A Cura
6 Capítulo 6 - Amor a segunda vista.
Final do Capítulo 5:
– Mas... Já que temos que ficar juntos, para onde vamos?
– Vamos para minha casa, que fica mais perto do hospital onde Paulo tá. Assim, ficaremos mais em alerta. A gente tem que acabar com isso logo.
- Eu preciso levar meus seguranças. – Diz Diana bastante apreensiva
-Você não vai levar seus seguranças. – Responde Alan, deixando a atriz com mais medo ainda.
Os cinco sobreviventes do acidente da Torre Yin Yang saem da enorme mansão de Diana e entram no carro. Enquanto Alan dirige, o segurança Robert, sempre pensativo, pergunta:
- Aqueles hieróglifos egípcios me deixaram intrigado.
- Pois é, eu também. – Diz Victor. – Por mais que eles sejam totalmente estranhos, podem nos ajudar em alguma coisa. Os egípcios eram muito inteligentes.
- Você tem certeza que eles eram inteligentes? Como você sabe disso? – Indaga Robert.
- Eu dou aulas de história... – Victor faz uma pausa, suspira, e continua. – Eles estudavam muito a morte, até acreditavam que se as pessoas fossem mumificadas, se tornariam imortais.
- Nisso eu não acredito. – Diz Jordana. – Mas talvez eles tenham razão em alguma coisa...
- Tipo? – Pergunta Diana.
- Na parte que diz que o plano inicial seria cumprido a qualquer custo. Talvez estamos lutando atoa...
- Não pense assim.
- É muito fácil pensar como você, Diana, mas se formos ver por outro lado, já tentamos impedir a morte do Luís, da Lúcia, da Alice e de nada adiantou.
- Não é possível que você esteja desistindo, Jordana!
- Eu não quero morrer! – Grita Robert.
- Acalmem-se. – Diz Alan. – Já chegamos. O dia foi muito conturbado hoje. Vamos descansar aí amanhã pensamos nisso. Estou muito cansado.
Após dizer isso, o escritor estaciona o carro na garagem de sua casa. Todos descem do carro. Jordana e Victor vão para o quarto de Alan, onde há uma cama de casal. Alan vai para o quarto de hóspedes, onde há somente uma cama de solteiro. Diana vê Robert na sala e pergunta:
- E eu? Onde que eu vou dormir?
- Olha, eu vou dormir nesse sofá. Se você quiser dormir no outro... – Responde o segurança.
- Eu não vou dormir no sofá!
- Você não tem outra escolha. – Ele olha para ela com uma expressão bastante sutil. – Então?
- Ah, que se dane. – Diana apaga a luz e deita no sofá maior. Todos caem no sono.
Durante a madrugada fria, o vento uiva sobre a casa enquanto as pessoas dormem tranquilas. Na verdade, nem tão tranquilas assim, pois todos estão conscientes que terão que lutar para viver. O problema maior é que não lutarão contra uma pessoa qualquer, e sim com uma força. A morte. Jordana sonha, sonha e sonha. Sonha sonhos terríveis. Sonha que ela, Alan, Victor, Diana, Robert e Paulo estavam, cada um, em uma cúpula de vidro. Os vidros estavam posicionados em forma de círculos. Assim, um podia ver todos os outros. Havia mais três cúpulas vazias com manchas de sangue. De repente, Paulo começa a apertar seu pescoço, a se enforcar, enquanto os outros o olham com um olhar insignificante. Seus dedos furam o seu pescoço, fazendo que o sangue comece a jorrar, e ele começa a cair, tremendo, enquanto a cúpula se enche desse sangue. Ele está morto. Todos ficam parados, quietos, até que Diana começa a fazer o mesmo, e depois Victor, e depois Robert, e depois Alan. Quando Jordana, contra a sua vontade, vai apertar o seu próprio pescoço, ela acorda desse pesadelo. Levanta seu tronco da cama, e vê que era apenas um sonho. Volta a dormir. Inquieta, Diana também não consegue se acalmar. Deitar no sofá é horrível! Fica contando o tempo até o dia começar a amanhecer. Quando ouve o despertador de Alan tocando seis horas, levanta, assim como os outros. Ela se arruma, vai até ele e diz:
- Alan, eu preciso ir à Central STI de Produção agora. Você pode me levar?
