A Curiosidade
1 Capítulo 1
Era dia 16 de agosto, o dia considerado de azar para Beatriz. Foi um dia estranho, pois nada de ruim aconteceu.
Beatriz morava com seus pais adotivos e com uma irmã, que também era adotada. Seu nome era Fernanda.
Como era domingo, não havia nada para fazer, a não ser para seus pais que sempre convidavam amigos para jogar uma partida de baralho, então Beatriz e Fernanda ficavam mexendo no computador juntas. De repente, Fernanda grita:
– Olha! Olha! Um site para acharmos nossos pais biológicos.
Beatriz falou:
- É melhor não clicarmos. Pode ser vírus... Mas eu queria muito conhecer meus pais biológicos.
Fernanda e Beatriz falaram juntas:
- Eu tenho uma grande curiosidade de saber quem são eles.Então uma senhora, aparentemente com mais de 70 anos, entrou no quarto mas Beatriz nem percebeu pois estava procurando algo da cor verde pois quando as pessoas falam a mesma coisa juntas, a primeira pessoa que tocar no verde fica com sorte.
A senhora falou:- A curiosidade as vezes pode te matar, sabia?
Fernanda sem entender falou:
– Você está falando isso pra mim ou pra Bia?
A senhora respondeu:
– Pra vocês duas. Na verdade para TODAS.
Beatriz que estava começando a prestar atenção no assunto interrompeu:
– Todas somos nós duas... Está vendo mais alguém na sala?
Fernanda respondeu:
– Velha gagá é assim mesmo.. É a idade!
Beatriz sussurrou:
– Deixa ela continuar.
A velha continuou:
- Um dia vocês entenderão. E eu garanto a vocês que precisarão disso. Me ligue daqui a alguns anos. Não perca isso — falou a velha entregando um papel e saindo do quarto pegando o baralho que estava em cima da escrivaninha do quarto de Fernanda e Beatriz.
Fernanda resmungou:
– Velha idiota! Ela entra no quarto sem falar com licença e ainda fala coisas macabras.
Beatriz resmungou também:- E ela ainda pegou o nosso baralho sem pedir por favor.
– Com certeza é alguma das amigas do papai. Ele deve ter pedido para ela buscar o baralho aqui para eles jogarem.
– É, mas enfim, o que tem nesse papel Fê?
– Deixa eu ver... Ah, só tem um número de telefone! Mas que garrancho.
– Nossa.. Essa letra consegue sre mais feia do que a do papai. Você acha que devemos rasgar o papel?- Não, ela disse que isso vai ser muito util!
– Tá, mas isso fica com você! Vai por mim Fefe, isso parece ser algo relacionado a macumba.
– Não viaja Bia. Vou guardar no meu armário
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