Notas iniciais
Olá meus podins ♥ Prometi postar logo né? D: O capitulo ta pronto desde sexta, mandei pra minha beta e ela disse que só poderia betar quando voltasse de viagem, eu esperei e a jova avoou pra um outro universo e ainda não voltou Ç_Ç, esperei até agora, mas como não tive noticias decidi vir postar (com vários errinhos que provavelmente vocês vão achar :v), afinal eu prometi que não demoraria muito D: Espero que gostem e ignorem os erros por ai :v Boa leitura ♥

A silhueta fina logo se apresentou perante a porta escancarada. E que silhueta, suas curvas eram proporcionais ao quadril largo e ao grande volume localizado alguns palmos a cima. Akane sentiu a mão quente de Hideki pousar em sua nuca rapidamente. O moreno não sabia se terminava de olhar para a porta, jogava-se no chão ou se olhava para o ruivo.

– Akane. – Chamou o maior de uma maneira que só o mesmo pudesse ouvir. – Feche os olhos.

O menor olhou-o sem entender e foi puxado, sem poder ter qualquer reação instantânea, sentiu seus lábios tocarem os deles. Estavam um tanto secos, levemente rachados e quentes, um nó, uma pedra, um meteoro, um planeta – ou como preferir chamar – se fez em sua garganta.

O beijo não durou nada, se é que aquele toque poderia ser chamado de beijo. Akane apoiou-se no tórax do rapaz e jogou-se para o lado, caindo de bunda no chão. Levantou-se rapidamente, mesmo estando com as pernas pouco trêmulas.

A mulher de cabelos ruivos na porta estava chocada com a cena, seu rosto expressava tudo e ao mesmo tempo nada, era uma mistura de todos os sentimentos, que de certa forma se resultava a algo inexplicavelmente desagradável.

– O que acha que está fazendo? – Disseram Akane e a mulher em coro à Hideki. – Você tem o que na cabeça?! Nada?!

Ambos se olharam e o ar pesou um pouco mais.

– Pare de me imitar! – Continuaram. – Pare você! Eu não estou fazendo nada!

O ruivo suspirou e ajeitou a blusa, sentando-se em seguida. Massageou a nuca e sorriu.

– Que grande mal entendido, não? – Riu.

A moça soltou a mala que carregava no chão. Ajeitou os óculos e cruzou os braços. Akane abaixou a cabeça, suas pernas estavam quase o abandonando e nem ao menos havia notado a velocidade em que seu coração batia.

– Quanto tempo mais vai fazer isso, Hideki? – A ruiva olhou para Akane. – Por favor, vá embora.

O moreno movimentou a cabeça afirmativamente, um balanço rápido. Sentiu a mão quente do maior segurar seu pulso, como em silêncio, pedindo para que ele não fosse. O menor puxou o braço para frente fazendo-o soltar, dirigiu-se a porta e passou pela mulher.

A mesma tinha um perfume suave, algo adocicado sem ser enjoativo. Eles tinham a mesma altura, ela tinha o mesmo cabelo de Hideki, mas seus olhos eram de um âmbar amargo. Sim, amargo, tudo naquela mulher parecia acerbo.

A porta se fechou e, por um segundo, Akane sentiu a necessidade de olhar para trás, mas não o faria.

* * *

Uma hora mais tarde, Akane estava sentado em frente ao notebook, em pleno domingo, na hora do almoço e sem nada em casa. Confuso e um tanto revoltado. Pensou em ir comer fora, mas não estava com coragem alguma. Com vontade alguma, na verdade.

O celular do moreno vibrou, ele o encarou e esperou até que parasse de tocar. E assim aconteceu, colocou uma musica aleatória, de pasta aleatória de seu computador e voltou a trabalhar, o trabalho que havia passado a odiar, apenas pelo tema. Ele por um momento deixou de culpar os ET’s para poder culpar seu trabalho.