- O que você vai fazer lá?
- Eu preciso gravar o novo capítulo de Leucócitos do Rancor.
- Você, realmente, se sente segura para fazer isso agora, Diana?
- É hoje que eu descubro se é minha personagem que morre ou se é outro. Talvez seja meu último capítulo.
- Talvez não. – Diz Alan.
- O que importa é que se eu não for lá, o diretor me mata.
- Ah, tá bom, você me convenceu.
Robert, que estava escutando tudo pergunta:
- E o Paulo, Alan?
- Nós não podemos nos esquecer dele. Já sei, vamos fazer o seguinte: tem um dinheiro guardado na terceira gaveta do móvel do escritório. Você pega ele e chama um taxi. Tem um telefone num imã na geladeira. Vão você, Victor e Jordana para hospital, enquanto eu levo Diana. Quando terminar a gravação, nós voltamos correndo para o hospital também, ok?
- Ok, eu vou chamar o taxi. – Diz Robert indo para o escritório de Alan pegar o dinheiro. Enquanto isso, Alan e Diana pegam o carro e vão à rua em direção ao set. Pela janela, Jordana observa o carro de seu primo sumir no horizonte meio à neblina. Ela deveria ter contado seu sonho a ele.
Ao chegar ao set de filmagem e estacionar o carro, Alan se impressiona com a grandeza qualidade da cidade cenográfica. É um mundo perfeito para qualquer escritor! As ruas são perfeitas, as casas seguem até uma montanha de forma simétrica, o reflexo do lago cristalino artificial entra nos seus olhos e os faz brilhar como uma estrela em seu auge. Uma periferia também foi montada ao fundo. Até o detalhe das lâmpadas das ruas fazem toda a diferença junto às plantas! Ele, deslumbrado, olha para Diana e diz:
- É uma verdadeira cidade aqui. Imaginava algo bem menor!
- Pois é, o Canal 3, ou melhor, Sistema Televisivo Internacional, faz as coisas muito bem feitas.
- Porque você não fala Canal 3?
- O povo daqui não gosta. Pura vaidade mesmo!
Diana sorri para Alan. Que sorriso bonito ela tem! Como ele não havia reparado antes? Ela também não é tão arrogante quanto à imagem que o Canal 6 passa dela para as pessoas. Seria tudo fruto de manipulação da concorrência ou, quem sabe, inveja?
- Diana, até que você é bastante simpática. – Diz Alan.
- Você pensou que eu fosse chata como eles querem que as pessoas achem que eu sou? – Responde Diana, sorrindo. – Isso é tudo recalque da repórter Maria!
- Verdade. Pura verdade! Depois que a gente sair dessa, eu tenho que escrever uma novela. E tem mais, te dou o papel principal! – Alan sorri. Lembrando-se da gravação que sua “recém-amiga” deve fazer e do estado de Paulo, olha para o relógio. – Já não está na sua hora?
- Verdade, já ia me esquecendo! Você vai me esperar aí?
- Vai demorar muito?
- Eu já expliquei para o diretor que só vou gravar a tal de cena “surpresa”. Não devo demorar muito, eu vou lá.
