. Em seguida ele se abaixou e passou por baixo da faixa de isolamento amarela com listras horizontais pretas.
— Muito obrigado. – agradeceu o homem de forma polida.
— Disponha. – disse ela, forçando um sorriso, diante do agradecimento do homem.
— Bom... – a investigadora fez uma pausa, tornando a encarar os integrantes de sua equipe. – iremos nos retirar imediatamente. Ou você precisa de alguma ajuda? – indagou ela por fim esperançosa.
Em seu interior a mulher possuíam um fio de esperança de que ele precisasse dela, poderia não precisar de todos de sua equipe, mas bastaria se fosse somente ela.
— Agradeço pela oferta, mas já trouxe a minha equipe para o local. – respondeu ele educado.
— Tudo bem, então. – assentiu ela, esboçando mais uma vez aquele sorriso forçado.
— Caso precise de algo, não hesite em me chamar. – disse a investigadora colocando a mão dentro do bolso de sua calça e de lá retirando um papel, levemente amassado, e uma caneta esferográfica azul.
Assim, com a caneta e um pequeno papel em mãos ela apoiou o mesmo sobre sua mão desocupada, e escreveu o número de seu celular com a caneta.
— Aqui está! – disse ela estendendo a mão com o papel para homem. – Caso precise é só me ligar.
O desconhecido fitou aquele papel durante milésimos de segundo, e em seguida o pegou.
— Desde já agradeço. – disse ele educadamente, fitando a mulher, e em seguida voltando seu olhar para o papel.
Após perceber o que estava escrito no mesmo, ele o dobrou e coloco dentro do bolso esquerdo de sua calça.
— Nos vemos por aí...! – disse a mulher por fim, dando lhe as costas e caminhando na direção de um de seus parceiros de trabalho.
Enquanto a mulher caminhava na direção de um integrante de sua equipe, o homem a acompanhava com os olhos. E por fim, fez um sinal para que seus soldados iniciassem o processo de recolhimento das pistas, e vestígios do local. Mas para um daquele soldados ele deu uma ordem especial, o encarregado deveria ir ao Shopping e pegar todas as filmagens do estacionamento, e das câmeras internas do mesmo.
A investigadora caminhou até um deu seus assistentes e deu instruções para que convocasse os demais, pois ele iriam se retirar do local. Seguindo o que ela dissera, seu parceiro de equipe avisou a todos os outros, indo aos locais onde eles se encontravam, um por um. Até que todos os seis foram convocados e se encontravam diante dela.
— Porque temos que nos retirar, Naomi? – indagou uma mulher loira, de sua equipe.
— São ordens superiores, não entrarei em detalhes aqui, pois estão de olho em nós. – ela fez uma pausa. – Quando chegarmos em nossa central darei mais detalhes a vocês.
— Tudo bem. – assentiu um homem de cabelos castanho escuro, e olhos de mesma tonalidade.
— A propósito... – ela fez uma pausa, passando seu olhar por cada um. – Não irei com vocês para a central, preciso esfriar um pouco minha cabeça, e pensar sobre alguns assuntos. Por isso vou andando mesmo. – ela fez outra pausa, entregando a câmera fotográfica, que se encontrava pendurada em seu pescoço por um sinto de apoio, ao homem de cabelos castanho escuro. – Até porque, são só alguns quarteirões mesmo. – disse Naomi por fim, esboçando um sorriso sem graça.
Os seis integrantes trocaram olhares entre si, aparentemente, eles não concordavam muito com tal ideia, mas a conhecendo do jeito que eles conheciam era obvio que Naomi não daria atenção para o que eles iriam dizer a respeito de decisão de ir sozinha. Todos sabiam que não era sensato, afinal, era uma noite de inverno, e já estava ficando tarde, porém eles resolveram não opinar.
Não muito longe do local das investigações, era possível ver um rapaz de pele branca, olhos roxos e cabelos roxo escuro. Trajado com uma calça de brim preta, uma camisa social marrom escura, e sobre a mesma, um suéter rubro. O jovem se encontrava, solitário, sentado em um banco de uma praça, e podia-se notar que ele segurava um objeto, muito semelhante a um óculos de grau retangular. Ele fitava aquele objeto, e por isso se encontrava cabisbaixo.
