A Culpa Nunca Morre - Dramione
18 Capítulo 18
P.O.V Hermione Granger continuação.
Eu não conseguia acreditar no que se passava. Por um breve momento eu estava totalmente aturdida com o beijo que rolara entre mim e Malfoy e em outro o Vítor está me pedindo dicas de como conquistar uma garota. Acabei deixando escapar uma risadinha com a situação cômica. Parecia que por um momento toda aquela tensão que estava passando pelo meu corpo sumira por completo.
_Pom... eu sei que é engrraçado, mas não prrecisava rirr Hermion-ni-ni. — disse Krum ofendido com a risadinha que eu soltara ,achando que eu estava rindo dele.
_Não estou rindo de você ! — falei apressadamente erguendo-me do sofá e indo em direção ao rapaz dando-lhe um beijo na testa. — Acho mais que você deveria se declarar para ela. — e depois cocei o queixo planejando uma idéia. — Que tal um jantar a luz de velas?
_Difícil é fazerr isso. — disse o Vítor ruborizando e parecendo totalmente desesperado. — Ela fican ocupada o dia todo.
_Ué. Façam um jantar a noite. Por isso se chama jantar. -falei soltando uma risada ao ver a expressão de Vítor de alguém super acanhado. — Para com isso ! Ela vai adorar! E sinto que meu lado rebelde vai fazer você e ela conseguirem jantar a sós?
_Como? — perguntou Vítor curioso.
_Só sair da barreira do acampamento. — respondi encolhendo os ombros e fazendo uma expressão teatral.
_Eu não poderr fazerr isso Hermion-nini ! Vão descobrrirr que estamos forra do acampamento!
_Não vão. — falei piscando para ele. — Já saí uma vez e sei direitinho como sair. Filch termina de fazer a ronda ás 22:00. — e depois segurei-lhe o ombro e sussurrei em seu ouvido. — Só falta você combinar com ela e eu preparo o resto.
_Hermion-ni-ni. — disse ele encantado. — Como posso te agrradecerr?
_Me chamando de Hermione. — brinquei.
_Hermioner-ni. — tentou ele levando a sério o que eu disse e nessa hora não consegui segurar a gargalhada.
* * *
Quando eram 22:10 eu verifiquei se Malfoy estava dormindo e este estava deitado em sua cama dormindo tranquilamente. Por um breve momento eu encarei aqueles lábios que haviam estado colados com os meus e isso fez com que eu duvidasse se realmente aqueles pensamentos haviam saído de minha cabeça. Arrumei-me com um vestido preto e coloquei uma tiara branca querendo me parecer com uma espécie de "garçom" e peguei vários alimentos que eu havia preparado (levei horas para faze-lo.) e saí da barraca cautelosamente com os vários pratos em pilha, panelas e outros utensílios voando atrás de mim.
_Mione para onde você vai? — perguntou uma voz atrás de mim fazendo-me quase perder o controle do feitiço "Locomotor", em seguida virei-me e encarei a expressão incrédula de Rony Weasley.
_O que faz aqui? — perguntei quase entrando em pânico.
_Vim dar uma caminhada. -disse ele dando de ombros. — Você sabia que o Filch para de fazer a ronda dele ás...
_22:00 eu sei disso . — falei rapidamente. — bom , tenho que ir , tenho um compromisso.
_Compromisso? — disse Rony franzindo as sombrancelhas. — Com quem?
_Não é de sua conta Ronald Weasley ! — exclamei irritada.
Os olhos do meu amigo se depararam em minhas vestes e pela sua expressão , provavelmente, ele havia pensado em algo bastante malicioso e em seguida este me olhou com uma expressão de quem não me conhecia.
_Está bem. — disse ele suspirando como se desistisse de descobrir qual seria meu futuro paradeiro fazendo-me ficar espantada com a atitude que ele não costumava ter. — Vou pedir para que não conte a ninguém sobre a minha saída nesse horário pode ser Mione? — pediu ele sorrindo para mim.
_Ah, tudo bem Rony. -falei retribuindo o sorriso. — Boa noite. — desejei virando de costas para o ruivo e prosseguindo com o caminho desejado.
_Boa noite. — disse Rony andando na direção inversa.
Depois de caminhar bastante cheguei ao local onde me levaria para fora da barreira. Infelizmente , dava para ver através dela que o homem que normalmente guardava a saída e entrada da barreira estava acordado em sua cadeira com uma varinha em punho. Suspirei arrependendo-me do que eu iria fazer a seguir e saí da barreira passando pelo homem que me lançou um olhar incrédulo junto com a pergunta:
_O que faz aqui menina? Você não pode sair da barreira! Entre imediatamente. — e este em seguida apontou a varinha dele para mim ameaçadoramente.