Diana caminha suavemente em direção à enorme mansão que se sobressai sobre as outras estruturas. Para Alan, essa mansão é perfeita, mas nem tanto quanto ela. Novamente, pensa como não havia reparado nela antes. Dessa vez, a beleza se uniu com a simpatia e transformou o que era belo em algo mais bonito ainda. A atriz chega ao camarim, lugar onde é arrumada como empregada. Agora ela não é mais Diana, ela é Lívia, a honesta empregada mal tratada pela patroa rica por ser deficiente, Luna. A mansão está cheia de figurantes e de quase todo elenco da novela. Estará sendo dada uma festa por sua rica patroa, até que as luzes se apagam e alguém aparece morto. Seria ela? Diana senta na cadeira de rodas de sua personagem e começa a gravar.
- Três, dois, um e vai! – Grita o diretor.
- Lívia, tá gostando da festinha? Claro, não é sempre que você pode comer de graça! – Diz Luna. – Mas como nada é de graça, receba todos os convidados na porta da mansão. O andar de baixo está muito cheio, ficarei por aqui.
- Mas madame, eu não estou no escritório, não estou no local de trabalho.
- E quem se importa? Vá, anda, faça o que eu mando que tudo fica bom para mim. Assim você pode se tornar uma deficiente mais útil.
- Tudo bem...
O cinegrafista para de filmar. O diretor se emociona e diz:
- Ótimo! Levante da cadeira de rodas, agora vamos gravar a morte, Diana.
- Eu que vou morrer? – Pergunta.
- Surpresa! Conto-te no final do dia.
- Se vai gravar minha morte, provavelmente serei eu que irei morrer!
- Aí que você se engana, vou gravar a morte de você e dos outros. Ainda estou pensando em quem matar! – Diz o diretor, gargalhando. – Se eu decidir, envio uma mensagem no seu celular. Pois bem, vamos descer.
Ao chegar ao andar de baixo, o diretor ordena que comecem a filmar. Todos os atores conversam e perambulam tranquilamente pela casa, até que as luzes são apagadas e um grito é dado por Diana. O silêncio toma conta do local. Depois de trinta segundos, as luzes se acendem. Ela está morta no chão, com o pescoço cortado, com as roupas sujas de sangue. Até mesmo a cadeira de rodas se ensanguentou.
- Pronto! – Diz o diretor.
A atriz pisca os olhos, e se levanta lentamente.
- Ficou bom? – Pergunta.
- Claro, ficou perfeito!
- Então ótimo. Desculpe-me, mas agora eu tenho que ir.
Ele abaixo o tom de voz, segura nos ombros dela e diz:
- Eu já fiquei sabendo. Pode ficar tranquila que tudo vai dar certo.
- Tudo bem.
Diana lava seu pescoço em uma pia, sai da casa e volta em direção ao carro. Alan continuava lá, persistente, esperando. Quando a viu, um enorme sorriso abriu em seu rosto. Ela caminha lentamente até abrir as portas e entrar.
- Como foi, Diana? – Pergunta Alan.
- Foi tranquilo.
- Até que foi bem rápido, pouco mais de uma hora;
- Agora precisamos voltar.
Ele concorda com a cabeça e gira a chave na ignição. O carro não liga. Tenta mais uma, duas, três vezes, e continua não ligando.
- Tá difícil aí, Alan?
- Isso nunca aconteceu antes.
- Deixe que eu ligue para você. – Diana suavemente contorce seu tronco em direção ao volante e roda a chave. O carro liga no mesmo momento em que Alan se arrepia. Ela está muito perto dele. Ela olha para ele e eles sentem uma atração que não haviam sentido antes. Olho no olho, seus rostos se aproximam um do outro, cada vez mais perto. Sentindo o momento, seus olhos se fecham e o mundo ao redor não existe mais. Tudo acabou, há apenas Paulo e Diana. Eles se beijam.
