Notas iniciais
Heeeey pessoal ol Aqui novamente com um novo capítulo.

No sábado, acordei cedo e liguei para a mãe de Isaac, ela disse que ele estava melhor, então decidi dar início ao meu plano. Passei a noite em claro pensando em como faria uma surpresa inesquecível para Hazel Grace. Bem vai ser o seguinte.

Vou narrar pra ser mais emocionante:

Depois de almoçar e bater um longo papo com meu pai sobre quem vai ganhar a N.B.A, almocei tomei um banho e coloquei minha camisa do Rik Smits que por uma incrível coincidência, é Holandês. Então desci até a cozinha e perguntei a minha mãe:

– Mãe a senhora gostaria de me acompanhar ao mercado comprar coisas de holandês?

Minha mãe deu risada e disse:

– Porque esse interesse todo na Holanda meu filho?

– Tudo a seu tempo mulher. Vamos?

Minha mãe sorriu e concordou com a cabeça.

Minha mãe foi dirigindo ao mercado, enquanto eu fumava meu cigarro metafórico minha mãe me perguntava:

– Porque tantas coisas Holandesas?

Tirei o cigarro da boca e o coloquei de volta ao maço, e assim respondi:

– Hazel Grace tem uma pequena queda por coisas holandesas. Quero que tudo nesse piquenique lembre a Holanda, principalmente minha camisa do Rik Smits.

– Rik Smits é um jogador de basquete não é? – perguntou minha mãe.

– Mas mulher! Claro que sim, como não pode saber, papai simplesmente o adora! – disse colocando minhas mãos na cabeça e fazendo uma cara surpresa.

Mamãe deu risada.

Estacionamos, entramos no mercado e mamãe perguntou:

– E agora Gus, como vamos achar o raio do queijo holandês?

Cocei a cabeça, não fazia a menos idéia. Até que uma mulher do “Posso te ajudar” nos perguntou:

– Querem ajuda? – logo respondi:

– Claro, bem, vou fazer um piquenique com uma garota que eu gosto, e quero fazer uma surpresa sabe, preciso de um queijo holandês, e se tiver tomates holandeses, se puder me arranjar um cara holandês vou ficar realmente grato e ...

– O que ele quer dizer é: Nos leve até o queijo. – disse mamãe me interrompendo.

– Claro. – disse a mulher se virando e indo em direção aos laticínios. O queijo holandês foi meio difícil de achar, mas ela conseguiu me entregou a bandeja e logo fomos atrás do tomate. Reviramos o corredor inteiro e não achamos nada.

– Anda Gus, leve qualquer um. – disse mamãe.

– Tomate argentino? Que coisa broxante. – pensei alto quando segurei um pode de tomates secos “El toro!”

– Leve esse! – disse minha mãe me entregando um pote de tomates que nem ousei olhar o nome.

Enfim, levei ele mesmo. Depois comprei um suco de laranja e um saco de pães. No lado de fora do mercado tinha uma floricultura, então entrei na loja com a intenção de encontrar Tulipas Holandesas. Consegui enfim encontrá-las. Na volta para casa decidi contar meu plano a minha mãe:

– Mãe vou confessar o porquê disso tudo. Bem, você sabe que nunca gastei meu desejo com os Gênios não é? – perguntei.

– Sim, você achava bobeira. – respondeu.

– Bom, eu não acho mais, digo, vou ser direto. – disse coçando a cabeça. – Quero ir para Amsterdam com a Hazel Grace conhecer Peter Van Houten.

Minha mãe freou o carro com tudo, me fazendo saltar do banco.

– Só vocês dois, sozinhos? – perguntou mamãe com os olhos arregalados.

– Claro que não! Talvez a senhora ou a mãe dela nos acompanhe.

Ela suspirou de alívio, e começou a dirigir normalmente.

– Você gosta mesmo dela não é? – perguntou mamãe.

– Olha minha cara, nem mesmo o maior cardiologista consegue descobrir o que acontece com meu coração quando a vejo. – falei.

Mamãe deu risada.

– Eu gosto muito dela. – disse mamãe.

– Que bom, pois ela será sua futura nora. – falei.

– Tomara!

Chegamos em casa, e arrumei a cesta de piquenique e a toalha para forrar. Logo abusei na boa vontade da minha mãe e pedi:

– Tem como me levar na casa da Hazel Grace?

Minha mãe concordou.

Assim que mamãe me deixou em frente a casa da Hazel Grace, toquei a campainha uma, duas, três vezes, mas ninguém atendeu. Deduzi que eles haviam saído. Peguei meu celular e liguei para ela.