Aquela praça era extremamente harmônica, e possuía vários minijardins, que continham algumas flores mescladas com arbustos e árvores. Além disso, aquele local também possuía algumas luminárias e um chafariz, que se encontrava adornado com enfeites de natal, tal qual as árvores. A neve começava a cair com um pouco mais de intensidade, muitas pessoas transitavam por aquela praça, algumas simplesmente passavam, já outras sentavam-se nos bancos seja para conversarem ou simplesmente observar a neve cair.
Passara-se muito tempo e lá continuava o rapaz encarando aquela armação, porém diferente de antes, em seu rosto pairava uma expressão de dor. Aparentemente, ele estava sofrendo por algum motivo, ou até mesmo se controlando, para não fazer algo precipitado.
E conforme o tempo ia passando o fluxo de pessoas que ali transitavam fora diminuindo até não restar mais ninguém, além dele. Era possível notar que, no suéter rubro e nos cabelos do rapaz, os flocos de neve começavam a se acumular, em forma de pequeninas esferas brancas.
Sua expressão de dor ou sofrimento, aos poucos foi evoluindo até que o jovem de cabelos roxo, rangeu os dentes, e em um movimento extremamente rápido quebrou o óculos que se encontrava em sua mão direita, os cacos de vidro da lente perfuraram as mãos pálidas do solitário homem, e das feridas começaram a brotam sangue.
Em sua mente o rapaz tentava se controlar, pois faziam décadas que ele não se sentia daquele jeito, com aquela sede avassaladora de sangue. Ele não conseguia entender o que havia no sangue daquela maldita ratinha albina que o fazia entrar em tal estado, aquele cheiro era diferente de tudo que ele havia sentido, era como se não fosse humano.
Reiji nunca havia pensado sobre isso, muitas coisas peculiares e anormais aconteceram e a maioria tinha como centro a garota. Tanto o jeito com o qual ela apareceu, quanto como ela sumiu tendo Ayato e Subaru a procurado e encontrado, e agora essa. Provavelmente, nesse incidente algo ocorreu, e ela foi possivelmente atropelada. E como se não bastasse esse transtorno, todos eles estavam em um estado completamente deplorável. Reiji odiava se permitir ou ser forçado a entrar em Frenesi, para ele tal estado beirava o ápice do que eles realmente podiam ser....abominações.
Enquanto ele pensava sobre tudo isso, o jovem encarava aquele óculos de grau, agora em pedaços. Reiji sempre teve apego com aquele óculos, não que ele realmente necessitasse, afinal um caçador exímio nunca possuí defeitos dos cinco sentidos, visão, audição, olfato e paladar. Sendo assim, eles o usava por simples e puro capricho. Mas, naquele instante, ele precisava se focar em algo, para não cometer nada negligente.
Assim, permaneceu o rapaz, encarando seu punho cerrado, que continha o óculos, agora quebrado. Era possível ver gotas de sangue que irrompiam de suas feridas, causadas pela quebra da lente, passar por entre seus dedos e a lateral das mãos, indo de encontro ao chão. Quando se chocavam com o mesmo as gotas, até então globulosas, formavam círculos planos de coloração rubra. Aqueles pequenos discos fixavam-se no chão, e alteravam o aspecto até então insípido do chão.
Enquanto permanecia nesse estado, ele foi surpreendido por uma voz feminina e um toque cálido em sua mão que sangrava.
— Está tudo bem com você?! – perguntou a voz feminina tocando-lhe a mão ferida.
Nesse instante, Reiji se assustou, pois estava emerso em seus pensamentos, tentando se controlar, e havia sido tirado do mesmo de forma brusca.
Imediatamente, o rapaz levantou seu rosto, que até então se encontrava voltado para baixo, e tornou a olhar em direção à origem daquela voz.
Ele pôde ver diante de si, uma mulher de cabelos negros suavemente ondulados, que se encontravam presos em forma de coque. Além disso ela possuía franja, também ondulada, que recaia sobre sua pele branca, e ressaltava seus olhos castanhos. No rosto daquela desconhecida, pairava uma expressão semelhante à preocupação, e seus olhos castanhos se encontravam fixados na mão ensanguentada do rapaz.
No momento em que ele sentiu sua mão ser tocada, Reiji rangeu os dentes e se levantou bruscamente, do banco, sem dizer uma só palavra, e automaticamente afastando sua mão do suave e cálido toque da mulher.