A manhã é calma. O sol nascente brilha mais do que nunca. Quando suas bocas se separam, ambos sorriem. Isso já diz tudo. Estão apaixonados. Alan pisa no acelerador. Até o hospital, ficariam trocando sorrisos e olhares durante todo o trajeto, se não acontecesse o que aconteceu. Diana começa olhar ao redor das ruas. As pessoas lhe parecem estranhas, tristes. Passam a impressão de que estão lamentando alguma coisa e essa situação a deprime. A atriz, então, ao entrar na avenida principal, começa a observar os outdoors. Dois anúncios a chamam atenção: um mostrando a propaganda de uma clínica ortopédica, dizendo “Cuide bem de sua coluna, venha à Clínica Baricentro”, e o outro mostrando um anúncio com sua foto e de outros colegas do elenco da novela, dizendo “Saiba quem será assassinado! Não perca Leucócitos do Rancor no STI!” Ela se preocupa apenas por alguns instantes, pois seu verdadeiro amor está ao seu lado. Combinam uma coisa na chegada ao hospital:
- Por enquanto, fica só entre nós. – Sugere Diana.
- Claro. – Alan concorda.
Eles descem do carro e se encontram com Jordana, Victor e Robert, que diz:
- Antes que você pergunte, eles não deixaram a gente subir, aquela moça chatinha disse com aquela vozinha irritante: “ele não está apto para receber visitas, moço”. A gente desceu porque está com fome.
- Eu também estou com fome. Onde vocês vão comer? – Pergunta Alan.
- Naquela lanchonete do outro lado da avenida. – Responde Robert.
Os cinco sobreviventes atravessam a avenida. O vento muito forte balança suas roupas até que entram na lanchonete e sentam-se próximos a saída.
- Um misto quente, por favor. – Pede Robert a garçonete.
- Eu também quero um. Um para mim e um para o Victor – Completa Jordana.
- Pois eu quero um pão de queijo e um café. – Diana pede. Alan faz o mesmo pedido.
Aproximadamente cinco minutos se passam e todos eles são servidos. Quando Diana morde o pão de queijo, ela sente algo estalando em sua boca. Cospe tudo ao chão e vê uma aranha dentro da massa do salgado.
- Eca! Que nojo! Moça, venha aqui agora. Argh.
– O que foi? Não se estresse! – Pergunta a garçonete.
– Não está vendo essa aranha nojenta no meio do pão de queijo? Eu mordi isso e quase engoli;
- Onde está a higiene? – Diz Alan, defendendo sua amada.
Jordana se sente estranha, como se estivesse tendo um dejavu.
- Jordana, você está esquisita – Diz Alan.
- Tem alguma coisa errada... Isso aconteceu comigo na torre. Estou sentindo como se algo ruim fosse acontecer.
- Paulo. Precisamos vê-lo! – Conclui.
Eles deixam a comida no prato e não pagam. Atravessam a avenida e correm em direção ao hospital. Alan pergunta à atendente:
- Onde está o Paulo?
- Paulo de quê?
- Não sei. É aquele Paulo que foi queimado pela explosão da máquina de ressonância hoje mais cedo.
- Ele não está apto para receber visitas, senhor. Está muito queimado e respira com máscara de oxigênio. Volte daqui a alguns dias.
- Preciso vê-lo agora. – Diz Alan;
- Ele não pode receber visitas, senhor.
- Em qual quarto ele está?
- 1908, mas o senhor não pode visitá-lo.
- Que se dane.
Os outros quatros já haviam chamado o elevador e Alan corre para entrar. Victor entra por último, mas, quando estava entrando, a porta começa a fechar em sua perna, mas abre ao encostá-la. Ele termina de entrar e a porta se fecha. Num instante, após o elevador começar a subir, ele para e sua luz se apaga.
- Merda! – Diz Robert. – Estamos presos! A luz acabou!
- Meu Deus, não é possível que aqui não tenha gerador. – Diz Alan.
- Argh, estamos presos agora. O que podemos fazer? – Pergunta Diana, preocupada.
- Só resta esperar. – Responde Jordana, olhando para o teto do elevador.
Em seu quarto, Paulo leva um susto ao ver o estalo das luzes. Isso não é nada. O pior ocorreu: sua máscara de oxigênio desligou. Começa a perder o fôlego e sentir uma imensa falta de ar. Ofegante, tenta gritar por ajuda, mas não consegue puxar ar o suficiente.