O celular voltou a vibrar, Akane suspirou e viu então que era Toshi. E mais quinhentas chamas perdidas do mesmo. Pegou o aparelho e atendeu.

– Diga.

– Kan, quero ir ao shopping.

– E o que eu tenho a ver com isso?

– Vamos comigo. – Choramingou o loiro.

– Não estou com cabeça pra isso Toshi...

– Hoje é domingo!

– Eu sei.

– Temos que aproveitar!

– Já estou.

– Eu queria companhia...

– Pra quê?

– Hoje vai ter encontro das pessoas que gostam de anime...

– Viu, por isso você é virgem. – Caçoou Akane.

– Mas você também é. – Retrucou.

– Olha, é só porque estou me guardando pra alguém especial, ta?

– Sei. – O loiro riu. – Estou te esperando na entrada do shopping, não demore, Kan!

Akane encheu os pulmões ao ver que Toshi havia desligado, socou a mesa e depois choramingou pela mão machucada. Conversou com seu peixinho durante alguns segundos e olhou novamente para o PC, calçou o tênis, tirou correu pelo quarto e se jogou na cama, sentiu sua raiva interior brotar de uma maneira horrível e pensou na ideia de matar Hideki.

– MUHAHAHAHA! – Riu.

Em seguida abraçou o travesseiro e chorou. Levantou-se e se vestiu de maneira adequada, depois, claro, de várias tentativas. Olhou-se no espelho e arrumou o cabelo já arrumado, um tempo a mais ou a menos não mudaria nada.

Saiu de casa meia hora depois, não havia feito nada demais, além de beijar um homem, claro. Já estava exausto, psicologicamente e fisicamente. Era como perder uma partida de um jogo moba, surpreso e meio puto, pois quando tudo está bem, acredite, pode ficar super mal. Era como jogar xadrez, e Akane era péssimo nisso, primeiro por falta de paciência, segundo por falta de estratégias e terceiro por falta de prática, levando sempre a uma derrota vergonhosa. Estava se sentindo como uma criança no meio de uma palestra sobre desenvolvimento de uma nova vacina. Era estranho, novo e sem sentido. E assim estava sendo seu dia, uma grande palestra misturada com xadrez e a derrota em um jogo moba.

Pegou um taxi e passou a maior parte do caminho tentando pensar em nada, mas só tentar não seria o suficiente. Não faltava muito para o fim do trajeto, desceu uma rua antes e continuou andando. Encarou o chão como se o fato dele estar ali o incomodasse.

Uma grande parede apareceu em sua frente impedindo-o de passar, mas infelizmente essa parede tinha um rosto lindo, os olhos, a boca e o restante também. Akane encarou o rapaz e por um momento esqueceu-se de como se falava, a aparência do homem não o impressionou, afinal, era um homem, mas algo de certa forma o prendeu.

– Não vai pedir desculpas? – Falou de modo seco a garota que o acompanhava.

– Ah... – Akane saiu de seu caminho. – Des...

– Tudo bem. – A voz dele ao mesmo tempo que grossa, era suave.

Alguns fios do cabelo levemente dourado estavam caídos sobre o par de olhos azuis. O rapaz sorriu e a menina o puxou.

Bicho, a senhora é destruidora mesmo viu, viado. – Toshi estava parado e comendo atrás de Akane, com um pacote de frango frito, três rosquinhas e um sorvete de creme.

– Toshi! – Assustou-se. – Não me chame assim, já disse... Você roubou que loja?

– Eu não roubei. – Torceu o nariz. – Esse é meu almoço.

– E não vai me oferecer?

Toshi olhou para a comida, e para o amigo. Repetiu o movimento algumas vezes e depois mordeu a rosquinha.

– Não, obrigado. – Respondeu enfim.

– Infeliz. – Resmungou o moreno.