Interiormente, ele tentava se controlar para não atacá-la. Reiji tentava se agarrar ao máximo a sua humanidade restante, pois dentre os Sakamaki ele era quem possuía o maior controle sobre suas emoções, afinal isso era exigido dele a todo tempo enquanto criança. Aquele era o momento de ele demonstrar que todo aquele empenho e esforço valeram a pena, porém ele podia ouvir os batimentos do coração da mulher, e como se isso não bastasse ele podia sentir as veias e artérias dela pulsando por todo o seu corpo. Esse conjunto de fatores aumentavam ainda mais o seu tormento. Se ele saísse dali tudo seria resolvido, pensou ele, e movido por esse pensamento, ele começou a caminhar de forma rígida e com os punhos cerrados, na tentativa de manter o controle sobre suas ações enquanto ele ainda podia.
Porém quando Reiji começou a caminha para longe dali, a mulher o agarrou pelo braço.
— Está tudo bem com você? – ela fez uma pausa, encarando a mão do rapaz. – Você precisa de alguma ajuda? – indagou ela, prestativa.
Ambos ficaram nessa posição durante alguns poucos segundos. Enquanto permaneciam desse jeito, Reiji sentia, em contato com sua pele o pulsar do sangue da mulher. E isso fez o atormentava interiormente, e mais uma vez iniciou-se uma batalha entra a fera, que desejava sangue, contra a humanidade restante de Reiji. A luta que até então se encontrava em um impasse, foi sendo rapidamente convertida em uma vitória para a fera. O rapaz então sucumbiu à sua sede, aparentemente, incontrolável de sangue.
Assim, o rapaz que se entrava de costas para mulher, tendo seu braço segurado pela mesma, começou a se voltar, lentamente, para ela, possivelmente para que eles ficassem frente a frente. Ao notar que o rapaz voltava-se para ela, provavelmente para poder lhe contar o que havia acontecido, ela soltou-lhe o braço.
Após virar-se completamente, ambos se encontravam de frente um para o outro, porém o jovem continuava cabisbaixo, até que a mulher começou a abrir sua boca para falar algo, mas foi interrompida pelo jovem, que avançou rapidamente, em sua direção com a boca aberta. Era possível ver que ele possuía caninos mais avantajados, diferente, anatomicamente dos de humanos comuns.
Aquilo causou certo estranhamento na mulher, mas ela não teve sequer tempo para pensar sobre isso, pois ele a agarrou a jogou sobre o banco da praça. A mulher caíra sobre o mesmo sentada, já Reiji se sentou ao colo da mulher a contendo com as laterais de suas pernas, para que em momento algum ela fugisse daquele enlace.
Assustada, ela soltou um grito, porém antes que ele ecoasse pelas ruas desertas, ele tapou sua boca.
— O-o que você quer?! – tentou gritar a mulher, porém sua voz fora abafada pela mão gélida do rapaz.
Ela tentava se debater para poder dali sair, mas ele era muito mais forte do que ela jamais havia visto. A mulher lidava diariamente, em suas investigações, com bandidos, ou pessoas que tentavam de algum modo burlar a lei. Algumas dessas pessoas sempre tentavam partir para a violência e nesse instante ela sempre conseguia os superar, tanto em reflexos, quanto em força e agilidade.
Porém aquele homem ou rapaz ou o que quer que aquilo seja, era diferente, era mais forte, inflexível e praticamente imóvel.
Ela não tinha escolha, a não ser esperar que ele abrisse alguma brecha, para que ela, então, pudesse revidar. E durante o tempo de espera por essa oportunidade ela iria ficar à mercê da vontade dele.
Estando sobre a mulher, Reiji, começou a desabotoar os primeiros botões da camisa social azul marinho que ela vestia. Após desabotoar exatamente três botões, ele havia deixado o colo da mulher exposto. Era possível ver, sua pele branca, e contrastando com seu colo se via as suas clavículas, volumosas e com curvas sutis. Reiji pousou, então, sua mão livre sobre o colo da mulher, e começou a delinear a clavícula da mesma com os dedos. Enquanto o fazia ele podia sentir aquela pele quente, além disso, ele sentia com maior intensidade os batimentos da mesma, e o pulsar de seu sangue, que seria sorvido por ele.