— Ahh... Que droga... – Diz Paulo, sem forças.
O homem tenta se remexer na cama, mas a dor de suas queimaduras o atrapalha. Ele, então, puxa o seu soro para tentar retirá-lo e sair em busca de ajuda, mas, num instante de pavor, balança o saco em que ele está contido, então o líquido se mistura, e várias bolhas de ar se formam. O soro e essas bolhas começam a passar pelo tubo e entrar em sua veia. Atrapalhando a circulação sanguínea, muitas bolhas de ar chegam ao coração. Paulo grita e as luzes acendem enquanto a maior dor de sua vida se alastra por todo o corpo. O coração bombeou as bolhas de ar no mesmo momento que a energia voltou. O elevador voltou a subir.
- Vocês ouviram esse grito? É o Paulo. – Diz Jordana.
- Precisamos correr. – Diz Robert. O elevador abre as portas. – Vamos!
- Acho que não dá mais tempo.
- Ah, cala sua boca, vadia! -
Todos correm em direção ao quarto, enquanto Jordana anda devagar, despreocupada. Quando abrem a porta do quarto, vêem Paulo com os olhos arregalados e vermelhos, rosto e pescoço roxos, pernas tremendo e braços retorcidos. Após parar o seu coração, as bolhas de ar passaram pelas veias pulmonares e chegaram ao pulmão, onde se entupiram. Ele já havia morrido.
- Ai meu Deus! – Grita Diana.
- Já era. Ele está morto. – Diz Alan.
- Eu quero descer... – Ela abraça Alan, puxando-o para fora, e continua. – Eu acabei de receber a mensagem do diretor. Ele disse que eu que vou morrer. Não sei porque, mas isso me assustou bastante.
Ao saírem do quarto, avistam Jordana sentada no sofá, sem emoção alguma. O segurança Robert vai até ela para tirar satisfações.
- Como assim você fica desse jeito? Está enlouquecendo?
- Não adianta fazer mais nada. Todos vamos morrer. Por mais que tentemos, não iremos conseguir. O plano inicial não será cumprido a qualquer custo? – Uma lágrima começa a escorrer do seu olho esquerdo. – Meu filho já morreu, minha irmã também. Minha vida já acab...
- Gente, eu quero descer! – Interrompe Diana.
Nesse instante, o silêncio toma conta do lugar. Jordana o quebra.
- Chegou a sua vez. O único lugar que você pode escolher para descer agora é pro inferno. – Jordana fecha os olhos.
- O que deu em você? Não pode falar assim com ela! – Diz Alan.
- Cala sua boca, vadia louca! – Chorando, ela corre em direção ao elevador e aperta o botão para chama-lo. No mesmo momento, a porta se abre e ela pisa. Pisa em falso.
- Espeereeeeeeeeee! – Grita Alan.
A cabina não havia chegado e ela começa a cair no poço. 19 andares de poço. O elevador estava no subsolo. A velocidade com que cai é muito rápida. Gritando, tenta segurar na enorme corda de ferro vertical que segura a cabina. Suas mãos, arrastando. A pele delas, rasgando. Ela solta, não há mais nada o que fazer. Só resta esperar os oito andares abaixo que ainda faltam. Oito andares em cinco segundos? Pensa. Talvez menos. Mas para ela, esses cinco segundos estão demorando uma eternidade. Assim como na visão, caindo em pé está Diana. Assim como na visão, ao colidir com o chão, sua coluna vertebral rasga a pele de seu pescoço, o atravessa, e sai do corpo. Caída, no elevador, com as mãos rasgadas e a coluna para fora, a cabina começa a subir, enquanto seu corpo, calmo, aguarda a retirada.
Jordana abre os olhos. Não consegue enxergar nada. Está tudo escuro.
Fale com o autor