Saquei minha varinha e após fazer isso imediatamente o homem me contra-atacou e ficamos duelando um contra o outro. Fiquei bastante feliz por eu saber tantos feitiços-escudos , pois , se eu não soubesse, já teria perdido aquele duelo em menos de um segundo.
_ESTUPEFAÇA! — pronunciei mentalmente e o feitiço atingiu o homem em cheio no peito e este caiu no chão desacordado.
Me aproximei do homem e apontei novamente minha varinha para ele e lancei-lhe um feitiço para apagar parte de sua memória, para que este , não se lembrasse do duelo e nem sequer do fato de eu ter passado pela barreira.
Olhei para uma parte da louça que ainda flutuava atrás de mim e agradeci a mim mesma por ter feito uma barreira protetora para que os objetos não se quebrassem. Em seguida, corri em direção a Floresta na direção do local onde eu havia informado ao Vítor para ir. Perto do lago onde antes eu encontrara o Malfoy.
Pensar em Malfoy fez com que meu estomago desse uma cambalhota. Lembro-me do olhar que ele me lançara ao ver eu apenas com uma peça íntima. Uma sensação nova tomava meu corpo ao pensar nisso, uma sensação um tanto boa e incômoda ao mesmo tempo.
Senti-me como não me sentia a muito tempo... uma CRIANÇA, rebelde , bagunceira e determinada e que não liga para as futuras consequencias dos atos envolvidos. Fazia tempo que eu não era aquela Granger que não ligava para as regras... que queria apenas viver, se divertir e se sentir livre para fazer o que quiser.
Nesses momentos que eu concordava com a frase:"O proibido é sempre mais gostoso."
Quando cheguei ao local marcado usei minha varinha para conjurar uma mesa e logo depois desta se materializar a coloquei perto do lago e arrumei a louça e coloquei a comida nos dois pratos do casal. Sentia-me uma cupida e feliz por estar fazendo algo por alguém.
Conjurei umas velas que ficaram flutuando acima da mesa , parecido com as velas que haviam em Hogwarts no Salão Principal e sentei-me na grama satisfeita com meu trabalho e aguardei a chegada de Vítor e Eva.
Quando em meu rélogio bateu umas 23:08 vi que dois vultos surgiram em meio a floresta. Havia uma garota de cabelos loiros e olhos claros ( obviamente a Eva)e o Vítor que trajava a típica cor vermelha mas com um terno muito elegante fazendo-o ficar bem bonito. E Eva trajava um longo vestido azul aqua que combinava com seus olhos e ela estava linda de um modo totalmente magnífico.
_Ah, então você é a amiga de Vít. — disse Eva dando-me um abraço. — Hermione , não?! Ah, queria agradecer por você preparar esse jantar! — e depois essa me largou lançando-me um sorriso sincero e muito agradável.
_Disponha. — respondi educadamente. — Não foi nada demais.
_Nada de mais? — perguntou Vítor abraçando Eva de lado e apontando para a mesa caprichosamente preparada. — Hermion-ni-ni estarr muito perrfeito. — e depois este continuou a contemplar os preparativos com o queixo caído.
_Que vestes diferentes. — disse Eva curiosa apontando para meu vestido.
_Ah , obrigada ! Queria parecer um garçom sabe? — e depois comecei a rir imaginando que a garota me acompanharia mas esta e Vítor ficaram igualmente calados com expressões de quem se sentia confuso.
_O que é um garçom? — perguntou-me Eva.
Lembrei-me que bruxos puro-sangue não tinham noção sobre o cotidiano dos trouxas e nem nada sobre os lugares onde vão e o que vestem.
_Uma pessoa que serve as pessoas quando estão querendo jantar... ou almoçar... — e ao explicar dei um sorriso timido.
Vítor e Eva sorriram em compreensão e em seguida sentaram-se na mesa contemplando seus pratos onde haviam alguns alimentos já colocados. Servi uma taça de vinho para eles ( Eva parecia ser mais velha do que eu que tinha 18 anos e Krum já estava formado, já era um adulto , então , imaginei que fosse permitido ambos beberem um vinho.) e depois fiquei distante do casal dando-lhes privacidade para conversarem em paz, mas mesmo distante , mostrava-me totalmente presente caso eles precisassem de algo.
