Notas iniciais
Caros leitores, me perdoem pela demora, mas eu estava passando por uma fase difícil, mas agora voltei e pretendo acabar essa Fic em breve! O capítulo de hoje é pequeno, mas é só para dar sinal de vida, logo postarei outro. Muito obrigada Leitores do meu coração.

Naquela noite não consegui dormir, deitado na cama olhando para o teto, e batendo os dedos na barriga cantarolava minha música favorita do The Hectic Glow. Bem, já assistiu algum filme em que um assassino está no corredor da morte, onde ele sabe que vai morrer, e a agonia se espalha pelo corpo a cada segundo? Pois bem, é isso que eu estou sentindo agora. Só que eu sou um homem de bem que nunca matou ninguém, a não ser as pobres formigas que esmago sem querer quando estou andando. Eu não quero parecer um cara deprê nem nada, porque já escrever um diário é coisa de maricas (como diz Max Mayhem) e depressivo, vou parecer uma dama vitoriana especialista em "reclamar da vida" e tomar chá com o mindinho levantado, a fusão disso tudo se resultaria em um belo de um Augustus Waters. Tudo o que estou escrevendo pode parecer complexo. Eu sou um cara complexo, nunca vai existir uma tese que explicará o que foi Augustus Waters, modéstia a parte, eu sou inenarrável. A única coisa que tenho certeza, meu caro Peter, e que agora essa montanha russa que só vai para cima está tão alta que já está me feixando enjoado, e que estou prestes a ver o fim dessa montanha russa, que deduzo ser o fim da minha vida atual. Essa última frase saiu tão depressiva, que lhe dou o direito de pensar o mesmo que Max Mayhem. "Coisa de Marica".