Ela atendeu e logo falei
— Você está em casa?

— Ah, não — eu disse.

— Essa era uma pergunta retórica. Eu já sabia a resposta porque estou na sua casa. – disse.
— Ah. Humm. Bem, nós estamos a caminho, acho.
— Beleza. Vejo você daqui a pouco.

* * *


Me sentei na escadinha e esperei eles chegarem, de repente aquela dor na cintura começou, uma dor incomoda, mas não tão ruim. Eles chegaram e logo levantei-me com um pouco de força. Assim que ela saiu do carro, entreguei as tulipas e disse:
— Vamos sair para um piquenique?
Ela fez que sim com a cabeça e pegou as tulipas sorrindo. Seu pai veio por trás de Hazel e me cumprimentou com um aperto de mão.
— Essa é a camiseta do Rik Smits? — perguntou.
— Essa mesma. – respondi.
— Nossa, eu adorava esse cara — disse o pai da Hazel, e assim começamos a conversar sobre basquete,e Hazel foi se arrumar, no final ele me disse:

– Você jogava basquete?

– Sim, jogava quando tinha minhas duas pernas.

Entramos dentro da casa de Hazel Grace.

– Então você conheceu a Hazel no Grupo de Apoio. – disse o Sr. Lancaster.
– Foi, sim, senhor. Sua casa é adorável. Gostei muito das pinturas nas paredes. – elogiei.

– Obrigada, Augustus. – disse a Sra. Lancaster.
– Então, você também é um sobrevivente? – perguntou o Sr.
– Sou. Não cortei fora essa camarada aqui pelo simples prazer de fazer isso, embora seja uma estratégia de perda de peso excelente. Pernas pesam! – falei
– E como anda a saúde? – perguntou.
– SEC. Há um ano e dois meses. – respondi.
– Só é maravilhoso. As opções de tratamento disponíveis hoje… é realmente impressionante. – disse a Sr. Lancaster.
– Eu sei. Tenho sorte. – falei.
– Você precisa entender que a Hazel ainda está doente. – disse o Sr. Lancaster. E
– E que ficará assim para o resto da vida. Ela vai querer acompanhar seu ritmo, mas os pulmões. – falei.
Hazel Grace apareceu então cortamos o assunto.

— Então, aonde é que vocês vão? — a Sra. Lancaster perguntou

Sussurrei a no ouvido da mesma:

Ao parque.

— Shh… — falei. — É segredo.
Mamãe sorriu.
— Você está levando o celular? — perguntou a mãe a Hazel.
Então fomos, ofereci o braço para Hazel e essa aceitou. Então disse:

— Minha mãe ficou totalmente encantada com você. – que ótimo!
— É, e seu pai é fã do Smits, o que ajuda muito. Você acha que eles gostaram de mim?
— Com toda certeza. Mas, quem se importa? Eles são só pais.
— Eles são seus pais (meus futuros sogros) — falei olhando de relance para Hazel . — Além disso, eu gosto de ser gostado. Isso é loucura?
— Bem, você não precisa sair correndo para abrir a porta para mim ou me encher de elogios para que eu goste de você.

Pisei com tudo nos freios, e que fez Hazel saltar. Dei uma arrancada e fritei o pneu, é ninguém é um Ayrton Senna. Assim que o sinal ficou vermelho abri o porta-luvas e peguei um maço de cigarros, tirei um cigarro.

— Você nunca joga os cigarros fora? — perguntou Hazel Grace.
— Um dos benefícios de não fumar é que os maços duram para sempre —respondi — Já tenho esse aqui há quase um ano. Alguns cigarros estão rachados perto do filtro, mas acho que esse maço consegue chegar até meu aniversário de dezoito anos. — segurei o cigarro entre os dedos e o coloquei na boca — Então tá — falei.
— Tá. Liste as coisas que você nunca vê em Indianápolis. – perguntei.
— Humm. Adultos magros — respondeu.
Dei risada.
— Boa. Continue. – falei.
— Humm. Praias. Restaurantes que passam de pai para filho. Relevo.
— Todos excelentes exemplos de coisas que faltam por aqui. E, também, programas culturais.
— Ah, é. Nós ficamos um pouco a desejar no quesito programas culturais — falei, deduzindo, enfim, aonde ele estaria me levando. —Estamos indo ao museu?
— De certa forma.
— Ah, nós vamos àquele parque, e tal?
O Gus pareceu esvaziar.
— É. Nós vamos àquele parque, e tal — falei, caramba não dá pra esconder nada dela, inteligente demais. — Você já descobriu, não descobriu?
— Humm. Descobri o quê? – perguntou.
— Nada. – falei.