Quando ele terminou de acariciar o colo da mulher, ele aproximou seu rosto do mesmo e inspirou fundo. O ar gélido entrou os seus pulmões, e o aroma que vinha com o mesmo, derivado da pele da investigadora, fora detectado por suas papilas olfativas. Ele gostava daquele cheiro, não era tão lascivo quanto o da ratinha albina, mas era sutilmente envolvente.
Estando com seu rosto com seu rosto a poucos centímetros da pele da mulher, ele abriu sua boca, deixando suas presas a mostra. Aqueles caninos imponentes reluziam à luz da iluminação artificial advinda dos postes da praça, e após reluzirem, ele os cravou na pele da mulher.
Ao sentir sua pele ser perfurada de forma violenta, ela soltou um gemido de dor forte, que fora abafado pela mão do rapaz, que se encontrava ainda tapando sua boca.
Após sentir sua carne ser lacerada, ela sentiu seu sangue ser sugado por ele, de forma intensa, dolorosa e voraz. Seria aquele o momento que ela tivera esperando? Uma brecha para que pudesse fugir?
Seguindo seus instintos, mais uma vez ela tentou se desprender daquele enlace, porém de nada adiantou, aquilo só fez o corpo do rapaz balançar, mas lá continuava ele, usurpando o que era dela. O movimento que realizado por ela com o corpo só aumentou, ainda mais, a intensidade com que ele sugava seu sangue.
Assim, Reiji permaneceu durante alguns minutos sugando vorazmente o sangue da mulher. Com o passar do tempo a investigadora começara a se sentir fraca, e a amaldiçoar sua escolha de ter ir andando sozinha até sua central.
Porém naquele momento não havia mais nada a ser feito, a escolha já havia sido feita, o caminho tomado, e o destino traçado.
O corpo da mulher começara a tremular, tanto em virtude do frio quanto em virtude da ausência do calor que continha no seu sangue, que infelizmente era sugado pelo jovem. Aos poucos aquele tremor foi se esvaindo, e os olhos que antes eram castanhos vivos e brilhantes, foram ficando opacos e sem vida. E o sangue que até a pouco era abundante tornava-se escasso, até o momento em que Reiji não conseguira sugar mais nenhuma gota de sangue da mulher.
Após sugar por completo todo os cinco litros de sangue da investigadora, Reiji se levantou, tirando a mão que a pouco tapava a boca da mulher e a apoiando sobre o banco, como auxilio para que ele se levantasse.
Assim, ele começou a fita-la com seus olhos roxos. Em seu interior havia uma pontada de arrependimento, não por ter se alimentado dela, mas por ele ter permitido que aquele seu lado viesse à tona. O corpo da jovem jazia sentado, imóvel e sem vida no banco da praça.
Era possível ver as duas perfurações feitas por suas presas no colo da jovem, porém agora falecida, mulher.
Reiji se aproximou mais uma vez do colo dela, abriu mais uma vez sua boca, e lambeu a ferida que ele fizera. Após isso ele, mais uma vez, se afastou e ficou observando a laceração que a pouco se encontrava aberta ir se fechando aos poucos. Ao completar sua ação, ele ergueu suas mãos na altura dos olhos da mulher, e os fechou.
Quem olhasse ao longe poderia achar que ela estava dormindo, mas diferente de um sono comum, daquele ela jamais acordaria.
Tendo apagado, aparentemente, todos os seus vestígios, ele pousou a mão sobre seu rosto. Algumas lembranças começaram a vir a sua mente, lembranças ás quais ele sabia que não pertenciam a ele, mas sim a pessoa que ele havia matado. Todos os Sakamaki possuíam algum dom em peculiar, e aquele era o dele. A mulher que jazia fria diante de si é que era a verdadeira dona dessas memórias. Foi então que ele notou, que ela era uma das investigadoras do acidente que ocorrera em frente ao Shopping Sawatari, a investigadora que sabia o que havia acontecido. Mas agora, quem possuía conhecimento de tudo era ele, e o mesmo incluía o fato de a vítima do acidente se encontrar no principal hospital da cidade.
Assim, Reiji tornou a caminhar de volta até o estacionamento do Shopping onde estava a limusine, que o levaria de volta para a mansão, e quem sabe em outro momento informar aos demais o que realmente havia acontecido, e onde eles poderiam encontrar aquela maldita albina que os deixara em Frenesi.
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