– Na verdade eu estou bem feliz. – O menor continuou comendo. – Olha o tanto de comida, quem pode ficar triste comendo? Comer é ótimo e faz depressões irem embora, podia até virar cientista e criar um livro sobre isso, ou um psicólogo. Ficarei rico fazendo gente ler o que todo mundo já sabe e não se toca. Ai, vamos comer lendo, comer dormindo, comer indo trabalhar, comer levando bronca do chefe, comer no parto dos nossos filhos, imagina, felicidade em dobro?

– Toshi. – Chamou Akane.

– Comer num enterro, porque aí ficaremos felizes ao invés de chorar, comemos durante o banho, comemos durante a morte, quem ficaria triste morto enquanto come?? – Continuou.

– Toshi...

– Imagina se no céu tiver pão! – Se empolgou.

Akane pegou uma das rosquinhas do rapaz e enfiou na boca do mesmo.

– Por que não chamou o Kuro? – O moreno suspirou enquanto começava a andar em direção ao shopping.

– Ele ia sair com a noiva. – Respondeu o loiro após engolir o alimento.

– Ele tem uma noiva? – O moreno olhou-o, surpreso. – O Kuro?

– Sim. – Toshi riu, sem graça. – Eles estão juntos há quase três anos.

Toshi e Kuro cursaram o ensino médio juntos, mas eles já se conheciam há muitos anos, eram ótimos amigos, apesar de terem gostos tão diferentes. Toshi havia conhecido Akane num curso, um curso de inglês onde o moreno costumava trabalhar, como assistente. Eles se tornaram amigos, o que não era uma surpresa, Toshi conseguia fazer amigos numa velocidade surpreendente.

– Ah...

Eles caminharam em silêncio por mais algum tempo até chegar ao local marcado. Subiram e desceram escadas rolantes, entraram em várias lojas pra no final sair sem nada, mas na verdade só queriam que as horas passassem logo.

Foram até a praça de alimentação e se sentaram em uma mesa qualquer, o local estava cheio e Akane não era muito fã daquele tipo de acumulo de pessoas. O moreno suspirou e massageou a nuca, percebeu que por certo tempo não havia pensado no que tinha acontecido pela manhã daquele mesmo dia.

Olhou em volta e torceu o nariz.

– Vou comprar um lanche pra mim. – O moreno levantou-se. – Você quer algo?

Toshi segurava o celular e olhava fixamente para uma mulher não muito distante dali, ele abaixou a cabeça e movimentou negativamente a mesma. Akane arqueou uma sobrancelha sem entender direito, em que universo alternativo o loiro recusaria comida de graça?

O maior dirigiu-se até uma lanchonete qualquer e encarou a fila, por um momento desejou que uma nave espacial abduzisse todos os humanos em sua frente. Encarou a lista de alimentos numa placa ao seu lado esquerdo, quando sentiu seu celular vibrar no bolso. Atendeu sem ao menos ver quem era.

– Akane? – A voz de Kuro soou do outro lado, mas o moreno estava tão desligado que não havia reconhecido.

– Quem é?

– Kuro.

– Ah, oi.

– Tem notícias do Toshi? Ele não atende o celular...

– Ele está comigo.

Houve um breve silencio de ambos os lados. Ouviu o suspiro do rapaz vindo do outro lado da linha.

– Entendi.

– Quer que eu diga que quer falar com ele?

– Não, obrigado.

– Ok... Disponha.

Uma pequena rodinha se formava no meio do local, por um segundo Akane jurou ter ouvido a voz de Toshi, olhou para o lugar onde estavam sentados e não viu o amigo, o que já era um motivo pra se preocupar. Abandonou a fila e foi rapidamente em meio à multidão, mas não conseguia passar, não conseguia fazer nada, além de ouvir a voz do rapaz.

– Eu sabia que você era uma vadia qualquer, aposto que ele acreditou em você.

– E por que não acreditaria? – A voz que respondia era fina e pouco enjoada.

– Eu vou contar a ele o quão merda você é. – Toshi se enfurecia. – Não o merece.