O tempo passava e meu passatempo se tornara brincar com umas folhas que haviam em um arbusto ao meu lado. De todas as maneiras eu tentava não ouvir a conversa do casal , afim de que, eles tivessem total privacidade. A única coisa que eu não conseguia deixar de ouvir eram as risadas que eles davam de vez em quando. Mas isso era um bom sinal, significava que o casal estava se dando bem.
Do nada alguém saíra do arbusto e tampou minha boca e infelizmente fui incapaz de gritar por ajuda. Debati-me e antes mesmo de eu poder usar minha varinha a pessoa que me tampara a boca tirara de minhas mãos. Entrei em pânico e tentei olhar para o rosto do "sequestrador"...
Era Draco Malfoy.
_O que faz aqui na floresta , Granger? — perguntou o loiro franzindo a testa. Ele usava uma blusa branca e uma calça cinza de tecido fino , que provavelmente, era uma calça de dormir.
Ele soltou minha boca para eu poder responder.
_Eu estava... — e cortei minha frase olhando agora desconfiada para o rapaz que olhava-me com uma expressão indagadora. — Como você soube que eu estava aqui?
_A mesa da cozinha sumiu. — disse ele rindo com a resposta que acabara de dar.
Fiz um sinal com o dedo para que ele me seguisse. Aproximei-me do arbusto que o garoto usara para me segurar e abri uma fresta para o loiro ver o que se passava e este ao ver a cena de Vítor e Eva juntos mordeu o lábio com uma expressão de aprovação.
_Ah , entendi. — murmurou ele olhando para mim.
Sorri forçadamente para ele e depois coemcei contemplar a cena dos casal pela fresta do arbusto tentado ignorar o olhar fixo que o rapaz lançava a mim.
_Peço desculpas se ... — ele começou coçando a cabeça e não acreditando que estava pedindo desculpas. — bom, você sabe...
_Tudo bem... você não teve culpa. Na verdade, eu que te beijei primeiro. — e ao falar isso por um breve momento pareceu que as velas que flutuavam acima da mesa de jantar eram muito interessantes.
_Então a culpa não era minha? — disse Draco mordendo o lábio.
_Não. — respondi olhando agora para o loiro.
_Eu sei que não foi. — concordou o loiro com aquele jeito arrogante de sempre.
Ficamos olhando para o rosto um do outro com um crescente desejo de que algo rolasse entre nós. Malfoy aproximou os lábios dele dos meus e no começo beijavamos calmamente , mas logo, o beijo começou a se tornar mais quente e bem mais intenso e logo eu estava deitada no gramado com o Malfoy debruçado sobre mim.
_Então Granger... — murmurou ele rindo para mim. — Acho que irei perder a razão...
Ele passou a beijar meu pescoço ternamente enquanto acariciava-me o rosto com uma de suas mãos. O beijo passou a não ser só no pescoço mas em meu ombro e em seguida no decote de meus seios... quando os lábios dele tocaram-me naquela região pareceu que a temperatura havia aumentado e minhas mãos começaram a suar.
As mãos do rapaz logo envolveram meu corpo em uma espécie de abraço e este puxou-me para seu colo e eu conseguia sentir o membro dele que parecia já estar ereto... os lábios dele voltaram para minha boca que tanto desejava aquele ato e por um breve momento nos encaramos e ambos parecendo concordar que não queríamos apenas permanecer nos beijos...
_Mas o que serr isso? — perguntou Vítor aproximando-se do local onde estávamos.
Draco e eu paramos imediatamente com o beijo e saí do colo do rapaz. Vítor olhava para nós totalmente pasmo.
_Draco. — murmurou ele. — O que faz aqui?
_O que faz aqui? — perguntei depois de soltar um longo pigarreio.
_Não vi você prróxima da mesa de jantar e imaginei que você estivesse porr perto. — respondeu Vítor.
_Poderia fingir que não viu a gente aqui? — perguntei abrindo uma fresta nos arbustos e contemplando Eva que ainda estava em sua mesa de jantar olhando na direção onde Vítor estava com um olhar de preocupação. Felizmente, ela não viu nada do que ocorrera entre mim e Draco, já que, o arbusto havia feito a gente não ficar visível.
_Clarro que sim. — disse Krum dando-me uma piscadela.
Depois do que aconteceu pedi para Draco voltar para a barraca enquanto eu continuaria a cuidar do casal que continuava jantando. O loiro me obedeceu e se despediu com um breve aceno de cabeça. Eu não conseguia acreditar no que quase rolara entre nós , mas naquele momento em que estavamos envolvidos... senti um aconchego , um aconchego que eu não sentia a muito tempo .
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