– Você já tentou colocar ele contra mim tantas vezes, não acho que vai ser agora que ira funcionar, deixa de ser ridículo garoto.

– Dessa vez ele vai!

– E porque iria? – Akane pode ver uma mulher se levantar, era a que respondia.

O loiro sorriu e mostrou o celular.

– Por que gravei tudo. – O loiro se virou e tentava sair do meio da multidão. – Agora eu tenho que ir, continue se divertindo ai!

– Aron! Faça algo!

Um negão classe A se levantou, por um momento, Akane pensou que aquilo fosse cena de um filme e Terry Crews seria o protagonista super massa que iria esmagar um loirinho qualquer, mas parou para pensar e o loirinho qualquer seria seu amigo. E até mesmo nos seus sonhos, eu vou estar lá.*

Toshi olhou para o amigo e depois para a massa de músculos que se aproximava rapidamente dele. O que resultou em um loiro e um moreno correndo loucamente de um búfalo em fúria, o que em seguida parecia virar uma manada, alguns amigos se juntaram a Aron. E então Akane se perguntou do porquê gente bombada só ter amigos bombados, tentando bombar a cara dos outros, literalmente.

– Se livra desse celular! – Gritou Akane.

– Não posso, tenho que mostrar pro Kuro! – Resmungou o pequeno quase sem forças, consequência de ser uma pessoa sedentária.

– Você vai morrer.

– Só eu?

– Sim ué... Se você tivesse dividido a comida comigo podia até pensar em morrer contigo.

– Parem ai, moleques! – Gritou um dos homens que corriam atrás dos menores.

– “Moleques”? – Perguntou Akane. – Senhor eu só tô correndo pra me exercitar, nem conheço esse cara.

– Ele acha que somos idiotas. – Riu um.

– É, vamos pegar ele primeiro. – Falou o outro.

– Santo pão. – O moreno apressou os passos, segurou a manga de Toshi e dirigiu-se para a escada rolante. Pulando pessoas e se enfiando em meio a qualquer buraco pra poder passar.

Toshi olhou para trás e comemorou pelos homens serem grandes e eles pequenos. Continuaram correndo por algum tempo mesmo depois de saírem do local, o loiro estava vendo sua alma sair junto ao grande e maravilhoso almoço, infelizmente ele não viu o poste pouco a frente.

Uma história de amor mais bonita e dolorida que Creupusculo. Que por sinal não durou tanto, mas foi muito significativa, até porque o nariz de Toshi se lembraria daquele momento durante anos. Ao ver o amigo esticado no chão, Akane segurou firme seu braço e o puxou, forçando-o a voltar a correr.

Algumas ruas depois do shopping, eles pararam, um mais ofegante que o outro. O moreno, certamente, só correria daquela maneira novamente durante um ataque alienígena. Toshi apoiou-se no muro de uma loja qualquer e forçou seus pulmões a aceitarem aquele lindo e maravilho ar.

– Toshi. – Chamou Akane, quase se rendendo ao cansaço. – Da próxima vez que você me chamar pra sair, eu mesmo te mato.

– Aquele poste quebrou meu nariz. – Chorou. – Vamos ao hospital comigo!

– Eu vou pra minha casa!

– Não me abandone, Kan! – O loiro jogou-se na cintura do maior e a segurou. – Vou morrer sozinho.

– Me solta! – O moreno tentava empurra-lo.

– Eu compro uma miniatura do Rari Podder pra você! – Choramingou.

Akane arrastou-o durante algum tempo até não ter mais forças, então se rendeu e acompanhou-o até o hospital mais próximo e lá se via encarando mais uma longa fila. Ele realmente, realmente aceitaria ser abduzido nesse momento.

Notas finais
Espero que tenham gostado e que tenham um tempinho para comentar ♥ ~ Preciso que digam o que acharam t-t, é importante ~ Já comecei o próximo capitulo e estou caçando minha beta [Sim, eu caço as pessoas ( º º )] Beijos meus podins ♥